Amanda Foschini Escritora

Amanda Foschini Escritora Página profissional da escritora Amanda Foschini. Meus textos são publicados em meu perfil do Inst

10/09/2026

Percentil 90. Percentil 4

14/05/2026

A pegadinha do malandro. O café com noia de volta pero sem café.

ok, então vamos revisar as regras do brinquedo vida adulta: se você sorrir demais: doida. se você chorar: não é emergênc...
27/05/2025

ok, então vamos revisar as regras do brinquedo vida adulta:

se você sorrir demais: doida.
se você chorar: não é emergência.
se você parar: preguiçosa.
se continuar: conivente.
se pedir colo: carente.
se não pedir nada: fria.
se gritar: histérica.
se ficar quieta: sonsa.

não tem saída, irmã.
tem brinquedo de parquinho mequetrefe sem botão de pânico e um Pateta da Carreta Furacão rindo do seu choro.

Eu tinha medo de virar chata aos 50, mas grazadeus já sou chata desde os 20.Sou chata desde que comecei a escolher e dei...
22/05/2025

Eu tinha medo de virar chata aos 50, mas grazadeus já sou chata desde os 20.

Sou chata desde que comecei a escolher e deixei de ir a lugares onde me explicava demais.
Parei de responder no tempo dos outros. Minha energia ficou cara demais e gentileza automática me esgota.

Há anos, abandonei a versão de mim que preferia ser agradável a ser autêntica. Eu sou a que cancela rolê, a que não quer papo, a que lê e não responde.

E, pra ser honesta, não sei se isso é “ser chata” ou se é só se priorizar sem culpa. O povo adora latir quando o limite alheio gera incômodo (principalmente se vier de uma mulher).

Talvez a chatice seja só o nome que dão pra quem para de agradar. E se for isso… então, com licença porque eu sou chata com gosto.

Tem encontro que te ensina a fazer melhor. Que quer te “consertar”.E tem roda que só quer te lembrar que você tá viva.Es...
19/05/2025

Tem encontro que te ensina a fazer melhor. Que quer te “consertar”.
E tem roda que só quer te lembrar que você tá viva.

Essa é a proposta do CRUDA.

Quinta-feira agora (22/05), em Barcelona.
Um encontro com até 10 mulheres, corpo, palavra e presença.

Quer entender melhor? Me chama aqui ou comenta "manda" que eu te envio os detalhes.

Não precisa saber escrever.
Só precisa querer respirar mais fundo com a gente.

Liberdade possível?Dormir à tarde.
Não responder na hora.
Tomar um café sem ninguém chamar.Essas respostas vieram de uma...
15/05/2025

Liberdade possível?

Dormir à tarde.
Não responder na hora.
Tomar um café sem ninguém chamar.

Essas respostas vieram de uma caixinha de perguntas que abri aqui. Quinta que vem, a gente se encontra para escrever, pensar e colocar para fora o que não sabe em um story.

É roda de mulheres.
É pra dar nome ao que vem dentro.
E não precisa saber escrever.

22 de maio · 19h30 · Espacio Semillar (Barcelona)

25€ com papel, vinho e fôlego de volta.

Me chama se quiser saber mais.

Liberdade não é performance. CRUDA aterrissa em Barcelona: palavra-corpo, roda, ruptura. 22/05: Manual da Liberdade Poss...
09/05/2025

Liberdade não é performance. CRUDA aterrissa em Barcelona: palavra-corpo, roda, ruptura.

22/05: Manual da Liberdade Possível
10 vagas · 25 € link na bio

Sobre a 1ª edição do Cartas-Fumaça ontem:Foi bonito e potente.Teve choro, vinho e coragem. Em algum momento ali, me solt...
25/04/2025

Sobre a 1ª edição do Cartas-Fumaça ontem:

Foi bonito e potente.

Teve choro, vinho e coragem.

Em algum momento ali, me soltei e abandonei o roteiro como há tempos não fazia. Me guiei por quem estava ali e pelo que vinha de dentro.

Descobri que minha profundidade não pesa. Ela pulsa.

Improvisar foi rito.

Fogo, música, papel e envelopes-oráculo foram âncora.

Conduzir mulheres através da escrita me aponta o caminho.

O Cartas-Fumaça não foi um evento.

Foi uma carta minha pra mim dizendo "é por aqui".

Frida Kahlo, 1953, México, escrevendo de um leito hospitalar pouco antes de amputar a perna direita.Diego (ó lá outro ho...
17/04/2025

Frida Kahlo, 1953, México, escrevendo de um leito hospitalar pouco antes de amputar a perna direita.

Diego (ó lá outro homem feio causando) a havia traído tantas vezes que o fim já não era novidade.
Mas aquela carta não era despedida: era ruptura.

Ela escreve de dentro da dor, mas com a mão firme.
Não suplica. Não dramatiza. Só termina.

Fico imaginando esse instante: o cheiro do hospital, o papel na mesa de canto, a raiva transformada em letra.

Uma mulher que perdeu o amor, a perna e, ainda assim, não perdeu a palavra.

Tô mergulhada em cartas assim.
Não as que pedem migalha, mas as que dizem "acabou" com a dignidade de quem finalmente voltou pra si.

Algumas a gente escreve pra alguém. Outras, só pra lembrar quem fomos no momento exato em que dissemos: basta.

Antes, eu queria tudo. Felicidade com glitter, êxtase diário, final de filme francês.Mas a vida me ensinou um truque ant...
15/04/2025

Antes, eu queria tudo. Felicidade com glitter, êxtase diário, final de filme francês.

Mas a vida me ensinou um truque antigo: quem corre atrás do tudo, tropeça no quase e se machuca feio.

Hoje, ser feliz é ter um corpo que não me boicota, uma cabeça que não me sabota e uma segunda-feira em que eu consiga, sem culpa, lavar a louça ouvindo Gal Costa e me emocionar.

Nem todos meus sonhos sobreviveram. Alguns morreram gritando. Outros eu mesma matei, com pressa demais pra esperar acontecer.

Mas sobrou algo. Sobrou espaço.

No silêncio desse espaço, eu descobri que a felicidade, às vezes, anda descalça. Não chega com gritaria. Não se anuncia. Só aparece , meio tímida, no feio-bonito da vida real.

Quem diria. Aquela felicidade que eu jurava que ia me salvar era só barulho.

A que ficou? Essa sussurra.

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