25/02/2026
Empresários do agro e comerciante estão entre alvos do Gaeco; veja nomes
Operação investiga esquema com prejuízo estimado em R$ 140 milhões
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Empresários do agro e comerciante estão entre alvos do Gaeco; veja nomes
Operação investiga esquema com prejuízo estimado em R$ 140 milhões
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Redação CN News
A equipe da CN NEWS, apurou nove alvos da Operação Safra Desviada, deflagrada na manhã desta quarta-feira (25) pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). A investigação apura o desvio de grãos e um prejuízo estimado em R$ 140 milhões ao Grupo Lermen e a outras empresas do setor do agronegócio. Conforme apurado pela reportagem, uma segunda fase da operação deve ocorrer e pode incluir o cumprimento de mandados de prisão contra investigados apontados como integrantes do núcleo central do esquema.
Oito pessoas são empresários do ramo agrícola e uma é do comércio de roupas. Entre os nomes levantados pela reportagem estão Ariozano Alves Timoteo Junior, sócio da Attua Comercial Agrícola Ltda, em recuperação judicial, sediada em Sorriso, Neodir Brandeleiro, administrador de website na empresa Auto Peças Izabelense Ltda, em Santa Izabel do Oeste, no Paraná.
Cledemir Luis Mocelini, sócio da Agropecuária Mocelini Ltda, em Boa Esperança do Norte, Suelene Aparecida do Carmo Nascimento, sócia-administradora da Ellus Sorriso, comércio varejista de roupas em Sorriso, Michele Faccio e Filipe Faccio, administradores da Agrícola Faccio Ltda, em Sorriso.
Joherberton da Silva Rondon e Renan da Silva Rondon, sócios-administradores das empresas B.R. Assessoria Administrativa Ltda e BR Participações Ltda, ambas em Sorriso, Nadim Makari, sócio-administrador da Algodoeira Nova Prata, também em Sorriso.
Segundo as investigações, o grupo teria operado um esquema sistemático de desvio de soja, milho e algodão, com manipulação de registros internos de estoque e transporte, além de movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada dos envolvidos.
A apuração aponta ainda o uso de empresas para dissimular valores e fragmentar operações financeiras, com indícios de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial. A Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias de 56 alvos, com valores que ultrapassam R$ 140 milhões, além do sequestro de mais de 70 veículos, entre caminhões, carretas e automóveis.
ambém foram determinados a indisponibilidade de imóveis pertencentes a 20 pessoas físicas e jurídicas e o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de mais de 45 investigados. A Justiça autorizou ainda a extração de dados de celulares, computadores, mídias externas e informações armazenadas em nuvem, além do bloqueio de contas de investigados em plataformas de apostas, diante de indícios de uso desses serviços para movimentação e ocultação de recursos.