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Hanif CRV -Media//Mahamad Hanif Mussa: notícias, computação gráfica, publicidade e ‘marketing’, baseado na Cidade da Beira, Moçambique. Hanif CRV -Media é seguimento do suspenso órgão de comunicação social moçambicano Jornal Magazine CRV, na Beira (ver aqui: https://www.facebook.com/CRVmagazine/).

Moz | Crime e Segurança𝗗𝗥𝗢𝗚𝗔 𝗙𝗘𝗡𝗧𝗔𝗡𝗜𝗟 𝗗𝗜𝗦𝗦𝗜𝗠𝗨𝗟𝗔𝗗𝗔 𝗘𝗠 𝗖𝗢𝗦𝗠𝗘́𝗧𝗜𝗖𝗢𝗦: 𝟭,𝟰 𝗧𝗢𝗡𝗘𝗟𝗔𝗗𝗔𝗦 𝗔𝗣𝗥𝗘𝗘𝗡𝗗𝗜𝗗𝗔𝗦 𝗡𝗢 𝗔𝗘𝗥𝗢𝗣𝗢𝗥𝗧𝗢 𝗗𝗘 𝗠𝗔𝗣𝗨𝗧𝗢------...
13/08/2026

Moz | Crime e Segurança
𝗗𝗥𝗢𝗚𝗔 𝗙𝗘𝗡𝗧𝗔𝗡𝗜𝗟 𝗗𝗜𝗦𝗦𝗜𝗠𝗨𝗟𝗔𝗗𝗔 𝗘𝗠 𝗖𝗢𝗦𝗠𝗘́𝗧𝗜𝗖𝗢𝗦: 𝟭,𝟰 𝗧𝗢𝗡𝗘𝗟𝗔𝗗𝗔𝗦 𝗔𝗣𝗥𝗘𝗘𝗡𝗗𝗜𝗗𝗔𝗦 𝗡𝗢 𝗔𝗘𝗥𝗢𝗣𝗢𝗥𝗧𝗢 𝗗𝗘 𝗠𝗔𝗣𝗨𝗧𝗢
------- >> Carga proveniente do Brasil, com escala em Angola, estava acondicionada em 207 caixas contendo frascos de cosméticos. É a segunda apreensão de fentanil no mesmo aeroporto desde Junho. Um cidadão moçambicano, de 31 anos, foi detido
Beira, Moçambique, 13 de Agosto de 2026 (𝗛𝗮𝗻𝗶𝗳 𝗖𝗥𝗩 – 𝗠𝗲𝗱𝗶𝗮 | 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗲𝗹𝗮 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲) – O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) anunciou a apreensão de cerca de 1,4 toneladas de fentanil, no Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de Maputo, numa operação desencadeada na sequência de informação obtida através de inteligência criminal.

De acordo com o comunicado divulgado esta quinta-feira, a mercadoria suspeita era proveniente de Campinas, São Paulo, Brasil, fez escala em Luanda, Angola, e tinha como destino a cidade de Maputo.

A carga deveria chegar ao país em três lotes, nos dias 1, 6 e 11 de Agosto.

A partir da informação recebida, o SERNIC posicionou agentes no Terminal de Cargas do aeroporto para acompanhar a mercadoria, confirmar a suspeita e determinar a natureza da substância.

Seguiram-se diligências periciais.

O resultado, segundo a investigação criminal, confirmou tratar-se de fentanil, uma droga sintética de elevado potencial de dependência.

𝗔 𝗗𝗥𝗢𝗚𝗔 𝗩𝗜𝗡𝗛𝗔 𝗗𝗜𝗦𝗙𝗔𝗥𝗖̧𝗔𝗗𝗔

A mercadoria não se apresentava, à partida, como uma carga de droga.

Segundo o SERNIC, o fentanil estava acondicionado em 207 caixas, contendo no interior frascos de cosméticos com a substância sob a forma líquida.

Foi neste formato que a carga percorreu a rota internacional identificada pelas autoridades: Brasil → Angola → Moçambique.

A operação permitiu ainda identificar e deter o alegado proprietário ou destinatário da mercadoria.

O SERNIC informa que se trata de um cidadão moçambicano, de 31 anos, detido no Terminal de Cargas do Aeroporto de Maputo quando pretendia levantar a carga.

Nesta fase, as autoridades não divulgaram publicamente a identidade do detido nem outros elementos sobre o seu alegado envolvimento na operação.

𝗔𝗦 𝗔𝗟𝗙𝗔̂𝗡𝗗𝗘𝗚𝗔𝗦 𝗘 𝗢𝗦 𝗗𝗢𝗖𝗨𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢𝗦

Depois de obter a informação por via operativa, o SERNIC accionou a equipa das Alfândegas de Moçambique para a obtenção dos documentos formais relativos à importação.

Segundo o comunicado, as Alfândegas facultaram cópias dos documentos e formalizaram a entrega da mercadoria ao SERNIC.

O procedimento permitiu às autoridades confrontar a carga detectada durante a operação com a documentação utilizada para a sua entrada no circuito de importação.

𝗦𝗘𝗚𝗨𝗡𝗗𝗔 𝗔𝗣𝗥𝗘𝗘𝗡𝗦𝗔̃𝗢 𝗡𝗢 𝗠𝗘𝗦𝗠𝗢 𝗔𝗘𝗥𝗢𝗣𝗢𝗥𝗧𝗢

O caso ganha uma dimensão adicional pelo facto de não ser, segundo o SERNIC, a primeira apreensão de fentanil registada recentemente no Aeroporto Internacional de Maputo.

A instituição afirma que a carga agora interceptada é similar à apreendida no mesmo aeroporto em Junho de 2026.

Existe, contudo, uma diferença na forma de acondicionamento.

