06/03/2026
Precisarei, por alguns dias, usar essa bota imobilizadora e ficar constantemente acompanhada das muletas (carinhosamente apelidadas de Mar e Lene).
Diante desse cenário não foi só o pé/ tornozelo que doeu.
A autoestima também…além da frustração, tristeza e uma sensação incômoda de perda de autonomia. Naturalmente, tenho vontade de me recolher, me arrumar menos e algumas vezes “só existir”.
Na terapia cognitivo-comportamental, existe um conceito chamado ação oposta: sabe quando uma emoção nos convida a comportamentos que reforçam o próprio estado emocional?! Na ação oposta escolhemos deliberadamente agir na direção contrária.
Hoje eu me arrumei, escolhi um lookinho que gosto, me maquiei. Não porque eu estava com muita vontade de fazer isso, mas justamente porque eu sabia que me faria bem. Eu fui na ação oposta ao que eu estava sentindo (frustrada).
A ação oposta não nega o sentimento. Ela apenas impede que ele determine, sozinho, a direção do nosso comportamento.
Nem sempre conseguimos mudar o que sentimos, mas podemos, muitas vezes, escolher como vamos nos posicionar diante disso. ✨
Ps: o lookinho caberia melhor com um salto? Sim 🥹. Porém, trabalhamos com o possível, no caso, um tênis e uma bota tendência 😅