17/04/2016
Projeto que autorizava abertura de crédito especial no orçamento foi rejeitado
A novela que envolve a captação de empréstimo para o Município de Sinimbu comprar máquinas e equipamentos teve mais um capítulo na noite de terça-feira, 12 de abril. Após a aprovação apertada do projeto de lei que permitiu o encaminhamento da proposta de captação dos recursos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BRDE), agora os vereadores rejeitaram por maioria o projeto de lei -também de autoria do Executivo Municipal, que pedia autorização para a administração incluir o montante no orçamento municipal vigente.
Antes da votação da matéria estabeleceu-se um amplo debate em torno do tema. Inicialmente o presidente da Câmara de Vereadores, vereador Astor Parnow (PP), esclareceu ter recebido ao longo daquele dia ligação telefônica do prefeito Clairton Wegmann (PMDB) que disse ser complicado enviar em cima da hora o cálculo do impacto financeiro que o empréstimo irá causar ao Município.
Maiquel Raenke (PT) -que fazia oposição e agora integra o governo municipal, disse haver quatro motivos para aprovação do projeto. Segundo ele, as aquisições irão geral economia ao Município diante o estado em que se encontram as máquinas que hoje servem a municipalidade, além de estar notável o benefício que irá repercutir na população, irá contribuir também para com os vereadores que cobram com frequência a realização de serviços, e, por fim, disse ser um ato normal nas prefeituras municipais captar recursos através dessa modalidade.
O vereador Tuia (PSDB) disse que não deve se falar em economia quando se trata desse projeto, uma vez que o mesmo deve gerar pelo menos três milhões e meio de reais de juros. "Com esse dinheiro do juro a cada dois anos dá pra comprar uma motoniveladora", colocou.
Maiquel Raenke contestou o colega ao relatar não ser exato o seu cálculo. "Pelo que vi junto a administração em 6 anos o juro deve chegar a dois milhões e 400, mas há um ano de carência", pontuou.
Já Ruben Preuss (PP) achou estranho ser difícil fazer o impacto financeiro. Para ele falta diálogo da administração para com os vereadores.
Claus Wagner (PSB) justificou seu voto contrário à proposta tendo em vista o comprometimento das finanças, pois há compromissos a serem cumpridos, como por exemplo, o pagamento do piso dos professores. "Alguém um dia deverá tomar a iniciativa de implantar uma oficina própria e o secretário de Obras deverá acelerar o trabalho das máquinas e trabalhar com o que se tem, o que já foi feito um dia e deu certo", lembrou.
Lula (PMDB) disse que já foi oposição e sabe como as coisas funcionam e por isso pediu que os colegas parassem com o bate-boca e levassem o projeto à votação. "Se o projeto viesse a esta casa há dois anos atrás os que hoje são contra seriam favoráveis", cutucou.
Colocado em votação o projeto foi rejeitado com o voto de minerva do presidente Astor Parnow (detalhe), o qual justificou seu voto contrário ao reiterar que possui compromissos a cumprir com certas pessoas. "Sou vereador há 20 anos e nunca tinha me acontecido em quadros gestões como presidente da Câmara de ter que dar o voto minerva. Mas sempre acompanhei meu partido e sempre fui ético. Por isso esse projeto está rejeitado", finalizou.