A Vitrine Do Futebol Feminino

A Vitrine Do Futebol Feminino Aqui não é hype - é HISTÓRIA. Não é tendência - é COMPROMISSO.
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A Vitrine do Futebol Feminino, é um espaço de interação, divulgação da modalidade, sua história e seus personagens.

TREINADORES/TREINADORAS,  PERMANECER TAMBÉM É UM RESULTADOPor Edson De Lima Enquanto as atenções se concentram nos clube...
06/09/2026

TREINADORES/TREINADORAS, PERMANECER TAMBÉM É UM RESULTADO

Por Edson De Lima

Enquanto as atenções se concentram nos clubes que avançam às fases decisivas, existe uma parte importante do futebol feminino brasileiro que costuma desaparecer quando a competição chega ao momento de definir campeões, acessos e rebaixamentos: o trabalho de quem terminou a temporada sem levantar uma taça, sem disputar uma semifinal e, principalmente, sem deixar sua equipe pelo caminho.

Nas três divisões nacionais, treinadores e treinadoras enfrentaram realidades bastante distintas. Na A1, Bahia, São Paulo e Flamengo já garantiram presença nas semifinais, enquanto Corinthians e Cruzeiro disputam a última vaga. Na A2, Vasco, Itabirito, Atlético Piauiense e Minas Brasília asseguraram o acesso à elite, com Vasco e Itabirito ainda brigando pelo título. Na A3, o Planalto- GO conquistou o campeonato diante do Juventude-SE, enquanto Realidade Jovem-SP e Portuguesa-AP também garantiram o acesso à A2 em 2027.

Mas entre os classificados e campeões existe um grupo numeroso de profissionais cujo principal resultado foi garantir a continuidade de seus clubes nas respectivas divisões nacionais. Parece pouco diante da lógica esportiva orientada por troféus, mas não necessariamente é.

Manter uma equipe competitiva em uma competição nacional exige administrar limitações financeiras, estrutura de treinamento, logística, elenco reduzido, calendário, lesões, oscilações de rendimento e, em muitos casos, uma realidade muito distante daquela encontrada nos clubes mais estruturados. Há equipes que não conseguem oferecer as mesmas condições de preparação, recuperação e contratação disponíveis aos concorrentes. Ainda assim, precisam competir.

Por isso, avaliar o treinador ou a treinadora exclusivamente pela classificação final pode produzir uma leitura incompleta. Há trabalhos que não alcançaram a fase decisiva, mas cumpriram uma função fundamental: impedir que o clube retrocedesse. Permanecer significa preservar a vaga nacional, manter um projeto em funcionamento e oferecer à instituição a possibilidade de começar 2027 em condições melhores do que aquelas que teria após um rebaixamento.

Isso não significa transformar permanência em sinônimo de sucesso. É preciso reconhecer que determinados trabalhos ficaram abaixo das expectativas. Jogadoras em quem havia confiança podem não ter correspondido, contratações podem não funcionar, escolhas técnicas podem ser questionadas e o desenvolvimento coletivo pode não atingir o nível planejado. Também existem situações em que o treinador não encontra respaldo suficiente da direção ou trabalha em ambientes nos quais decisões administrativas interferem diretamente no rendimento esportivo.

É justamente aí que entra uma avaliação mais madura. O futebol feminino precisa superar tanto a cultura da demissão imediata quanto a tendência de responsabilizar exclusivamente o comandante técnico. Antes de trocar um treinador, seria razoável perguntar: qual era o objetivo estabelecido? Quais recursos foram disponibilizados? O elenco correspondia ao planejamento? Houve tempo para desenvolver o trabalho? A estrutura permitia exigir determinado desempenho?

A permanência deveria ser analisada como ponto de partida para uma avaliação mais profunda, não como prêmio de consolação. Para os clubes, o desafio agora é transformar a experiência de 2026 em planejamento para 2027: corrigir deficiências, qualificar elencos, melhorar estruturas e oferecer maior estabilidade aos profissionais.

