Vento Norte Cartonero

Vento Norte Cartonero Editora "cartonera" de Santa Maria (RS), Brasil

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Vento Norte Cartonero é o projeto da equipe de um homem só e alguns colaboradores que residem na cidade de Santa Maria (Rio Grande do Sul - Brasil) direcionado a realizar, sob o pressuposto da autogestão, e sem vínculos nem apoio institucional de qualquer espécie, o trabalho de edição e posta em circulação de livrinhos com capas de papelão confeccionadas à mão. Livrinhos de autores novos ou já pub

licados que cedem seus materiais para ajudar assim a construir um catálogo de literatura cartonera. Um fazer que se combina com a realização de oficinas para os mais diversos públicos, em especial os de escolas públicas da nossa cidade e região, com a pretensão de desmitificar o objeto livro e ajudar a promover de alguma maneira a leitura e a escrita de forma criativa e lúdica.

"O UNIVERSO DOS LIVROS CARTONEROS": nossa bela exposição que reúne livros de 71 editoras de 19 países segue aberta na Bi...
04/06/2026

"O UNIVERSO DOS LIVROS CARTONEROS": nossa bela exposição que reúne livros de 71 editoras de 19 países segue aberta na Biblioteca Municipal São Domingos de Rana (Portugal). Expressamos aqui nosso muito obrigado de coração a Celeste Ribeiro da equipe da Biblioteca pela acolhida calorosa e energia dedicada para que o público de Cascais possa conhecer nossas propostas e realizações, a Célia Lavado da Associação Animar por todo seu esforço para montar a programação e cuidar da logística para que a exposição circule por tão diversos sertões lusitanos e a EVA Cartonera pela iniciativa e mediação para fazer acontecer uma nova edição.

(Gaudêncio Gaudério)

Cultura Cascais: Já ouviu falar de livros cartoneros? No dia 30 de maio às 15h00, venha à Biblioteca Municipal de S. Dom...
25/05/2026

Cultura Cascais: Já ouviu falar de livros cartoneros? No dia 30 de maio às 15h00, venha à Biblioteca Municipal de S. Domingos de Rana conversar com Helena Patrício de EVA Cartonera e Gaudêncio Gaudério de Vento Norte Cartonero (presente via Zoom) sobre estes livros produzidos com capas de cartão reciclado pintadas e cosidas à mão, por editoras não convencionais e à margem do circuito editorial comercial. Este encontro, que decorre no âmbito da exposição “O Universo dos Livros Cartoneros”, quer dar-lhe a conhecer todos os mistérios e segredos do movimento Cartonero, que surgiu na América Latina.

"O UNIVERSO DOS LIVROS CARTONEROS": nossa bela e original exposição que reúne livros de 71 editoras de 19 países segue c...
16/05/2026

"O UNIVERSO DOS LIVROS CARTONEROS": nossa bela e original exposição que reúne livros de 71 editoras de 19 países segue cautivando o público de Cascais (Portugal)!!!

(Gaudêncio Gaudério / EVA Cartonera / Associação Animar)

PALAVRAS QUE EMERGEM DOS ESCOMBROS: nossas turbinas eólicas estão sendo ligadas para começar a preparar o livro da poeta...
08/05/2026

