10/09/2026
Existem orientações amplamente repetidas na prática clínica com personais que carecem de embasamento científico. Exigir “liberação médica” para qualquer exercício, por exemplo, ignora a existência da anamnese pré-participação como ferramenta de triagem já estabelecida.
A afirmação de que exercícios como stiff, leg press e puxada aumentam a diástase abdominal não encontra respaldo na literatura. Da mesma forma, a alegação de que o abdome se alonga e a lombar se encurta durante a gestação, supostamente causando dor e diástase, não corresponde ao entendimento biomecânico atual, sendo antes uma justificativa sem fonte.
A restrição da corrida com base no argumento de sobrecarga de 2 a 3 vezes o peso corporal sobre o assoalho pélvico também desconsidera a evidência disponível em ciência do exercício e fisioterapia pélvica.
Condutas baseadas nesse tipo de justificativa infundada comprometem a qualidade da prescrição e a credibilidade do profissional. O exercício físico, ao contrário, é reconhecido como intervenção de primeira linha para diversas complicações de saúde durante a gestação.
Recomenda-se cautela na avaliação da fonte de qualquer orientação técnica recebida.
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