18/06/2026
Os laudos periciais produzidos pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e pelo Instituto Médico Legal (IML) confirmaram de forma conclusiva a morte de Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, de 35 anos, apontado pelas investigações como o principal suspeito do feminicídio da modelo, miss e blogueira Ana Luiza Mateus Souza, natural de Teixeira de Freitas. Segundo os documentos técnicos, ele morreu em decorrência de enforcamento por asfixia mecânica dentro da carceragem da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), na Barra da Tijuca.
A morte de Ana Luiza gerou uma onda de comoção em todo o Brasil e mobilizou familiares, amigos e milhares de seguidores que acompanharam atentamente cada desdobramento do caso. Desde o início, havia grande expectativa em torno do esclarecimento das circunstâncias envolvendo o principal suspeito, preso logo após o crime.
De acordo com a perícia realizada na unidade policial, Endreo foi encontrado suspenso por uma estrutura metálica existente na cela. Os peritos apontaram que ele utilizou uma peça de roupa para provocar a própria asfixia. O exame de necropsia realizado posteriormente no IML confirmou integralmente as evidências encontradas no local e indicou a mesma causa da morte.
Ainda conforme a investigação, imagens do sistema de monitoramento interno da carceragem foram analisadas pelos especialistas e corroboraram as conclusões apresentadas nos laudos periciais, encerrando as dúvidas sobre as circunstâncias da morte do investigado.
As investigações da Polícia Civil reuniram elementos que apontavam Endreo Lincoln como autor do feminicídio que vitimou Ana Luiza. Com a confirmação de sua morte, o inquérito policial segue para a fase de conclusão e deverá ser formalmente encerrado, com a extinção da punibilidade em razão do falecimento do investigado, conforme prevê a legislação brasileira.
O desfecho jurídico encerra um dos casos criminais de maior repercussão nacional dos últimos anos. No entanto, a tragédia segue deixando marcas profundas em familiares, amigos e em todos aqueles que se sensibilizaram com a morte precoce de Ana Luiza, cuja história comoveu o país e permanece viva na memória de quem acompanhou o caso.