Jovem do Vinho

Jovem do Vinho Sócio Fundador do Jovem do Vinho, e possuo ampla experiência no mercado de vinhos desde importação até mercado nacional. Especialista em vinhos e colunista

Certificado pelo WSET e jurado da Vini Bra Expo, a maior prova de vinhos brasileiros.

26/07/2024
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14/06/2024

O representa exatamente essa loucura e abundância histórica que chamamos de Borgonha. Fundado em 1141 por freiras cistercienses da Abadia de Tart, o Clos de Tart é o maior Grand Cru Monopole da região.

O domaine foi comprado pela famosa família Pinault (proprietária do Château Latour, Grillet, D’Eugenie e outros) em 2018 e, desde então, vem passando por uma renovação completa, tanto nas instalações quanto, principalmente, na vinificação.

Com isso, será possível notar uma pequena, porém constante, mudança nos vinhos. Isso se deve ao fato de que Alessandro Noli, anteriormente do Château Grillet, tornou-se o novo enólogo chefe do Clos de Tart em março de 2019.

Seu foco, obviamente, foi melhorar o que já era excelente. Com o Grand Cru produzido principalmente a partir de vinhas velhas (60+ anos), é possível capturar de maneira profunda o verdadeiro terroir de Morey-Saint-Denis. Ou seja, o ponto de partida já é vantajoso.

Poder-se-ia pensar que ter um monopólio com vinhas velhas seria suficiente. Não para o Domaine. No caso deles, um estudo extremamente analítico foi feito para dividir o espaço em microlotes, cada um com uma micro identidade. Dependendo da safra, o blend dos micro terroirs é adaptado para produzir o cuvée desejado para alcançar o melhor resultado possível com o que a natureza forneceu.

Além disso, conversando com o produtor, pude observar uma preocupação com o clima e as ações humanas necessárias para se adaptar e continuar fazendo um vinho de excelência.

Por este motivo, eles plantaram 350 metros de outra plantas no coração do Clos, que contém uma dúzia de diferentes espécies.

Segundo Alessandro, a policultura é uma excelente maneira de aumentar a biodiversidade, fornecendo um habitat para a fauna auxiliar das videiras, estendendo o período de floração, fornecendo pólen e néctar para os insetos polinizadores e incentivando a passagem de aves e outras faunas.

Segundo Alessandro, outras plantas proporcionam sombra benéfica para as videiras, o que é ainda mais bem-vindo nos verões cada vez mais quentes e secos da Côte d’Or. Uma aula de terroir e vinificação. Saúde! 🍷🌍

Jantar privado que pude proporcionar para um cliente, maravilhosamente orquestrado no  com o tema da uva Chardonnay em s...
07/06/2024

Jantar privado que pude proporcionar para um cliente, maravilhosamente orquestrado no com o tema da uva Chardonnay em suas inúmeras expressões.

Este é um exemplo perfeito contra o argumento de que “tal uva é sempre assim ou assado.”

A Chardonnay não é a uva mais versátil para harmonização, mas sim para adaptar-se a diferentes climas pelo mundo.

Para os pratos de entrada com mais substância e gordura, escolhi brancos da Borgonha com mais peso, de produtores conhecidos pelo uso de madeira e pela textura em boca.

Na sequência, seguimos um caminho mais mineral e salino, proporcionado pelos coteauxs champenoises, para acompanhar a sequência de sashimi, que combinou muito bem com essa pegada mais vertical dos vinhos.

Por último, mais uma aula com esse champagne do demi-sec harmonizado com unagui. Harmonização esta que, na minha opinião, é das melhores do planeta.

A agenda de Julho / Agosto já está aberta. 📇🍷

Eu não costumo falar sobre grandes casas de vinhos. Não tenho nada contra elas, mas normalmente o estilo não conversa ta...
30/05/2024

Eu não costumo falar sobre grandes casas de vinhos. Não tenho nada contra elas, mas normalmente o estilo não conversa tanto com o meu.

Quem me acompanha sabe que eu tendo a preferir produtores que tratam seus vinhos com mais “carinho”, reduzindo os tratamentos químicos nas vinhas e na adega, e expressando a natureza de maneira mais “transparente”.

Quando se produz em grande escala, é quase impossível não se apoiar em algum tipo de rede de segurança, tanto no cultivo das uvas quanto na consistência das garrafas.

O método utilizado, quase sempre, é químico. A justificativa, totalmente compreensível, é que em larga escala é impossível depender apenas de cultivo orgânico, biodinâmico, sem sulfitos, etc.

Até que conheci a . Um milhão e meio de garrafas produzidas por ano. 65 hectares de vinhas orgânicas e certificadas. Absolutamente surpreendente. Vários cuvées produzidos totalmente sem sulfitos e sem filtragem.

Como pode? Perguntei ao produtor. A resposta foi que o vinho é “feito” do ponto de vista de acompanhamento e precisão, mas que os produtos químicos enfraquecem o vinhedo a longo prazo e mascaram o terroir.

Eu já sabia disso, mas nunca imaginei ouvir isso de um produtor desse porte. Mostra que sempre podemos melhorar, independentemente do nosso tamanho. Saúde e meus parabéns ao time da . 🥰🍾

Thanks for the amazing visit and .

Adresse

Les Romaneaux
Arlebosc
07410

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