PALAVRAS QUE EMERGEM DOS ESCOMBROS: nossas turbinas eólicas estão sendo ligadas para começar a preparar o livro da poeta Inaam M Suliman que publicaremos em coedição de Martim Cartonero e Vento Norte Cartonero. Como antecipo apresentamos aqui a entrevista que Monica Messa fez desde Itália para que conheçam um pouco o pensamento da nossa autora!!!...................
1. Poderia nos dizer quem é Inaam M. Suliman?
Antes de mais nada, gostaria de agradecer por esta entrevista e pelo seu nobre compromisso em dar voz a nós, em Gaza. Muito obrigado.
Meu nome é Inaam Said, também conhecida como Inaam M. Suliman. Sou uma sobrevivente do Holocausto de Gaza. Sou escritora e, ao mesmo tempo, trabalho como facilitadora de sessões de apoio psicossocial para mulheres que perderam suas famílias em eventos traumáticos. Este trabalho me dá a oportunidade de escrever sobre mulheres e seu sofrimento.
Também atuo na vida cultural por meio de alguns grupos e iniciativas. Tenho um profundo interesse em questões femininas e participo de encontros sobre direitos das mulheres e envolvimento político em organizações locais que trabalham com questões femininas.
2. De onde você é e onde mora atualmente?
Sou palestina, da Palestina, a terra de Cristo. Fui forçada a deixar minha casa sob a ameaça de bombardeios e fogo de artilharia. Agora moro com minha família em um apartamento localizado em uma vila perto do mar, longe de casa.
3. Quando você começou a escrever e o que a atraiu para a poesia e a ficção?
Comecei a escrever muito cedo, por volta dos dez anos de idade. Escrevia sobre as paisagens naturais que via, pois nasci rodeada pela natureza. No ensino fundamental, escrevia pequenos textos sobre minha terra natal, a amizade, e a minha mãe. Elaborava pequenas redações. Gostaria de agradecer aos meus professores de árabe, que me incentivaram e valorizaram o que eu escrevia.
A verdadeira motivação para a minha escrita é que ela é o meu refúgio definitivo: me traz paz e inspiração. Também gosto de compartilhar meus pensamentos com os outros.
Escrever é um bálsamo no qual buscamos refúgio quando a adversidade nos assola. Considero a escrita uma forma refinada de expressão, capaz de falar à alma sem restrições ou condições.
4. Quais temas se repetem com mais frequência em sua poesia e obras literárias?
Os temas que mais se repetem na minha poesia e nas minhas obras literárias são: a pátria, as mulheres, a guerra e o amor.
Perdi minha casa e minha terra. Não consigo alcançá-las, então escrevo sobre minha pátria, da qual sinto muita falta.
Também escrevo sobre as mulheres de Gaza, cuja realidade piorou, depois de terem vivido uma vida bela e pacífica.
E há um tema essencial e belíssimo: o amor. Apesar das duras circunstâncias, ainda há espaço para o amor.
5. Muitas das suas obras refletem uma realidade intensa e dolorosa: como você transforma a experiência pessoal e coletiva em poesia?
É verdade: minhas obras refletem uma realidade intensa e difícil. Aqui em Gaza, vivemos em condições extremamente duras: deslocamento, assassinatos, destruição. Perdemos muitos entes queridos e muitos amigos.
A poesia e a literatura são ferramentas de testemunho e documentação. A poesia é o último refúgio em meio a todo esse sofrimento. Sem a poesia, a dor teria sido ainda maior.
Há também a dor do esquecimento e da negação. Minhas palavras nascem do meu juramento à minha pátria: não a abandonar e não abandonar o povo palestino aflito. Quero ser a sua voz e fazer da minha caneta uma janela para Gaza. É o mínimo que posso fazer.
6. Poderia nos contar algo sobre seus estudos?
A leitura de literatura inglesa, tanto britânica quanto americana, enriquece minha imaginação e me oferece diferentes perspectivas.
A literatura inglesa amplia meus horizontes intelectuais por meio da exposição aos grandes clássicos da literatura mundial e suas traduções. O idioma aprimorou minhas habilidades de escrita criativa, refinou meu estilo narrativo e me permitiu explorar diferentes culturas e valores.
7. Como o público, dentro e fora da Palestina, reagiu aos seus poemas e contos?
A resposta do público tem sido muito positiva e realmente me emocionou. Foi uma resposta repleta de apoio e incentivo.
Enviei meus poemas para alguns amigos; eles gostaram e compartilharam. Alguns até sugeriram que eu os publicasse com eles ou por meio de editoras.
Gostaria de agradecer a todos os poetas que traduziram e leram meus poemas. Um agradecimento especial a você, querida Monica, por seus vídeos.
Outros amigos discutiram meus poemas comigo para aprimorá-los e fortalecê-los: essa é uma crítica construtiva, pela qual sou grata.
8. Quais escritores te inspiraram e que conselho você daria para quem está começando hoje?
Todo poeta que escreve um poema que toca minha alma é uma inspiração para mim.
Muitos escritores e poetas me inspiraram, incluindo o americano Paul Auster e o inglês William Wordsworth.
Do mundo árabe: Fadwa Toukan, Ghassan Kanafani, Saud Al-Sanousi entre outros.
Aconselho os novos escritores (e a mim mesma) a lerem com paixão e incansavelmente. A leitura é a principal força motriz da escrita. Escreva tudo o que vier à mente. Compartilhe suas ideias com outros escritores. Não tenha medo de críticas: elas são um reforço positivo.
9. Você está trabalhando em algum projeto ou livro novo?
Sim. Tenho mais de quatro obras que escrevi durante essas circunstâncias muito difíceis. Escrevi poemas e contos que documentam a vida durante a guerra.
10. Como você vê o futuro da literatura e da poesia palestinas nos próximos anos?
A poesia palestina manterá seu papel como uma ferramenta rápida e poderosa para responder aos acontecimentos, como vimos com a maioria dos poetas de Gaza que escrevem sobre seu cotidiano e documentam eventos dolorosos.
A literatura palestina continuará sendo um documento existencial e nacional. Portanto, diários e testemunhos serão cada vez mais disseminados pelas redes sociais, permitindo que a literatura palestina alcance um público global mais rapidamente, porque é uma literatura de resistência.
11. Se você pudesse compartilhar um poema ou verso que lhe seja particularmente caro neste momento, qual escolheria e por quê?
Esta pergunta desperta uma dor profunda em meu coração. Cada poema que escrevi tem uma história dolorosa por trás, e eu a transformei em poesia.
Escrevi sobre mães, pais e filhos. Escrevi um poema para meu filho, que perdeu muitos amigos naqueles eventos trágicos. É um poema que me toca profundamente.

