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Hélder Jauana assume ANDITUR e promete deixar os comentários para virar resultados  Novo PCA diz que agência vai além da...
05/06/2026

Hélder Jauana assume ANDITUR e promete deixar os comentários para virar resultados

Novo PCA diz que agência vai além da promoção turística: foco é estruturar projectos e atrair investimento para criar emprego

Maputo – Hélder Jauana tomou posse esta semana como Presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico, a ANDITUR. Na primeira declaração à imprensa, o novo PCA deixou claro: a missão não é para discursos. É para entregar.

“Assumo esta responsabilidade com sentido de missão. A ANDITUR não nasceu só para fazer marketing de praia e parque. O decreto que a cria dá-nos mandato para desenvolver, estruturar projectos e ir buscar investimento a sério”, afirmou Jauana após a cerimónia.

Do comentário à acção
Conhecido pelas análises e comentários sobre a vida nacional, Jauana garante que os valores não mudam. Muda o lugar onde fala.

“As pessoas não mudam. Os meus valores continuam os mesmos. O que muda é o posicionamento. Já não estou aqui para comentar. Estou aqui para transformar ideias em obras, em hotéis, em rotas turísticas, em emprego para moçambicano”, declarou.

Para o novo PCA, o país precisa cobrar resultados dos seus dirigentes, não rótulos. “Avaliem-me pelas coisas que vamos concretizar, não pelo que eu dizia na televisão”, frisou.

Investimento, estruturação e trabalho de equipa
Jauana explicou que a captação de investimento não será trabalho de uma pessoa. Será do Conselho de Administração, em equipa com os técnicos que vieram do antigo INATUR.

“O desafio é mapear todo o potencial que Moçambique tem e que ainda está no papel. Depois é tirar do papel e pôr na estrada, no resort, no lodge, no emprego. Esse é o mandato que o Conselho de Ministros nos deu”, concluiu.

A ANDITUR surge num momento em que o turismo é apontado como sector chave para diversificar a economia, mas ainda enfrenta barreiras de infraestrutura, financiamento e promoção internacional.

Nós os  Juvens só queremos a mudança em 2027
04/06/2026

Nós os Juvens só queremos a mudança em 2027

04/06/2026

Comandante da missão militar da UE visita Moçambique e avalia treino das FADM em Katembe

Tenente-General Michiel van der Laan destacou regeneração das Forças de Reação Rápida em Cabo Delgado após prorrogação do mandato da EUMAM MOZ até 2026

Maputo – A Missão de Formação Militar da União Europeia em Moçambique, EUMAM MOZ, recebeu nos dias 02 e 03 de junho, em Maputo, a visita do Diretor da Capacidade Militar de Planeamento e Condução da UE [MPCC] e Comandante da EUMAM MOZ, Tenente-General Michiel van der Laan.

O programa incluiu uma deslocação ao Campo de Treino da Katembe. No local, a missão apresentou ao comandante uma atualização sobre as atividades em curso, o ambiente operacional e as condições em que a EUMAM MOZ atua para reforçar as capacidades das Forças Armadas de Defesa de Moçambique [FADM].

Durante a visita, o Tenente-General Michiel van der Laan contactou diretamente com militares moçambicanos responsáveis pelas diferentes áreas de intervenção. O objetivo foi avaliar, no terreno, o progresso alcançado no cumprimento dos Objetivos Estratégicos Militares definidos para a missão.

A regeneração das Forças de Reação Rápida [QRF] no Campo de Katembe recebeu atenção especial. A EUMAM MOZ considera este esforço central para aumentar a prontidão, a eficácia e a capacidade de resposta das forças moçambicanas destacadas na província de Cabo Delgado, palco do conflito armado desde 2017.

A deslocação do comandante da missão ocorre semanas depois da União Europeia ter prorrogado o mandato da EUMAM MOZ até dezembro de 2026. A decisão reforça o compromisso de Bruxelas com a estabilização do Norte de Moçambique através da formação, aconselhamento e apoio às FADM.

