06/08/2026
Amanhã, em nossa versão impressa, tem essa história completa:
"Dom José Caetano da Silva Coutinho, Bispo do Rio de Janeiro, Arquidiocese a qual a região do Araranguá, bem como Desterro e Laguna, pertenciam no longínquo ano de 1815, em viagem ao Extremo Sul do futuro Império do Brasil, em passagem pela região da atual Barra Velha, pernoita na casa da fazenda do Major Tavares, onde provavelmente se delicia com um jantar regado a bons peixes pescados junto ao mar e ao caudaloso Rio Araranguá.
O Bispo realiza algumas observações e anotações, entre as quais, a de que os fortes ventos de sul faziam voar as areias e os cômoros da praia e registra anotações e pedidos dos moradores, de acordo com as anotações do próprio bispo, no local residem em torno de 740 almas, entre homens, mulheres e crianças.
Entre os vários pedidos da comunidade, está o de erguer-se uma capela para serem rezadas missas e outras necessidades espirituais da comunidade. E é este, que se tem registro, o primeiro ato do bispo para a região do Araranguá. Ele mesmo registra em seu diário, que “mandei construir uma capela...”.
(...)
O Bispo Dom Coutinho, conhecido como Bispo Capelão-Mór, nasceu em Caldas da Rainha, em Portugal, em 13 de fevereiro de 1768.Faleceu no Rio de Janeiro, em 27 de janeiro de 1833. Foi Deputado Geral e Senador do Império do Brasil, de 1826 a 1833. Abençoou as núpcias de D. Pedro e presidiu o ato da Coroação do primeiro Imperador do Brasil, D. Pedro I; batizou-lhe ainda os filhos e assistiu aos últimos momentos de D. Maria I e a da Imperatriz D. Leopoldina."