09/09/2025
Quando a espontaneidade perdeu espaço para fórmulas prontas, ganhamos mais especialistas de fachada do que conexões reais.
“Quem não é visto, não é lembrado.”
O ditado nunca fez tanto sentido quanto agora, na era digital.
Profissionais de todas as áreas se sentem pressionados a produzir conteúdo para existir.
E, nesse esforço por engajamento, muitos caem em um mantra já batido:
“ensine algo para ser visto como autoridade no seu nicho”.
À primeira vista, parece inspirador.
Mas, na prática, virou fórmula desgastada.
O que surgiu foi um exército de especialistas-relâmpago: gente que domina cortes de vídeo e legendas persuasivas melhor do que o próprio conteúdo. Cursos são vendidos na base do carisma e da promessa de autoridade… mas, ao abrir a embalagem, quase nada está lá dentro.
O que mais se vê hoje:
=> ensinamentos reciclados
=> dicas copiadas
=> fórmulas repetidas
O que deveria ser espaço de profundidade virou apenas palco de pose.
Confesso: sinto falta das aleatoriedades sinceras.
=> Um café derramado.
=> Um humor inesperado.
=> Uma história do cotidiano.
Coisas que não ensinam, mas que conectam de verdade.
Talvez relevância não esteja em ensinar, mas em ser autêntico.
Mostrar dúvidas, bastidores, processos.
Provocar inspiração, reflexão, emoção.
No fim, o diferencial no marketing digital pode ser justamente o oposto do que dizem os mantras: ousar ser honesto.
E você? Prefere consumir fórmulas prontas ou vozes autênticas?