03/08/2026
Tem shows que a gente assiste.
E tem shows que fazem a gente voltar no tempo. Estou anestesiada!
Kid Abelha não entregou só um repertório. Entregou memórias. Aquelas músicas que um dia tocaram no nosso rádio, no CD repetindo sem parar, no quarto, no carro, nas festas… de repente estavam ali, vivas, na minha frente.
Cada projeção no telão, cada troca de figurino (que espetáculo de figurino) , cada detalhe da iluminação conversando com a música. Tudo tinha uma conexão surreal. Tudo emocionava.
E como DJ, meu olhar foi além das músicas.
Era impossível não observar a banda completamente conectada. A precisão dos instrumentos, os arranjos, as dinâmicas, a forma como cada músico sorria um para o outro. Não parecia um grupo cumprindo uma agenda. Parecia gente que ainda ama subir ao palco.
Isso é raro, muito raro!
Depois de tantos anos, a energia continuava intacta. A paixão pela música continuava ali. E talvez seja justamente isso que atravessa o tempo. Quando existe verdade, ela NUNCA envelhece.
Durante muito tempo esse foi um sonho que ficou guardado em algum lugar da memória. Parecia daqueles que talvez nunca saíssem do papel, sabe?
Mas saiu.
E ali eu entendi que alguns sonhos não morrem. Eles só esperam o momento certo para acontecer.
Saí do show com a mesma sensação que tenho quando uma música me arrepia pela centésima vez. Eu mergulho na música intensamente.
Até agora as músicas ainda ficam ecoando nos meus ouvidos e despertou uma nova memória afetiva prazerosa depois de longos anos ouvindo Kid Abelha.
A boa música não envelhece.
Ela só encontra novas formas de emocionar. Concorda comigo?