Enquanto a apreensão anterior envolvia comprimidos, a actual carga encontrava-se sob a forma líquida, dissimulada em frascos de cosméticos.

A repetição do aeroporto como ponto de entrada coloca a ocorrência no radar das autoridades como mais um episódio relacionado com o tráfico de dr**as sintéticas no país.

𝗨𝗠𝗔 𝗗𝗥𝗢𝗚𝗔 𝗗𝗘 𝗔𝗟𝗧𝗜́𝗦𝗦𝗜𝗠𝗢 𝗥𝗜𝗦𝗖𝗢

O fentanil é um opióide sintético de elevada potência, utilizado também em contexto médico, mas cujo uso ilícito está associado a riscos graves de intoxicação e overdose.

No comunicado, o SERNIC sublinha o elevado potencial destrutivo da substância, afirmando que esta é mais potente do que a he***na, a morfina e a co***na.

A dimensão da apreensão anunciada pelas autoridades — cerca de 1,4 toneladas — torna o caso particularmente expressivo no contexto do combate ao tráfico de dr**as no país.

𝗢 𝗖𝗢𝗠𝗕𝗔𝗧𝗘 𝗔̀ 𝗖𝗥𝗜𝗠𝗜𝗡𝗔𝗟𝗜𝗗𝗔𝗗𝗘 𝗧𝗥𝗔𝗡𝗦𝗡𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗟

O SERNIC afirma que continuará a trabalhar no combate à criminalidade organizada e transnacional, procurando impedir que Moçambique seja utilizado como corredor ou destino de dr**as.

A investigação deverá agora procurar esclarecer a origem efectiva da mercadoria, os responsáveis pela sua expedição, a cadeia logística utilizada e o papel atribuído ao cidadão detido.

Por enquanto, os elementos oficialmente divulgados permitem estabelecer uma sequência concreta: uma carga proveniente do Brasil, com passagem por Angola, chegou ao Aeroporto de Maputo dissimulada em cosméticos; a substância foi identificada como fentanil; e o alegado destinatário acabou detido antes de levantar a mercadoria.

A droga, essa, não chegou ao destino previsto.

𝗡𝗢𝗧𝗔 𝗗𝗘 𝗔𝗣𝗢𝗜𝗢

O 𝗛𝗮𝗻𝗶𝗳 𝗖𝗥𝗩 – 𝗠𝗲𝗱𝗶𝗮 é um projecto de jornalismo freelancer, independente e sem financiamento institucional fixo, criado e conduzido por Mahamad Hanif M***a, sob o princípio editorial 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗲𝗹𝗮 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲.

O projecto representa a continuidade de um percurso editorial iniciado anteriormente através do 𝗠𝗮𝗴𝗮𝘇𝗶𝗻𝗲 𝗖𝗥𝗩, órgão de comunicação social local criado na cidade da Beira.

A continuidade deste trabalho é também possível graças ao apoio voluntário de leitores, parceiros e instituições. O projecto encontra-se disponível para colaborações e serviços de comunicação.

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𝗖𝗥𝗘́𝗗𝗜𝗧𝗢𝗦 𝗘 𝗥𝗘𝗙𝗘𝗥𝗘̂𝗡𝗖𝗜𝗔𝗦

🖋️ © 2026 | Curadoria: Mahamad Hanif M***a
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🌐 𝗠𝗮𝗴𝗮𝘇𝗶𝗻𝗲 𝗖𝗥𝗩 (Arquivo Editorial: https://www.facebook.com/CRVmagazine)
📌 Fonte: Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), comunicado de imprensa de 13 de Agosto de 2026
📷 Foto: Captura de ecrã | Reprodução: SERNIC

Foto&Grafia𝗔 𝗦𝗢𝗠𝗕𝗥𝗔 𝗗𝗘𝗦𝗖𝗔𝗟𝗖̧𝗔------- >> Onde a divindade da sombra encontra a solidão de um sapato (𝗖𝗥𝗩)📸 Foto 1 — ORIGI...
13/08/2026

Foto&Grafia
𝗔 𝗦𝗢𝗠𝗕𝗥𝗔 𝗗𝗘𝗦𝗖𝗔𝗟𝗖̧𝗔
------- >> Onde a divindade da sombra encontra a solidão de um sapato (𝗖𝗥𝗩)

📸 Foto 1 — ORIGINAL: Hanif CRV - Media (Arquivo | Beira, 2026)

📸 Foto 2 — INTERVENÇÃO DE IA: processamento por Inteligência Artificial.

Duas imagens. Uma mesma fotografia. O que muda quando a IA entra em cena?

Moçambique | Investigação𝗔 𝗣𝗔𝗦𝗧𝗔 𝗟𝗜𝗟𝗔́𝗦: 𝗢𝗦 𝗗𝗢𝗜𝗦 𝗠𝗜𝗟𝗛𝗢̃𝗘𝗦 𝗤𝗨𝗘 𝗔𝗕𝗥𝗜𝗥𝗔𝗠 𝗔 𝗣𝗢𝗥𝗧𝗔 𝗔𝗢 𝗖𝗔𝗦𝗢 𝗜𝗡𝗦𝗦------ >>  Dois contratos. Cen...
12/08/2026

Moçambique | Investigação
𝗔 𝗣𝗔𝗦𝗧𝗔 𝗟𝗜𝗟𝗔́𝗦: 𝗢𝗦 𝗗𝗢𝗜𝗦 𝗠𝗜𝗟𝗛𝗢̃𝗘𝗦 𝗤𝗨𝗘 𝗔𝗕𝗥𝗜𝗥𝗔𝗠 𝗔 𝗣𝗢𝗥𝗧𝗔 𝗔𝗢 𝗖𝗔𝗦𝗢 𝗜𝗡𝗦𝗦
------ >> Dois contratos. Centenas de milhões de meticais. Uma auditoria interna que começou a fazer perguntas. E, segundo a acusação do Ministério Público, uma tentativa de fazer essas perguntas parar por dois milhões de meticais
Beira, Moçambique, 12 de Agosto de 2026 (𝗛𝗮𝗻𝗶𝗳 𝗖𝗥𝗩 – 𝗠𝗲𝗱𝗶𝗮 | 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗲𝗹𝗮 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲) – Há histórias de corrupção que começam com uma denúncia. Outras começam com uma transferência bancária.