No fim, uma competição nacional não é construída apenas pelos campeões e promovidos. Ela também é sustentada por quem consegue permanecer. Reconhecer esse trabalho não significa diminuir a importância de quem venceu. Significa compreender que o crescimento do futebol feminino brasileiro dependerá também da capacidade de valorizar processos, medir contextos e entender que, em determinadas temporadas, resistir, consolidar e permanecer pode ser exatamente o passo necessário para avançar.

E SE EU NÃO FOR PARA A COPA?Por Edson De Lima 2027 está batendo à porta. E, com ele, cresce a expectativa em torno da Co...
05/09/2026

E SE EU NÃO FOR PARA A COPA?

Por Edson De Lima

2027 está batendo à porta. E, com ele, cresce a expectativa em torno da Copa do Mundo Feminina da FIFA no Brasil. Pela primeira vez, o maior torneio de seleções femininas será disputado em território brasileiro. Serão 32 seleções, oito cidades-sede e uma operação que envolverá atletas, comissões técnicas, jornalistas, fotógrafos, torcedores, turistas, patrocinadores, produtores independentes e uma infinidade de profissionais.

O nome já diz tudo: MUNDIAL.

Durante algumas semanas, o futebol feminino estará no centro das atenções. Estádios, transmissões, campanhas publicitárias, redes sociais, entrevistas e eventos produzirão uma quantidade enorme de conteúdo. Veículos detentores de direitos dividirão espaço com jornalistas independentes, influenciadores e criadores associados a marcas.

É a realidade do futebol contemporâneo. Não vejo necessidade de transformar essa convivência em disputa. Há espaço para diferentes formas de comunicação. O que precisa permanecer como princípio é a responsabilidade com a informação, o respeito aos fatos e a compreensão de que visibilidade não é sinônimo de conhecimento.

E então surge uma pergunta que, particularmente, tenho feito a mim mesmo:

E SE EU NÃO FOR PARA A COPA?

Não sei.

Vou seguir os procedimentos legais e disponíveis para a imprensa. Sei que credenciamento depende de critérios, vagas e decisões que não estão sob meu controle. Não considero uma credencial um direito adquirido, muito menos pretendo transformar essa expectativa em cobrança.

Mas seria desonesto dizer que não gostaria de estar lá.

São Paulo será uma das cidades-sede. A Neo Química Arena receberá jogos. Gostaria de acompanhar esse momento de perto, registrar os acontecimentos e testemunhar uma página importante da história do futebol feminino brasileiro.

Já tive essa oportunidade em Wembley, quando estive na primeira Finalíssima Feminina oficial entre Inglaterra e Brasil. Fui convidado por pessoas da CBF quando menos esperava. Foi uma experiência marcante, não apenas pelo jogo, mas pela oportunidade de estar presente em um momento relevante da modalidade.

Agora, a Copa será em casa.

Talvez eu esteja dentro do estádio. Talvez esteja do lado de fora.

E existe uma reflexão importante nessa possibilidade: o lugar físico onde alguém acompanha uma partida não deveria determinar o valor de sua trajetória. Uma credencial permite acesso a determinados espaços. Não concede automaticamente conhecimento, autoridade ou legitimidade.

Da mesma maneira, estar do lado de fora não diminui quem passou anos acompanhando o futebol feminino quando ele ainda não ocupava o espaço que ocupa hoje.

Por isso, espero que 2027 seja também uma celebração da memória.

Que ex-jogadoras, treinadoras, árbitras, dirigentes, jornalistas, fotógrafas e tantos profissionais que ajudaram a construir e sustentar o futebol feminino brasileiro tenham o reconhecimento que merecem.

Não como personagens de uma fotografia institucional, mas como parte da história.

Porque o futebol feminino brasileiro não começou quando passou a despertar maior interesse comercial.

E existe uma pergunta ainda mais importante do que saber quem estará dentro dos estádios:

O QUE F**ARÁ DEPOIS DA COPA?

Durante o Mundial será fácil falar sobre futebol feminino. Haverá audiência, investimentos, publicidade e atenção. O verdadeiro teste virá quando a competição terminar.

Quantos clubes terão estruturas melhores? Quantas meninas continuarão nas categorias de base? Quantas competições serão fortalecidas? Quantos profissionais permanecerão trabalhando na modalidade? Quantos veículos continuarão acompanhando o futebol feminino quando ele deixar de ser assunto obrigatório?

