Jovens Força de Mudança

Jovens Força de Mudança Somos Jovens Ativistas Engajados Pela Redução Das Desigualdades Sociais!

Lutamos para Igualdade de Direitos, Pela destribuição equitativa dos recussos de Cabo Verde, (Ativismo Social)

CABO VERDE NÃO É PROPRIEDADE PRIVADA: O País Sequestrado Pelo Privilégio!A estabilidade de vitrine não esconde a realida...
11/01/2026

CABO VERDE NÃO É PROPRIEDADE PRIVADA: O País Sequestrado Pelo Privilégio!

A estabilidade de vitrine não esconde a realidade: uma elite pequena, organizada e intocável continua a capturar o Estado, enquanto o povo paga a conta.
Há um mito conveniente que, em Cabo Verde, é repetido como dogma por quem sempre esteve confortável com o sistema: “somos um país Estável, Exemplar, Democrático.”
Mas estabilidade de vitrine não enche barriga de ninguém.
E democracia de cartaz não paga a conta de ninguém.
O que existe, na prática, é uma realidade menos fotogénica e muito mais crua: , sustentada por uma elite reduzida, fechada e arrogante; económica, social e politicamente organizada, que se comporta como se o Estado fosse herança familiar, como se o poder fosse um direito adquirido e como se o povo fosse apenas plateia: vota, sofre e cala.
Em Cabo Verde, a elite não manda apenas pelo voto.
Manda pelo : o poder do compadrio, do favor, do “conhece quem”, do “é nosso”, do “arranja-se”. Manda através da porta giratória entre cargos públicos e interesses privados; através de nomeações em cadeia; através de concursos contaminados antes mesmo de abrirem; através de contratos que caem sempre dentro do mesmo círculo, .
E quando alguém ousa tocar no nervo exposto dos privilégios, tachos, monopólios, isenções, concursos viciados, influência sobre instituições, nepotismo refinado e impunidade com verniz jurídico, a reação é previsível e automática: aparece o discurso da chantagem.
●“Cuidado com a instabilidade.”
●“Cuidado com a polarização.”
●“Cuidado com o populismo.”
Mas traduzindo isso em português claro: não é o país que eles defendem, são os seus benefícios.
Eles não têm medo do caos, têm medo da justiça.
Têm medo da luz, da transparência e da responsabilização. Têm medo que o Estado deixe de ser balcão de negócios, estacionamento de amigos e escudo de impunidade.
Porque há quem viva num Cabo Verde paralelo:
um país onde as regras são elásticas, as portas abrem sozinhas e os erros nunca têm consequências. Um país onde a incompetência é desculpada, a mediocridade é premiada e a arrogância é apresentada como “autoridade”. Um país onde o acesso ao poder substitui o mérito, desde que se tenha o apelido certo, a rede certa, o partido certo, o padrinho certo.
Enquanto isso, a maioria vive no Cabo Verde real:
o Cabo Verde das filas intermináveis, do salário de miséria, do desemprego juvenil crónico, da dívida impagável, do transporte caro, do hospital sem resposta, da justiça lenta e da emigração como “projeto de vida”. Um país onde ser honesto custa caro e onde a dignidade é tratada como luxo.
E depois exigem que o povo permaneça calado.
Quando o povo reclama, chamam-lhe ingrato.
Quando o povo denuncia, chamam-lhe radical.
Quando o povo insiste, entra em cena a máquina de distração: comentadores de luxo, moralistas televisivos, “especialistas” de gabinete, gente que nunca apanhou um autocarro cheio, nunca enfrentou uma fila humilhante num hospital, nunca sustentou uma casa com um salário insuficiente. Gente que fala em “nação” enquanto protege o seu condomínio social.
É um método antigo: manter o povo cansado, com medo e dividido, enquanto uma minoria continua a capturar o país. E quando a indignação cresce, o sistema responde com propaganda, desinformação e tentativas de ridicularizar quem denuncia.
Só que há um detalhe que já não conseguem esconder: o povo já percebeu o jogo.
E quem percebe o jogo começa a recusar o papel de figurante.
Cabo Verde não é propriedade privada.
Não é feudo. Não é clube. Não é herança.
Cabo Verde precisa romper com a cultura do privilégio como normalidade. Precisa de transparência radical, fiscalização real, concursos públicos limpos, responsabilização séria e coragem política para enfrentar os esquemas que sobrevivem na sombra, esquemas que se alimentam da confusão, do silêncio e do medo.
E que não venham com chantagem moral:
não é ódio denunciar privilégios.
Ódio é normalizar a miséria.
Ódio é manter um povo inteiro a sobreviver enquanto uma minoria vive de conforto, arrogância e imunidade social.
O problema nunca foi o povo falar alto.
O problema é a elite achar normal viver por cima do povo.
E f**a o aviso — sem poesia e sem rodeios: a festa não é eterna.
Quem passou décadas a tratar o país como propriedade pessoal vai ter de aprender, finalmente, o que signif**a viver numa República: com regras, transparência e vergonha na cara.

