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MULHER É DETIDA APÓS ACUSAÇÕES DE R4CISMO CONTRA AFRICANAS EM ÔNIBUS NO DFUma mulher em situação de rua foi conduzida à ...
12/08/2026

MULHER É DETIDA APÓS ACUSAÇÕES DE R4CISMO CONTRA AFRICANAS EM ÔNIBUS NO DF

Uma mulher em situação de rua foi conduzida à delegacia e autuada por r4cismo após, segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), ofender duas passageiras naturais do Mali dentro de um ônibus.

O caso aconteceu por volta das 12h40 desta quarta-feira (12), durante uma viagem entre o Lago Sul e o Plano Piloto, em Brasília.

De acordo com a PMDF, a suspeita teria chamado repetidamente as duas mulheres de “negrinhas”, utilizando a expressão de maneira considerada pejorativa e discriminatória.

As passageiras também relataram que foram chamadas de “macacas”, “diabo” e “satanás”. Parte das ofensas teria sido presenciada pelos próprios policiais que atenderam a ocorrência.

Um fiscal de piso da Rodoviária do Plano Piloto acionou a PM após perceber um tumulto dentro do coletivo. Os policiais intervieram para controlar a situação e, segundo a corporação, a mulher apresentou resistência durante a abordagem e a condução.

Todos os envolvidos foram encaminhados à 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte. A suspeita foi autuada pelo crime de r4cismo.

O caso gerou repercussão nas redes sociais e reacende o debate sobre discriminação racial e o respeito às pessoas estrangeiras que vivem ou circulam pelo Brasil.

A ocorrência segue sob apuração das autoridades.

Casa de Oxumarê celebra 190 anos de história neste sábado (15), em SalvadorQuase dois séculos de ancestralidade, resistê...
12/08/2026

Casa de Oxumarê celebra 190 anos de história neste sábado (15), em Salvador

Quase dois séculos de ancestralidade, resistência e preservação da cultura afro-brasileira serão celebrados neste sábado (15), em Salvador. A Casa de Oxumarê, um dos mais antigos e tradicionais terreiros de Candomblé do Brasil, completa 190 anos de história com uma programação especial na Federação.

A celebração também marca uma data histórica para o atual babalorixá da Casa, Sivanilton da Encarnação da Mata, o Babá Pecê, que comemora 60 anos de iniciação religiosa.

Reconhecida como patrimônio cultural brasileiro pelo IPHAN, a Casa de Oxumarê atravessou gerações preservando saberes, rituais, memória e tradições de matriz africana, mesmo diante de períodos de perseguição e racismo religioso.

A programação começa às 8h, com a chegada de autoridades e convidados, apresentação da Banda da Polícia Militar e hasteamento das bandeiras. Às 9h30, acontece o lançamento e a obliteração do primeiro selo da série filatélica “Patrimônios Negros do Brasil”, dos Correios, dedicado aos 190 anos do terreiro.

À noite, a partir das 20h, a celebração continua com o Ajodún em homenagem aos Òrìṣà, aos 190 anos da Casa de Oxumarê e aos 60 anos de iniciação de Babá Pecê.

A programação é gratuita e aberta ao público.

📍 Casa de Oxumarê – Federação, Salvador
📅 Sábado, 15 de agosto
⏰ A partir das 8h

Uma história que atravessa gerações e mantém viva a força da ancestralidade afro-brasileira. 190 anos de memória, fé, cultura e resistência.

Esperança Garcia: a mulher escravizada que entrou para a história como a primeira advogada do BrasilEm 1770, em pleno pe...
12/08/2026

Esperança Garcia: a mulher escravizada que entrou para a história como a primeira advogada do Brasil

Em 1770, em pleno período escravista, uma mulher negra escravizada decidiu fazer algo extraordinário: escreveu uma petição ao governador da Capitania de São José do Piauí para denunciar as violências que ela, seus filhos e outras mulheres sofriam.

O nome dela era Esperança Garcia.