Esse será o verdadeiro legado de 2027.

Quanto a mim, existe uma certeza.

Desde 22 de novembro de 2013, A Vitrine do Futebol Feminino segue sua caminhada. Um projeto independente, praticamente construído por uma única pessoa, com limitações, dificuldades e persistência.

Sou soldado e comandante desse exército de um homem só.

Não sei se estarei dentro da Copa.

Mas sei que continuarei falando sobre futebol feminino.

Se a porta se abrir, entrarei e cumprirei minha missão.

Se permanecer fechada, encontrarei outra maneira de contar essa história.

Porque uma credencial pode definir onde estarei durante um jogo.

Não pode definir onde estive durante uma trajetória.

E muito menos onde estarei quando a Copa terminar.

2027 terá começo, jogos e uma final.

Minha jornada começou em 2013.

E, enquanto Deus me der saúde e disposição, ela continuará.

O QUE F**A QUANDO O “HYPE” PASSA?Por Edson De Lima Dediquei-me ao futebol feminino muito antes de ele se tornar tendênci...
03/09/2026

O QUE F**A QUANDO O “HYPE” PASSA?

Por Edson De Lima

Dediquei-me ao futebol feminino muito antes de ele se tornar tendência, assunto recorrente nas redes sociais ou espaço disputado por quem descobriu recentemente o potencial da modalidade. Não cheguei pelo hype. Cheguei pela vivência, pela curiosidade, pela insistência em acompanhar aquilo que acontecia quando quase ninguém estava olhando.

Ao longo desse caminho, conheci quem está no centro das atenções hoje e também quem já esteve. Vi ciclos nascerem, ganharem força, alcançarem visibilidade e, depois, terminarem quase sem deixar rastros. Vi projetos serem anunciados com entusiasmo e desaparecerem quando os holofotes mudaram de direção. É nesse movimento que o futebol feminino revela sua verdadeira dimensão.

Quem acompanha de perto sabe que existe uma modalidade para além das grandes partidas, dos eventos, das campanhas e das redes sociais. Ela está nos estádios vazios, nas arquibancadas silenciosas, nos treinamentos, nas viagens, nas conversas de corredor e nos bastidores que raramente aparecem nas câmeras. Está também nas histórias de quem ajudou a construir esse caminho e acabou ficando fora do enquadramento.

Foi justamente esse olhar que deu origem à A Vitrine do Futebol Feminino. Um projeto construído sem a preocupação de surfar cada nova onda, mas com o compromisso de registrar, acompanhar e preservar. Porque o futebol feminino não começou quando passou a receber mais atenção, assim como não deixará de existir quando determinada pauta deixar de gerar engajamento.

A informação hoje está espalhada. São muitos perfis, páginas, influenciadores, criadores de conteúdo e veículos disputando espaço e audiência. Isso é parte da transformação da comunicação esportiva. Mas quantidade não substitui memória, presença e conhecimento acumulado. O desafio é saber diferenciar aquilo que realmente constrói de aquilo que apenas produz barulho por algum tempo.

O hype passa. As tendências mudam. Os protagonistas se alternam. As câmeras se deslocam para outros lugares. No fim, o que permanece são as relações construídas ao longo do caminho, a confiança conquistada, as histórias preservadas e a memória daqueles que fizeram parte delas.

É por isso que continuo aqui.

Não para dizer que estive em todos os lugares, mas para valorizar os lugares onde estive. Não para disputar quem chegou primeiro ou quem aparece mais, mas para reconhecer quem ajudou a construir o futebol feminino quando ainda havia pouco interesse em contar essa história.

Quando o hype passar, talvez muita coisa desapareça. Mas aquilo que foi vivido de verdade continuará existindo na memória de quem esteve lá.

E é isso que sustenta tudo.

Obrigado a quem permanece.

*HYPE é aquela empolgação exagerada em torno de algo antes mesmo dele acontecer.