Esta começa com uma auditoria.

E, no centro dela, segundo a acusação do Ministério Público (MP), há um auditor interno, dois contratos, uma administração sob pressão, um empresário preocupado com as perguntas que lhe estavam a ser feitas e uma pasta de cor lilás contendo dois milhões de meticais.

A história envolve o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), instituição responsável pela gestão da segurança social dos trabalhadores moçambicanos, e antigos membros da sua administração, actualmente constituídos arguidos num processo de corrupção.

O 𝗖𝗮𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗠𝗼𝗰̧𝗮𝗺𝗯𝗶𝗾𝘂𝗲, na sua edição de 12 de Agosto de 2026, publicou novos detalhes do processo de corrupção n.º 57/11/P/GCCC/2025, com base na acusação do Ministério Público. É a partir desse documento, e da reconstrução feita pelo jornal, que emerge uma sequência que se aproxima mais de um argumento cinematográfico do que de uma vulgar auditoria administrativa.

Mas os factos, neste caso, não pertencem ao cinema.

Pertencem a um processo judicial.

𝗔 𝗣𝗥𝗜𝗠𝗘𝗜𝗥𝗔 𝗣𝗘𝗖̧𝗔: 𝗗𝗢𝗜𝗦 𝗖𝗢𝗡𝗧𝗥𝗔𝗧𝗢𝗦

Tudo começa, segundo a acusação, com dois contratos de prestação de serviços celebrados pelo INSS.

Um deles, identificado pelo n.º 047/CP/INSS/UGEA/2022, tinha um valor inicial de cerca de 23,7 milhões de meticais.

O outro, n.º 0120/CP/INSS/UGEA/2023, apresentava um valor inicial de cerca de 55 milhões de meticais.

Ambos estavam relacionados com serviços de comunicação e imagem e tinham como beneficiária a RAM Multimédia, empresa associada ao empresário Abubacar Sumaila Ali, também arguido no processo.

Segundo a acusação, contudo, a execução dos contratos teria produzido pagamentos muito superiores aos valores inicialmente previstos.

Foi precisamente aí que entrou a Auditoria Interna.

E com ela, Lino Khalau.

𝗢 𝗛𝗢𝗠𝗘𝗠 𝗤𝗨𝗘 𝗖𝗢𝗠𝗘𝗖̧𝗢𝗨 𝗔 𝗣𝗘𝗥𝗚𝗨𝗡𝗧𝗔𝗥

Lino Khalau era, à data, Chefe do Departamento de Auditoria Interna do INSS.

A auditoria incidia sobre a Direcção de Administração e Finanças e abrangia o exercício económico de 2024, incluindo uma monitoria às actividades realizadas entre Janeiro e Outubro desse ano e uma auditoria relativa ao período de Janeiro a Outubro de 2023.

Foi nesse trabalho que, segundo o MP, começaram a ser identificadas irregularidades na execução dos contratos.

Pagamentos superiores aos montantes inicialmente contratados.

Cotações. Facturas. Serviços alegadamente prestados. Documentos que precisavam de explicação.

Khalau começou a pedir esclarecimentos directamente à RAM Multimédia e ao seu proprietário.

E, de acordo com a narrativa constante da acusação reproduzida pelo Canal de Moçambique, as perguntas começaram a incomodar.

Muito.

𝗢 “𝗡𝗢𝗦𝗦𝗢 𝗝𝗢𝗩𝗘𝗠” 𝗤𝗨𝗘 𝗡𝗔̃𝗢 𝗣𝗔𝗥𝗔𝗩𝗔

A acusação reproduz mensagens trocadas entre Abubacar Sumaila e o então Director-Geral do INSS, Joaquim Moisés Siúta.

A 23 de Janeiro de 2025, Sumaila terá escrito a Siúta:

“Esse jovem não pára. Mas alguém tem que lhe parar.”

Dias depois, a 31 de Janeiro, uma nova mensagem:

“O nosso jovem não pára de ligar, o Khalau.”

Aquelas mensagens, segundo o MP, são enquadradas como sinais de preocupação perante a evolução da auditoria.

E é aqui que a história muda de natureza.

Já não se trata apenas de saber quanto dinheiro foi pago.

Passa a importar saber quem sabia, quem perguntava e quem queria que as perguntas parassem.

𝗔 𝗔𝗨𝗗𝗜𝗧𝗢𝗥𝗜𝗔 𝗖𝗛𝗘𝗚𝗔 𝗔̀ 𝗔𝗗𝗠𝗜𝗡𝗜𝗦𝗧𝗥𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢

As constatações preliminares da auditoria começaram, segundo a acusação, a criar tensão entre o auditor e membros da administração.

O ambiente que anteriormente existiria entre Lino Khalau e Joaquim Siúta deteriorou-se.

O empresário Abubacar Sumaila, por seu lado, procurava saber o que estava a acontecer.

A pressão aumentava.

E, segundo o MP, foi nesse contexto que surgiram tentativas de interferência directa no trabalho do auditor.

𝗨𝗠𝗔 𝗖𝗢𝗡𝗩𝗘𝗥𝗦𝗔 𝗖𝗢𝗠 𝗔 𝗘𝗦𝗣𝗢𝗦𝗔

A 29 de Abril de 2025, Joaquim Siúta informou a sua esposa, Elisa Fondo, de que o auditor interno tinha tido um encontro de trabalho consigo.

