Gangsta77

Gangsta77 Activista social,tempos livres gosto de ler e debater com amigos ..
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Nelson Dembo ,
Gangsta77,profissão radialista,amante da arte e da cultura,Pioneiro da Cultura Hip Hop angolano,trabalho como palestrante motivacional nas periferias e comentarista.

12/05/2026
12/05/2026

𝐃𝐄𝐏𝐎𝐈𝐒 𝐃𝐀 𝐑𝐄𝐓𝐎́𝐑𝐈𝐂𝐀 𝐃𝐄 𝐏𝐄𝐑𝐒𝐄𝐆𝐔𝐈𝐂̧𝐀̃𝐎, 𝐀 𝐌𝐎𝐑𝐓𝐄: 𝐐𝐔𝐄𝐌 𝐑𝐄𝐒𝐏𝐎𝐍𝐃𝐄 𝐏𝐎𝐑 𝐀𝐍𝐒𝐄𝐋𝐌𝐎?

𝐏𝐨𝐫 𝐀𝐛𝐝𝐮𝐥 𝐍𝐚𝐫𝐢𝐳

Há perguntas que o país inteiro merece ver respondidas.

Durante semanas, entre o final de março e todo o mês de abril, Dércio Alfazema usou discursos, ameaças e incitações públicas contra o malogrado Anselmo, coordenador político da ANAMOLA na cidade de Chimoio. Incentivava perseguições, alimentava hostilidade e, segundo vários relatos, apelava para que estruturas violentas fossem atrás daquele que hoje aparece morto a tiros.

Coincidência?
Ou estaremos diante de algo muito mais grave?

O país tem o direito de perguntar: será que Dércio Alfazema conhece os mandantes deste crime? Será que sabe mais do que aquilo que o povo sabe? Será que toda aquela campanha de perseguição política tinha como objectivo preparar terreno para o desfecho trágico que hoje testemunhamos?

Porque palavras têm consequências.
Discursos de ódio têm consequências.
Incitação política tem consequências.

Quando alguém passa semanas a apontar um cidadão como alvo, a demonizá-lo publicamente e a incentivar perseguições, e depois esse mesmo cidadão aparece executado, o mínimo que se exige é esclarecimento. O mínimo.

Moçambique não pode continuar a viver numa realidade onde adversários políticos são tratados como inimigos a eliminar. Não podemos aceitar um ambiente onde a divergência política se transforma numa caça humana.

E hoje, perante a morte brutal de Anselmo, f**a uma pergunta pesada no ar:
Dércio Alfazema está satisfeito com este desfecho?
Porque o silêncio, neste momento, também fala.

Se nada tinha a ver com isto, então que condene publicamente o assassinato. Que peça justiça. Que se distancie claramente de qualquer narrativa de violência e perseguição.

Caso contrário, continuará a crescer a suspeita pública de que o clima de ódio criado durante semanas não foi inocente, nem irresponsável apenas por acaso.

A morte de Anselmo não pode ser tratada como estatística.
É um sinal perigoso do estado da nossa democracia.

E quando políticos começam a morrer depois de campanhas de perseguição pública, o país inteiro deve preocupar-se. Porque hoje foi Anselmo. Amanhã poderá ser qualquer voz incómoda.

JÚ MARTINS ENTRE MARIO PUZO, THE GODFATHER, OMERTÀ E O MPLA: O PODER DO SILÊNCIO NUM REGIME DE MEDO“Com base nos romance...
11/05/2026

JÚ MARTINS ENTRE MARIO PUZO, THE GODFATHER, OMERTÀ E O MPLA: O PODER DO SILÊNCIO NUM REGIME DE MEDO

“Com base nos romances O Padrinho e Omertà, de Mario Puzo obras notáveis e de grande sucesso de vendas que abordam temas como poder, silêncio, lealdade e manipulação este texto estabelece uma analogia simbólica com a realidade política angolana. Ele conecta os bastidores do MPLA, a influência de Jú Martins e os mecanismos de controle utilizados por sistemas que se apoiam mais no medo do que na legitimidade.”

