Humans of Unisul

Humans of Unisul Humans of Unisul é um espaço para apresentar histórias, promover empatia, combater preconceitos e integrar a comunidade que vive a Unisul no dia a dia.

Diversos Humanos é uma iniciativa de alunos do curso de   da Unisul Tubarão, como parte do projeto de extensão A Comunic...
14/06/2019

Diversos Humanos é uma iniciativa de alunos do curso de da Unisul Tubarão, como parte do projeto de extensão A Comunicação é Social.

Convidamos tod@s para assistir aqui ao vídeo com o trabalho realizado neste primeiro semestre de 2019.

A equipe agradece. 😉

12/06/2019

Em breve, aqui na página do Humans of Unisul você vai conhecer o resultado do projeto Diversos Humanos, trabalho realizado por alunos do curso de da Unisul em Tubarão 🎬

A segunda temporada do Humans Unisul chegou ao fim.A equipe agradece ao interesse de toda a audiência e, principalmente,...
30/11/2018

A segunda temporada do Humans Unisul chegou ao fim.

A equipe agradece ao interesse de toda a audiência e, principalmente, aos mais de 80 entrevistados desta edição, que toparam compartilhar um pouco de suas histórias. 👏🏻

Em 2019, esperamos que um novo grupo de estudantes se apresente para dar continuidade ao projeto, com disposição para ouvir e sabendo que boas histórias estão em todos os lugares.

Até lá. 😉👋🏼



“Em Gana era tranquilo, mas decidi sair porque o país enfrenta uma crise devido à corrupção do governo em geral. Estou a...
30/11/2018

“Em Gana era tranquilo, mas decidi sair porque o país enfrenta uma crise devido à corrupção do governo em geral. Estou aqui para trabalhar, pois lá a crise gerou muito desemprego. Eu trabalhava com design de moda, tinha uma loja e costurava roupas para vender. Os negócios não estavam bem e eu não tinha mais dinheiro nem para comprar comida. Vendi tudo o que tinha para comprar a passagem e fazer o visto para vir ao Brasil. Chegando ao aeroporto de São Paulo fui barrado pela Polícia Federal. Informaram que meus documentos estavam errados e fiquei preso durante um mês. Expliquei os motivos que me fizeram vir ao Brasil, acabaram entendendo a minha situação e fui liberado. Os próprios policiais me ajudaram com dinheiro e orientação para vir até Criciúma e fazer os documentos necessários para continuar no país. Depois, vim até Tubarão em busca de emprego. No início não tinha conhecimento da língua, isso fez com que não conseguisse manter meu primeiro emprego aqui. Ingressei no projeto Acolhida ao Migrante buscando aprender melhor o português e acabei participando de outros projetos da Unisul como nos cursos de gastronomia e design de moda. Consegui outro emprego depois de algum tempo, no qual estou até hoje. Esse acolhimento que recebi se assemelha ao abraço, que os brasileiros costumam utilizar bastante. Eu fiz bons amigos aqui no Brasil, mas eu tenho esposa e uma filha de cinco anos que ainda estão em Gana. Diminuo um pouco a saudade usando o WhatsApp, mas no futuro pretendo trazer minha família para perto de mim. Quero também poder trabalhar novamente na área de design de moda e abrir uma loja de roupas, mas primeiro quero fazer esse curso aqui na Unisul”.

Sanusi Abdul Salam, 33 anos, vindo de Gana, atualmente há três anos no Brasil. Ele é popularmente conhecido entre seus amigos como Sanusi Fabrício.

