25/12/2025
No mundo espiritual, celebra-se o Natal de forma diferente, mas não menos profunda. Para compreendê-lo, é preciso antes ampliar o olhar sobre a própria alma humana. Somos espíritos antigos, viajores do tempo, que já atravessaram muitas experiências na matéria e fora dela. Cada existência acrescenta memória, sensibilidade e aprendizado à nossa caminhada eterna.
A vinda de Jesus à Terra foi um acontecimento que ecoou em todos os planos da vida. Não se tratou apenas de um nascimento físico, mas de um marco cósmico. Houve, de fato, um antes e um depois. Nunca antes um Espírito de tão elevada estatura moral havia pisado este solo, respirado este ar, caminhado sob estes céus. Sua presença inaugurou uma nova era: a era do amor consciente, anunciada pelos profetas e confirmada pelo exemplo vivo do Cristo.
Jesus trouxe à humanidade a certeza de que a vida não se encerra no túmulo. Ensinou que na Casa do Pai há muitas moradas, e que a existência prossegue em diferentes planos, conforme a maturidade espiritual de cada um. Nessas moradas, colônias espirituais ou esferas da vida maior, vivem os espíritos que já partiram. Eles continuam sendo quem são, com suas lembranças, afetos, afinidades e crenças, sempre em movimento de aprendizado e evolução.
É natural, portanto, que aqueles que foram formados sob a luz do Cristianismo também celebrem o Natal no mundo espiritual. Quando a Terra inteira se volta, ainda que por instantes, para sentimentos de fraternidade, esperança e reconciliação, cria-se uma poderosa sintonia vibratória. Essa harmonia atravessa os planos e promove um encontro silencioso entre encarnados e desencarnados, unidos pelo mesmo ideal de amor.
No Natal, pense com ternura nos entes queridos que já partiram. Lembre-se deles com saudade serena, oferecendo pensamentos de paz e gratidão. Faça uma prece sincera, pedindo que sigam amparados no caminho luminoso ensinado por Jesus.