31/08/2026
Hoje perguntaram-me em que companhia e aviacão fui mais feliz, e eu não poderia dar outro tipo de resposta senão a verdadeira: em todas. Porque todas elas me trouxeram experiências e vivências únicas, todas elas me fizeram lutar, todos os dias e a cada voo, por ser uma tripulante melhor, todas elas me fizeram vestir a camisola que apenas tirei algum dia quando fui obrigada.
No longo curso fui muito feliz e aprendi muito, comecei ainda nos tempos áureos da aviação (2000) em que tudo era ainda glamoroso e fascinante.
Numa aviação mais privada conheci a parte mais chique e secreta da aviação, superdesafiante e com contornos de "missão de superação", mas com ela também aprendi muita coisa, principalmente a ser mais forte e a aproveitar o tempo comigo própria.
No médio curso as coisas são mais regulares e calmas, não necessariamente menos trabalhosas, mas é um tipo de aviação que nos traz mais tempo de qualidade para a família, por exemplo.
Todas elas vivi com a paixão que me caracteriza, costumo dizer que "se tem asas, motores e trem de aterragem, quero ir".
E no final do dia o mais importante para mim é ver o sorriso e satisfação do passageiro. É esta a missão.
Aqui nesta foto estão os tempos de chefia de cabine na Bulgaria Air, sem dúvida a que me ensinou, ainda assim, a ser a mais resiliente das assistentes de bordo. 💪💪