20/03/2023
19.03.2023 - Sarau Terremoto Vive
Amigos e familiares se reuniram na tarde deste domingo (19/03) para homenagear Felipe (Terremoto).
O evento foi realizado no Aparelha Luzia, onde o fotógrafo costumava frequentar.
O caso:
O fotógrafo Felipe Ary de Souza, de 25 anos, conhecido como “Terremoto”, foi morto a facadas no Centro de São Paulo na madrugada de quarta-feira (8). Ele era colaborador do coletivo Jornalistas Livres.
Vinicius Saavedra confessou em vídeo ter matado Felipe Souza: 'matei, sim'. Segundo ele, o fotógrafo quis paquerar sua namorada e os dois discutiram e brigaram. Autor alega que esfaqueou vítima para se defender. Disse ainda que foi ferido. Ele foi detido, indiciado por homicídio e solto para responder ao crime em liberdade.
Câmeras de segurança gravaram o momento que Vinicius, a namorada deixam a residência após o crime. Nas imagens Vinicius aparece com a camiseta ensanguentada.
Cerca de 20 minutos depois, a Polícia Militar chegou ao local onde Felipe foi encontrado sozinho e ferido.Ele foi levado à Santa Casa, porém não resistiu aos ferimentos.
Uma testemunha, que estava no local, contradiz o relato do jovem que confessou o crime. Disse que Vinicius estava com um "comportamento agressivo" instantes antes do crime, com "pequenos surtos", "fala alterada" e "gesticulações estranhas" e, que a todo momento, Vinicius implicava com alguma coisa e discutia com os quem estava no local, estando muito explosivo.
Afirmou, no depoimento, que o suspeito havia comentado que eles estavam "clonados" (tinham tomado clonazepam, um medicamento controlado) e ingeriam bebidas alcoólicas e co***na.
Segundo a testemunha, Vinicius agrediu "Terremoto" com um soco pelas costas, após achar que ele ficaria com a namorada dele (Ivy) sem que ele soubesse, mas acabou levando a pior e foi imobilizado pelo fotógrafo.
Após a briga terminar, a testemunha disse ter visto Vinicius pegando uma faca para atacar "Terremoto", que estava de costas. Nesse instante, contou ter saído dali para pedir ao porteiro que chamasse a polícia
A testemunha relata, ainda, que o suspeito enviou uma mensagem pelo WhatsApp, que tentou convencê-la a confirmar a versão "legítima defesa".
Fotos R.C/Arrownews