A resposta, segundo as mensagens reproduzidas na acusação, foi curta:

“Ele é diabo.”

Três dias depois, Siúta voltou a escrever.

Disse que Lino Khalau “não está fácil” e revelou que estava à espera dele no Hotel Girassol.

Elisa Fondo terá então aconselhado o marido a falar pouco.

O motivo, segundo a mensagem reproduzida no processo, era outro detalhe que começava a tornar tudo mais delicado: numa reunião anterior, Khalau teria gravado a conversa sem conhecimento de Siúta.

“Reúna com ele, mas não fale muito... porque voltará a vos gravar.”

A partir desse momento, segundo a acusação, o receio já não era apenas sobre o conteúdo da auditoria.

Era também sobre aquilo que poderia ficar registado.

𝗗𝗢𝗜𝗦 𝗠𝗜𝗟𝗛𝗢̃𝗘𝗦

É aqui que surge a proposta que mudaria o processo.

Segundo o Ministério Público, Joaquim Siúta terá decidido pagar dois milhões de meticais a Lino Khalau para que este retirasse do relatório as constatações relativas aos dois contratos.

A decisão terá sido igualmente comunicada à esposa por mensagem:

“Já não tenho outra opção, tenho que falar com ele e, se possível, levantar dinheiro amanhã para pagar a ele.”

O encontro, segundo a acusação reproduzida peloCanal de Moçambique, teria como objectivo negociar a retirada das constatações da auditoria.

A notícia contém, contudo, uma referência temporal que aparenta ser incompatível com a sequência dos acontecimentos, ao situar um desses encontros em 2 de Janeiro de 2025, antes das mensagens de Abril e Maio descritas no próprio texto.

Por essa razão, a data é aqui tratada com reserva, até que o documento integral da acusação permita esclarecer se se trata de erro material da publicação ou de outra referência temporal constante do processo.

O essencial da acusação, porém, é claro: teria havido uma proposta de dois milhões de meticais para fazer desaparecer as constatações da auditoria.

Khalau não teria aceitado o dinheiro naquele primeiro momento.

Disse que iria pensar.

Mas, naquela mesma noite, recebeu uma chamada.

Era Abubacar Sumaila.

Queria “um encontro para um café”.

𝗢 𝗥𝗔𝗗𝗜𝗦𝗦𝗢𝗡

O encontro aconteceu, segundo a acusação, no dia 3 de Maio de 2025.

Local: Hotel Radisson Blu, na Marginal.

O interlocutor: Abubacar Sumaila.

A missão: negociar.

Segundo o MP, Sumaila disse a Khalau que estava ali a pedido de Joaquim Siúta e que tinha mandato para negociar o relatório preliminar de auditoria.

Em causa estavam novamente os contratos celebrados entre o INSS e a RAM Multimédia.

O auditor tinha, portanto, recebido uma proposta.

Agora recebia uma segunda abordagem.

E, segundo a acusação, a negociação tinha um preço.

Dois milhões de meticais.

𝗔 𝗣𝗔𝗦𝗧𝗔 𝗟𝗜𝗟𝗔́𝗦

Chegamos então ao dia 4 de Maio de 2025.

Segundo a acusação do MP, Joaquim Siúta chamou Lino Khalau.

Entregou-lhe uma pasta de cor lilás.

Dentro dela estavam dois milhões de meticais.

Khalau recebeu a pasta.

Mas, segundo o relato constante da acusação, não ficou com o dinheiro.

Foi directamente à Procuradoria-Geral da República.

A pasta que deveria, alegadamente, servir para silenciar uma auditoria passou a constituir elemento de uma denúncia.

O dinheiro foi apreendido e posteriormente depositado na conta de Gestão de Activos Apreendidos do Ministério das Finanças, domiciliada no Banco de Moçambique, de acordo com a reportagem do Canal de Moçambique baseada na acusação.

Mas a pasta ainda guardava mais uma surpresa.

𝗢𝗦 𝟴𝟬𝟬 𝗠𝗜𝗟 𝗤𝗨𝗘 𝗔𝗣𝗔𝗥𝗘𝗖𝗘𝗥𝗔𝗠 𝗡𝗔 𝗣𝗔𝗦𝗧𝗔

Durante o exame pericial à pasta, o Ministério Público terá encontrado, além dos dois milhões de meticais, quatro talões de depósitos bancários, no valor total de 800 mil meticais.

Os depósitos estavam relacionados com operações efectuadas por Ilda Macapuque no interesse de Joaquim Siúta.

Para a acusação, a presença desses documentos dentro da pasta não seria uma coincidência.

Seria, segundo o MP, um indício objectivo da ligação material entre a pasta e o então Director-Geral do INSS.

Mas Siúta apresentou outra explicação.

Segundo a acusação, confirmou que os talões eram seus, mas alegou que Lino Khalau os teria retirado do seu gabinete e colocado fraudulentamente na pasta, com o objectivo de o comprometer.

O Ministério Público rejeita essa versão como defensiva e incompatível com os restantes elementos probatórios que diz ter recolhido.

Aqui, contudo, a decisão não pertence ao jornal.

Nem ao auditor. Nem à acusação.

Pertence à Justiça.

𝗗𝗘 𝟰𝟴,𝟱 𝗠𝗜𝗟𝗛𝗢̃𝗘𝗦 𝗔 𝗖𝗘𝗡𝗧𝗘𝗡𝗔𝗦 𝗗𝗘 𝗠𝗜𝗟𝗛𝗢̃𝗘𝗦

A dimensão financeira do processo é outra das peças que tornam o caso particularmente grave.

Em informação anteriormente divulgada com base no Informe Anual do Procurador-Geral da República, o Ministério Público apontou para um prejuízo de cerca de 433 milhões de meticais, resultante dos pagamentos efectuados acima dos valores contratados.