Em O Padrinho, Mario Puzo revela que impérios de longa duração raramente se mantêm apenas pela força bruta; eles se firmam principalmente pela organização interna, pela concessão estratégica de benefícios, pela gestão da fidelidade e pela formação de uma teia onde todos gravitam em torno do núcleo central. Essa perspectiva auxilia muitos analistas a compreenderem a trajetória do MPLA, partido que governa Angola há décadas e que, para grande parte da população, deixou de servir como um meio para o desenvolvimento do país, tornando-se uma estrutura para manter privilégios. Assim como nas famílias mafiosas descritas por Puzo, a liderança oficial é apenas um aspecto da estrutura: há sempre um grupo restrito que delibera sobre indicações, percursos profissionais, sanções e gratif**ações. A população observa eventos públicos, assembleias e pronunciamentos; contudo, as decisões cruciais são tomadas nos bastidores. Nessa conjuntura, Jú Martins é visto como um articulador discreto, cuja capacidade política provém não do apoio popular, mas da ascendência que detém nos círculos onde o futuro da nação é decidido sem real participação dos cidadãos.

Em Omertà, Puzo explora detalhadamente o silêncio como uma ferramenta de poder. O termo que intitula o livro simboliza o código de conduta da máfia italiana do sul: não delatar, não contestar a liderança, não colaborar com autoridades externas e priorizar o coletivo acima de princípios éticos. Quando aplicada de forma simbólica ao contexto político, essa ideia ilustra regimes onde o temor suplanta a liberdade e a submissão se sobrepõe à moralidade. Muitos angolanos assinalam exatamente essa situação no cenário controlado pelo MPLA: membros do partido que calam para preservar-se, servidores públicos que obedecem para conservar seus cargos, órgãos que relutam em desafiar o poder central e cidadãos que ao longo do tempo perceberam que divergir pode acarretar perda de chances, segurança ou respeito. Assim, o silêncio deixa então de ser mera cautela e se converte em instrumento de repressão. Nessa perspectiva, Jú Martins surge como um exemplo de uma cultura política na qual a discrição equivale a grande influência, e onde a falta de exposição pode ser mais valiosa do que qualquer cargo oficial.

Ambas as obras também demonstram como regimes restritos manipulam a percepção de legalidade. Em O Padrinho, as deliberações são feitas em segredo e posteriormente divulgadas como inquestionáveis. Em Omertà, a transição de poder é arquitetada antes de ser tornada pública. O mesmo modelo é muitas vezes observado por analistas das eleições em Angola e dos procedimentos internos do MPLA: resultados que parecem antecipáveis, aparatos administrativos controlados pelo partido, órgãos públicos vistos como extensões do governo, e o governo assimilado ao próprio Estado. Quando a disputa política se manifesta apenas na aparência e não na essência, estabelece-se uma enganação mais profunda do que a mera alteração de números a burla da expectativa popular. O indivíduo é convocado a tomar parte num cenário cujas normas já foram estabelecidas pelos detentores do controle. Nesse contexto, personalidades como Jú Martins representam a arquitetura dessa perpetuação, a habilidade de reformular discursos sem alterar as bases, de trocar figuras sem modif**ar os métodos, de preservar o poder pela coesão interna enquanto se anuncia uma modernização externa.

Mario Puzo também nos mostra que nenhum regime autoritário se mantém somente pela astúcia estratégica; ele se apoia no temor social. O receio de perder o emprego, o temor de expressar-se, a apreensão de ser alvo, a hesitação em confrontar um sistema maior que a própria pessoa. Ao longo de anos, o MPLA tem sido acusado por seus adversários de empregar o poder estatal, os meios públicos e a influência institucional para criar precisamente essa atmosfera: uma sociedade onde muitos se submetem não por crença, mas por apreensão. Conforme nos livros, a repressão contemporânea nem sempre se revela por agressão direta; frequentemente surge através da exclusão direcionada, da restrição de oportunidades, da manipulação da informação e da intimidação velada. Jú Martins, conectado à estrutura do partido, torna-se assim um emblema desse procedimento refinado: governar com discrição, determinar sem manifestar abertamente, liderar sem arcar integralmente com as consequências políticas das escolhas.