SUBMISSÃO NÃO É DIPLOMACIA: QUANDO O GOVERNO CULPA O POVO e ABDICA DA SOBERANIA! O comunicado emitido pelo Governo de Ca...
08/01/2026

SUBMISSÃO NÃO É DIPLOMACIA: QUANDO O GOVERNO CULPA O POVO e ABDICA DA SOBERANIA!

O comunicado emitido pelo Governo de Cabo Verde sobre a imposição, pelos Estados Unidos da América, de uma caução de até 15.000 dólares norte-americanos aos cidadãos cabo-verdianos que pretendam obter vistos de turismo e de negócios representa um dos momentos mais politicamente frágeis, institucionalmente submissos e socialmente insensíveis da atuação recente do Executivo.
A medida em causa foi adotada de forma deliberada pela Administração de Donald Trump, não sendo um automatismo técnico nem um detalhe administrativo. Trata-se de uma decisão política clara, de natureza restritiva, seletiva e profundamente desigual, com impacto direto na mobilidade, na dignidade e nas oportunidades dos cidadãos cabo-verdianos.
Perante este cenário, o Governo de Cabo Verde optou por uma reação menor, defensiva e resignada, escolhendo um discurso que transfere quase integralmente a responsabilidade para os próprios cidadãos, invocando taxas de overstay como se estas surgissem num vazio social, económico e político. Esta postura não é apenas redutora, é politicamente cobarde.
Ao afirmar, de forma explícita ou implícita, que a situação “não tem nada a ver com o Governo”, o Executivo abdica da sua função essencial: defender os interesses nacionais e proteger os seus cidadãos no plano internacional. Um Governo que se demite dessa responsabilidade não pratica diplomacia; pratica submissão institucionalizada.
A narrativa da culpa individual é cómoda, mas profundamente injusta. A emigração irregular não é um fenómeno isolado de desobediência cívica; é o reflexo direto de falhas estruturais persistentes, nomeadamente:
• desemprego juvenil elevado;
• precariedade laboral crónica;
• ausência de políticas económicas transformadoras;
• dependência histórica da emigração como válvula de escape social.
Culpar os cidadãos por procurarem no exterior aquilo que o Estado não lhes garante internamente é uma forma de transferir responsabilidades políticas para os mais frágeis, ao mesmo tempo que o Governo se autoabsolve.
Mais grave ainda é a total ausência de firmeza diplomática. O comunicado governamental não anuncia qualquer iniciativa concreta de negociação, não menciona esforços para mitigar os impactos da medida, não apresenta propostas alternativas nem demonstra intenção de reequilibrar a relação. Limita-se a aceitar a decisão, a justificá-la e a esperar passivamente por uma eventual reavaliação futura. Esta postura transmite uma mensagem perigosa: a de que Cabo Verde aceita ser tratado como parte menor, sem capacidade ou vontade de afirmar a sua soberania.
É neste contexto que se impõe, com urgência, a discussão e aplicação do . A reciprocidade é um instrumento legítimo do direito e da prática diplomática internacional, utilizado por Estados soberanos quando confrontados com medidas desproporcionais e discriminatórias. Não se trata de hostilidade, mas de equilíbrio, respeito mútuo e afirmação de dignidade nacional.
Recusar sequer ponderar a reciprocidade não é sinal de maturidade diplomática; é sinal de medo político e complexo de inferioridade institucional.
A exigência de uma caução de 1.500.000$00 de escudos é, na prática, uma medida classista, que exclui a maioria dos cabo-verdianos e transforma a mobilidade num privilégio reservado a elites financeiras. Penaliza estudantes, jovens profissionais, pequenos empresários e famílias, afetando diretamente a relação histórica entre Cabo Verde e a sua diáspora, uma diáspora que sempre foi pilar económico, social e cultural do país.
Cabo Verde não pode continuar a aceitar políticas externas injustas enquanto culpa o seu próprio povo e abdica da defesa ativa dos seus interesses. Um Estado que governa de joelhos, que normaliza a humilhação externa e que responsabiliza os cidadãos pelos seus próprios fracassos não lidera e sim administra a sua própria fragilidade.
A Jovens Força de Mudança afirma que a dignidade nacional não se negocia em comunicados conformistas. A diplomacia exige diálogo, mas exige também coragem, firmeza e soberania. Cabo Verde merece mais do que um Governo resignado. Merece um Estado que levante a cabeça e defenda, sem ambiguidades, o seu povo.

