11/08/2026
Ela denuncia uma violência.
Mas, em vez de o foco permanecer no que foi feito contra ela, começam as perguntas sobre sua roupa, sua bebida, seus relacionamentos, sua sexualidade, seu comportamento.
E, pouco a pouco, a vítima passa a sentir que é ela quem está sendo julgada.
Isso pode ser revitimização: quando alguém que já sofreu uma violência encontra uma nova experiência de exposição, humilhação, culpabilização ou descrédito justamente no espaço onde deveria encontrar proteção.
Foi para enfrentar esse tipo de situação que surgiu a Lei Mariana Ferrer — Lei nº 14.245/2021.
A vítima não precisa ser perfeita.
Não precisa ter reagido da forma que você reagiria.
Não precisa ter uma vida considerada “irrepreensível”.
Ela precisa ter sua dignidade respeitada.
Porque roupa não é consentimento.
Bebida não é consentimento.
Histórico sexual não é consentimento.
E buscar Justiça não pode signif**ar reviver a violência mais uma vez.
Salve este conteúdo e compartilhe com outra mulher.
Nos próximos posts, continuamos traduzindo leis importantes sem juridiquês e mostrando por que elas precisaram existir.
Conhecer seus direitos também é movimento.
Ela se Move. Sem culpa. Sem desculpa.