25/05/2019
A Justiça determina o bloqueio de 3 bilhões e meio de reais em valores e bens de acusados na Lava Jato.
Na lista estão os partidos PSB e MDB, parlamentares e empreiteiras.
A ação foi movida pelo Ministério Público Federal do Paraná.
Os casos envolvem contratos da diretoria de abastecimento da Petrobras e também pagamento de propina na CPI da Petrobras, em 2009.
Na decisão, o TRF-4, a segunda instância da Lava Jato de Curitiba, apontou a existência de indícios da prática de atos de improbidade por líderes de partidos e agentes públicos.
Entre os políticos aparecem Valdir Raup, do MDB, Fernando Bezerra Coelho, hoje no MDB e atual líder do governo no Senado, e Eduardo da Fonte, do PP.
Também foram acionados os espólios de dois ex-parlamentares já mortos: Sérgio Guerra, que era do PSDB e o ex-governador Eduardo Campos, do PSB.
As empreiteira são a Queiroz Galvão e a Vital Engenharia Ambiental e seus executivos.
Em relação aos partidos políticos, a força-tarefa da Lava Jato e a Petrobrás pediram que o confisco não alcance as verbas repassadas por meio do fundo partidário, que são impenhoráveis por força de lei.
No total foi pedido o bloqueio de quase 3 bilhões e 600 milhões de reais em valores e bens.
Caso seja comprovado o prejuízo aos cofres públicos nos esquemas de corrupção, e esgotados todos os recursos nos tribunais, o dinheiro deve retornar para a Petrobras.
Os envolvidos negam a participação nos esquemas de corrupção.
Além do congelamento dos recursos, a ação pede a perda dos cargos, suspensão de direitos políticos e perda dos direitos de aposentadoria pelo regime especial dos envolvidos.