Jovens Força de Mudança
Cabo Verde, janeiro de 2026

A CONSTRUÇÃO CIVIL E A FALÊNCIA DA REGULAÇÃO EM CABO VERDE! O setor da construção civil em Cabo Verde atravessa há vário...
05/01/2026

A CONSTRUÇÃO CIVIL E A FALÊNCIA DA REGULAÇÃO EM CABO VERDE!

O setor da construção civil em Cabo Verde atravessa há vários anos um processo preocupante de banalização e desvalorização institucional. Longe de ser um fenómeno recente, trata-se de uma realidade estrutural que resulta da ausência persistente de regulação efetiva, fiscalização consequente e responsabilização por parte das entidades públicas competentes.
Empresas legalmente constituídas e promotores que atuam de forma responsável são obrigados a cumprir um conjunto rigoroso de obrigações legais e financeiras: pagamento de impostos, contribuições para a Segurança Social, seguros obrigatórios de empresa e de trabalhadores, licenciamento, elaboração de projetos técnicos e sujeição a fiscalização. Estes agentes assumem riscos financeiros signif**ativos e investem tempo e capital com base em regras que o próprio Estado define.
Paradoxalmente, o mesmo Estado permite que estes operadores disputem o mercado com intervenientes clandestinos, que não cumprem qualquer requisito legal, não possuem habilitação técnica, não assumem responsabilidade civil ou profissional e operam à margem de qualquer controlo institucional. Esta concorrência desleal não é apenas injusta; compromete a sustentabilidade das empresas formais, afasta investimento sério e degrada de forma visível a qualidade das obras executadas no país.
A responsabilidade por esta situação não pode ser diluída. Os organismos com tutela sobre as áreas das Infraestruturas, das Finanças, a Inspeção do Trabalho e as autarquias locais detêm competências claras em matéria de licenciamento, fiscalização e controlo de obras. A sua atuação, contudo, tem sido manifestamente insuficiente. A omissão prolongada destas entidades transforma a informalidade numa prática tolerada e o cumprimento da lei numa desvantagem competitiva.
Mais grave ainda é a normalização social desta realidade. Em Cabo Verde, cidadãos sem formação técnica, licenciamento ou enquadramento profissional executam obras e infraestruturas de elevada complexidade e risco, como se se tratasse de atividades informais de baixo impacto. Tal permissividade seria impensável noutros setores críticos. Ninguém aceitaria a existência de clínicas clandestinas a realizar cirurgias de alta complexidade. No entanto, tolera-se que edifícios habitacionais, muros de contenção, estradas e infraestruturas públicas sejam construídos sem garantias técnicas adequadas.
A construção civil é uma atividade de elevado risco humano, técnico e económico. Erros de execução não se traduzem apenas em prejuízos financeiros, mas em colapsos estruturais, acidentes graves e, potencialmente, perda de vidas humanas. A ausência de fiscalização não é neutra; tem consequências diretas na segurança da população.
Importa, por isso, rejeitar a ideia de que a informalidade constitui uma solução social aceitável. A informalidade desregulada gera precariedade, insegurança e atraso estrutural. Um país que não protege os seus profissionais qualif**ados, que não valoriza as empresas que cumprem a lei e que não exige responsabilidade técnica nas suas infraestruturas compromete seriamente o seu desenvolvimento sustentável.
Fiscalizar não é perseguir. Regular não é travar o crescimento. Pelo contrário, são instrumentos essenciais de governação e proteção do interesse público. O setor da construção civil em Cabo Verde necessita menos de discursos e mais de ação concreta: aplicação efetiva da lei, reforço da fiscalização, exigência de licenciamento e responsabilização técnica sem exceções.
Sem estas medidas, continuará a instalar-se uma cultura de permissividade que fragiliza o Estado, desvaloriza os profissionais e coloca em risco a .

01/01/2026

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TRAZER A DIÁSPORA PARA CASA É UMA ESCOLHA DE GOVERNAÇÃO! Cabo Verde orgulha-se, legitimamente, da sua diáspora. Orgulha-...
01/01/2026

TRAZER A DIÁSPORA PARA CASA É UMA ESCOLHA DE GOVERNAÇÃO!

