08/31/2026
Eu comecei a me amar no dia em que percebi que eu sou a única pessoa que estará sempre presente para mim mesma.
Percebi que sou eu quem acorda comigo todos os dias e sou eu quem vai dormir comigo todas as noites. Sou eu quem conhece as minhas dores que ninguém vê, as batalhas que ninguém imagina e todas as vezes em que tive que juntar os meus próprios pedaços e continuar.
Eu sou a única pessoa que está pronta a sacrif**ar tudo o que puder por mim mesma. Sou eu quem estará comigo até o último dia da minha vida. Eu sou a única pessoa que nunca vai me abandonar.
As pessoas podem chegar e podem partir. Podem me amar hoje e amanhã mudar de sentimento. Podem fazer promessas e não cumprir. Podem dizer que estarão comigo para sempre e, um dia, simplesmente escolher outro caminho. E isso faz parte da vida.
Mas eu? Eu continuo aqui.
Foi quando percebi isso que comecei a entender o verdadeiro signif**ado do amor próprio.
Amor próprio não é olhar para o espelho e achar que somos perfeitas. Não é acordar todos os dias nos sentindo bonitas, fortes e confiantes. Amor próprio é conseguir olhar para nós mesmas nos nossos piores dias e dizer: “Mesmo assim, eu não vou desistir de ti.”
É parar de se abandonar para ser aceita pelos outros.
É parar de diminuir quem somos para caber na vida de alguém.
É não implorar por amor, atenção, amizade ou consideração.
É aprender a sair de lugares onde precisamos nos destruir para permanecer.
É entender que f**ar sozinha, às vezes, dói muito menos do que estar cercada de pessoas que nos fazem sentir sozinhas.
Hoje eu sei que posso perder pessoas sem precisar me perder junto com elas.
Posso sentir saudades e ainda assim não voltar.
Posso amar alguém e, mesmo assim, escolher a mim mesma.
Posso perdoar sem permitir novamente aquilo que me feriu.
Posso dizer não sem carregar culpa.
Posso colocar limites sem precisar explicar mil vezes por quê.
E posso escolher a minha paz, mesmo quando os outros não entendem a minha decisão.
Eu passei muito tempo esperando que outras pessoas me dessem aquilo que, na verdade, eu precisava começar a dar a mim mesma: amor, respeito, proteção, compreensão, paciência e valor.
Hoje, antes de perguntar se alguém me ama, eu pergunto: eu estou me amando?
Antes de perguntar por que alguém não me escolheu, eu pergunto: eu estou me escolhendo?
Antes de sofrer porque alguém foi embora, eu me lembro de uma coisa: eu ainda estou aqui.
E enquanto eu estiver aqui, eu tenho alguém.
Eu tenho a mim.
Por isso, o relacionamento mais importante que estou construindo nesta vida é o relacionamento comigo mesma.
Porque no final de tudo, depois das chegadas, das partidas, dos amores, das amizades, das decepções, das perdas e dos recomeços, existe uma pessoa que continuará caminhando comigo até o fim:
EU.
E foi quando finalmente entendi isso que parei de esperar que alguém viesse me salvar.
Eu comecei a me amar. E, desde então, prometi a mim mesma que nunca mais vou me abandonar para manter ninguém na minha vida.