Contudo, tanto O Padrinho quanto Omertà acabam por expor a vulnerabilidade inerente a qualquer sistema construído sobre o medo e o sigilo. A fidelidade obtida por conveniência enfraquece diante de adversidades. O mutismo forçado converte-se em descontentamento reprimido. A obediência irrestrita gera falhas imperceptíveis. Nenhuma estrutura seja um clã mafioso ou um partido governante perdura indefinidamente ao perder a crença de seus apoiadores. Angola encontra-se nesse ponto crucial. Uma geração jovem mais consciente, uma comunidade mais atenta e uma lembrança coletiva exausta de promessas não cumpridas questionam os antigos modelos de gestão. Se Jú Martins simboliza a persistência de uma política obscura e se o MPLA persiste em manter mecanismos de controle que muitos veem como ilegais, então o dilema central da nação transcende a esfera eleitoral: é uma questão civilizacional. Consiste na decisão entre permanecer sob o domínio do receio ou finalmente iniciar uma era de responsabilidade democrática e transparência pública.

Henda Ya Xiyetu
Criador de Opinião | Opinion Maker | Créateur d’Opinion .

“As opiniões expressas são pessoais e visam provocar reflexão crítica e construtiva sobre temas que impactam a nossa sociedade.“

AINDA NA SENDA DO ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO NO MUNICÍPIO DO TOMBWA, ENVOLVENDO VÁRIOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS E CHINESES PROP...
11/05/2026

AINDA NA SENDA DO ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO NO MUNICÍPIO DO TOMBWA, ENVOLVENDO VÁRIOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS E CHINESES PROPRIETÁRIOS DA EMPRESA ANGO-RICO!!

O Departamento de Investigação Altamente Qualif**ado (DIAQ), havia avançado que o recurso interposto no Tribunal de Comarca do Tombwa contra a sentença que atribui a titularidade da peixaria pertencente à PAUFIL, LDA à empresa ANGO-RICO alegadamente encontrava entraves naquele tribunal porque, segundo informações, existem pessoas envolvidas no Escâdalo dentro da própria instituição.

Após tantas denúncias, temos informações de que o processo já se encontra no Tribunal da Relação, na província da Huíla. Portanto, solicitamos ao juiz que receber o processo para análise que impugne esta sentença vinda do Tribunal do Tombwa, por existirem fortes indícios de irregularidades.

Para refrescar a memória dos seguidores, o que está em causa é um alegado escândalo de corrupção envolvendo a empresa ANGO-RICO e vários funcionários públicos organizados em sistema de pirâmide ou, melhor dizendo, em associação criminosa, que teriam recebido 800 milhões de kwanzas para ceder a peixaria pertencente à PAUFIL, LDA aos chineses.

Essa situação pode ser analisada como aquela história bíblica das duas mulheres que deram à luz no mesmo período: uma delas teve uma criança sem vida, enquanto a outra teve um bebé saudável. Aproveitando-se do sono da outra mulher, a mãe da criança falecida trocou os bebés para f**ar com a criança viva. O caso foi levado ao rei Salomão para descobrir quem era a verdadeira mãe. Então, Salomão propôs dividir a criança ao meio e entregar metade a cada uma. A verdadeira mãe preferiu abrir mão do filho para salvá-lo, enquanto a falsa mãe concordou com a divisão. Assim, Salomão identificou a verdadeira mãe e entregou-lhe a criança.

Alguém que é o verdadeiro dono de um espaço pagaria 800 milhões de kwanzas por ele? Neste caso, deve-se fazer justiça.

Estão envolvidos elementos da antiga gestão da Administração do Tombwa, da PGR, do SIC e alguns membros do Tribunal. É preciso que estes conflitos em Angola terminem. São várias as denúncias que têm sido recebidas acerca da corrupção no sistema judicial, principalmente em conflitos de terras. E, segundo várias denúncias, os chineses aparecem frequentemente envolvidos em casos de suborno a magistrados, contribuindo para a distorção da justiça.

O DIAQ continuará a acompanhar essa situação até que a legalidade seja reposta.

DIAQ. 👀🏹🕵🏻

Com o data center e cloud inaugurado , a artilharia da censura digital está consumada , blogueiros , influenciadores dig...
11/05/2026

Com o data center e cloud inaugurado , a artilharia da censura digital está consumada , blogueiros , influenciadores digitais anti sistema e muitas páginas serão banidas do ar ou criminalizadas, o ditado JLO sempre deixou claro que vai morrer no poder!

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