Na carta, escrita em 6 de setembro de 1770, Esperança relatou agressões, denunciou os maus-tratos contra seu filho e pediu para voltar à fazenda onde vivia com o marido. Também reivindicou o direito de batizar sua filha.

Mais de dois séculos depois, aquele documento se tornou um dos maiores símbolos da resistência negra e da luta por direitos no Brasil.

Esperança teria nascido por volta de 1751, no Piauí. Pouco se sabe sobre sua vida, mas sua carta revela uma mulher que conhecia o poder da palavra e soube recorrer à autoridade para exigir que sua situação fosse vista.

O documento foi localizado em 1979, pelo historiador Luiz Mott, no Arquivo Público do Piauí. Acredita-se que o original esteja em Portugal.

Em 2017, a OAB do Piauí reconheceu Esperança Garcia como a primeira advogada piauiense. Em 25 de novembro de 2022, o Conselho Federal da OAB reconheceu oficialmente Esperança como a primeira advogada brasileira.

A entidade também classificou sua petição de 1770 como o que é considerado o primeiro habeas corpus do Brasil.

A história de Esperança Garcia atravessou séculos porque ela fez algo que continua poderoso até hoje: usou a própria voz para exigir justiça em uma sociedade que tentava silenciá-la.

Uma mulher escravizada escreveu. Denunciou. Reivindicou. E deixou registrado seu nome na história do Direito brasileiro.

Esperança Garcia não apenas escreveu uma carta. Ela escreveu para o futuro.

2º Seminário Jeholu coloca saberes ancestrais e políticas públicas no centro do debateSão Paulo e Guararema recebem, ent...
12/08/2026

2º Seminário Jeholu coloca saberes ancestrais e políticas públicas no centro do debate

São Paulo e Guararema recebem, entre os dias 11 e 14 de agosto, o 2º Seminário Jeholu de Políticas Públicas e Cultura das Tradições de Matrizes Africanas.

O encontro reúne comunidades de terreiro, autoridades tradicionais, pesquisadores, artistas, gestores públicos, movimentos sociais e representantes da sociedade civil para discutir caminhos de fortalecimento da igualdade racial, valorização das culturas de matrizes africanas e enfrentamento das desigualdades históricas.

A programação aborda temas que atravessam diretamente a vida das comunidades tradicionais, como políticas públicas, segurança pública, relações raciais, combate ao racismo religioso, patrimônio cultural, educação, direitos humanos, memória, ancestralidade, justiça climática e produção de conhecimento.

A abertura aconteceu nesta terça-feira (11), no Sesc Bom Retiro, em São Paulo, com uma homenagem ao Pejigan Rafael Pinto, liderança reconhecida por sua atuação na luta antirracista.

Nos dias 12, 13 e 14, as atividades seguem em Guararema, com conferências, mesas de debate e apresentações culturais.

Mais do que um encontro acadêmico, o Jeholu propõe aproximar universidade, comunidades de terreiro e poder público, reconhecendo os conhecimentos tradicionais como parte fundamental do patrimônio cultural brasileiro e como elementos importantes para a construção de políticas públicas mais democráticas e inclusivas.

O seminário também reforça uma discussão cada vez mais necessária: como garantir que a memória, os saberes, os territórios e os direitos das comunidades de matrizes africanas sejam reconhecidos e protegidos nas políticas públicas?

Conhecimento, ancestralidade, cultura e participação social no centro de uma agenda que ultrapassa os muros da academia e chega ao debate público nacional.

O 2º Seminário Jeholu acontece até sexta-feira (14), em São Paulo e Guararema.

Notícia sempre.

Projeto prevê prisão e multa para discriminação contra pessoas obesasUm projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deput...
12/08/2026

Projeto prevê prisão e multa para discriminação contra pessoas obesas

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados quer transformar a discriminação contra pessoas obesas em crime.

