16/06/2026
Às 21h30 de 1º de junho de 2026, no Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Beijing, cinco especialistas chineses em saúde, vestindo coletes vermelhos com a inscrição China Health, preparavam-se para embarcar rumo à linha de frente do combate ao Ebola na África.
Os cinco especialistas possuem ampla experiência em epidemiologia, diagnóstico e tratamento clínico, análises laboratoriais e medicina tradicional chinesa, além de terem participado de diversas missões internacionais de assistência médica e de combate a surtos de Ebola.
A equipe levou suprimentos essenciais para atender às necessidades imediatas de trabalho. Na ausência de uma vacina, os especialistas concentrarão seus esforços no aprimoramento das estratégias de triagem de casos, tratamento clínico e controle de infecções hospitalares. Posteriormente, o plano de assistência material será ampliado e ajustado de acordo com as necessidades dos países afetados.
Voltemos a 2014. Naquele ano, o Ebola devastou a África, infectando dezenas de milhares de pessoas e registrando uma taxa de mortalidade superior a 60%. Enquanto muitos países retiravam suas equipes médicas do continente, a China lançou a maior operação de assistência humanitária em saúde pública de sua história, fornecendo mais de US$ 100 milhões em ajuda aos países afetados. No auge da epidemia, o país enviou grandes equipes médicas para países da África Ocidental, onde realizaram te**es laboratoriais, acompanhamento e tratamento de pacientes, além de treinamento em saúde pública. A iniciativa ajudou a suprir importantes lacunas técnicas locais e lançou bases sólidas para o controle da doença.
Neste ano, com o recrudescimento do Ebola em partes da África, as equipes médicas chinesas destacadas para Kinshasa e Lubumbashi, na República Democrática do Congo, entraram imediatamente em estado de prontidão, mobilizando-se para garantir o atendimento à população local. Somente entre 17 e 29 de maio, as duas equipes atenderam mais de 100 pacientes.
Atualmente, a China mantém 45 equipes médicas, com mais de 900 profissionais de saúde, distribuídas por 44 países africanos. "Neste momento, as equipes médicas chinesas permanecem firmes em seus postos, lutando lado a lado com o povo africano na linha de frente do combate à epidemia", afirmou Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, durante uma coletiva de imprensa realizada em 1º de junho.