20/11/2025
Dioturnamente os irmãos negros são discriminados, empurrados para a margem, mortos. A branquitude segue sentada em seus tronos de poder. No último dia 11 houve a invasão da EMEI Antônio Bento no Caxingui, em São Paulo. O desenho de Iansã feito pela filha de 4 anos fez o pai PM recrutar 12 colegas fortemente armados para exercer seu RACISMO RELIGIOSO. O livro usado no trabalho foi "Ciranda em Aruanda", de Liu Olivina. No Brasil temos mais de 800 editoras, a esmagadora maioria pertence a editores brancos, como nós. As posições de decisão são ocupadas por homens brancos. Em grupos de editores, e até em grupos de entidades, acontecem diálogos de cunho ra***ta, assim impune e livremente, como se normal fosse, já fomos hostilizados em se opor. Alguns editores publicam autores negros apenas para editais: tokenismo. Por isso também fundamos o Livro Livre, grupo que busca exercer o papel social e político inerente ao editor, papel este que anda esquecido. A literatura, inclusive para as infâncias, é via de regra elitista e ra***ta, finge-se não enxergar. A querida nos trouxe uma boa expressão para isso, cunhada por sua filha: "As pessoas estão sedentárias políticas". Há algum tempo (o letramento racial por sorte mudou nossa visão), buscamos autores negros ativamente para que nosso quadro reflita a distribuição étnica do povo brasileiro, e não fazemos nada mais que a obrigação. Livros como "Ciranda em Aruanda" seguem sem nenhuma adoção em escolas particulares (querem cultura afro-brasileira "para cumprir a lei", mas barram se o assunto for religião). O poder executivo em todos os níveis, as câmaras municipais, o Congresso e o STF seguem brancos e masculinos e mantêm o status quo ra***ta, machista, capitalista.
Dito isso, convidamos todos a passear pelo panteão de autores negros da Quatro Cantos no carrossel (em ordem alfabética). Para vocês conhecerem, seguirem, lerem, publicarem e, acima de tudo, respeitarem.
.sanso .88
Aproveitamos para agradecer , e , pelas prontas providências no caso da EMEI.