QUANDO O FUTEBOL FEMININO TERMINA JUNTO COM O APITO FINALPor Edson De Lima Os jogos de ida das quartas de final do Brasi...
01/09/2026

QUANDO O FUTEBOL FEMININO TERMINA JUNTO COM O APITO FINAL

Por Edson De Lima

Os jogos de ida das quartas de final do Brasileirão Feminino A1, disputados em 29 e 31 de agosto, colocaram novamente em evidência uma questão que o futebol feminino brasileiro ainda não resolveu: a modalidade conquistou espaço na grade de televisão, mas ainda não consolidou, de maneira consistente, o seu espaço na atenção do telespectador.

A diferença parece sutil, mas é fundamental. Estar na programação não significa necessariamente ser consumido. Uma emissora pode transmitir uma partida, cumprir o compromisso contratual e, segundos depois do apito final, encerrar a cobertura. O problema não está em respeitar a grade, evidentemente, mas na ausência de uma estratégia capaz de transformar o jogo em conteúdo antes, durante e depois dos 90 minutos.

No futebol masculino profissional, o apito final costuma ser apenas o início de outra etapa da transmissão. Vêm os comentários, entrevistas, análises, melhores momentos, repercussões, debates e informações dos bastidores. O telespectador é convidado a permanecer. No futebol feminino, muitas vezes, a transmissão termina praticamente junto com a partida. A equipe agradece, anuncia a próxima atração da emissora e o produto desaparece da tela.

Até quando isso será tratado como algo normal?

É preciso reconhecer que existe responsabilidade dos dois lados. As emissoras detentoras dos direitos precisam compreender que audiência não nasce simplesmente porque um jogo foi colocado no ar. É necessário investir em mobilização externa, divulgação, chamadas, construção de expectativa e, principalmente, conhecimento sobre as equipes. O clube também precisa participar desse processo, produzindo conteúdo, aproximando jogadores e comissão técnica do público e criando histórias que despertem interesse além do resultado.

O futebol feminino não pode depender exclusivamente da existência de um horário disponível na televisão. Se a modalidade pretende disputar a atenção do público, precisa construir um produto que ofereça motivos para o telespectador permanecer diante da tela.

Nesse ponto, os pré-jogos de 30 ou 45 minutos representam uma iniciativa positiva. Entretanto, duração não é sinônimo de qualidade. Um programa extenso, recheado de opiniões genéricas, não necessariamente acrescenta informação ao público. Quando o achismo ocupa o espaço que deveria ser destinado à análise, perde-se uma oportunidade importante de explicar o campeonato.

Conhecer o futebol feminino exige acompanhar a rotina dos clubes, compreender suas estruturas, identificar limitações, conhecer os elencos, observar o trabalho dos treinadores e entender as particularidades de cada projeto. Não é possível analisar adequadamente uma equipe apenas a partir de uma escalação ou de alguns resultados recentes.

Dentro de campo, os confrontos também revelaram outra característica que merece atenção: a dificuldade de algumas equipes em reagir quando sofrem o primeiro gol. A capacidade de virar partidas ainda não é uma característica disseminada no futebol feminino brasileiro. Em determinadas situações, quem abre o placar consegue administrar a vantagem com relativa segurança. Isso ajuda a explicar a superioridade de algumas equipes mandantes, mas também aponta para uma questão esportiva que precisa ser enfrentada com formação, planejamento e maior competitividade.

Reconhecer essas limitações não significa desvalorizar a modalidade. Pelo contrário. Uma competição só evolui quando seus problemas podem ser discutidos sem receio de que qualquer crítica seja interpretada como oposição ao futebol feminino.

O maior risco talvez esteja justamente em confundir proteção com desenvolvimento. Se o futebol feminino for permanentemente tratado como um produto que precisa ser poupado de críticas, continuará sem enfrentar questões fundamentais: qualidade técnica, competitividade, calendário, estrutura, comunicação, audiência e capacidade de gerar interesse contínuo.

O telespectador também precisa ser conquistado. Aparelho de televisão ligado não significa audiência efetiva. É preciso saber quantas pessoas realmente acompanham a partida, permanecem durante a transmissão, retornam para outros jogos e desenvolvem identificação com clubes e atletas. Esses indicadores são fundamentais para qualquer produto esportivo que pretenda crescer.

