13/05/2026
“A casa caiu”, como disse o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), mas dessa vez o telhado levou junto o discurso inteiro da família moralista, “honesta e perseguida”.
Flávio Bolsonaro, o senhor das rachadinhas, agora aparece negociando US$ 24 milhões (quase R$ 135 milhões) com Daniel Vorcaro. Porque nada grita “integridade” mais alto do que pedir uma bolada para bancar o filme do papai.
Imaginem a cena: Flávio no áudio, cobrando pagamento, preocupado com “dar calote” no Jim Caviezel e no diretor... Preocupadíssimo com a honra dos gringos, mas zero preocupação com a origem do dinheiro para financiar a cinebiografia do “mito”. É o tipo de coerência que só existe na família Bolsonaro e no mundo dos bolsonaristas: combate à corrupção só na narrativa, nas redes sociais e agora em Hollywood.
Enquanto o gado muge que é perseguição política, o filho 01 estava lá, negociando a produção do filme com dinheiro de crime. “Dark Horse”? Deveria chamar “Dark Wallet,” o cavalo negro da corrupção.
E o melhor: quando confrontado, Flávio nega tudo e chama de mentira. Claro. É sempre mentira. As rachadinhas eram mentira, os Queirozes eram mentira... Até o dia que as mensagens, os áudios e as transferências aparecem. Aí vira “perseguição politica”.
Parabéns, Flávio. Você conseguiu transformar até o filme do pai em mais um capítulo da saga do “Bolsomaster”.