O valor global inicialmente previsto para os dois contratos foi reportado em cerca de 48,56 milhões de meticais.

Já a acusação agora descrita pelo Canal de Moçambique aponta para cerca de 510 milhões de meticais alegadamente sacados do INSS.

A diferença entre os valores não deve ser apagada nem tratada como mero detalhe.

Ela precisa de explicação documental.

Pode resultar de diferentes critérios de cálculo, períodos ou componentes considerados no prejuízo. Até que o conteúdo integral da acusação seja confrontado com as informações anteriores do Ministério Público, o rigor jornalístico recomenda que os montantes sejam atribuídos às respectivas fontes, e não apresentados como se fossem necessariamente a mesma cifra.

𝗢 𝗙𝗜𝗠 𝗗𝗔 𝗟𝗜𝗡𝗛𝗔

O processo colocou sob investigação antigos membros da administração do INSS, incluindo Joaquim Moisés Siúta, antigo Director-Geral; Jaime Custódio Nhavene, antigo Director de Administração e Finanças; Matias Moisés Mucavele, ligado à Administração Geral e Finanças; José Jaime Chidengo, relacionado com a Unidade de Aquisições; e o empresário Abubacar Sumaila Ali.

A acusação inclui ainda Elisa Fondo, esposa do antigo Director-Geral, entre os arguidos.

Os arguidos beneficiam da presunção de inocência e as acusações terão de ser apreciadas pelas instâncias judiciais competentes.

Lino Khalau, entretanto, continua ligado ao INSS como Chefe do Departamento de Auditoria Interna, segundo a reportagem do Canal de Moçambique.

Foi a partir daquele departamento que, segundo a acusação, começaram as perguntas que levaram à descoberta das irregularidades.

E foi a partir dessas perguntas que a história chegou a uma pasta lilás.

𝗡𝗢𝗧𝗔 𝗘𝗗𝗜𝗧𝗢𝗥𝗜𝗔𝗟

Há uma ironia difícil de ignorar nesta história.

A auditoria destinava-se a examinar documentos.

Mas, segundo a acusação, foi um documento de outra natureza — uma mensagem, uma gravação, um talão, uma pasta — que acabou por ajudar a transformar suspeitas administrativas num processo criminal.

O caso também mostra por que razão auditorias internas, mecanismos de controlo e denúncias não podem ser tratados como simples formalidades burocráticas.

Neste processo, segundo o Ministério Público, as perguntas feitas por um auditor conduziram a outras perguntas.

Quanto foi pago? Porquê? Quem autorizou? Quem beneficiou?

E, finalmente, quem tentou fazer com que a auditoria parasse?

As respostas definitivas caberão à Justiça.

Por agora, uma coisa é possível reconstruir a partir da acusação: a história dos milhões do INSS não terminou quando o dinheiro saiu das contas. Para a investigação, começou verdadeiramente quando alguém decidiu perguntar onde ele estava a ir.

𝗩𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗲𝗹𝗮 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲.

𝗡𝗢𝗧𝗔 𝗗𝗘 𝗔𝗣𝗢𝗜𝗢

O 𝗛𝗮𝗻𝗶𝗳 𝗖𝗥𝗩 – 𝗠𝗲𝗱𝗶𝗮 é um projecto de jornalismo freelancer, independente e sem financiamento institucional fixo, criado e conduzido por Mahamad Hanif M***a, sob o princípio editorial 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗲𝗹𝗮 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲.

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📌 Fontes: 𝗖𝗮𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗠𝗼𝗰̧𝗮𝗺𝗯𝗶𝗾𝘂𝗲, edição de 12 de Agosto de 2026; acusação do Ministério Público, conforme reproduzida e citada pela referida publicação; informação pública anteriormente divulgada sobre o processo
📷 Foto: Colagem | Reprodução: 𝗜́𝗻𝗱𝗶𝗰𝗼 𝗠𝗮𝗴𝗮𝘇𝗶𝗻𝗲 / 𝗖𝗮𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗠𝗼𝗰̧𝗮𝗺𝗯𝗶𝗾𝘂𝗲

Foto&Grafia 𝗔 𝗕𝗔𝗡𝗗𝗘𝗜𝗥𝗔 𝗦𝗨𝗕𝗜𝗨20 de Agosto de 2016. Na Praça do Município, a bandeira do Município da Beira subia ao mastr...
12/08/2026

Foto&Grafia
𝗔 𝗕𝗔𝗡𝗗𝗘𝗜𝗥𝗔 𝗦𝗨𝗕𝗜𝗨
20 de Agosto de 2016. Na Praça do Município, a bandeira do Município da Beira subia ao mastro durante as celebrações do aniversário da cidade.

Seis imagens, seis momentos de uma cerimónia que o arquivo preservou.

Oito dias antes de um novo 20 de Agosto, a memória regressa.

📷 𝗔𝗿𝗾𝘂𝗶𝘃𝗼 𝗖𝗥𝗩 | 𝟮𝟬 𝗱𝗲 𝗔𝗴𝗼𝘀𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟭𝟲

Foto&Grafia𝗦𝗢𝗕 𝗢 𝗠𝗘𝗦𝗠𝗢 𝗖𝗘́𝗨 - Rio Chiveve, Beira------- >>  Cada coisa no seu lugar (𝗖𝗥𝗩)
11/08/2026

Foto&Grafia
𝗦𝗢𝗕 𝗢 𝗠𝗘𝗦𝗠𝗢 𝗖𝗘́𝗨
- Rio Chiveve, Beira
------- >> Cada coisa no seu lugar (𝗖𝗥𝗩)