O caminho, portanto, não passa apenas por aumentar o número de transmissões. Passa por qualificar aquilo que acontece em torno delas.

O Brasileirão Feminino A1 já possui clubes tradicionais, atletas reconhecidas, treinadores, rivalidades e histórias suficientes para sustentar uma cobertura mais ampla. Falta transformar esse patrimônio esportivo em narrativa jornalística, informação e entretenimento de qualidade, sem artificialidade e sem a necessidade de tratar cada transmissão como um acontecimento extraordinário.

O futebol feminino brasileiro não precisa apenas de espaço na televisão. Precisa de permanência. Precisa que o telespectador tenha motivos para chegar antes do jogo, assistir aos 90 minutos e continuar depois do apito final.

Enquanto isso não acontecer, a modalidade corre o risco de conquistar cada vez mais espaço na grade, mas continuar disputando muito pouco espaço na cabeça e no interesse de quem está do outro lado da tela.

A EVOLUÇÃO DA IDENTIDADE VISUAL DA VITRINE: 13 ANOS CONTANDO A HISTÓRIA DO FUTEBOL FEMININOPor Edson De Lima A evolução ...
30/08/2026

A EVOLUÇÃO DA IDENTIDADE VISUAL DA VITRINE: 13 ANOS CONTANDO A HISTÓRIA DO FUTEBOL FEMININO

Por Edson De Lima

A evolução da identidade visual da AVFF - A Vitrine do Futebol Feminino não é apenas uma mudança de logos. É o registro visual de 13 anos de luta, crescimento e profissionalização do futebol feminino no Brasil.

Tudo começou com o essencial: um campo visto de cima, em traço rosa simples, com o nome por extenso. Era um manifesto. Precisávamos dizer, literalmente, quem éramos: A VITRINE DO FUTEBOL FEMININO.

Veio então a fase preta e dourada, com textura metálica em 3D. A marca ganhou peso, corpo e autoridade. Deixou de ser apenas informativa para se tornar um selo de credibilidade.

O verde entrou de vez, e com ele a sigla que todos já usavam: AVFF. Primeiro em fundo amarelo vibrante, com tipografia serifada forte e a assinatura "Edson de Lima". A Vitrine já era reconhecida e não precisava mais se explicar.

O escudo chegou em seguida - verde e amarelo, as cores do Brasil, com a bola no topo e louros. "A VITRINE DO FUTEBOL FEMININO" ganhou destaque nacional. O projeto se assumiu como patrimônio do futebol brasileiro.

A identidade amadureceu com o selo em fita verde e círculo amarelo, com duas estrelas e a inscrição "EDSON DE LIMA DESDE 2013". Não era mais só um site, era legado, arquivo e memória.

Hoje, o dourado. O logo circular em ouro 3D, imponente, com AVFF desde 2013. Sofisticado, premium e atemporal. Reflete credibilidade conquistada.

De um traço simples a um selo de ouro. A evolução da Vitrine é a evolução do futebol feminino: saiu da margem para o centro, do rascunho para a história.

PRESERVANDO AS HISTÓRIAS POR TRÁS DO FUTEBOL FEMININOElena Mueller apresenta Edson De Lima, jornalista, historiador e pe...
27/08/2026

PRESERVANDO AS HISTÓRIAS POR TRÁS DO FUTEBOL FEMININO

Elena Mueller apresenta Edson De Lima, jornalista, historiador e pesquisador dedicado a documentar o futebol feminino brasileiro.

De histórias esquecidas ao legado da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, ele explica por que o esporte precisa de memória, contexto e continuidade.

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Meet Edson de Lima, the journalist and historian documenting Brazilian women’s football and preserving its stories for future generations.

FUTEBOL FEMININO: O TERRITÓRIO PERFEITO PARA O PROGRESSISMO?Por Edson De Lima O futebol feminino brasileiro atravessa um...
25/08/2026

FUTEBOL FEMININO: O TERRITÓRIO PERFEITO PARA O PROGRESSISMO?