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“Things were okay in Ghana, but I decided it was time to leave because of the recession we’d been facing due to large-scale corruption in the government. I came here to work, since the recession has left a lot of people unemployed. I used to work with fashion design. I had a store and made clothes to sell, but business was not going well and I didn’t even have money for food. I sold everything I had to buy the ticket and get the visa to come to Brazil. At the airport in São Paulo I was stopped by the Federal Police. There was a problem with my documents so I was stuck there for a month. I told them why I was in Brazil, they understood my situation and let me go. The police officers helped me with money and information on how to get to Criciúma and get the necessary documents to stay in the country. Then I came to Tubarão to find a job. At first, I did not know the language, and that made it impossible for me to keep my first job here. I joined Projeto Acolhida to improve my Portuguese, and ended up taking other courses at Unisul, like gastronomy and fashion design. I got another job after a while, which I still have to this day. The way they welcomed me felt like being hugged - which Brazilians do a lot. I made good friends here in Brazil, but I have a wife and a five-year-old daughter who are still in Ghana. Calling and texting helps me not miss them so much, but in the future, I intend to bring my family to live with me. I also want to be able to work in fashion design again and open a clothing store, but first I need to get my degree here at Unisul”.
Sanusi Abdul Salam (33) is an immigrant from Ghana who has been lived in Brazil for three years. He is known among his friends as Sanusi Fabrício.



Textos: Bianca Selhorst, Edenilson Osinski e Vinícius Pacheco
Foto: Alexandre Lenzi

Rahmatu Ibrahim carrega nas costas a sua pequena filha e no rosto o seu eterno sorriso. É natural de Acra, capital de Ga...
29/11/2018

Rahmatu Ibrahim carrega nas costas a sua pequena filha e no rosto o seu eterno sorriso. É natural de Acra, capital de Gana e está no Brasil há um ano e três meses. Passou por São Paulo, Morro da Fumaça e atualmente vive em Tubarão. Antes de vir para o Brasil, o seu marido já estava no país há três anos. Foram tempos difíceis longe do homem que amava. Comprava e vendia roupas para viver e a saudade sempre batia na porta. Hoje, ela vive feliz no Brasil mas a saudade continua. Sente falta das belas praias de Acra em que passeava, das comidas típicas da sua terra natal, das festas de casamento em que dançava com as amigas. Mas conta que ganhou uma outra família brasileira: a do projeto Acolhida ao Migrante, que se sente com eles como se tivesse em casa. O projeto conseguiu encontrar uma creche para sua filha mas ainda é em um local muito distante de onde moram. Por isso, estão procurando outra vaga na creche. O seu maior desejo no momento é encontrar um emprego.

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Rahmatu Ibrahim carries her baby daughter on her back and an unwavering smile on her face. She is from Acra, the capital of Ghana, and has been in Brazil for a year and three months. She has lived in São Paulo, Morro da Fumaça, and currently Tubarão. Rahmatu had been apart from her husband for three years since he came Brazil. It was hard being away from the man she loved. She would buy and sell clothes for a living, but could never shake the fact she missed her husband. Today she lives happily in Brazil, but she misses many things from home. She misses the beautiful beaches of Acra along whose shores she would stroll, the typical Ghanaian cuisine, and the wedding receptions where she would dance with her friends. But now, she says she has a new Brazilian family: the Projeto Acolhida family, who make her feel like she is home again. The project managed to find a nursery for her daughter, although the place is far from her home. As a result, she is looking for other daycare options, but her biggest wish at the moment is to find a job.



Textos: Bruno Matos, Luisy de Albuquerque e Milena Flor Tomé
Foto: Milena Flor Tomé

Abubakaar Ibrahim encarou uma viagem de nove horas quando decidiu deixar a cidade de Acra, capital de Gana, rumo a São P...
28/11/2018

Abubakaar Ibrahim encarou uma viagem de nove horas quando decidiu deixar a cidade de Acra, capital de Gana, rumo a São Paulo, no dia 8 de dezembro de 2014. No país africano, trabalhou durante quinze anos como editor de vídeos. “Eu trabalhava por conta própria, filmava festas, casamentos, e fazia a edição na minha casa mesmo. Cheguei inclusive a fazer um curso de cinema, que terminei em 2011”. Quando chegou, ficou aproximadamente um mês em São Paulo com alguns amigos onde fez a sua documentação. Depois, mudou para Treze de Maio, em SC, lugar onde conseguiu seus primeiros trabalhos em solo brasileiro. “Fiquei um ano e dois meses. Trabalhei com reciclagem, com costura. Eu gostei muito porque nunca tinha trabalhado com isso, aprendi tudo isso aqui”, conta.