Vejo manchas de tristeza
na camisa do seu coração, filho do meu coração.

Cada vez que você vira o s**o de farinha,
você vislumbra o último momento
em que seu coração caiu.
E a bala passou
entre você e ele.

Ele voou para o céu,
e você caiu
na terra da saudade,
sozinho...

Seu amigo,
no momento em que você recolheu os restos mortais,
seu coração ficou preso
entre um último suspiro
e uma mancha de morte.

A menininha que você segurava nos braços
se assemelhava à rosa de Damasco
em nosso jardim,
por isso o sangue deixou sua marca em suas mãos
e em seus braços:
um perfume,
cada vez que a nostalgia a s**ode
em direção à nossa casa.

Não era mais uma metáfora
quando o significado escolheu a sombra.
E você beijou três faces lunares...

Elas passaram,
atravessando as nuvens
com duas asas de luz,
invocando o céu
e recitando duas vezes
hinos batismais.

Havia um pacto lunar entre vocês:
percorrer o caminho juntos.
Nunca lhe ocorreu
carregar seu amigo
numa caixa de primeiros socorros.

Sua respiração não estava apenas tentando
restaurar a vida dele:
era o bater do seu coração,
talvez,
que queria colidir com o dele
e forçar a morte, finalmente,
a expulsá-lo.

Você não vivia no meu mundo,
e eu não habitava o seu.
Contudo, pertencíamos
a um mundo
que vivia em nossos peitos.

Você não me deixou,
e eu não apaguei sua tatuagem.

Você é o filho
do primeiro segredo.

https://zonadidisagio.wordpress.com/2026/04/03/intervista-a-inaam-m-suliman/?fbclid=IwY2xjawRrJKZleHRuA2FlbQIxMABicmlkETEzZ1Q5MWViTUZXY3htV21Bc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHsvdY1eddqPTqTt28LehYcMlG4I-qAt8vpYwblSXDKuepWf8FDohgov6gY4J_aem_Krw-IK_RrQ5cu7cj5WC_QA

(Gaudêncio Gaudério / Estamparia Geral)

Gaudêncio Gaudério: "no universo cartonero não existem fronteiras muros grades nem idades"!!!
05/05/2026

Gaudêncio Gaudério: "no universo cartonero não existem fronteiras muros grades nem idades"!!!