Em comunicado, a missão sublinhou que a visita demonstra a importância da monitorização contínua, da responsabilização e do alinhamento estratégico na implementação do apoio europeu a Moçambique. A EUMAM MOZ opera desde 2021 e já formou centenas de militares moçambicanos em áreas como táticas de infantaria, proteção de civis, direito internacional humanitário e logística.

O conflito em Cabo Delgado provocou milhares de mortos e mais de 1 milhão de deslocados, segundo a ONU. O apoio da UE às FADM é parte de uma resposta mais ampla que inclui ajuda humanitária e projetos de desenvolvimento na região.

Comandante da missão militar da UE visita Moçambique e avalia treino das FADM em Katembe  Tenente-General Michiel van de...
04/06/2026

Comandante da missão militar da UE visita Moçambique e avalia treino das FADM em Katembe

Tenente-General Michiel van der Laan destacou regeneração das Forças de Reação Rápida em Cabo Delgado após prorrogação do mandato da EUMAM MOZ até 2026

Maputo – A Missão de Formação Militar da União Europeia em Moçambique, EUMAM MOZ, recebeu nos dias 02 e 03 de junho, em Maputo, a visita do Diretor da Capacidade Militar de Planeamento e Condução da UE [MPCC] e Comandante da EUMAM MOZ, Tenente-General Michiel van der Laan.

O programa incluiu uma deslocação ao Campo de Treino da Katembe. No local, a missão apresentou ao comandante uma atualização sobre as atividades em curso, o ambiente operacional e as condições em que a EUMAM MOZ atua para reforçar as capacidades das Forças Armadas de Defesa de Moçambique [FADM].

Durante a visita, o Tenente-General Michiel van der Laan contactou diretamente com militares moçambicanos responsáveis pelas diferentes áreas de intervenção. O objetivo foi avaliar, no terreno, o progresso alcançado no cumprimento dos Objetivos Estratégicos Militares definidos para a missão.

A regeneração das Forças de Reação Rápida [QRF] no Campo de Katembe recebeu atenção especial. A EUMAM MOZ considera este esforço central para aumentar a prontidão, a eficácia e a capacidade de resposta das forças moçambicanas destacadas na província de Cabo Delgado, palco do conflito armado desde 2017.

A deslocação do comandante da missão ocorre semanas depois da União Europeia ter prorrogado o mandato da EUMAM MOZ até dezembro de 2026. A decisão reforça o compromisso de Bruxelas com a estabilização do Norte de Moçambique através da formação, aconselhamento e apoio às FADM.

Em comunicado, a missão sublinhou que a visita demonstra a importância da monitorização contínua, da responsabilização e do alinhamento estratégico na implementação do apoio europeu a Moçambique. A EUMAM MOZ opera desde 2021 e já formou centenas de militares moçambicanos em áreas como táticas de infantaria, proteção de civis, direito internacional humanitário e logística.

O conflito em Cabo Delgado provocou milhares de mortos e mais de 1 milhão de deslocados, segundo a ONU. O apoio da UE às FADM é parte de uma resposta mais ampla que inclui ajuda humanitária e projetos de desenvolvimento na região.

Conselho Municipal de Maputo entrega 441 licenças gratuitas a transportadores de semi-colectivo  Edil Rasaque Manhique d...
04/06/2026

Conselho Municipal de Maputo entrega 441 licenças gratuitas a transportadores de semi-colectivo

Edil Rasaque Manhique diz que iniciativa visa legalizar o sector e tornar a mobilidade urbana mais organizada e segura

Maputo – O Conselho Municipal de Maputo entregou, na manhã desta quinta-feira, 04 de setembro de 2026, 441 licenças gratuitas a operadores de transporte semi-colectivo de passageiros. As licenças fazem parte da campanha de licenciamento massivo lançada em maio e correspondem ao total de processos submetidos e aprovados nesta fase.

Na cerimónia de entrega, o presidente do município, Rasaque Manhique, afirmou que o objetivo da medida é promover a legalização do sector e melhorar a organização do transporte público na capital.

“Recebemos 441 processos e emitimos igual número de licenças. Hoje estamos aqui para entregar as licenças aos legítimos donos, a título gratuito”, disse o edil.

