Jovens Força de Mudança

Jovens Força de Mudança Somos Jovens Ativistas Engajados Pela Redução Das Desigualdades Sociais!

Lutamos para Igualdade de Direitos, Pela destribuição equitativa dos recussos de Cabo Verde, (Ativismo Social)

Um obrigado especial aos meus novos seguidores! Que entusiasmo poder contar convosco! Jose Carlos Moreno Zeca, Avelino S...
19/02/2026

Um obrigado especial aos meus novos seguidores! Que entusiasmo poder contar convosco! Jose Carlos Moreno Zeca, Avelino Sanches Pires

Um obrigado especial aos meus novos seguidores! Que entusiasmo poder contar convosco! Suelma Gomes, Wilkér MendesFz, Est...
07/02/2026

Um obrigado especial aos meus novos seguidores! Que entusiasmo poder contar convosco! Suelma Gomes, Wilkér MendesFz, Ester De Carvalho, Robert Pedr

03/02/2026
QUANDO A OPINIÃO PUBLICADA TRAI A OPINIÃO PÚBLICA!Em Cabo Verde, a opinião pública foi progressivamente sequestrada, enq...
03/02/2026

QUANDO A OPINIÃO PUBLICADA TRAI A OPINIÃO PÚBLICA!

Em Cabo Verde, a opinião pública foi progressivamente sequestrada, enquanto a opinião publicada se converteu, em larga medida, no principal instrumento desse sequestro. Não estamos perante uma simples divergência de perceções entre sociedade e comunicação social, mas diante de um processo consciente e sistemático de distorção da realidade.
Uma parte expressiva da imprensa nacional, mesmo após ter sido reiteradamente vilipendiada, desautorizada e instrumentalizada pelo próprio poder político, aceitou abdicar da sua missão fundamental: informar com rigor, fiscalizar os governantes e defender o interesse coletivo. No lugar do jornalismo, instalou-se a propaganda; no lugar da investigação, a reprodução acrítica de comunicados oficiais; no lugar da pluralidade, a monotonia do discurso governamental.
É preciso dizê-lo sem ambiguidades: . Nunca foi. Nunca será. Quando peças promocionais do poder são apresentadas como informação jornalística, estamos perante fraude informativa, não jornalismo. Trata-se de uma falsificação deliberada da realidade.
O governo, incapaz de apresentar resultados estruturais que sustentem o seu discurso triunfalista, encontrou nessa imprensa subserviente um aliado estratégico. Constrói-se, assim, uma realidade artificial onde a estagnação é apresentada como progresso, a precariedade como normalidade e a exclusão social como fatalidade histórica.
Este não é um fenómeno acidental. Trata-se de um conluio político-mediático que visa fabricar consensos artificiais, neutralizar o pensamento crítico e transformar cidadãos em meros espectadores da sua própria degradação social.
A principal vítima deste arranjo é o povo cabo-verdiano, diariamente exposto a uma narrativa manipulada que oculta falhas, branqueia responsabilidades e esvazia o debate público. Uma população desinformada é uma população vulnerável; e uma população vulnerável é terreno fértil para a perpetuação do poder sem escrutínio.
Quando a imprensa abdica do seu papel fiscalizador e se coloca ao serviço do poder, a democracia não entra apenas em crise: ela é silenciosamente corroída. E um país onde a verdade é sistematicamente adulterada não está em rota de desenvolvimento e sim na de colapso.
Impõe-se, por isso, uma responsabilidade histórica a todos os cidadãos, às instituições e aos profissionais da comunicação social: recusar que a política nacional se dobre ao monólogo de sentido único imposto pelo poder. Onde só uma voz fala, a democracia definha. Onde só uma versão circula, a liberdade torna-se ficção. Defender o pluralismo, a crítica e a verdade não é um gesto de oposição partidária, é um dever cívico. O futuro de Cabo Verde depende da coragem coletiva de romper com o silêncio cúmplice e enfrentar, sem medo, a mentira institucionalizada.

29/01/2026

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SOCIALISMO E A URGÊNCIA DA JUSTIÇA SOCIAL EM CABO VERDE! Em Cabo Verde, falar de socialismo não é um exercício académico...
28/01/2026

SOCIALISMO E A URGÊNCIA DA JUSTIÇA SOCIAL EM CABO VERDE!

