09/08/2026
A gente esquece rápido de mais as coisas boas.
Esses dias me peguei pensando em como somos imediatistas.
A gente vive correndo.
Correndo para chegar.
Para terminar.
Para começar outra coisa.
Sempre esperando o próximo momento.
O próximo fim de semana.
A próxima viagem.
A próxima conquista.
Como se a vida de verdade fosse começar depois.
E, nessa pressa, a gente esquece de perceber o que está acontecendo agora.
O vento na pele
O cheiro de um lugar novo
O sabor de um chocolate
Uma conversa sem pressa
Uma refeição em família
Coisas tão simples
E, ainda assim, tão presentes.
É curioso como um problema de hoje consegue ocupar a nossa cabeça inteira 🤯, enquanto uma experiência maravilhosa de meses atrás já parece tão distante.
Nosso cérebro 🧠 também não ajuda muito: ele tende a dar mais atenção ao que pode dar errado do que ao que está dando certo.
Talvez porque, durante milhares de anos, perceber um perigo fosse muito mais importante para sobreviver do que perceber que o dia estava bonito.
Só que hoje ele vive cercado de estímulos, recompensas rápidas e coisas dizendo o tempo todo:
“Olha isso”
“Mais um”
“Próximo”
A gente se acostumou tanto com o imediato que até o nosso tempo de espera ficou curto. E, nessa busca pelo próximo estímulo, pelo próximo “gostosinho”, acabamos esquecendo de perceber o que já está acontecendo.
Porque espera o extraordinário sem notar que ele já está no ordinário.
Uma refeição
Uma conversa
Uma criança à mesa
Uma estrada
Uma flor no caminho
A vida acontece enquanto a gente espera que ela comece.
E talvez sejam justamente essas coisas simples que, um dia, vamos querer lembrar.
Porque o extraordinário nunca esteve só nos grandes momentos.
Ele também estava em tudo aquilo que acontecia enquanto a gente esperava.
🌍🚐 Juntos em Rota - expedição em família de motorhome