26/03/2026
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DESAPARECIMENTO DE BIOMÉDICA: FAMÍLIA SEGUE EM BUSCAS DE RESPOSTAS APÓS QUASE 5 MESES
A família da biomédica Érika Luciana de Sousa Machado, de 47 anos, continua sem respostas. Ela foi vista pela última vez no dia 1º de novembro de 2025 após bater o carro em um meio fio em Corumbá de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. O desaparecimento está prestes a completar cinco meses.
Em entrevista ao g1, a delegada responsável pelo caso, Aline Lopes, disse que as investigações ainda estão em andamento e que todas as hipóteses foram investigadas.
“A gente não pode falar em arquivamento nesse caso enquanto a gente não tiver um desfecho, muito embora todas as linhas possíveis teriam sido investigadas sem retornar nenhum outro elemento. Nós trabalhávamos no início com qualquer hipótese, tanto de desaparecimento voluntário como de um possível crime. Todas as hipóteses foram investigadas”, disse a investigadora.
Para a família, o desaparecimento de Érika também segue sendo um mistério. O irmão, Júlio César de Sousa, contou que os familiares não receberam mais nenhuma nova pista ou informação.
Em janeiro, a polícia pediu a quebra do sigilo telefônico e bancário e ampliou o raio de buscas pela biomédica. Na época, a delegada informou que as mensagens, ligações e movimentos bancários não revelaram nenhum indício do paradeiro de Érika.
Ampliamos o raio de busca de 2 km para 8 km ao redor do local onde ela foi vista pela última vez. Nós tínhamos a esperança de pelo menos poder encontrar o celular dela, mas infelizmente nada foi encontrado. Sem vestígios da Érika e do celular”, destacou Aline Lopes.
A polícia identificou ainda que a biomédica não utilizou aplicativos de serviço, como os de transporte, de locação temporária ou de pedidos de comida. Segundo a delegada, atualmente, não há novas pistas a serem seguidas.
“É importante a gente divulgar, não esquecer o desaparecimento da Érika para caso alguém tenha alguma informação que possa ajudar a polícia a dar continuidade nessas investigações”, ressaltou.
BUSCAS SEM RESPOSTAS
Segundo a delegada, a polícia também buscou por indícios da Érika em companhias aéreas, junto à Polícia Federal, mas nada foi encontrado.
Com a informação de que a biomédica não saiu do país, o raio de busca foi ampliado com ajuda do Corpo de Bombeiros. “Havia a suspeita de que ela poderia ter se embrenhado na mata perto de onde o carro dela foi localizado e que algum indício poderia ser localizado ali”, disse a delegada.
Também foram realizadas buscas com cães farejadores. “Apesar de todo esse esforço, a gente não conseguiu ainda localizá-la e nem explicar as circunstâncias do desaparecimento dela. Mas isso é uma questão muito importante para a polícia, porque a gente sabe do sofrimento da família, da necessidade da família de saber o que aconteceu com a Érika”, declarou.
Fonte: G1