Em Cabo Verde, falar de socialismo não é um exercício académico nem um capricho ideológico. É, antes de tudo, uma resposta ética e política a uma realidade social marcada por desigualdades profundas, exclusões persistentes e negação sistemática de direitos básicos a uma parte significativa da população.
O socialismo só deixará de fazer sentido no dia em que forem erradicadas a fome, a miséria, o desemprego estrutural, a prostituição infantil, a precariedade laboral e a angústia quotidiana que atravessa milhares de famílias cabo-verdianas. Enquanto essas chagas permanecerem abertas, qualquer tentativa de decretar o “fim das ideologias” constitui, na prática, uma estratégia para conservar privilégios e perpetuar injustiças.
Há quem questione se o socialismo ainda faz sentido em sociedades economicamente avançadas. Tome-se como exemplo Nova Iorque, frequentemente apresentada como símbolo máximo de prosperidade e sucesso. Ainda assim, trata-se também de uma cidade onde a pobreza convive lado a lado com fortunas colossais, onde milhares de pessoas vivem sem habitação estável e onde a desigualdade assume proporções gritantes. Se o socialismo se justifica num dos centros financeiros mais ricos do mundo, quanto mais num país periférico, pequeno e estruturalmente vulnerável como Cabo Verde.
Tem-se repetido, com frequência, que Cabo Verde está “no bom caminho”. Contudo, impõe-se a pergunta essencial: ?
Certamente não para os jovens que concluem a escolaridade e deparam-se com um mercado de trabalho incapaz de absorvê-los.
- Certamente não para as famílias que vivem em habitações indignas ou em situação de sobrelotação.

- Certamente não para as mulheres que sustentam lares inteiros com rendimentos insuficientes.

- Certamente não para as crianças que crescem sem igualdade real de oportunidades.

O país produz riqueza.
O problema central é a forma como essa riqueza é distribuída.
Uma parcela reduzida da sociedade concentra rendimentos, património e acesso privilegiado aos recursos do Estado, enquanto a maioria vive num permanente esforço de sobrevivência. Este padrão não resulta apenas de falhas pontuais de governação. Ele decorre de um modelo económico e político que, ao longo do tempo, foi estruturado para beneficiar grupos específicos, reproduzindo ciclos de exclusão.
Neste contexto, o socialismo afirma-se como projeto político de rutura com a normalização da desigualdade.
Não se trata de negar a iniciativa privada ou a economia de mercado em si, mas de recusar um sistema onde o lucro se sobrepõe à dignidade humana. Trata-se de defender um Estado forte, transparente e orientado para o interesse público; um Estado capaz de garantir políticas eficazes de redistribuição da riqueza, proteção social robusta, acesso universal a serviços de qualidade e valorização do trabalho.
Dizer que “não há alternativa” é, em si, uma posição ideológica.
E é uma posição que serve aos que beneficiam do actual arranjo.
A alternativa existe.
● Chama-se justiça social.

● Chama-se equidade.

● Chama-se compromisso político com a maioria.

Ser socialista em Cabo Verde significa escolher, de forma consciente, o lado do povo. Significa afirmar que nenhum cidadão é descartável, que nenhuma criança deve crescer condenada à pobreza e que nenhum jovem deve ser empurrado para a emigração forçada por falta de perspectivas.
Este não é um apelo ao confronto gratuito.
É um apelo à responsabilidade histórica.
Cabo Verde precisa de um debate sério sobre o modelo de desenvolvimento que tem seguido e sobre quem, de facto, beneficia dele. Precisa de coragem política para enfrentar interesses instalados e colocar a vida das pessoas no centro das decisões.
A política só cumpre a sua função quando serve para transformar realidades, reduzir sofrimentos e ampliar direitos. Quando se afasta desse propósito, perde legitimidade.
O socialismo, enquanto horizonte de justiça social, continua a ser não apenas pertinente, mas necessário.
Porque um país verdadeiramente desenvolvido não é aquele onde alguns vivem muito bem, mas aquele onde ninguém é condenado a viver mal.

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