29/12/2025
https://4vesreportermoz.com/maxcomexige-13-mil-milhoes-de-meticais-a-amt-trabalhadores-do-cartao-famba-a-deriva-esperam-pelos-pagamentos-em-dividas/
No início das reivindicações laborais, os ex-colaboradores referem que lhes foi comunicado que a AMT se encontrava sob auditoria, justificando atrasos e indefinições. Pouco tempo depois, receberam cartas de rescisão de contrato, o que os levou a recorrer à mediação laboral, localizada no bairro do Alto Maé, em Maputo. De acordo com os denunciantes, o processo contou com três sessões de mediação, com a presença de responsáveis da Maxcom, mas terminou sem acordo.
Perante o fracasso da mediação, os trabalhadores receberam um documento que orientava a submissão do caso ao tribunal competente. No entanto, denunciam que, desde então, o processo judicial não registou avanços significativos, alimentando um sentimento de abandono e desconfiança nas instituições. Alguns trabalhadores acreditam que o processo esteja a ser deliberadamente travado, alegando possíveis interferências políticas para impedir o seu normal andamento. Do lado da empresa, a Maxcom Moçambique confirma enfrentar uma crise financeira profunda, resultante, segundo afirma, do incumprimento contratual da AMT. A empresa exige judicialmente o pagamento de 1,3 mil milhões de meticais, valor que inclui custos de financiamento, encargos operacionais, salários em atraso e outras responsabilidades acumuladas desde a rescisão do contrato de concessão, ocorrida em Maio de 2019.
O projecto de bilhética electrónica para os transportes públicos da Área Metropolitana de Maputo e Matola, conhecido como Cartão FAMBA, está no centro de um