O PL 2.519/2026, apresentado pelo deputado Eli Borges (Republicanos-TO), prevê reclusão de 1 a 3 anos e multa para quem praticar determinadas condutas discriminatórias motivadas exclusivamente pela obesidade. (Portal da Câmara dos Deputados)

Entre as situações previstas estão:

• Impedir ou dificultar acesso a emprego, cargo, função ou promoção profissional
• Recusar atendimento ou impedir acesso e permanência em estabelecimentos
• Submeter alguém a constrangimento, humilhação, segregação ou exposição vexatória
• Impedir acesso a instituições de ensino, transporte, atividades recreativas ou serviços
• Restringir direitos sem justif**ativa técnica, médica ou de segurança devidamente fundamentada

A proposta também prevê aumento da pena de 1/3 até a metade quando a vítima for criança ou adolescente, quando o caso acontecer em ambiente escolar, quando envolver agente público no exercício da função ou quando houver divulgação nas redes sociais com intenção vexatória. (Portal da Câmara dos Deputados)

O texto, porém, ainda não virou lei. Atualmente, o projeto aguarda a designação de relator na Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara. Depois, ainda precisará avançar pelas demais etapas de tramitação antes de qualquer eventual aprovação. (Portal da Câmara dos Deputados)

A proposta também deixa claro que não seriam consideradas discriminação, para os fins do projeto, manifestações de opinião e orientações médicas, nutricionais ou científ**as, além de campanhas educativas sobre saúde e obesidade. (Portal da Câmara dos Deputados)

Ou seja: não existe hoje uma nova lei determinando prisão para quem discriminar pessoas obesas. Existe um projeto que propõe essa punição e que ainda está em tramitação no Congresso.

O debate agora é sobre até onde deve ir a proteção contra a gordofobia e como transformar situações de humilhação e exclusão em responsabilização legal sem atingir manifestações legítimas ou orientações relacionadas à saúde.

FESTA DE IEMANJÁ REÚNE TERREIROS E LEVA FÉ À PAMPULHA NESTE SÁBADO EM BH 🌊🤍Belo Horizonte recebe neste sábado, 15 de ago...
12/08/2026

FESTA DE IEMANJÁ REÚNE TERREIROS E LEVA FÉ À PAMPULHA NESTE SÁBADO EM BH 🌊🤍

Belo Horizonte recebe neste sábado, 15 de agosto, a 73ª Festa de Iemanjá, uma das mais tradicionais celebrações das religiões de matriz africana na capital mineira.

A programação começa às 14h, com a concentração dos participantes na Rua Aarão Reis, entre as ruas Guaicurus e o Viaduto da Floresta, atrás do Centro de Referência da Juventude (CRJ).

Às 16h30, uma carreata seguirá pelas ruas de Belo Horizonte em direção à Praça de Iemanjá, na Pampulha.

A chegada está prevista para as 17h30. Às 19h, acontece a concentração dos terreiros e, às 19h30, será realizada a solenidade de abertura, com a consagração dos barcos e a entrega de flores e presentes para Iemanjá. A programação religiosa dos terreiros começa às 20h.

Organizada pela Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente (CCPJO), em parceria com a Reunião Umbandista Mineira (RUM) e o CENARAB, a celebração reúne diferentes terreiros de Umbanda e Candomblé.

Mais do que uma celebração religiosa, a Festa de Iemanjá também representa memória, cultura, resistência e ocupação do espaço público pelas tradições de matriz africana.

A festa é realizada anualmente em Belo Horizonte desde 1953 e foi reconhecida, em 2019, como Patrimônio Cultural da cidade.

Neste sábado, a Pampulha volta a receber uma das maiores manifestações públicas de fé de matriz africana de Minas Gerais. 🌊💙

SERVIÇO

📅 15 de agosto, sábado
📍 Concentração: Rua Aarão Reis, entre Guaicurus e Viaduto da Floresta
🕑 14h — Concentração
🚗 16h30 — Saída da carreata
🌊 17h30 — Chegada à Praça de Iemanjá
🕖 19h — Concentração dos terreiros
🙏 19h30 — Solenidade de abertura
🌊 20h — Trabalhos dos terreiros

Belo Horizonte se prepara para saudar Iemanjá. (soubh.uai.com.br)

A Bahia segue mostrando ao Brasil a força da ancestralidade e da cultura de matriz africana.O Museu de Arte da Bahia, em...
12/08/2026

A Bahia segue mostrando ao Brasil a força da ancestralidade e da cultura de matriz africana.