Após esse período, Ibrahim mudou para Tubarão onde trabalhou durante três meses nos Correios. Foi transferido para Florianópolis onde trabalhou mais três meses na mesma empresa e retornou para a Cidade Azul, onde trabalhou por seis meses como ajudante em uma loja de costura. Desde abril deste ano, trabalha como gari na cidade.

Ibrahim mora sozinho em Tubarão. Deixou pai, mãe e três irmãos em Gana, mas não pensa em voltar. “Pretendo f**ar aqui em Tubarão, gostei muito do Brasil. Só voltaria para lá para visitar meus parentes ou passar férias”, explica. Ele diz ainda que deixou o país em razão dos problemas que ganeses estão passando. “A economia está muito ruim, não existem vagas nas escolas, muitas crianças estão na rua. Aí junta isso tudo e f**a muita ruim”, explica.

Embora fale sete idiomas (inglês, árabe, português, hausa, fante, ashante e ga), uma das dificuldades que Ibrahim tem é justamente com a língua, já que não entende algumas palavras em português. “É muito complicado, algumas pessoas também não têm muita paciência para entender o que eu falo. Até em computadores ou aplicativos eu tenho dificuldade porque é tudo escrito em português, e eu acabo não entendendo algumas coisas”. Outro problema é na hora de conseguir emprego. “É complicado porque aqui eles não costumam dar trabalho para pessoas que não têm experiência. Fora isso a aceitação foi boa”, afirma.

Ibrahim costumar jogar todo domingo pela manhã no campo da Unisul, onde estuda português e informática todas as quartas-feiras. “Gosto de jogar futebol, ver filmes, é o que costumo fazer. Minha vida aqui é boa, melhor do que era lá em Gana e pretendo f**ar aqui”, finaliza.

Textos: Barbara Girardi e Leonardo Costa
Foto: Alexandre Lenzi



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Abubakaar Ibrahim faced a 9-hour trip on his way from Accra, capital of Ghana, to São Paulo, on December 8, 2014. Back in his country he had worked as a film editor for fifteen years: “I worked on my own. I filmed parties, weddings and edited everything at home. I even got a degree in film in 2011”.
When he got to Brazil, he stayed in São Paulo for a month. He stayed in with friends, and sorted his papers there. After that, he went to Treze de Maio, where he got his first brazilian job: “I stayed in Treze de Maio for a year and a half. I worked with recycled sewing. I liked it a lot because I had never worked with that, I have learned it all here. Some time later, I came to Tubarão and Florianópolis, to work at the post office. I’ve been working as a street cleaner here in Tubarão since April”.
Ibrahim lives alone in Tubarão. He left his father, mother and three brothers in Ghana, but he doesn’t think about going back: “I intend to stay here in Tubarão, I really like Brazil. I would only go back to visit my relatives or on vacation”. He also said that he left his home country because of all the trouble the Ghanaians have been going through. “There are so many problems there. Economy is very bad, there aren’t enough schools, and so children remain on the streets. Put it all together and the result is not very bright”.
Although he speaks seven languages (English, Arabic, Portuguese, Hausa, Fante, Ashanti and Ga), one of his greatest challenges is precisely the language, since he can’t always understand the words: “It’s very complicated, because they’re not used to giving jobs to people with no experience, like me. Other than that, I have been well received here in Brazil”.
On Sunday mornings Ibrahim likes to play soccer at Unisul. He also studies Portuguese and computing at the university every Wednesday. “I like to play soccer and watch movies, it’s what I like to do best here. My life here is good, so much better than it was when I lived in Ghana. I intend to stay here”.

"Não se sabe sobre o dia de amanhã, precisamos viver e pensar no hoje". Há quase dois anos, Pouchon Tifa decidiu que era...
27/11/2018

"Não se sabe sobre o dia de amanhã, precisamos viver e pensar no hoje". Há quase dois anos, Pouchon Tifa decidiu que era hora de sair do Haiti e tentar uma vida nova em um país diferente. Lá ele trabalhava como motoqueiro, mas conta que ganhava pouco, e nem sempre era o suficiente. "Minha mulher engravidou, e aí precisaríamos de mais dinheiro. Quando ela já estava no sexto mês, eu vim para o Brasil buscar trabalho", explica.