𝗠𝗼𝘇 | 𝗔𝘃𝗶𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼𝗟𝗔𝗠 𝗣𝗢𝗦𝗜𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔 𝗔𝗘𝗥𝗢𝗡𝗔𝗩𝗘 𝗡𝗔 𝗕𝗘𝗜𝗥𝗔 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝗥𝗘𝗙𝗢𝗥𝗖̧𝗔𝗥 𝗟𝗜𝗚𝗔𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦 𝗖𝗢𝗠 𝗢 𝗡𝗢𝗥𝗧𝗘------ >>  Aeronave deverá ligar a B...
11/08/2026

𝗠𝗼𝘇 | 𝗔𝘃𝗶𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼
𝗟𝗔𝗠 𝗣𝗢𝗦𝗜𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔 𝗔𝗘𝗥𝗢𝗡𝗔𝗩𝗘 𝗡𝗔 𝗕𝗘𝗜𝗥𝗔 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝗥𝗘𝗙𝗢𝗥𝗖̧𝗔𝗥 𝗟𝗜𝗚𝗔𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦 𝗖𝗢𝗠 𝗢 𝗡𝗢𝗥𝗧𝗘
------ >> Aeronave deverá ligar a Beira a Tete, Quelimane, Nampula, Pemba e Nacala; primeiro voo está previsto para esta quarta-feira
Beira, Moçambique, 11 de Agosto de 2026 (𝗛𝗮𝗻𝗶𝗳 𝗖𝗥𝗩 – 𝗠𝗲𝗱𝗶𝗮 | 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗲𝗹𝗮 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲) – A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) posicionou uma aeronave na cidade da Beira, província de Sofala, para reforçar as ligações aéreas interprovinciais entre as regiões Centro e Norte do país.

Segundo a companhia, a partir da Beira a aeronave será utilizada em voos para Tete, Quelimane, Nampula, Pemba e Nacala, criando ligações directas entre a região Centro e diferentes pontos do Norte.

A LAM enquadra a medida no processo de reestruturação da companhia e no reforço da conectividade da sua rede doméstica, atribuindo à Beira um papel estratégico na ligação entre diferentes regiões do país.

O primeiro voo interprovincial a partir da cidade da Beira está previsto para quarta-feira, 12 de Agosto, às 12:00 horas, no Aeroporto Internacional da Beira.

Após a partida está prevista uma conferência de imprensa, dirigida pelo CEO da LAM, Dane Kondić, na qual deverão ser apresentados detalhes sobre a nova operação e os próximos passos relacionados com o reforço da conectividade aérea nacional.

A companhia afirma que a nova operação pretende melhorar a capacidade de resposta às necessidades de mobilidade dos passageiros e reforçar as ligações entre as regiões Centro e Norte.

𝗡𝗢𝗧𝗔 𝗗𝗘 𝗔𝗣𝗢𝗜𝗢

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📌 Fonte: Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) — comunicado de imprensa de 11 de Agosto de 2026
📷 Imagem: Logótipo da LAM — reprodução ilustrativa

𝗠𝗼𝘇 | 𝗠𝗲𝘁𝗲𝗼𝗿𝗼𝗹𝗼𝗴𝗶𝗮𝗜𝗡𝗔𝗠 𝗥𝗘𝗡𝗢𝗩𝗔 𝗔𝗩𝗜𝗦𝗢 𝗗𝗘 𝗖𝗛𝗨𝗩𝗔𝗦, 𝗩𝗘𝗡𝗧𝗢 𝗘 𝗧𝗘𝗠𝗣𝗢 𝗠𝗨𝗜𝗧𝗢 𝗙𝗥𝗜𝗢------- >>  INAM prevê precipitação de 30 a 50 mi...
11/08/2026

𝗠𝗼𝘇 | 𝗠𝗲𝘁𝗲𝗼𝗿𝗼𝗹𝗼𝗴𝗶𝗮
𝗜𝗡𝗔𝗠 𝗥𝗘𝗡𝗢𝗩𝗔 𝗔𝗩𝗜𝗦𝗢 𝗗𝗘 𝗖𝗛𝗨𝗩𝗔𝗦, 𝗩𝗘𝗡𝗧𝗢 𝗘 𝗧𝗘𝗠𝗣𝗢 𝗠𝗨𝗜𝗧𝗢 𝗙𝗥𝗜𝗢
------- >> INAM prevê precipitação de 30 a 50 milímetros em 24 horas, localmente acima dos 50 milímetros, e estende áreas de risco a Sofala e Manica
Beira, Moçambique, 11 de Agosto de 2026 (𝗛𝗮𝗻𝗶𝗳 𝗖𝗥𝗩 – 𝗠𝗲𝗱𝗶𝗮 | 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗲𝗹𝗮 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲) – O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) renovou, esta terça-feira, o aviso de ocorrência de tempo frio, chuvas moderadas a fortes e vento com rajadas em várias zonas das regiões Sul e Centro de Moçambique, mantendo sob vigilância áreas das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane e abrangendo também zonas de Sofala e Manica.

De acordo com o Boletim n.º 051/INAM-SCPM/250.2/2026, emitido às 09:30 horas, o INAM prevê, para os dias 11 e 12 de Agosto, a continuação de chuvas moderadas a fortes, com acumulados de 30 a 50 milímetros em 24 horas, podendo localmente ultrapassar os 50 milímetros, acompanhadas de rajadas de vento.

O aviso está associado à passagem de uma frente fria e mantém-se válido até às 24:00 horas de 12 de Agosto de 2026.

𝗦𝗢𝗙𝗔𝗟𝗔 𝗘 𝗠𝗔𝗡𝗜𝗖𝗔 𝗘𝗡𝗧𝗥𝗔𝗠 𝗡𝗔 𝗔́𝗥𝗘𝗔 𝗗𝗘 𝗥𝗜𝗦𝗖𝗢

Em Sofala, o INAM aponta principalmente para os distritos de Machanga, Chibabava, Búzi, Dondo e para a cidade da Beira.

