Extracampo

Extracampo Nosso desafio é mostrar a influência do esporte mais popular do mundo na história, sociedade e na

23/11/2023

O Brasil passou vexame, ao sofrer sua primeira derrota em casa na história das Eliminatórias. No revés diante da Argentina, houve, porém, um momento especial de alegria: a presença do pequeno Guilherme Gandra na prévia da partida. Esse torcedor especial não merecia um futebol tão ruim da seleção canarinho.

O Uruguai é um fenômeno futebolístico difícil de se explicar. Com uma população de apenas 3,4 milhões de habitantes, o p...
16/11/2023

O Uruguai é um fenômeno futebolístico difícil de se explicar. Com uma população de apenas 3,4 milhões de habitantes, o país conquistou duas Copas do Mundo (1930 e 1950), dois ouros em Olimpíadas e 15 Copas América. Além dos títulos, revelou para o mundo astros como Obdulio Varela, Ghiggia, Pedro Rocha, Enzo Francescoli e Luís Suarez, para ficar só em alguns nomes. Um dos segredos para a tradição Celeste, para muitos, está em um conceito que vai além do futebol. É a chamada “garra charrua”. Remete à resistência dos índios charrua, habitantes originais do território uruguaio - e também de uma parte do Rio Grande do Sul - que, por não aceitarem a submissão aos colonizadores espanhóis e portugueses, decidiram lutar até a morte. Desta rebeldia, nasce a ideia de um país que deixa a vida em campo para lutar de igual para igual com Argentina e Brasil no futebol. É uma cultura, uma forma de viver, que se traduz na raça uruguaia.

“Quando criança, acostumei a ver futebol com meu pai. Tínhamos uma mesa, uma televisão pequena e eu colocava os pés em c...
16/11/2023

“Quando criança, acostumei a ver futebol com meu pai. Tínhamos uma mesa, uma televisão pequena e eu colocava os pés em cima da cadeira. Meu pai me olhava de lado porque não gostava que eu colocasse os pés na cadeira.

Então eu, enquanto olhava a partida, imaginava o dia que teria uma TV gigante, uma cadeira enorme para poder ver os jogos.

Hoje eu tenho poltrona, a TV, mas não tenho meu pai desde meus 30 anos. O importante era a relação que eu construía nesse momento com meu pai e a que eu trato de construir com meus filhos.

Às vezes, o material sem o essencial, não tem sentido. E isso é o que digo aos meus filhos. Todos temos objetivos, mas não devemos desviar o foco e o olhar”, Walter Erviti, ex-atacante do Boca Juniors.

Jhon Arias nasceu em Quibdó, capital do departamento de Chocó e um dos lugares mais pobres e esquecidos da Colômbia. Na ...
15/11/2023

Jhon Arias nasceu em Quibdó, capital do departamento de Chocó e um dos lugares mais pobres e esquecidos da Colômbia. Na cidade, dominada pela violência e com uma das maiores taxas de desemprego do país, o garoto forjou seu sonho de ser um jogador de futebol. Quando ainda era criança, ganhou do pai uma bicicleta velha para ir aos treinamentos. Não andanças com a magrela, ele aprendeu muito mais do que pedalar. "Lembro que uma vez andando de bicicleta caí em um buraco e ralei todo o joelho. Ainda tenho aquela cicatriz, que me ajuda a lembrar de onde venho e tudo que fiz para realizar meu sonho de ser jogador de futebol”. Do passado mais recente, a principal lembrança de Arias vai deixar cicatrizes para sempre, desta vez na memória de milhões de torcedores: o inédito título
da Libertadores com o Fluminense.

13/11/2023

Futebol nunca será só um jogo!

12/11/2023

O meio campista gabonês, Mario Lemina, foi o herói da vitória do Wolverhampton diante do Tottenham, ao marcar no último lance da partida. Um feito e tanto, mas não o maior do ano. Momento inesquecível mesmo ele conheceu o torcedor símbolo do clube, o menino Frazer, de apenas 8 anos. O garotinho já enfrentou 64 cirurgias para tentar recuperar a visão e o amor pelos Wolves é um combustível especial nesse batalha.

Na partida entre Maccabi, de Israel, e o espanhol Villarreal, pela Liga Europa, foi organizado um minuto de silêncio em ...
10/11/2023

Na partida entre Maccabi, de Israel, e o espanhol Villarreal, pela Liga Europa, foi organizado um minuto de silêncio em memória às vítimas israelenses na Guerra com o Hamas. Dois jogadores do Villarreal optaram por não participar do ato: Ilias Akhomach, espanhol e filho de marroquinos e Mandi, franco-argelino. Segundo relata a imprensa espanhola, a recusa dos jogadores foi porque o minuto de silêncio era dedicado apenas aos israelenses. Até o momento, 11.728 pessoas perderam a vida no conflito, 1,4 mil do lado de Israel e 10.569 em Gaza.

