Amanda Foschini Escritora

Amanda Foschini Escritora Página profissional da escritora Amanda Foschini. Meus textos são publicados em meu perfil do Inst

ok, então vamos revisar as regras do brinquedo vida adulta: se você sorrir demais: doida. se você chorar: não é emergênc...
27/05/2025

ok, então vamos revisar as regras do brinquedo vida adulta:

se você sorrir demais: doida.
se você chorar: não é emergência.
se você parar: preguiçosa.
se continuar: conivente.
se pedir colo: carente.
se não pedir nada: fria.
se gritar: histérica.
se ficar quieta: sonsa.

não tem saída, irmã.
tem brinquedo de parquinho mequetrefe sem botão de pânico e um Pateta da Carreta Furacão rindo do seu choro.

Eu tinha medo de virar chata aos 50, mas grazadeus já sou chata desde os 20.Sou chata desde que comecei a escolher e dei...
22/05/2025

Eu tinha medo de virar chata aos 50, mas grazadeus já sou chata desde os 20.

Sou chata desde que comecei a escolher e deixei de ir a lugares onde me explicava demais.
Parei de responder no tempo dos outros. Minha energia ficou cara demais e gentileza automática me esgota.

Há anos, abandonei a versão de mim que preferia ser agradável a ser autêntica. Eu sou a que cancela rolê, a que não quer papo, a que lê e não responde.

E, pra ser honesta, não sei se isso é “ser chata” ou se é só se priorizar sem culpa. O povo adora latir quando o limite alheio gera incômodo (principalmente se vier de uma mulher).

Talvez a chatice seja só o nome que dão pra quem para de agradar. E se for isso… então, com licença porque eu sou chata com gosto.

Tem encontro que te ensina a fazer melhor. Que quer te “consertar”.E tem roda que só quer te lembrar que você tá viva.Es...
19/05/2025

Tem encontro que te ensina a fazer melhor. Que quer te “consertar”.
E tem roda que só quer te lembrar que você tá viva.

Essa é a proposta do CRUDA.

Quinta-feira agora (22/05), em Barcelona.
Um encontro com até 10 mulheres, corpo, palavra e presença.

Quer entender melhor? Me chama aqui ou comenta "manda" que eu te envio os detalhes.

Não precisa saber escrever.
Só precisa querer respirar mais fundo com a gente.

Liberdade possível?Dormir à tarde.
Não responder na hora.
Tomar um café sem ninguém chamar.Essas respostas vieram de uma...
15/05/2025

Liberdade possível?

Dormir à tarde.
Não responder na hora.
Tomar um café sem ninguém chamar.

Essas respostas vieram de uma caixinha de perguntas que abri aqui. Quinta que vem, a gente se encontra para escrever, pensar e colocar para fora o que não sabe em um story.

É roda de mulheres.
É pra dar nome ao que vem dentro.
E não precisa saber escrever.

22 de maio · 19h30 · Espacio Semillar (Barcelona)

25€ com papel, vinho e fôlego de volta.

Me chama se quiser saber mais.

Liberdade não é performance. CRUDA aterrissa em Barcelona: palavra-corpo, roda, ruptura. 22/05: Manual da Liberdade Poss...
09/05/2025

Liberdade não é performance. CRUDA aterrissa em Barcelona: palavra-corpo, roda, ruptura.

22/05: Manual da Liberdade Possível
10 vagas · 25 € link na bio

Sobre a 1ª edição do Cartas-Fumaça ontem:Foi bonito e potente.Teve choro, vinho e coragem. Em algum momento ali, me solt...
25/04/2025

Sobre a 1ª edição do Cartas-Fumaça ontem:

Foi bonito e potente.

Teve choro, vinho e coragem.

Em algum momento ali, me soltei e abandonei o roteiro como há tempos não fazia. Me guiei por quem estava ali e pelo que vinha de dentro.

Descobri que minha profundidade não pesa. Ela pulsa.

Improvisar foi rito.

Fogo, música, papel e envelopes-oráculo foram âncora.

Conduzir mulheres através da escrita me aponta o caminho.