Por Edson De Lima

O futebol feminino brasileiro atravessa um momento paradoxal. Nunca houve tanta visibilidade, interesse comercial e presença institucional em torno da modalidade. Ao mesmo tempo, parte do debate que a acompanha parece cada vez mais distante do que acontece dentro de campo. O esporte, em determinadas circunstâncias, passou a funcionar também como território simbólico para discursos políticos, sociais e comportamentais que encontram nas suas fragilidades históricas um espaço favorável para ganhar projeção.

Defender o crescimento do futebol feminino é legítimo e necessário. O problema começa quando a defesa da modalidade deixa de estar relacionada à qualidade das competições, à formação de atletas, à profissionalização, à sustentabilidade dos clubes e à preservação de sua memória e passa a ser medida pela capacidade de reproduzir determinadas posições consideradas socialmente corretas.

Esse fenômeno não é exclusividade do futebol feminino. Entretanto, uma modalidade que durante décadas esteve marginalizada, com pouca cobertura, estruturas precárias e reduzido interesse comercial, naturalmente se tornou terreno fértil para novos discursos e novos atores. O crescimento recente abriu portas para jornalistas, influenciadores, produtores de conteúdo, consultores, pesquisadores, gestores e ativistas. Muitos contribuem efetivamente para o desenvolvimento do esporte. Outros, porém, parecem mais interessados na visibilidade proporcionada pelo tema do que na complexidade de seus problemas.

Há uma contradição que merece ser observada. Durante os períodos em que campeonatos femininos eram disputados praticamente sem público, com pouca cobertura jornalística e atletas enfrentando dificuldades básicas de estrutura, o interesse social era muito menor. Agora, quando grandes eventos, patrocinadores, clubes tradicionais e a Copa do Mundo de 2027 colocam o futebol feminino no centro das atenções, multiplicam-se os discursos sobre representatividade, transformação e protagonismo.

Isso não significa desqualificar essas pautas. Direitos, igualdade de oportunidades e respeito são questões importantes. A reflexão necessária é outra: até que ponto o discurso está produzindo mudanças concretas e até que ponto está apenas produzindo reputação para quem o utiliza?

O futebol feminino não precisa ser protegido contra a crítica. Precisa, justamente, ser tratado como esporte. Isso significa discutir calendário, arbitragem, formação, categorias de base, remuneração, condições de trabalho, gestão, transmissão, público, premiação, marketing, governança e sustentabilidade financeira. Significa também reconhecer erros de clubes, federações, confederações, imprensa e dos próprios agentes que atuam na modalidade.

Uma crítica fundamentada não deveria ser confundida com oposição ao futebol feminino. Da mesma maneira, defender a modalidade não deveria significar concordar automaticamente com qualquer iniciativa, evento ou discurso apresentado em seu nome.

Talvez o maior risco esteja justamente na transformação do futebol feminino em uma espécie de território onde determinadas posições garantem aprovação antecipada. Quando isso acontece, a discordância passa a ser interpretada como atraso, e não como parte natural de um debate esportivo saudável.

O futebol feminino brasileiro merece mais do que aplausos protocolares e adesões oportunistas. Merece memória, investimento, competência, cobrança e continuidade. A Copa do Mundo de 2027 poderá ampliar sua exposição, mas o verdadeiro legado será medido depois que o evento terminar: pela quantidade de meninas formadas, pela estrutura dos clubes, pela qualidade das competições, pela presença do público, pela profissionalização e pela capacidade de transformar visibilidade momentânea em desenvolvimento permanente.

No fim, a questão não deveria ser quem consegue parecer mais comprometido com o futebol feminino. A pergunta mais importante é quem está efetivamente contribuindo para que ele se torne mais forte, independente e sustentável.

FUTEBOL FEMININO NÃO PODE VIVER DE PERFIS ENLATADOSPor Edson De Lima O futebol feminino brasileiro avançou em estrutura....
23/08/2026

FUTEBOL FEMININO NÃO PODE VIVER DE PERFIS ENLATADOS

Por Edson De Lima

O futebol feminino brasileiro avançou em estrutura. Desde 2026, são três divisões nacionais, e a Copa do Brasil Feminina retornou em 2025 reunindo clubes das três categorias. Mas, enquanto a competição se amplia, a comunicação de muitas de suas principais personagens parece continuar presa a um modelo excessivamente controlado.

