08/09/2026
📍VALE DO TAQUARI E REGIÃO
VALE APÓS TRÊS GRANDES CHEIAS AINDA AGUARDA CONCLUSÃO DAS PONTES
Três anos após a cheia, Vale do Taquari ainda aguarda conclusão de pontes estratégicas
Reconstruções entre Santa Tereza e São Valentim do Sul e na área urbana de Roca Sales têm previsão de entrega para o início de 2027. Ponte sobre o Rio Guaporé, entre Muçum e Encantado, teve liberação parcial após 40 dias bloqueada.
Três anos após a enchente histórica de setembro de 2023, importantes acessos do Vale do Taquari ainda passam por reconstrução ou enfrentam restrições. Apesar de avanços em obras consideradas estratégicas para a mobilidade regional, como a reconstrução da ponte rodoferroviária em Muçum, outras travessias destruídas ou comprometidas pelas cheias devem ser concluídas somente no começo de 2027.
A Ponte Rodoferroviária Brochado da Rocha, em Muçum, é um dos exemplos de recuperação já finalizada. Destruída pela cheia de 4 de setembro de 2023, a estrutura de 289 metros foi reconstruída durante 2024 e voltou a receber veículos em 5 de março de 2025. A inauguração oficial ocorreu três dias depois.
A obra contou com R$ 9,6 milhões do Governo Federal e cerca de R$ 640 mil de contrapartida do Estado. Construída originalmente em 1963, a ponte retomou seu papel de ligação entre Muçum, Roca Sales e municípios da Serra Gaúcha.
Nova ponte entre Santa Tereza e São Valentim do Sul avança
Na ERS-431, entre Santa Tereza e São Valentim do Sul, a reconstrução da antiga Ponte de Santa Bárbara segue em andamento. A estrutura sobre o Rio Taquari foi levada pela enchente de setembro de 2023, deixando a balsa como única alternativa para a travessia de moradores, veículos e cargas entre as duas margens.
A nova ponte terá cerca de 320 metros de extensão e deverá ser mais alta, larga e resistente do que a anterior. O investimento federal chega a R$ 31,3 milhões. A expectativa é de conclusão no início de 2027, desde que as condições climáticas permitam o avanço dos serviços.
Segundo o andamento da obra, as fundações, estacas e blocos de fundação já foram executados. A etapa atual envolve a construção dos pilares de sustentação no leito do Rio Taquari.
O comportamento do rio, porém, é um dos principais obstáculos enfrentados pelas equipes. Aumento repentino do nível da água e correntezas intensas já provocaram interrupções temporárias e mudanças no cronograma de trabalho.
Quando estiver concluída, a travessia deve recuperar uma ligação essencial entre o Vale do Taquari e a Serra Gaúcha, beneficiando o deslocamento da população e o transporte da produção regional.
Roca Sales prevê entrega em janeiro de 2027
Em Roca Sales, a reconstrução da ponte sobre o Arroio Sete de Setembro, na Avenida General Daltro Filho, também segue sem previsão de conclusão antes de 2027. A passagem foi severamente danif**ada pela força da água em 2023, quando uma grande cratera se abriu no local.
A nova estrutura recebe investimento de aproximadamente R$ 14,1 milhões do Governo Federal. O projeto prevê uma ponte com 190 metros de comprimento e 11 metros de largura, além de elevação da pista e implantação de uma nova galeria pluvial, medida destinada a diminuir os riscos em futuras enchentes.
De acordo com a prefeitura, mais da metade da obra já está concluída. A estrutura principal foi finalizada, enquanto os serviços agora se concentram nas cabeceiras. A previsão atual é de entrega em janeiro de 2027.
Durante os trabalhos, o trânsito permanece alterado e motoristas precisam utilizar desvios na região do bairro 21 de Abril.
Ponte entre Muçum e Encantado tem trânsito parcial
Outro ponto sensível da malha viária regional está na ERS-129, entre Muçum e Encantado. A ponte sobre o Rio Guaporé ficou totalmente interditada por 40 dias após a identif**ação de trincas e fissuras em um dos pilares de sustentação, danos relacionados às enchentes dos últimos anos.
A interdição foi determinada após avaliação da equipe de engenharia da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). Na noite de quinta-feira, dia 3, a passagem foi parcialmente liberada para veículos leves e pedestres, em sistema de pare e siga.
A autorização ocorreu depois do escoramento do pilar danif**ado e da transferência da carga para apoios metálicos. O fluxo, no entanto, segue sob controle e com restrições, enquanto a situação da estrutura continua sendo monitorada.
Por: Vales Bem Informado
Foto: Divulgação "Grupo A Hora" "Vale Vivo"
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