29/05/2026
Será que a perda de audição em apenas um dos ouvidos garante aposentadoria automática no INSS?
A surdez unilateral não classifica o trabalhador como pessoa com deficiência de forma imediata perante a lei.
O que a previdência avalia é como essa condição afeta a vida social e o dia a dia no trabalho. O INSS faz uma avaliação completa para entender o impacto funcional da surdez e as dificuldades de adaptação no ambiente profissional.
Por isso, duas pessoas com a mesma surdez unilateral podem ter resultados diferentes na perícia. O impacto da perda auditiva varia conforme o tipo de profissão.
Além da perícia, o tempo de contribuição muda conforme o grau da deficiência. Nos casos leves, homens precisam de 33 anos de contribuição e mulheres de 28. Na deficiência moderada, são 29 anos para homens e 24 para mulheres. Já nos casos graves, 25 anos para homens e 20 para mulheres.
Ter apenas o diagnóstico não garante o direito. A aprovação depende de uma boa comprovação de como a surdez interfere na capacidade de trabalho ao longo do tempo.
A surdez unilateral faz parte da sua realidade ou da sua família? Deixe um comentário, compartilhe com quem tem essa dúvida, salve para consultar depois e busque a orientação de um especialista em direito previdenciário para analisar o caso.