PALAVRAS QUE EMERGEM DOS ESCOMBROS: "La escritora palestina Sahar Rabah ha hecho historia al convertirse en la primera p...
01/05/2026

PALAVRAS QUE EMERGEM DOS ESCOMBROS: "La escritora palestina Sahar Rabah ha hecho historia al convertirse en la primera persona de origen palestino en ganar el prestigioso Calibre Essay Prize 2026, otorgado por la Australian Book Review. Nacida en Gaza, su ensayo ganador, 'Entre la realidad y los sueños', explora las guerras invisibles que se libran en las profundidades del alma y la memoria." (Palestina Internacional Broadcast Español) Sahar é filha do poeta Nasser Rabah, autor do livro "Um sexto dedo em cada mão", título que publicamos em português, espanhol e galego junto com outras editoras cartoneras!!!

(Gaudêncio Gaudério)

"O UNIVERSO DOS LIVROS CARTONEROS": os livros de 71 editoras de 19 países que circulam desde março de 2018 pelos mais di...
25/04/2026

"O UNIVERSO DOS LIVROS CARTONEROS": os livros de 71 editoras de 19 países que circulam desde março de 2018 pelos mais diversos sertões ibéricos agora se exibem na bela Biblioteca Municipal São Domingos de Rana, Cascais (Portugal), graças ao esforço incessante da Associação Animar, à gestão e mediação de EVA Cartonera e à articulação que realiza Vento Norte Cartonero desde a terra brasilis!!!

(Gaudêncio Gaudério)

"O UNIVERSO DOS LIVROS CARTONEROS": nossa exposição que reúne livros de 71 editoras de 19 países continua sua maravilhos...
23/04/2026

"O UNIVERSO DOS LIVROS CARTONEROS": nossa exposição que reúne livros de 71 editoras de 19 países continua sua maravilhosa aventura pelos sertões lusitanos. Na sua 38a edição chega agora à bela Cascais graças ao constante apoio solidário da Associação Animar e ao empenho e gestão de EVA Cartonera para que pudesse acontecer na Biblioteca Municipal de São Domingos de Rana, pois, como afirmava "el inquieto anacobero", no universo cartonero não existem fronteiras muros grades nem idades!!!

(Gaudêncio Gaudério)

NOTÍCIAS CARTONERAS ALÉM MAR: "É com enorme prazer que partilho convosco a conclusão da nossa primeira oficina de Livros...
21/04/2026

NOTÍCIAS CARTONERAS ALÉM MAR: "É com enorme prazer que partilho convosco a conclusão da nossa primeira oficina de Livros Cartoneros, realizada aqui nas Irmãs Oblatas (Lisboa/Portugal). Durante cinco encontros, construímos juntas o nosso primeiro livro, celebrando o Mês da Mulher.

O livro, intitulado 'Força da Mulher', nasceu de rodas de conversa e de um pequeno atelier plástico, onde cada participante criou desenhos inspirados nas histórias que partilharam. Cada mulher elaborou ainda a sua própria capa, e no final, todas levaram o livro para casa, como símbolo do seu protagonismo e criatividade.

Gostaria também de partilhar que as mulheres participantes adoraram a experiência e manifestaram o desejo de continuarmos a fazer mais livros ao longo do ano, explorando outros temas. Destaco que algumas delas são analfabetas, e por isso foi especialmente significativo para elas verem as suas palavras registadas num livro, sentindo-se tão capazes quanto as outras de criar algo tão valioso. Este foi, para todas, um momento de aprendizagem, partilha e união.

Agradeço, em nome da instituição e também a título pessoal, como Joana, por me terem apresentado este movimento tão inspirador. Seguiremos a dar continuidade ao movimento cartonero e partilhando convosco os seus frutos.

Um abraço cartonero, Joana"

Obra Social das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor

(Gaudêncio Gaudério)

Endereço

Santa Maria, RS

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