Na província de Manica, estão indicados os distritos de Machaze e Mossurize.

A inclusão destas duas províncias amplia a área abrangida pelo aviso relativamente à comunicação anterior, passando o fenómeno a merecer atenção também em zonas do Centro do país.

Na região Sul, permanecem sob atenção áreas da província de Maputo, incluindo os distritos de Matutuine, Boane, Namaacha, Marracuene, Moamba, Magude e Manhiça, além das cidades de Maputo e Matola.

Em Gaza, o aviso abrange principalmente Bilene, Limpopo, Chókwè, Chibuto, Guijá, Mandlakazi, Mabalane, Mapai, Massangena, Massingir, Chicualacuala, Chigubo e a cidade de Xai-Xai.

Já em Inhambane, estão abrangidos Zavala, Inharrime, Panda, Homoíne, Morrumbene, Jangamo, Massinga, Funhalouro, Vilankulo, Mabote, Inhassoro e Govuro, bem como as cidades da Maxixe e Inhambane.

𝗙𝗥𝗜𝗢 𝗜𝗡𝗧𝗘𝗡𝗦𝗢 𝗡𝗔 𝗥𝗘𝗚𝗜𝗔̃𝗢 𝗦𝗨𝗟

Para além da chuva e do vento, o INAM prevê também a continuação de tempo muito frio sobre a região Sul do país, em consequência da passagem da frente fria.

O aviso recomenda à população das zonas abrangidas a adopção de medidas de precaução e segurança face às condições de chuva e vento previstas.

A próxima actualização do aviso está prevista para as 10:00 horas de quarta-feira, 12 de Agosto.

𝗡𝗢𝗧𝗔 𝗗𝗘 𝗔𝗣𝗢𝗜𝗢

O 𝗛𝗮𝗻𝗶𝗳 𝗖𝗥𝗩 – 𝗠𝗲𝗱𝗶𝗮 é um projecto de jornalismo freelancer, independente e sem financiamento institucional fixo, criado e conduzido por Mahamad Hanif M***a, sob o princípio editorial 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗲𝗹𝗮 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲.

O projecto representa a continuidade de um percurso editorial iniciado anteriormente através do 𝗠𝗮𝗴𝗮𝘇𝗶𝗻𝗲 𝗖𝗥𝗩, órgão de comunicação social local criado na cidade da Beira.

A continuidade deste trabalho é também possível graças ao apoio voluntário de leitores, parceiros e instituições. O projecto encontra-se disponível para colaborações e serviços de comunicação.

Os apoiantes que o desejarem poderão indicar “APOIO CRV” na descrição da transferência.

Apoios voluntários

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𝗖𝗥𝗘́𝗗𝗜𝗧𝗢𝗦 𝗘 𝗥𝗘𝗙𝗘𝗥𝗘̂𝗡𝗖𝗜𝗔𝗦

🖋️ © 2026 | Curadoria: Mahamad Hanif M***a
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𝗠𝗮𝗴𝗮𝘇𝗶𝗻𝗲 𝗖𝗥𝗩 (Arquivo Editorial: https://www.facebook.com/CRVmagazine)
📌 Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), Boletim n.º 051/INAM-SCPM/250.2/2026, versão corrigida, de 11 de Agosto de 2026
​📷 Foto: Hanif CRV – Media (Ilustração / IA)

𝗠𝗼𝘇 | 𝗠𝗲𝗺𝗼́𝗿𝗶𝗮 𝗣𝗼𝗹𝗶́𝘁𝗶𝗰𝗮𝗢 𝗤𝗨𝗘 𝗗𝗔𝗩𝗜𝗭 𝗘 𝗡𝗬𝗨𝗦𝗜 𝗧𝗜𝗡𝗛𝗔𝗠 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝗙𝗔𝗟𝗔𝗥?------- >>  Quatro imagens de uma Presidência Aberta na Be...
10/08/2026

𝗠𝗼𝘇 | 𝗠𝗲𝗺𝗼́𝗿𝗶𝗮 𝗣𝗼𝗹𝗶́𝘁𝗶𝗰𝗮
𝗢 𝗤𝗨𝗘 𝗗𝗔𝗩𝗜𝗭 𝗘 𝗡𝗬𝗨𝗦𝗜 𝗧𝗜𝗡𝗛𝗔𝗠 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝗙𝗔𝗟𝗔𝗥?
------- >> Quatro imagens de uma Presidência Aberta na Beira, 𝗲𝗺 𝗠𝗮𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟭𝟱, são agora revisitadas — e registam 𝘂𝗺𝗮 𝗰𝘂𝗿𝗶𝗼𝘀𝗮 𝘀𝗲𝗾𝘂𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗻𝗼 𝗽𝗮𝗹𝗮𝗻𝗾𝘂𝗲: o que terão dito?
Beira, Moçambique, 10 de Agosto de 2026 (𝗛𝗮𝗻𝗶𝗳 𝗖𝗥𝗩 – 𝗠𝗲𝗱𝗶𝗮 | 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗲𝗹𝗮 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲) – Há fotografias que registam um acontecimento. Outras, sem que o fotógrafo o saiba no momento, acabam por guardar uma pequena história.

Foi assim que, no arquivo do 𝗛𝗮𝗻𝗶𝗳 𝗖𝗥𝗩 – 𝗠𝗲𝗱𝗶𝗮, reencontrámos quatro imagens captadas a 15 de Maio de 2015, durante a Presidência Aberta de Filipe Nyusi na província de Sofala.

No palanque, estavam o então Presidente da República, Filipe Nyusi, o presidente do Município da Beira, Daviz Simango, e a então governadora de Sofala, Helena Taipo.

Mais de onze anos depois, as imagens continuam lá. O tempo, entretanto, mudou o significado de algumas delas.