Cabo Verde orgulha-se, legitimamente, da sua diáspora. Orgulha-se do esforço, da resiliência e da contribuição económica de centenas de milhares de cabo-verdianos espalhados pelo mundo. No entanto, há uma contradição profunda que o debate político nacional tem evitado enfrentar com frontalidade: aprendemos a conviver com a partida, mas nunca construímos uma política séria para o regresso.
Durante décadas, a emigração foi tratada como inevitável, quase como um destino coletivo. Hoje, essa normalização cobra um preço elevado: perda contínua de jovens, saída de quadros qualif**ados, fragilização da economia produtiva e um sentimento crescente de desalento entre aqueles que não veem no país perspetivas de futuro.
Neste contexto, a ausência de uma política pública orientada para o retorno não é neutra. É, na prática, uma escolha política por omissão.
A questão Central não é Migração. É Governação.
Governar não se resume a equilibrar contas públicas ou executar investimentos. Governar é, sobretudo, decidir quem faz parte do futuro nacional.
Um Estado que aceita, ano após ano, perder os seus cidadãos mais jovens, mais formados e mais dinâmicos está a abdicar de uma parte essencial da sua capacidade de transformação. Para um pequeno Estado insular como Cabo Verde, com recursos limitados e fortes constrangimentos estruturais, esta perda é particularmente grave.
A Jovens Força de Mudança entende que chegou o momento de uma mudança clara de paradigma. Não basta enaltecer a diáspora em discursos solenes; é necessário criar condições concretas para que o regresso seja uma opção real, voluntária, digna e sustentável.

DA DIÁSPORA COMO SUPORTE FINANCEIRO À DIÁSPORA COMO PARCEIRA ESTRATÉGICA

A diáspora cabo-verdiana não é apenas uma fonte de remessas. É também portadora de experiência profissional, competências técnicas, cultura de trabalho, redes internacionais e capacidade empreendedora.
Reduzi-la a um papel meramente financeiro é desperdiçar um capital humano que pode ser decisivo para a modernização da economia, para a inovação e para o reforço da coesão social.
O princípio que propomos é simples, mas estruturante:
A diáspora deve deixar de ser vista como um instrumento de sobrevivência económica
e passar a ser assumida como uma parceira estratégica do desenvolvimento nacional.

O RETORNO NÃO ACONTECE POR ACASO. ACONTECE POR DECISÃO POLÍTICA.

Muitos cabo-verdianos no exterior manifestam vontade de regressar. Não o fazem porque enfrentam obstáculos reais: burocracia excessiva, penalizações fiscais, dificuldades de inserção profissional e ausência de um verdadeiro acolhimento institucional.
Nessas circunstâncias, o retorno transforma-se num ato de risco individual, quando deveria ser uma escolha racional, apoiada e incentivada pelo Estado.
Um país que ambiciona futuro não pode esperar que os seus cidadãos regressem apenas por apelo emocional ou patriotismo. Cabe ao Estado criar razões objetivas para que o regresso seja viável.



É neste quadro que a Jovens Força de Mudança apresenta publicamente a proposta de um Programa Nacional de Retorno, Reintegração e Fixação da Diáspora, como contributo político para o debate nacional e para a construção de uma plataforma de governação do PAICV, a ser analisada pelo seu Presidente e aspirante a Primeiro-Ministro, .
Trata-se de uma proposta deliberadamente aberta. Em caso de acolhimento político, deverá ser aprofundada, melhorada e construída de forma participativa, envolvendo juventude, diáspora, especialistas e instituições nacionais.
O essencial é assumir o princípio orientador:
o retorno da diáspora deve ser uma prioridade política e uma opção estratégica de governação.

: “O País Precisa de ti”
Uma governação que pretenda marcar a diferença precisa de afirmar, com clareza, que a fuga de cérebros não é um destino inevitável; que investir em pessoas é tão relevante quanto investir em infraestruturas; e que a juventude não é um problema a gerir, mas uma força a mobilizar.
Integrar esta visão numa plataforma política não é um detalhe programático. É um sinal de liderança, de visão de longo prazo e de compromisso com o desenvolvimento humano.



Cabo Verde não pode continuar a formar os seus filhos para o exterior e a importar o seu próprio futuro. Um país pequeno não pode desperdiçar gente. E um projeto político sério não pode ignorar essa realidade.
A Jovens Força de Mudança lança este contributo com sentido de responsabilidade, abertura ao diálogo e convicção de que trazer a diáspora para casa é uma das decisões mais estruturantes que o país pode tomar nos próximos anos.
Governar é, também, criar condições para que quem partiu possa, se assim desejar, voltar

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