Erika Almeida

Erika Almeida Nutrição Clínica Funcional
Autismo

Quando chegam as férias, eu percebo que muitos pais de crianças autistas ficam apreensivos.“Será que meu filho vai perde...
01/07/2026

Quando chegam as férias, eu percebo que muitos pais de crianças autistas ficam apreensivos.

“Será que meu filho vai perder o ritmo?”

“Será que vai regredir?”

E existe outra preocupação que escuto com frequência:

“Se eu não mantiver a rotina, ele vai ficar agitado.”

Eu entendo esse sentimento.

Mas, com o tempo, aprendi a olhar para as férias de um jeito diferente.

As férias também podem fazer parte do tratamento.

Uma pausa planejada, na maioria das vezes, não significa perda de evolução.

As crianças passam o ano inteiro entre escola, terapias, consultas e uma rotina cheia de compromissos. Elas também se cansam.

Descansar, brincar, acordar sem tanta pressa e viver experiências diferentes também faz parte do desenvolvimento.

Além disso, esse pode ser um momento valioso para trabalhar, de forma gradual e respeitosa, um pouco mais de flexibilidade na rotina. Nem tudo precisa acontecer exatamente da mesma maneira todos os dias.

E se a criança ficar mais agitada, vale lembrar que agitação é um comportamento, não um diagnóstico. Ela pode estar comunicando cansaço, desconforto, ansiedade, dificuldade com mudanças ou até uma necessidade que ainda não consegue expressar, principalmente nas crianças com comunicação limitada.

Por isso, antes de pensar que ela “precisa de mais atividades”, vale a pena tentar entender o que esse comportamento está querendo comunicar.

As férias também podem ser um excelente momento para organizar a alimentação, colocar em prática estratégias nutricionais, revisar suplementações quando indicadas, observar a criança com mais calma e, principalmente, treinar a pausa. Nem sempre precisamos preencher todos os espaços do dia.

E tem uma pessoa que também merece esse cuidado: quem cuida.

A rotina de uma família atípica exige muito, física e emocionalmente. Se existir a oportunidade de desacelerar um pouco, aproveite sem culpa.

Porque o desenvolvimento não acontece apenas dentro da terapia.

Ele também acontece na vida. 🤍

Quando falamos em alimentação saudável, muitas vezes pensamos apenas na escolha dos alimentos.Mas a nutrição é mais comp...
22/06/2026

Quando falamos em alimentação saudável, muitas vezes pensamos apenas na escolha dos alimentos.

Mas a nutrição é mais complexa do que isso.

A qualidade dos alimentos, a saúde intestinal, a absorção dos nutrientes e as necessidades individuais influenciam diretamente o estado nutricional de cada pessoa.

Por isso, uma alimentação considerada saudável nem sempre garante que todas as necessidades nutricionais estejam sendo atendidas.

Agora imagine uma criança que aceita apenas alguns alimentos.

Na seletividade alimentar, o risco de inadequações nutricionais merece atenção especial. E isso não significa que toda criança seletiva terá deficiência nutricional. Significa que precisamos olhar além da quantidade que ela come.

Avaliar crescimento, padrão alimentar, exames quando necessários, sinais clínicos e rotina da criança faz parte desse processo.

Nutrição não é apenas o que entra no prato.

É também o que o organismo consegue absorver, utilizar e transformar em saúde.

Olhar apenas para o peso da criança pode fazer você perder informações importantes sobre seu estado nutricional.

SaúdeIntestinal DesenvolvimentoInfantil

Nem toda dificuldade à mesa está relacionada à alimentação.Às vezes, a criança está tentando organizar o próprio corpo.Q...
17/06/2026

Nem toda dificuldade à mesa está relacionada à alimentação.

Às vezes, a criança está tentando organizar o próprio corpo.

Quando os pés não alcançam o chão, pode haver mais instabilidade postural, dificuldade para permanecer sentada e necessidade constante de movimento.

Por isso, antes de pensar apenas no comportamento, vale a pena observar o ambiente e a postura durante a refeição.

Na foto, mostro um recurso simples que utilizo em casa com minhas filhas: um elástico firme preso entre os pés da cadeira para oferecer apoio aos pés.

Não substitui uma cadeira adaptada quando necessária e não funciona para todas as crianças. Mas, em alguns casos, pequenas adaptações podem favorecer a organização corporal e tornar a refeição mais confortável.

Muitas vezes, mudanças simples no ambiente fazem mais diferença do que imaginamos.

Você já observou se seu filho consegue apoiar os pés durante as refeições?