Tifa, como gosta de ser chamado, diz que quando chegou ao Brasil não gostou da comida, mas aos poucos conseguiu se adaptar. Hoje diz que seus dois alimentos brasileiros preferidos são arroz e feijão. Por outro lado, ele já gostava de muita coisa daqui. "Sempre gostei de assistir futebol. Aqui no Brasil tem bastante disso. Gostei da música, adoro ouvir sertanejo", afirma.

Atualmente Tifa, 31 anos, trabalha no caminhão que recolhe o lixo da cidade azul. Uma vez por semana, ele faz aulas específ**as para migrantes na Unisul. "A aula ajuda muito. Tem coisas que a gente não sabe bem, e aqui nos ensinam", finaliza.



Textos: Kauana Mulinari e Julia Zelindro
Foto: Kauana Mulinari

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Almost two years ago, Pouchon Tifa (31) decided it was time to leave Haiti and start new life in a different country. He used to work as a deliveryman in his home country, but he made little money (and that wasn’t always enough). "My wife became pregnant and we would need to have more money. Then, when she was six months pregnant, I came to Brazil to get a job," he reveals.
Tifa, as he likes to be called, says that when he arrived in Brazil, he didn’t like the food, but he had to adapt. Today, his favorite Brazilian dish is rice and beans. On a brighter note, Tifa says he already liked Brazil a lot before he moved here: "I’ve always liked to watch soccer on TV and here in Brazil there is plenty to watch. I also like the music, I love listening to sertanejo“. Tifa has been currently working as a street cleaner and once a week he attends classes for immigrants at Unisul.

Sonel Pierre Louis é haitiano, tem 23 anos e chegou no Brasil há poucos mais de seis meses. Mesmo com pouco tempo em ter...
26/11/2018

Sonel Pierre Louis é haitiano, tem 23 anos e chegou no Brasil há poucos mais de seis meses. Mesmo com pouco tempo em terras tupiniquins, já consegue conversar em português sem dificuldades e faz elogios ao lugar que escolheu morar. "Gosto da temperatura, da comida, de várias coisas. Eu gosto de estudar e aqui tem muitas possibilidades", conta. No Haiti, o jovem já lecionava matemática para alunos do curso equivalente ao ensino médio brasileiro, jovens com pouquíssimos anos a menos do que ele. A paixão pelas ciências exatas foi um dos motivos que o trouxe ao Brasil. "Penso em completar os estudos em matemática e voltar. Tem escolas públicas precisando de professores, quero voltar para ajudar a solucionar esse problema", explica o garoto.

Enquanto não volta ao país caribenho, Sonel divide sua rotina entre trabalho e estudo. No início da manhã ele já está de pé para iniciar suas tarefas em uma empresa de metais. À noite, frequenta as aulas de português da Unisul em turmas dedicadas aos migrantes que aqui estão. "Aqui o trabalho é mais cansativo. Começo às sete horas da manhã e termino às cinco da tarde. Eu gosto do meu emprego, já tenho vários amigos lá, todos brasileiros. Sou o único migrante por enquanto", comenta.

A grande paixão de Sonel são os estudos. Seu hobby preferido é ler, principalmente livros de matemática. Fora da zona de conforto, ele prefere as leituras em português, que auxiliam no seu aprendizado da língua. Vivendo no país do futebol, ele também gosta de assistir jogos na televisão, principalmente quando seu time está em campo. "Torço para o Flamengo, assim como muitos haitianos. Isso porque Ronaldinho Gaúcho jogou lá, e ele tem muitos fãs no Haiti". Sobre a seleção brasileira, Sonel acrescenta que prefere a antiga geração de jogadores. "Não gosto muito do Neymar, porque ele cai muito e perde a bola. Preferia quando o Brasil tinha Robinho, Kaká, Ronaldinho e outros jogadores", revela.
No final da entrevista, o jovem haitiano conheceu a biblioteca da Unisul e ficou encantando com a quantidade de livros disponíveis aos estudantes. "Já tinha ido em bibliotecas no Haiti, mas nunca vi uma como essa, com tantos livros".