O Museu de Arte da Bahia, em Salvador, recebe a exposição “Flores Que Curam”, uma mostra que destaca a fé, a memória e as tradições ligadas a Omolu, um dos Orixás mais cultuados nos terreiros do país. A exposição reúne registros do ritual público conhecido como Sabejé e apresenta ao público um dos símbolos mais marcantes dessa tradição: o deburu, a pipoca sagrada utilizada nos rituais dedicados a Omolu. (Alô Alô Bahia)

Muito além de um alimento, a pipoca representa cura, renovação, acolhimento e esperança. Dentro dos rituais, ela é vista como a “flor” oferecida por Omolu para auxiliar na limpeza espiritual e no fortalecimento dos caminhos. Ao levar esse elemento para dentro de um museu, a exposição reforça a importância dos saberes ancestrais como patrimônio cultural e parte fundamental da história brasileira. (Alô Alô Bahia)

A mostra também apresenta registros fotográficos de terreiros e da carreata “Ritual Omolu: Saúde e Esperança de um Povo junto às Casas de Candomblé”, iniciativa que surgiu durante a pandemia e se tornou um símbolo de resistência, união e preservação das tradições afro-brasileiras. (Alô Alô Bahia)

Com entrada gratuita, a exposição f**a aberta ao público até 12 de setembro e convida visitantes a conhecerem mais sobre a riqueza cultural, histórica e espiritual presente nos povos de terreiro.

Uma notícia que reforça aquilo que o povo de axé sempre soube: nossos saberes, nossas tradições e nossa ancestralidade também ocupam museus, universidades e todos os espaços da sociedade.

🚨 ANITTA REVELA QUE ESCONDEU SUA RELIGIÃO POR MEDO DO PRECONCEITODurante uma entrevista recente, Anitta fez um desabafo ...
12/08/2026

🚨 ANITTA REVELA QUE ESCONDEU SUA RELIGIÃO POR MEDO DO PRECONCEITO

Durante uma entrevista recente, Anitta fez um desabafo que reacendeu o debate sobre intolerância religiosa no Brasil. A cantora contou que demorou para assumir publicamente sua ligação com o Candomblé por medo das consequências que isso poderia trazer para sua carreira.

Segundo ela, tudo aconteceu em um período em que sofria forte cobrança para se posicionar politicamente nas redes sociais. Na época, Anitta estava cumprindo obrigações religiosas e permaneceu afastada da internet. O silêncio acabou gerando críticas e ataques.

A artista revelou que ainda não havia tornado pública sua fé porque acreditava que isso poderia prejudicar contratos publicitários, campanhas e oportunidades profissionais. Em suas palavras, assumir a religião naquele momento era algo que considerava “perigosíssimo”.

Anitta também afirmou que frequentar terreiros faz parte de sua história desde a infância e destacou que muitas pessoas ligadas às religiões de matriz africana ainda sentem a necessidade de esconder sua espiritualidade por receio do preconceito.

A declaração rapidamente tomou conta das redes sociais e abriu espaço para uma discussão importante: em 2026, por que tantas pessoas ainda têm medo de falar abertamente sobre sua fé?

Enquanto muitos internautas demonstraram apoio à cantora, outros apontaram que o relato expõe uma realidade vivida diariamente por milhares de praticantes das religiões de matriz africana em todo o país.

E você, acredita que o preconceito religioso ainda influencia a vida profissional e pessoal de quem segue o Candomblé, a Umbanda e outras tradições de matriz africana?

Endereço

Santa Maria, RS

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