08/11/2023

Washington foi um dos símbolos do Fluminense, vice-campeão da Libertadores de 2008. Na decisão do torneio, disputada nos pênaltis, o ex-atacante perdeu sua cobrança e a LDU saiu do Maracanã com o título. Mais de 15 anos depois, novamente no Maraca, o Flu, enfim, conquista o campeonato mais importante da América. Washington, o coração valente, não joga mais. Mas a reação foi a de alguém que viu um fantasma ser exorcizado. Um ídolo celebrando a glória eterna

"Liberdade para o pai", essa era a mensagem exibida na camisa do atacante Luiz Dias,  do Liverpool, após marcar o gol do...
07/11/2023

"Liberdade para o pai", essa era a mensagem exibida na camisa do atacante Luiz Dias, do Liverpool, após marcar o gol do empate de 1x1 diante do Luton Town. O recado era um apelo pela libertação do pai, sequestrado há uma semana pelo Exército da Libertação Nacional (ELN). A mãe do craque, Cilenis Marulanda, também chegou a ser levada pelo grupo colombiano em um posto de gasolina no norte do país, mas foi resgatada em seguida. No momento, há uma grande operação militar e policial de busca pelo pai do jogador.

“A estruturação da minha família é muito parecida com o jogador padrão do Brasil. Eu sou um cara oriundo da periferia, ó...
06/11/2023

“A estruturação da minha família é muito parecida com o jogador padrão do Brasil. Eu sou um cara oriundo da periferia, órfão de pai com 8 anos, uma família muito grande, eu e mais sete irmãos, minha mãe batalhadora para caramba e então eu passei por todo esse processo que os jogadores de futebol passaram" (...) Fui um cara interessado por algumas coisas e quando ingressei no mundo do futebol, as injustiças que eu fui vendo, me deparando, elas foram mexendo muito comigo. O futebol, de fato, não é um lugar onde as pessoas estão num primeiro plano, às vezes nem no segundo plano, é uma maquininha de moer gente, de causar sofrimento para quem joga principalmente”, Fernando Diniz, ex-jogador, psicólogo e hoje técnico campeão da Libertadores, com o Fluminense.

05/11/2023

O atacante John Kennedy, do Fluminense, por pouco não foi mais um dos talentos perdidos no futebol. Herói do inédito título da Libertadores, com um gol decisivo na final diante do Boca Juniors, Kennedy foi dispensado da base dos três principais clubes de Minas, antes de encontrar seu espaço no Flu. No Atlético, foi avaliado e não o quiseram. No Cruzeiro e América, foi dispensado por indisciplina. Chegou ao Flu em 2017, aos 15 anos. Em Xerém, conseguiu se destacar, mas enfrentou os mesmos problemas de antes. No ano passado, atuando pelos juniores, se lesionou jogando futebol na rua e faltou a várias sessões de fisioterapia. Coube ao técnico Fernando Diniz, também psicólogo, a tarefa de reintegrar o atleta e recuperar o ser humano. Em 2022, durante uma entrevista, ele falou sobre sua missão. A entrevista diz muito porque Fernando Diniz é tão querido pela maioria dos jogadores das equipes que treinou.

O Fortaleza foi derrotado pela LDU nos pênaltis, na decisão da Copa Sul-americana. A perda do título, porém, não apagou ...
29/10/2023

O Fortaleza foi derrotado pela LDU nos pênaltis, na decisão da Copa Sul-americana. A perda do título, porém, não apagou o brilho da campanha do Leão, muito menos o trabalho do técnico argentino, Juan Pablo Vojvoda. O treinador, por pouco, não trocou as análises dentro de campo pelos diagnósticos e tratamentos de pacientes. Isso porque Vojvoda largou a faculdade de Medicina faltando apenas um mês e meio para concluir o curso. Um sonho que ele havia iniciado antes de se tornar jogador de futebol e revivido após pendurar as chuteiras. Há poucos anos, quando cumpria as horas necessárias da disciplina da Prática Final Obrigatória no Hospital Centenário, de Rosário, o telefone de Vojvoda tocou: era o dirigente do Defensa y Justicia oferecendo o cargo de treinador do clube. O "quase médico" não titubeou. Largou a faculdade e, já no dia seguinte, começou a trabalhar na beira do gramado, para nunca mais parar. A Medicina talvez tenha perdido um bom médico, mas o futebol ganhou um grande técnico.

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