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Sonnel (23) arrived in Brazil from Haiti just over six months ago. Even though he hasn’t been in the country for long he already has a great command of the Portuguese language and a very positive take on the place he chose to live in: "I like the temperature, the food, everything. I like to study and the country is filled with possibilities". As a young man back in Haiti, Sonnel used to teach mathematics to younger high school students. His passion for the hard sciences was one of the reasons that brought him to Brazil. "I think of moving back to Haiti after I get my degree in mathematics. There are public schools in need of teachers back there and I want to go back and help them with this problem," he explains.
For now, Sonnel dedicates his time to working and studying. He gets up early to start his shift at a metalworking company. At night, he attends Portuguese classes for immigrants at Unisul. "I start working at seven in the morning and I finish at five. I like my job and I already have many friends there. They’re all Brazilians. I'm the only immigrant for now," he says. Sonnel's greatest passion is his studies. His has reading for a hobby, especially math books. He also reads in Portuguese, which helps him in his language learning.
At the end of the interview we took the young man to see the Unisul library and he was amazed by the amount of books available for students. "I've been to libraries in Haiti, but I'd never seen one like this, with this many books.”



Textos: Isabella De Brida, Leonardo Hübbe, Milena Flor Tomé e Silvana Maurílio
Foto: Leonardo Hübbe

Aos 30 anos, Salihu Adams encontrou no Brasil uma nova esperança. Natural de Gana, ele veio para Tubarão há quatro anos....
25/11/2018

Aos 30 anos, Salihu Adams encontrou no Brasil uma nova esperança. Natural de Gana, ele veio para Tubarão há quatro anos. Seu sonho é cursar Medicina, mas sabe que para isso ainda precisará de um maior domínio da língua portuguesa. Atualmente, ele faz aulas de português na Unisul e trabalha na limpeza do Hospital Nossa Senhora da Conceição. "Eu vim procurar por uma vida melhor. Em Gana, fui professor por dois anos, mas as chances lá não eram boas como as daqui", comenta.

Nas horas vagas, Salihu gosta de correr na beira do rio Tubarão. Sempre que tem uma folga do trabalho, ou até mesmo nos feriados, é praticando esportes que ele gosta de passar o tempo. Ele já disputou até maratonas realizadas na cidade. "Sempre que tenho tempo gosto de correr e praticar exercícios. Faz bem e me deixa feliz", conta. Quando questionado sobre a culinária brasileira, diz que considera realmente muito boa. "Eu adoro batatas com frango frito. O suco de laranja daqui também é bom".

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Salihu Adams (30) found a new hope in Brazil. Born in Ghana, he came to Tubarão about four years ago. His dream was to study medicine, but he knew he’d have to dedicate too much time as well as having a good command of the Portuguese language. Salihu is currently working as a janitor at the Nossa Senhora da Conceição hospital and taking classes at Unisul. Thankful for the opportunities he’s been having he states: "I came here in pursuit of a better life. Things weren’t too good in my county. I was a teacher for two years, but the opportunities there weren’t as good as here".
In his spare time Salihu likes to go running along the Tubarão River. When he has a day off work, or on the weekends, he enjoys doing sports to pass the time. He has even run some marathons held in the city. "I've run some marathons here in Tubarão, I always enjoy running and exercising, it's good and it keeps me happy," he says. To finish, he praised Brazilian cuisine: "I love fried chicken and potatoes. The orange juice is good too," he says.



Textos: Kauana Mulinari e Julia Zelindro
Foto: Kauana Mulinari

Da capital de Gana para Santa Catarina, mais de 6 mil quilômetros percorridos para que Lydia Okai pudesse reencontrar se...
24/11/2018

Da capital de Gana para Santa Catarina, mais de 6 mil quilômetros percorridos para que Lydia Okai pudesse reencontrar seu marido. Uma trajetória difícil em que teve que deixar uma filha de quatro anos e um filho de dois anos na cidade natal. Em Tubarão, Lydia trabalha em uma lanchonete de fast food. Ela está grávida de um menino que terá o nome de Arone Giovani Sapenu, sendo uma homenagem ao seu chefe que a concedeu a oportunidade de trabalho.

