14/05/2026
Nesta terça-feira, a Câmara recebeu a fala do Pastor Pablicio (), das igrejas Cristo Rua () e Sou Reino (), trazendo um alerta e, principalmente, propostas práticas sobre a realidade das pessoas em situação de rua em Valinhos.
Ele começou lembrando algo que me marcou: não existe “morador de rua”, são pessoas que estão nessa condição, e o objetivo do trabalho deles é que “hoje seja o último dia de alguém na rua”, com acolhimento e restauração.
Com experiência de anos nas ruas e em ações sociais, o pastor falou da necessidade de ação integrada (poder público + rede social + igrejas), e defendeu medidas como: conscientização para não incentivar a permanência na rua com esmola, e sim estimular oportunidade, com comunicação forte na cidade (faixas, redes sociais e campanhas). Ele também destacou a importância de regras e organização, inclusive para evitar desordem em pontos de distribuição e no entorno de semáforos.
Uma proposta que ele apresentou foi a criação de um espaço de “casa de oportunidade”, com cursos e caminhos reais para reinserção. E reforçou ainda a importância de mapear quem está na cidade (quem é daqui, quem está de passagem, quem quer voltar para casa, quem precisa de reabilitação), para que a Prefeitura saiba com quem está lidando e qual encaminhamento é possível.
Ele também trouxe um relato forte, de uma jovem de 19 anos em situação de rua, e elogiou a postura de guardas municipais que f**aram no local tentando ajudar, com a pergunta mais dura de todas: “para onde levar?”, mostrando que, se não houver fluxo claro, vaga e encaminhamento, a cidade f**a sem resposta na hora mais crítica.
Esse tema exige seriedade, compaixão e firmeza: acolher quem precisa, proteger a cidade, fortalecer a rede e ter encaminhamento que funcione na prática. Seguimos cobrando, dialogando e buscando soluções reais.