10/08/2026
QUASE 100 HORAS SEM ENERGIA: MORADORES DO CAPÃO DA PORTEIRA COBRAM RESPOSTAS DA CEEE EQUATORIAL
Reportagem especial: Vilson Arruda
Viamão — Quatro dias após um caminhão atingir e arrastar a fiação elétrica na região da parada 138, no km 50 da ERS-040, moradores do Capão da Porteira, na zona rural de Viamão, continuam sem energia elétrica. O apagão, iniciado na quinta-feira (6), já se aproxima de 100 horas e provoca prejuízos e indignação entre as famílias afetadas.
Segundo relatos dos moradores, o problema começou depois que um caminhão, ainda não identificado, teria trafegado pelo trecho com carga em altura incompatível com a rede elétrica, provocando o rompimento dos cabos.
Desde então, a comunidade aguarda o restabelecimento do fornecimento de energia. Moradores afirmam ter registrado diversos protocolos junto à CEEE Equatorial e relatam insatisfação com a demora para a solução definitiva.
EQUIPES ESTIVERAM NO LOCAL
De acordo com moradores, equipes da concessionária chegaram a comparecer ao local durante o período do apagão. No entanto, segundo os relatos, a situação não foi solucionada.
“Domingo (9) vieram aqui e retiraram o fio que estava na rodovia e foram embora sem dar satisfação. Quando eles vêm aqui, só tiram fotos e não trazem uma escada”, relatou Rosane Amaral, uma das moradoras afetadas.
A comunidade afirma que a retirada dos cabos que estavam sobre a rodovia foi realizada, mas que a rede elétrica ainda não havia sido completamente recomposta.
PREJUÍZOS E FALTA DE ÁGUA
A interrupção prolongada do serviço vem causando impactos que vão além da falta de iluminação.
Moradores relatam perda de alimentos armazenados em geladeiras e freezers. Na zona rural, a situação é ainda mais preocupante, já que algumas propriedades dependem de bombas elétricas para o abastecimento de água proveniente de poços artesianos.
Com as bombas desligadas, famílias enfrentam dificuldades para obter água para consumo, além de prejuízos na criação de animais e na manutenção das atividades agrícolas.
Para os moradores, a demora na solução transformou uma ocorrência provocada pelo rompimento da rede em um problema de grandes proporções para toda a comunidade.
COMUNIDADE BUSCA OS MEIOS LEGAIS
Diante da ausência de uma solução definitiva e da falta de uma previsão considerada satisfatória pelos moradores, lideranças da região avaliam buscar os órgãos responsáveis pela fiscalização e defesa dos consumidores.
Entre as medidas estudadas estão o encaminhamento de reclamações à AGERGS — Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul e a busca de orientação junto ao Ministério Público.
A intenção é solicitar esclarecimentos sobre o atendimento da ocorrência, os prazos para o restabelecimento do serviço e a eventual possibilidade de ressarcimento pelos prejuízos comprovadamente provocados pela interrupção prolongada.
POSICIONAMENTO
Até o fechamento desta reportagem, a comunidade aguardava o restabelecimento integral da energia elétrica e uma resposta da concessionária sobre o prazo para conclusão dos serviços.
A reportagem permanece aberta para manifestação da CEEE Equatorial, garantindo o direito de resposta e o esclarecimento sobre as providências adotadas no atendimento à ocorrência.
Vilson Arruda
Reportagem especial