07/12/2014
A origem do Jacaré
Com mais de 40 anos de experiência, um dos mecânicos mais conhecidos e queridos de Sete Lagoas conta que sonhava com isso desde pequeno. "Via meu irmão chegar em casa todo sujo de óleo, com cheiro de gasolina e pensava: um dia vou ser assim".
Joaquim Claret ganhou o apelido de Jacaré quando ainda começava sua carreira profissional, há cerca de 40 anos. "Alguém contou um caso de caçador de jacaré, na oficina. Desse dia em diante, um colega, o Cosmo, começou a só me chamar de Jacaré e o apelido pegou", explica. Até a esposa, Helena Fernandes, com quem é casado há 35 anos, só o chama de Jacaré.
Pessoa simples, trabalhadora, faz questão de ressaltar o valor da família. De sete irmãos, é caçula dos homens e conta que aprendeu muito do ofício em casa. "Via meu irmão chegar todo sujo de óleo e cheirando gasolina e pensava: um dia vou ser assim também", relembra com alegria.
O pai trabalhou por 42 anos na Central do Brasil e depois que aposentou ainda ajudou como ferramenteiro, mas a grande inspiração como mecânico foi o tio, Victor Baldez.
Desde 2006, comanda sua própria oficina, na r. Uberlândia, 1.126, quase esquina com av. Perimetral e conta com a ajuda dos filhos Dênis e Juliano. "Eles me acompanham desde muito pequenos, com 7 e 9 anos. Minha filha, Gleiciane, também já trabalhou conosco", conta orgulhoso. A Oficina do Jacaré já passou por outros endereços, no bairro Piedade, Canaan, Jardim Arizona e Santo Antônio. "Agora quero ficar por aqui um bom tempo", garante.
Jacaré começou como ajudante de mecânico aos 16 anos, mas já havia traba-lhado como vendedor. A primeira oportunidade veio do sr. Edson Hachid, que tinha uma oficina na Boa Vista, por indicação do irmão, Helder Luis.
Um dos grandes feitos como mecânico foi participar da montagem de uma das torres que ficam na Serra de Santa Helena, no início da década de 70.
Em mais de 40 anos de profissão, já trabalhou em diversos lugares e como a maioria dos mais tradicionais na cidade, também passou pelo Posto e Oficina Abreu Teixeira.
Para ficar atualizado, Jacaré conta que sempre participa de cursos na área. "Antes usávamos praticamente as mesmas ferramentas e, muitas delas, fazíamos na própria oficina. Hoje, cada carro tem sua própria tecnologia", finaliza.