Jogadoras, sobretudo da primeira divisão, frequentemente aparecem nas redes sociais como produtos cuidadosamente embalados por agentes, assessorias e clubes. O resultado é uma sucessão de conteúdos previsíveis: playlist favorita, desafio do travessão, “bate-bola” para descobrir quem é a mais resenha do elenco e outras fórmulas que pouco acrescentam ao conhecimento do torcedor sobre quem está dentro de campo.

Não se trata de eliminar o entretenimento, mas de questionar sua predominância. Se tudo é filtrado, planejado e politicamente correto, onde está a personalidade da atleta? Onde estão suas histórias, opiniões, referências, ambições e percepções sobre o próprio futebol?

A modalidade precisa de personagens reais, não apenas de perfis administrados. O torcedor deve conhecer também as jogadoras que constroem os clubes fora dos holofotes e não somente aquelas que chegam à Seleção.

A profissionalização da imagem é necessária. A pasteurização, não. Se o futebol feminino quer ampliar público e relevância, talvez precise permitir que suas protagonistas falem mais — e sejam menos “enlatadas”.

AS VERDADES INCONVENIENTES DO FUTEBOL FEMININO BRASILEIRO ÀS PORTAS DA COPA DO MUNDO DE 2027Por Edson De Lima Às portas ...
20/08/2026

AS VERDADES INCONVENIENTES DO FUTEBOL FEMININO BRASILEIRO ÀS PORTAS DA COPA DO MUNDO DE 2027

Por Edson De Lima

Às portas da Copa do Mundo Feminina de 2027, o futebol feminino brasileiro vive uma contradição que precisa ser encarada sem maquiagem: nunca se falou tanto em crescimento, profissionalização e oportunidades, mas ainda são evidentes problemas básicos que deveriam ter sido superados há anos. O discurso evoluiu mais rapidamente do que a realidade.

O calendário continua sendo um dos principais sintomas dessa desorganização. Competições nacionais e estaduais são disputadas sem uma lógica suficientemente integrada, enquanto clubes convivem com períodos de inatividade, viagens desgastantes, mudanças constantes e pouca previsibilidade. Em determinadas regiões, o futebol feminino ainda parece existir por temporadas, e não como uma atividade permanente. Como esperar profissionalismo de atletas quando a própria estrutura não oferece continuidade?

A questão financeira é ainda mais reveladora. O Brasil é um país continental, mas os investimentos continuam concentrados em determinados centros e clubes. A diferença entre quem possui orçamento, estrutura e profissionais especializados e quem trabalha no limite do improviso é enorme. As competições nacionais expõem essa desigualdade rodada após rodada. Não basta criar torneios: é necessário criar condições para que eles sejam competitivos e sustentáveis.

Os patrocinadores também precisam ser cobrados. Associar uma marca ao futebol feminino pode ser positivo para a imagem corporativa, mas investimento esportivo não pode se resumir a exposição, campanhas e fotografias. Onde estão os recursos para formação, recuperação de atletas, estrutura médica, viagens, alojamentos e qualificação profissional? O patrocínio precisa deixar de ser apenas vitrine e passar a produzir transformação concreta.

A imprensa tem sua parcela de responsabilidade. Existe uma cobertura séria e competente, mas também há uma imprensa excessivamente festiva, próxima demais de clubes, dirigentes e personagens. O jornalismo que se transforma em relações públicas deixa de fazer perguntas difíceis. E uma modalidade que ainda precisa amadurecer não pode ser protegida justamente de quem deveria fiscalizá-la. Elogiar conquistas é fácil. Investigar problemas exige independência.

Também é necessário olhar para as federações estaduais e para a CBF. Não basta anunciar competições, publicar regulamentos e apresentar números de crescimento. É preciso avaliar o que acontece na prática: qualidade dos campeonatos, estádios, horários, arbitragem, logística, calendário, transmissão, categorias de base e condições oferecidas às equipes. A expansão quantitativa não garante desenvolvimento qualitativo.