Manhique explicou que o município quer incentivar os operadores a trabalhar dentro da legalidade. Para o presidente, isso contribui para uma mobilidade urbana mais organizada, segura e com menos conflitos entre operadores e passageiros.

“Este número demonstra a confiança que os transportadores depositaram nesta iniciativa e representa um passo importante na organização do sector”, afirmou. O edil acrescentou que a campanha de licenciamento continua em curso e mantém-se gratuita para todos os beneficiários que cumprirem os requisitos.

Representantes das associações de transportadores saudaram a iniciativa. Para os dirigentes, o licenciamento gratuito ajuda a reduzir a concorrência desleal entre operadores legalizados e informais, além de dar mais segurança jurídica a quem depende do transporte de passageiros para viver.

O transporte semi-colectivo, conhecido como “chapa 100”, é responsável por movimentar a maior parte dos passageiros de Maputo diariamente. O sector enfrenta há anos desafios ligados à informalidade, falta de paragens organizadas e incumprimento de regras de segurança.

Com a nova fase da campanha, o Conselho Municipal espera aumentar o número de operadores legalizados e criar uma base de dados atualizada do sector. O município não divulgou quantos operadores ainda estão por licenciar nem a data de encerramento da campanha.

𝐂𝐀𝐌𝐏𝐀𝐍𝐇𝐀 𝐃𝐄 𝐀𝐏𝐎𝐈𝐎 𝐀𝐎 𝐏𝐑𝐎𝐅𝐄𝐒𝐒𝐎𝐑 𝐀𝐃𝐑𝐈𝐀𝐍𝐎 𝐀𝐋𝐅𝐑𝐄𝐃𝐎 𝐍𝐔𝐕𝐔𝐍𝐆𝐀!📰🗞 Foi iniciado um movimento de apoio ao Professor Adriano Nuvung...
04/06/2026

𝐂𝐀𝐌𝐏𝐀𝐍𝐇𝐀 𝐃𝐄 𝐀𝐏𝐎𝐈𝐎 𝐀𝐎 𝐏𝐑𝐎𝐅𝐄𝐒𝐒𝐎𝐑 𝐀𝐃𝐑𝐈𝐀𝐍𝐎 𝐀𝐋𝐅𝐑𝐄𝐃𝐎 𝐍𝐔𝐕𝐔𝐍𝐆𝐀!

📰🗞 Foi iniciado um movimento de apoio ao Professor Adriano Nuvunga. A iniciativa convida a sociedade a demonstrar união e consciência crítica, reforçando valores de liberdade de pensamento e apoio mútuo.

À todos, pede-se que interessados em contribuir busquem os canais oficiais, de modo a evitar esquemas de fraude monetário.

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𝐒𝐢𝐠𝐚𝐦 𝐞 𝐚𝐣𝐮𝐝𝐞𝐦 𝐫𝐞𝐜𝐨𝐦𝐞𝐧𝐝𝐚𝐫 𝐚 𝐩á𝐠𝐢𝐧𝐚 Mídia em Acção

Albino Forquilha diz que multa de 1 milhão de meticais a Adriano Nuvunga é “branda”  Presidente do PODEMOS reagiu à cond...
04/06/2026

Albino Forquilha diz que multa de 1 milhão de meticais a Adriano Nuvunga é “branda”

Presidente do PODEMOS reagiu à condenação do diretor do CDD por calúnia e difamação pelo Tribunal Judicial da Cidade de Maputo

Maputo – O presidente do PODEMOS, Albino Forquilha, considerou “branda” a pena aplicada ao diretor do Centro para Democracia e Desenvolvimento [CDD], Adriano Nuvunga. O académico foi condenado pela Secção Criminal do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo a pagar uma multa de um milhão de meticais, no âmbito de um processo por calúnia e difamação.

Em declarações esta semana, Forquilha afirmou que a sanção não reflete a gravidade dos factos em causa. Para o líder do partido da oposição, a decisão do tribunal transmite uma mensagem de tolerância a declarações que, na sua leitura, atingem a honra e reputação de terceiros.

O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo condenou Nuvunga após analisar uma queixa apresentada contra o diretor do CDD. A Secção Criminal entendeu que existiram declarações públicas que configuravam os crimes de calúnia e difamação, previstos no Código Penal moçambicano, e aplicou a pena pecuniária de um milhão de meticais.