Quem é mãe atípica talvez entenda isso imediatamente.Às vezes a gente não chora pelas grandes conquistas.A gente chora p...
13/05/2026

Quem é mãe atípica talvez entenda isso imediatamente.

Às vezes a gente não chora pelas grandes conquistas.

A gente chora por uma cartinha.
Por um desenho.
Por uma criança lembrando do nome do seu filho.

Porque por trás disso existe um medo que acompanha muitas famílias:

“Será que ele vai ser amado?”
“Será que vai pertencer?”

E quando o carinho vem de forma espontânea, vindo das próprias crianças… isso toca num lugar difícil de explicar.

🤍

Um beijo especial aos amiguinhos da escola:
Liz, Elisa, Anna Lucia, Lívia, Giovana F., Giovanna P., Melissa, Dante, Luca, Gabriel, Diego, Luiz Valentin, Murilo e João Lucas.

Se seu filho come sempre as mesmas coisas e qualquer tentativa de mudar vira estresse, você não está sozinho.Na seletivi...
05/05/2026

Se seu filho come sempre as mesmas coisas e qualquer tentativa de mudar vira estresse, você não está sozinho.

Na seletividade alimentar, o problema raramente é falta de tentativa.

Na maioria das vezes, é falta de estratégia.

Pequenos ajustes, consistência e previsibilidade fazem diferença real na aceitação alimentar.

Eu reuni isso em um material prático, com orientações e receitas adaptadas para o dia a dia.

Se fizer sentido pra você, o link está na bio.

🍬 Seu filho muda de comportamento depois do lanche?Isso não é detalhe.Depois de lanches ricos em açúcar, é comum acontec...
29/04/2026

🍬 Seu filho muda de comportamento depois do lanche?

Isso não é detalhe.

Depois de lanches ricos em açúcar, é comum acontecer:

• desconforto intestinal
• gases e estufamento
• queda de energia

👉 e isso aparece no comportamento

Irritação, choro, agitação ou recusa nem sempre são “birra”.

🧠 Em crianças com TEA, isso pode ser ainda mais difícil.

Elas sentem o desconforto,
mas nem sempre conseguem identificar ou comunicar.

E tem um ponto que passa despercebido:

🍪 Esses alimentos são fáceis, aceitos e previsíveis.
Por isso, acabam virando rotina.

💡 O problema não é o lanche isolado.
É a repetição ao longo dos dias.

⸻

Se você percebe que o comportamento muda depois de comer,
isso precisa ser olhado com critério.

Não é sobre tirar tudo.
É sobre ajustar da forma certa.

📩 Eu abri alguns horários de atendimento online.
Se fizer sentido para você, me chama.

🍰 Forma de vidro funciona muito bem na cozinha.Mas o que define a experiência não é só o materialé como você usa no dia ...
21/04/2026

🍰 Forma de vidro funciona muito bem na cozinha.

Mas o que define a experiência não é só o material
é como você usa no dia a dia.

✨ Vantagens:

✔️ não interfere no sabor
✔️ não absorve odores
✔️ distribui melhor o calor

💡 O ponto que costuma gerar resistência é a limpeza.

Se você deixa secar, vai grudar
Se você coloca de molho logo após o uso, resolve

✔️ água morna
✔️ detergente
✔️ alguns minutos

🔎 Na prática:

menos esforço
menos desgaste
mais facilidade na rotina

Pequenos ajustes. Grande diferença.

Se isso faz sentido aí na sua casa, vale aplicar.

Repetir alimentos não é, por si só, um problema.Em muitas crianças, isso faz parte do desenvolvimento.Em outras, está di...
19/04/2026

Repetir alimentos não é, por si só, um problema.

Em muitas crianças, isso faz parte do desenvolvimento.
Em outras, está diretamente ligado à necessidade de previsibilidade.

Quando o alimento é conhecido, o cérebro já sabe o que esperar:
sabor, textura, resposta sensorial.

Isso reduz esforço.

Por outro lado, mudanças exigem adaptação.
E nem sempre a criança tem recursos para lidar com isso naquele momento.

O ponto de atenção não é a repetição.
É quando ela se torna a única forma possível de comer.

Nesses casos, retirar rapidamente costuma piorar o quadro.

A condução mais eficaz parte do que a criança já aceita e evolui de forma estruturada, com pequenas variações.

É assim que se constrói flexibilidade alimentar.

Sem pressão.
Sem ruptura.
Com estratégia.

Se isso acontece por aí,
vale olhar com mais critério.

Posso te ajudar nesse caminho.

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