27/06/2026
O Tribunal do Júri de Forquilhinha, no Sul do estado de Santa Catarina, condenou a 116 anos de prisão, nesta sexta-feira (26), Kedson Martins, de 32 anos, pelo assassinato da ex-companheira, Mayara Alamini Vitalli, de 31 anos, e do filho dela, Arthur Vitalli Marinho, de 8 anos, além de agravantes pelo furto do celular da vítima.
O caso ganhou repercussão porque Mayara morou por um período em Vitória do Mearim, e Arthur é filho do vitoriense, Elivelton Marinho.
O caso, marcado por extrema violência, chocou a região. Nessa sexta-feira (26), o julgamento definiu a pena total em 116 anos de reclusão, sendo 60 anos referentes ao feminicídio de Mayara, 42 anos, pela morte da criança e mais agravante relacionado ao furto do celular da vítima.
Durante o júri, o réu confessou a autoria dos crimes, mas afirmou não se lembrar da dinâmica do ataque. “Eu confesso o crime, mas não lembro”, declarou em plenário. Em outro momento, disse que não se recordava dos detalhes do ocorrido e que “só lembra que entrou na casa”.
O julgamento foi acompanhado por familiares das vítimas, que estiveram no Fórum de Forquilhinha durante toda a sessão. Antes do início dos trabalhos, Sandra Vitalli, mãe de Mayara e avó de Arthur, pediu justiça e relembrou a dor da perda. “Eles tinham a vida toda pela frente”, disse.
De acordo com a denúncia, mãe e filho foram mortos dentro de casa, em janeiro de 2025, com dezenas de golpes de faca. Após horas de julgamento, os jurados reconheceram a culpa do acusado, resultando na condenação em regime inicialmente fechado.