29/09/2026
BOAD: ofensiva diplomática e financeira de Serge Ekué no Canadá e nos Estados Unidos para mobilizar 6,5 billões de francos CFA
De 14 a 21 de setembro de 2026, o Presidente do Banco Oeste-Africano de Desenvolvimento (BOAD), Serge Ekué, chefiou uma importante delegação do Banco numa digressão norte-americana estratégica, no Canadá e nos Estados Unidos, ao encontro de parceiros institucionais e financeiros de primeiro plano. Uma missão de uma semana em ritmo acelerado, destinada a consolidar o BOAD nos circuitos de financiamento globais e a dar corpo ao seu novo Plano Estratégico.
A primeira etapa da missão, em Otava e Montreal, foi marcada por encontros de alto nível com a FinDev Canada, a Investissement Québec International, a Senadora Amina Gerba e os Assuntos Globais do Canadá (Global Affairs Canada), focados no reforço da cooperação económica e financeira e nas oportunidades de colaboração em setores do futuro. As discussões exploraram cinco eixos prioritários que desenham o novo rosto da cooperação.
Transportes e infraestruturas digitais; Energia e recursos naturais; TIC, inteligência artificial e tecnologias verdes; Agricultura, saúde e formação profissional; Finanças climáticas e apoio ao setor privado. Estas reuniões permitiram igualmente abordar em profundidade as perspetivas de cooperação alinhadas com o Plano Estratégico Djoliba… La Suite (2026-2030), o roteiro quinquenal do BOAD que fixa um objetivo de financiamento colossal e histórico de 6 500 mil milhões de FCFA (6,5 billões) para a UEMOA. A mensagem é clara: o BOAD procura parceiros para coconstruir, e não apenas para cofinanciar.
Nos Estados Unidos, em Washington D.C., a delegação reuniu-se com os círculos mais influentes da finança mundial: representantes do Departamento do Tesouro dos EUA, do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Public-Private Infrastructure Advisory Facility (PPIAF) do Banco Mundial e da U.S. International Development Finance Corporation (DFC), o braço financeiro da diplomacia americana. As discussões abordaram, nomeadamente, as perspetivas macroeconómicas da UEMOA, os desafios cruciais de resiliência perante choques e de integração regional, bem como as possibilidades concretas de cooperação em infraestruturas pesadas, energia e recursos naturais.
As trocas de impressões particularmente técnicas com o PPIAF permitiram também abordar aquele que é frequentemente o elo mais fraco dos projetos africanos: a preparação de projetos, a estruturação de parcerias público-privadas (PPP) bancáveis, o apoio técnico e o reforço de capacidades dos Estados-membros.
Em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral da ONU, o Presidente Serge Ekué participou na mesa-redonda de alto nível "The Africa We Build Regulation, Risk, Reward", organizada pela Africa Finance Corporation (AFC).
A sua intervenção, bastante destacada, incidiu sobre um tema que lhe é caro: a transformação da NAFAD (Nova Arquitetura Financeira Africana para o Desenvolvimento) de um conceito intelectual para uma arquitetura operacional e ef**az. Para o Presidente Ekué, esta transformação assenta em três condições sine qua non: a aplicação rigorosa do princípio da subsidiariedade entre instituições, a constituição de uma carteira (pipeline) de projetos verdadeiramente bancáveis e estruturados segundo os padrões internacionais e, por fim, a mobilização massiva do próprio capital privado africano, para financiar o desenvolvimento através dos próprios africanos.
Através desta missão norte-americana perfeitamente orquestrada, o BOAD prossegue metodicamente os seus contactos com os parceiros estratégicos em torno das prioridades de desenvolvimento da UEMOA e das ambições colossais sustentadas pelo Plano Estratégico Djoliba… La Suite. O banco da integração já não procura apenas doadores, está a construir alianças.