10/01/2026
51 Anos de Emigração: A História de Filomeno
Filomeno tinha apenas 6 anos quando deixou a Ilha do Maio, em Cabo Verde, para se aventurar em terras portuguesas. Agora, com 51 anos, ele carrega consigo uma história repleta de memórias e sentimentos que vão além das fronteiras geográficas.
Ao olhar para sua trajetória, Filomeno sente que, em muitos aspectos, se tornou mais português do que cabo-verdiano. A adaptação à nova cultura, o aprendizado da língua e as tradições que abraçou ao longo dos anos moldaram sua identidade. No entanto, mesmo com o passar do tempo, a raiz da sua terra natal nunca se apagou. As lembranças da infância na Ilha do Maio estão sempre presentes em seu coração, fazendo com que a saudade seja um sentimento constante.
Embora tenha construído uma vida estável em Portugal, Filomeno ainda nutre um desejo profundo de retornar a Cabo Verde com mais frequência. Ele acredita que visitar sua terra natal não é apenas um ato de redescoberta, mas também uma maneira de honrar suas raízes e manter viva a conexão com sua cultura, família e tradições. Cada viagem que faz, embora esporádica, é carregada de emoção, repleta de reencontros e revisitações de lugares que marcaram sua infância.
Para Filomeno, a emigração não significa apenas deixar um lugar; é também um movimento de busca por pertencimento. Ele valoriza a dualidade de sua identidade, onde ser português e cabo-verdiano coexistem harmoniosamente. Através de sua história, ele nos ensina que, independentemente da distância, as raízes de onde viemos sempre terão um papel fundamental em quem nos tornamos.
Enquanto ele reflete sobre os 51 anos que passaram desde sua emigração, Filomeno espera que, no futuro, possa visitar Cabo Verde mais vezes, permitindo que essa conexão tão significativa entre ele e sua terra natal continue a florescer. Afinal, as raízes são o que nos sustentam, e para ele, cada visita é uma oportunidade de fortalecer seu elo com a Ilha do Maio e com a cultura que moldou sua essência.