O Cartas-Fumaça não foi um evento.

Foi uma carta minha pra mim dizendo "é por aqui".

Frida Kahlo, 1953, México, escrevendo de um leito hospitalar pouco antes de amputar a perna direita.Diego (ó lá outro ho...
17/04/2025

Frida Kahlo, 1953, México, escrevendo de um leito hospitalar pouco antes de amputar a perna direita.

Diego (ó lá outro homem feio causando) a havia traído tantas vezes que o fim já não era novidade.
Mas aquela carta não era despedida: era ruptura.

Ela escreve de dentro da dor, mas com a mão firme.
Não suplica. Não dramatiza. Só termina.

Fico imaginando esse instante: o cheiro do hospital, o papel na mesa de canto, a raiva transformada em letra.

Uma mulher que perdeu o amor, a perna e, ainda assim, não perdeu a palavra.

Tô mergulhada em cartas assim.
Não as que pedem migalha, mas as que dizem "acabou" com a dignidade de quem finalmente voltou pra si.

Algumas a gente escreve pra alguém. Outras, só pra lembrar quem fomos no momento exato em que dissemos: basta.

Antes, eu queria tudo. Felicidade com glitter, êxtase diário, final de filme francês.Mas a vida me ensinou um truque ant...
15/04/2025

Antes, eu queria tudo. Felicidade com glitter, êxtase diário, final de filme francês.

Mas a vida me ensinou um truque antigo: quem corre atrás do tudo, tropeça no quase e se machuca feio.

Hoje, ser feliz é ter um corpo que não me boicota, uma cabeça que não me sabota e uma segunda-feira em que eu consiga, sem culpa, lavar a louça ouvindo Gal Costa e me emocionar.

Nem todos meus sonhos sobreviveram. Alguns morreram gritando. Outros eu mesma matei, com pressa demais pra esperar acontecer.

Mas sobrou algo. Sobrou espaço.

No silêncio desse espaço, eu descobri que a felicidade, às vezes, anda descalça. Não chega com gritaria. Não se anuncia. Só aparece , meio tímida, no feio-bonito da vida real.

Quem diria. Aquela felicidade que eu jurava que ia me salvar era só barulho.

A que ficou? Essa sussurra.

Cartas-Fumaça
uma noite pra escrever o que nunca foi lido.
palavras engasgadas, finalmente em papel.
e depois, em fumaça...
14/04/2025

Cartas-Fumaça

uma noite pra escrever o que nunca foi lido.
palavras engasgadas, finalmente em papel.
e depois, em fumaça.

Quinta, 24 de abril
20h · Gràcia 
20€ (inclui vinho e coragem)

me chama se for pra você

Não é sobre “voltar a ser quem eu era antes”.É sobre virar alguém que ainda nem sabia que existia.Ser mãe é transformado...
04/04/2025

Não é sobre “voltar a ser quem eu era antes”.

É sobre virar alguém que ainda nem sabia que existia.

Ser mãe é transformador. Mas você já tentou ser outra coisa depois disso?

Escrevi sobre isso essa semana. Sobre a manhã em que me senti inteira depois de muito tempo.

Tá na newsletter.
Tá no corpo.
Tá no mundo.

Obrigada, Viena, por três dias inteiros só pra mim. Por me deixar flanar, ler, escrever e comer sem pressa, sem choro e ...
26/03/2025

Obrigada, Viena, por três dias inteiros só pra mim. Por me deixar flanar, ler, escrever e comer sem pressa, sem choro e sem demandas.

Te agradeço por ter me apresentado Schiele, Kokoschka e Otto Wagner. Com eles, aprendi que arte sem a subjetividade do sujeito é só decoração e que minha bússola nunca esteve tão afiada.

Tô entrando nos 40 metade risada, metade navalha.

Não me interessa mais estar onde não há troca e nem fazer aquilo que não tem alma. Meu caminho é criar com mulheres: textos, planos, negócios, encontros, mundos.

Aliás, esse sábado tem andança escrita pelo Raval e quem quiser saber mais chama eu.

Quem vem com tudo não cansa.

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