Lançamento do Livro Acontece Milagres Sem Orar,Sem Rezar

Lançamento do Livro Acontece Milagres Sem Orar,Sem Rezar Onde o milagre não se manifesta no templo, mas no invisível.

...Baseado em um relato oculto da Bíblia — a história de Naamã e a escrava anônima — o autor nos guia por um caminho misterioso e transformador, onde a fé não está nos lábios, mas na ação.

13/02/2026
Esta Carta ao Leitor foi escrita com um tom de desabafo público, focada em jornais, portais de notícias e grupos de disc...
10/02/2026

Esta Carta ao Leitor foi escrita com um tom de desabafo público, focada em jornais, portais de notícias e grupos de discussão regional.

O objetivo é transformar o seu caso individual em um exemplo de alerta social sobre como grandes empresas tratam a comunidade local.

CARTA AO LEITOR: Quando o Poder Econômico Atropela a Dignidade Humana
Ao Editor,
Escrevo estas linhas não apenas como um cidadão em busca de reparação, mas como alguém que sentiu na pele o que acontece quando o poder econômico de uma grande empresa decide que o direito de uma família humilde não vale nada.

Moro na zona rural de Centenário do Sul e, em 2019, vivi uma noite que parece saída de um pesadelo.

Ao retornar para minha casa, encontrei a estrada — meu único acesso — bloqueada por montes de terra depositados pela Usina Alto Alegre.

Sem aviso prévio, sem sinalização e sem nenhuma política de boa vizinhança, a empresa simplesmente "interditou" o meu direito de ir e vir.
Eu e minha esposa fomos obrigados a abandonar o carro e caminhar quase 500 metros no escuro, tropeçando na terra tombada.

Para quem não sabe, minha esposa sofre de glaucoma, e aquela caminhada forçada foi um ato de crueldade e descaso com a saúde dela.

Como se não bastasse o bloqueio, um caminhão da usina bateu em nosso veículo e, com força bruta, o empurrou para cima do monte de terra.

Na época, por falta de conhecimento jurídico e sem acesso à Defensoria Pública, aceitamos um acordo que cobriu apenas o conserto mecânico. Éramos leigos, estávamos intimidados pela estrutura da empresa e acreditamos que "justiça" era apenas desentortar o ferro do carro.

Hoje sabemos que não. O ferro se desentorta, mas a humilhação de ser impedido de entrar na própria casa e ver seu patrimônio sendo tratado como lixo por um caminhão de 20 toneladas deixa marcas que o dinheiro do conserto não apaga.

Atualmente, buscamos o reconhecimento dos danos morais na Justiça (Autos nº 0002068-24.2025.8.16.0066). É desolador ver que, nos tribunais, os advogados da empresa tentam minimizar tudo isso, tratando nossa dor como "mero aborrecimento".

F**a o questionamento: se fosse com a família de um dos diretores da Usina, ou se fosse o carro de luxo de um de seus advogados, eles ainda diriam que foi um "mero aborrecimento"? Ou chamariam isso pelo nome correto: abuso de poder e desrespeito ao cidadão?

A justiça que buscamos não é apenas para nós, mas para que nenhuma outra família rural seja tratada com tamanha arrogância.

Que as empresas entendam que, por trás de cada estrada que elas bloqueiam, existem seres humanos que merecem respeito.
Marcos Antônio Pires
Morador de Centenário do Sul – PR


Endereço

São Paulo, SP

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