Em Gana, ela costurava roupas, mas em Tubarão não tem tanto tempo para isso. No Brasil, ela destaca a amizade com a Rahmatu Ibrahim que também é uma mulher ganense. As duas se conheceram por meio do projeto Acolhida ao Migrante, que proporciona esta interação. Ela sente saudade dos seus filhos, principalmente na hora de comer, porque é uma tradição fazer a refeição junto deles. Mesmo com tanta falta de Gana, Lydia tem um astral incrível. Questionada sobre qual é o segredo dessa felicidade, ela tenta responder, mas não vem nenhum motivo em mente. Apenas sorri. E esta é a resposta: simplicidade.

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From the capital of Ghana to Santa Catarina, Lydia Okai has traveled over 6,000 miles to reunite with her husband. It was a difficult decision which involved leaving a four-year-old daughter and a two-year-old son back in her hometown. In Tubarão, Lydia works at a fast food restaurant. She is pregnant with a boy named Arone Giovani Sapenu - he’ll be named after her boss, who gave her the opportunity to work. She used to freelance as a seamstress back in Ghana, but here she doesn’t have that much time to do it. In Brazil, she highlights her friendship with Rahmatu Ibrahim, another Ghanaian woman. The two met through Projeto Acolhida, which among many things creates an environment for this kind of connection. She misses her children, especially at lunchtime, once in Ghana it is traditional to have meals with family. Even though she longs to be with her children, Lydia has managed to keep a very positive attitude. When asked about the recipe for her happiness she tried to answer but couldn’t. She just smiled. Perhaps that is the answer: simplicity.



Textos: Bruno Matos, Milena Flor Tomé e Luisy de Albuquerque
Foto: Milena Flor Tomé

A esperança de uma vida melhor é uma das principais causas que levam as pessoas a migrarem para outros estados, e foi o ...
23/11/2018

A esperança de uma vida melhor é uma das principais causas que levam as pessoas a migrarem para outros estados, e foi o que aconteceu com Siddique Ali, que aos 24 anos saiu de Acra, capital de Gana, e passou a morar na casa de um amigo em São Paulo, até que mudou para Tubarão em busca de trabalho.
É conhecido na universidade pelo apelido Costa, devido ao famoso jogador de futebol Diego Costa. E o amor por futebol não para aí. No seu país natal, jogava na segunda divisão da escola. Siddique admite ser torcedor fanático do Flamengo e diz que adora os times europeus.

Mas conta que nem tudo são flores e que sente saudade dos pais e dos irmãos. Afirma, no entanto, que não se sente sozinho. "Desde que vim para o Brasil, sempre fui bem tratado e fiz muitos amigos. Além disso, com o dinheiro que ganhei aqui consigo dar mais auxílio para minha família", explica.

Atualmente ele trabalha em uma empresa de limpeza urbana e faz cursos de informática, mas seu grande sonho é cursar a faculdade de Letras. "Eu aprendi português com as aulas aqui e por minha língua oficial ser o inglês gostaria muito de ser professor do idioma", finaliza Siddique.

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Pursuit of a better life is perhaps the number one reason people leave their home countries to build a life elsewhere, as did Siddique Ali, who left Accra, Ghana, at the age of 24. He moved to a friend's house in São Paulo and then came to Tubarão looking for better job opportunities. His friends at the university nicknamed him Costa, after well-known soccer player Diego Costa, while hinting at Siddique’s passion for the sport. He used to play in his school’s second division back home. Siddique admits to being a passionate fan of Flamengo, while also loving the European teams.
He misses his parents and brothers, but says that life is no bed of roses and he doesn’t feel lonely: "I have always been welcomed and I have made many friends since I came here. Besides, with the money I make I can better provide for my family back home".
Siddique has been currently working at a cleaning company and attending computing classes, but his greatest dream is becoming a language teacher: “I learned Portuguese in language classes. Since English is my native language, I would very much like to be a language teacher".



Textos: Beatriz Goulart, Maria Luiza Nascimento e Sarah Hilgert Vieira
Foto: Alexandre Lenzi

Endereço

Avenida José Acácio Moreira, 787 - Dehon, Tubarão - SC
Tubarão, SC
88701-000

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