Dentro de muitos clubes, a situação não é menos preocupante. Há departamentos de futebol feminino que ainda funcionam com estruturas frágeis, profissionais sobrecarregados e decisões improvisadas. Em alguns casos, quem "toca" o futebol feminino parece estar administrando uma obrigação burocrática, e não uma área esportiva que exige conhecimento específico, planejamento e responsabilidade.

Existe ainda um problema pouco debatido: a relação com as próprias atletas. Muitas são captadas por indicação, chegam aos clubes sem conhecimento suficiente sobre contratos, direitos e deveres e acabam seduzidas por promessas que nem sempre se concretizam. O entusiasmo de uma contratação pode durar pouco quando aparecem salários atrasados, ajudas de custo não pagas, condições inferiores às anunciadas ou falta de perspectivas.

E o que dizer das atletas lesionadas? Uma ruptura de ligamento pode interromper uma carreira, mas não deveria interromper o compromisso do clube. Ainda existem situações em que jogadoras enfrentam recuperações longas sem o suporte adequado, como se a responsabilidade desaparecesse junto com a disponibilidade para jogar. É nesse momento que se mede o verdadeiro profissionalismo de uma instituição — não na fotografia da apresentação.

A maior contradição talvez esteja justamente aí: o futebol feminino brasileiro aprendeu a vender a imagem de profissionalização antes de construir, em todos os níveis, uma cultura profissional. Há profissionais extremamente competentes, clubes sérios e projetos consistentes. Mas eles ainda convivem com práticas que pertencem a um futebol amador.

A Copa de 2027 não pode servir como cortina para essas deficiências. O Mundial será uma vitrine, mas também um teste. Depois dele, restará a pergunta: o que realmente mudou?

Se a resposta estiver apenas em mais seguidores, campanhas publicitárias, eventos e discursos institucionais, teremos confundido visibilidade com desenvolvimento. Profissionalizar significa pagar em dia, planejar, contratar pessoas qualificadas, cuidar das atletas, formar jogadoras, oferecer competições consistentes e prestar contas.

O futebol feminino não precisa de proteção contra críticas. Precisa de cobrança proporcional à importância que todos dizem atribuir a ele. A verdadeira maturidade começará quando dirigentes, clubes, federações, patrocinadores e imprensa compreenderem que celebrar avanços não elimina a obrigação de enfrentar aquilo que ainda está errado.

JOGADORAS DO FUTEBOL FEMININO BRASILEIRO: LEVEM A PROFISSÃO MAIS A SÉRIO!Por Edson De Lima O futebol feminino brasileiro...
18/08/2026

JOGADORAS DO FUTEBOL FEMININO BRASILEIRO: LEVEM A PROFISSÃO MAIS A SÉRIO!

Por Edson De Lima

O futebol feminino brasileiro vive um momento em que talento, oportunidade e responsabilidade precisam caminhar juntos. Para as jogadoras, crescer profissionalmente não significa apenas melhorar o desempenho em campo, mas também compreender a dimensão da profissão, cuidar da preparação física e mental e assumir responsabilidades dentro e fora das quatro linhas.

Uma eventual grande campanha do Brasil na Copa do Mundo de 2027 poderá abrir portas para muitas atletas. Jogar em um país campeão mundial, disputar novos mercados ou integrar o próximo ciclo da Seleção serão possibilidades concretas. Mas oportunidades não são garantias. Elas também dependem de desempenho, comportamento, profissionalismo e escolhas ao longo da carreira.

Existe uma contradição que merece reflexão: enquanto algumas jogadoras são intensamente celebradas nas redes sociais, muitas ainda convivem com estruturas de clubes e projetos que não oferecem o suporte necessário para seu desenvolvimento. Ao mesmo tempo, cada atleta também precisa reconhecer sua parcela de responsabilidade.

No futebol, as “prateleiras” existem. A posição que cada jogadora ocupa é influenciada pelo rendimento, pela postura e pela capacidade de aproveitar oportunidades. Por isso, mais do que buscar reconhecimento imediato, é preciso construir uma carreira consistente. O futebol feminino oferece oportunidades que gerações anteriores sequer tiveram. Desperdiçá-las é uma escolha que pode custar caro.

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São Paulo, SP
01234010

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