19/10/2025
Este é o post mais difícil e dolorido de toda história deste perfil...
Hoje quem escreve aqui sou eu, Rogerio. Normalmente, compartilhamos aqui nossas aventuras pelo mundo, os destinos que exploramos, as experiências que colecionamos. Mas hoje preciso ser verdadeiro com vocês e compartilhar que nossa última viagem ao Brasil foi marcada pela dor mais profunda que já senti.
Viemos visitar a família, matar a saudade, mostrar um pouco da nossa vida na Alemanha. Mas o destino tinha outros planos. Em meio a essa viagem, minha mãe partiu.
Estas fotos que vocês veem aqui carregam um peso que não é visível aos olhos. São sorrisos verdadeiros, mas atravessados por uma dor silenciosa. São momentos de tentativa de normalidade em meio ao caos emocional. São a prova de que a vida continua acontecendo, mesmo quando nosso coração está despedaçado.
Viajar sempre foi sobre celebrar a vida, sobre conexões, sobre criar memórias. E desta vez, paradoxalmente, viajamos para nos despedir. Para estar perto da família no momento em que mais precisávamos uns dos outros. Para transformar uma viagem de alegria em uma jornada de luto compartilhado.
Morar fora tem seus encantos, mas também tem suas crueldades. A distância dói de formas que quem nunca viveu não consegue mensurar completamente. E quando perdemos alguém, essa distância grita ainda mais alto.
Decidi postar estas fotos porque elas representam a dualidade da vida de quem mora longe: a beleza de poder voltar para casa, mas também a dor de voltar em circunstâncias que nunca imaginaríamos. Representam que mesmo nos nossos piores momentos, o amor da família e da nossa parceria nos sustenta.
Esta não foi a viagem ao Brasil que planejamos. Foi infinitamente mais difícil. Mas foi necessária. E de alguma forma, em meio à dor, ainda houve amor, ainda houve abraços, ainda houve algum tipo de beleza - a beleza de estar junto quando mais importa.
Mãe, esta viagem foi por você. E todas as próximas levarão sua memória na bagagem.
A quem nos acompanha aqui: obrigado por permitirem que este espaço também seja de vulnerabilidade, não apenas de destinos paradisíacos. A vida real dos viajantes também tem suas tempestades.
🇧🇷🖤