𝗣𝗥𝗜𝗠𝗘𝗜𝗥𝗢, 𝗢 𝗖𝗨𝗠𝗣𝗥𝗜𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢

A primeira fotografia mostra Daviz Simango a cumprimentar Filipe Nyusi.

Nyusi, que se encontrava sentado, parece estar a meio do movimento de se levantar. O aperto de mão, porém, já aconteceu.

É um instante simples, quase banal num acto oficial.

Mas é também o primeiro fotograma de uma pequena sequência que, olhando hoje para ela, ganha outra curiosidade.

𝗗𝗘𝗣𝗢𝗜𝗦, 𝗢 𝗣𝗔𝗟𝗔𝗡𝗤𝗨𝗘

Na segunda imagem, Nyusi ocupa a cadeira central, reservada à principal figura do palanque. À sua direita, tal como surge na fotografia, está Daviz Simango, seguido de Helena Taipo.

Tudo aparentemente normal, numa cerimónia política de alto nível.

Até que a conversa parece começar a fugir para um espaço mais reservado.

𝗘 𝗘𝗡𝗧𝗔̃𝗢... 𝗢 𝗖𝗢𝗖𝗛𝗜𝗖𝗛𝗢?

Na terceira fotografia, Daviz inclina-se na direcção de Nyusi.

Pelo enquadramento, dir-se-ia que é ele quem está a dizer alguma coisa.

Nyusi escuta, igualmente inclinado.

A câmara registou o movimento, mas não registou o som.

E é justamente aí que começa a brincadeira da fotografia: podemos ver o gesto, mas não sabemos a conversa.

𝗔 𝗜𝗡𝗖𝗟𝗜𝗡𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢 “𝗙𝗔𝗧𝗔𝗟”

Na quarta imagem, a conversa parece ter ganho ainda mais proximidade.

Os dois inclinam-se para a frente e, por momentos, os rostos quase desaparecem atrás do tampo da mesa que se encontra diante deles.

F**am visíveis as cabeças, parte dos corpos e pouco mais.

O que terá sido dito?

Essa é uma pergunta que a fotografia deixa no ar.

E talvez seja melhor assim.

Porque, passados mais de onze anos, qualquer tentativa de colocar palavras naquele momento seria apenas imaginação.

𝗨𝗠𝗔 𝗙𝗢𝗧𝗢𝗚𝗥𝗔𝗙𝗜𝗔 𝗖𝗢𝗠 𝗢𝗨𝗧𝗥𝗢 𝗦𝗜𝗚𝗡𝗜𝗙𝗜𝗖𝗔𝗗𝗢

Em 2015, aquelas imagens eram apenas mais alguns instantâneos de uma Presidência Aberta.

Hoje, há nelas também um valor de memória.

Daviz Simango já não está entre nós. Nyusi deixou entretanto a Presidência da República. Helena Taipo já não ocupa o cargo que então exercia.

O palanque, os lugares, as pessoas e o próprio contexto político pertencem a outro momento da história recente de Sofala e de Moçambique.

E é precisamente por isso que uma sequência aparentemente corriqueira pode ganhar importância com o passar dos anos.

Não sabemos o que Daviz disse a Nyusi.

Não sabemos o que Nyusi respondeu.

Não sabemos sequer se o assunto era político, institucional ou simplesmente uma conversa circunstancial.

Sabemos apenas que, naquele dia, a objectiva estava lá.

E registou.

𝗢 𝗔𝗥𝗤𝗨𝗜𝗩𝗢 𝗙𝗜𝗖𝗔

Talvez seja essa uma das funções mais interessantes de um arquivo fotográfico: guardar momentos cujo verdadeiro significado só o tempo consegue revelar.

Em 15 de Maio de 2015, ninguém no palanque saberia que, onze anos depois, aquelas quatro fotografias poderiam voltar a ser observadas não apenas como imagens de uma Presidência Aberta, mas como fragmentos de uma época política entretanto desaparecida.

Quanto ao célebre cochicho...

F**a o mistério.

O que será que Daviz e Nyusi tinham para falar?

𝗡𝗢𝗧𝗔 𝗗𝗘 𝗔𝗣𝗢𝗜𝗢

O 𝗛𝗮𝗻𝗶𝗳 𝗖𝗥𝗩 – 𝗠𝗲𝗱𝗶𝗮 é um projecto de jornalismo freelancer, independente e sem financiamento institucional fixo, criado e conduzido por Mahamad Hanif M***a, sob o princípio editorial 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗲𝗹𝗮 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲.

O projecto representa a continuidade de um percurso editorial iniciado anteriormente através do 𝗠𝗮𝗴𝗮𝘇𝗶𝗻𝗲 𝗖𝗥𝗩, órgão de comunicação social local criado na cidade da Beira.

A continuidade deste trabalho é também possível graças ao apoio voluntário de leitores, parceiros e instituições. O projecto encontra-se disponível para colaborações e serviços de comunicação.

Os apoiantes que o desejarem poderão indicar “APOIO CRV” na descrição da transferência.

𝗔𝗽𝗼𝗶𝗼𝘀 𝘃𝗼𝗹𝘂𝗻𝘁𝗮́𝗿𝗶𝗼𝘀

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🌐 𝗠𝗮𝗴𝗮𝘇𝗶𝗻𝗲 𝗖𝗥𝗩 (Arquivo Editorial: https://www.facebook.com/CRVmagazine)
📌 Fonte: Arquivo fotográfico 𝗛𝗮𝗻𝗶𝗳 𝗖𝗥𝗩 – 𝗠𝗲𝗱𝗶𝗮
📷 Foto: Arquivo 𝗛𝗮𝗻𝗶𝗳 𝗖𝗥𝗩 – 𝗠𝗲𝗱𝗶𝗮

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