06/10/2026
NOTA DE RESPOSTA
A Direção de Informação da Rádio Capital FM tem todo o direito de manifestar a sua posição e de defender o trabalho dos seus profissionais. Contudo, não pode transformar uma divergência editorial numa acusação generalizada de fraude, mentira, vassalagem ou comportamento maléfico contra outro órgão de comunicação social.
Rejeitamos, de forma categórica, as acusações feitas na referida nota de repúdio, por considerarmos que procuram desviar o debate do essencial: o conteúdo, o interesse público e a liberdade de informar.
Uma entrevista concedida por uma personalidade pública, na qualidade de jurista e analista político, sobre matérias de relevante interesse nacional, não deixa de poder ser objeto de referência jornalística por outro órgão simplesmente porque foi inicialmente transmitida por uma determinada estação. O que deve prevalecer é o rigor na reprodução das declarações, a fidelidade ao sentido das mesmas e a identificação adequada da fonte.
Se a Rádio Capital FM entende que alguma declaração do Dr. Fodé Mané foi retirada do contexto ou incorretamente interpretada, o caminho profissional é apresentar concretamente aquilo que considera incorreto, indicar o contexto original e solicitar a devida retificação. Acusações de fraude e manipulação, sem demonstração objetiva dos factos, não contribuem para o fortalecimento do jornalismo guineense.
Também não aceitamos a tentativa de transformar uma questão jornalística numa disputa entre órgãos de comunicação social. A imprensa deve ser espaço de contraditório, pluralismo e escrutínio, e não um território onde cada órgão reivindica exclusividade sobre opiniões, declarações ou temas de interesse público.
Quanto às referências feitas a acontecimentos ocorridos em anos anteriores e a supostas posições editoriais desta redação, consideramos que constituem uma tentativa desnecessária de desviar a discussão do caso concreto. Se existem acusações específicas, devem ser apresentadas com factos, datas, conteúdos e provas, e não através de generalizações.
A nossa redação não aceita lições de ética baseadas em ataques pessoais ou na desqualificação de colegas de profissão. O jornalismo responsável não se mede pelo tom das notas de repúdio, mas pela capacidade de informar com independência, verificar os factos, ouvir as partes e permitir o contraditório.
Estamos disponíveis para corrigir qualquer erro que nos seja objetivamente demonstrado. Da mesma forma, esperamos que todos os órgãos de comunicação social assumam a mesma responsabilidade quando confrontados com críticas ou quando as suas próprias informações forem questionadas.
A liberdade de imprensa não pertence a uma rádio, a um jornal ou a uma televisão. Pertence à sociedade. E a sua defesa exige responsabilidade, pluralismo, respeito entre profissionais e compromisso permanente com a verdade.
Por isso, rejeitamos as acusações de fraude, manipulação e má-fé dirigidas contra esta redação e reafirmamos o nosso compromisso com um jornalismo profissional, independente, responsável e orientado pelo interesse público.
O debate jornalístico deve ser feito com factos.
As divergências devem ser resolvidas com argumentos.
E a verdade não precisa de insultos para prevalecer.
Direção de Informação
Mamadu Baldé
Director de Informação