Adriano Nuvunga dirige o CDD, organização da sociedade civil que atua nas áreas de democracia, direitos humanos e governação. O centro tem publicado estudos e relatórios críticos sobre políticas públicas, transparência e Estado de direito em Moçambique.

O caso reacende o debate sobre liberdade de expressão e limites do discurso público no país. Organizações de defesa dos direitos humanos têm alertado para o uso de processos por difamação contra jornalistas, ativistas e académicos. Do outro lado, juristas defendem que a proteção da honra e do bom nome também faz parte do quadro legal e constitucional.

Albino Forquilha e o PODEMOS têm criticado com frequência o que classificam como impunidade em casos envolvendo figuras públicas e instituições. A reação à sentença surge num contexto de crescente tensão política e de discussões sobre reformas ao sistema judicial.

Até ao momento, nem o CDD nem Adriano Nuvunga se pronunciaram publicamente sobre a posição de Forquilha. A defesa do académico ainda pode recorrer da decisão junto de instâncias superiores.

Desigualdades e fragilidade do Estado agravam crise humanitária no Norte de Moçambique, conclui debate da juventude  Pai...
04/06/2026

Desigualdades e fragilidade do Estado agravam crise humanitária no Norte de Moçambique, conclui debate da juventude

Painel da Cimeira Nacional da Juventude defende respostas integradas em educação, emprego e serviços básicos para Cabo Delgado

Maputo – As desigualdades estruturais, a fragilidade da presença do Estado e a crise humanitária prolongada no Norte de Moçambique estiveram no centro do painel “Dinâmicas de Conflito e Crise Humanitária no Norte — Desafios para a Juventude”, realizado esta semana no âmbito da Cimeira Nacional da Juventude sobre Justiça, Reconciliação e Reforma Democrática.

Participantes e oradores defenderam que o conflito armado em Cabo Delgado não pode ser lido apenas como uma questão de segurança. Para os debatedores, as raízes da violência estão ligadas a exclusão social, falta de oportunidades económicas, acesso limitado à educação e serviços básicos, e a uma presença institucional fraca em vários distritos.

O painel alertou para os efeitos da deslocação forçada sobre milhares de jovens. A perda de meios de subsistência, a interrupção dos estudos e a ruptura do tecido social aumentam os riscos de exclusão e marginalização. Os intervenientes sublinharam que sem respostas que combinem segurança com desenvolvimento, será difícil travar o ciclo de vulnerabilidade.

Entre as recomendações apresentadas estão: investimento consistente na educação e formação profissional, criação de emprego e rendimento para jovens, reforço da proteção dos direitos humanos e melhoria do acesso a serviços de saúde, água e saneamento nas comunidades afetadas.

Os participantes insistiram numa abordagem centrada nas comunidades. Para os debatedores, a reconstrução da confiança entre cidadãos e instituições passa por ouvir os jovens, integrá-los nos processos de decisão e garantir que as políticas de recuperação respondam às necessidades locais.

A Cimeira Nacional da Juventude reúne representantes de organizações juvenis, sociedade civil, academia e governo para debater justiça de transição, reconciliação e reformas democráticas. O debate sobre o Norte de Moçambique encerra com um apelo: a paz em Cabo Delgado depende tanto do reforço da segurança como de investimentos que reduzam desigualdades e devolvam oportunidades à juventude.

Botswana nomeia Akinwumi Adesina para liderar fundo que transforma diamantes em desenvolvimento  Ex-presidente do Banco ...
04/06/2026

Botswana nomeia Akinwumi Adesina para liderar fundo que transforma diamantes em desenvolvimento

Ex-presidente do Banco Africano de Desenvolvimento vai comandar o Diamonds for Development Fund e definir modelo global para receitas de recursos naturais

Gaborone – O Botswana nomeou o economista nigeriano Akinwumi Adesina para liderar o Diamonds for Development Fund, o fundo criado pelo país para canalizar as receitas dos diamantes para o desenvolvimento social e económico. A indicação foi anunciada esta semana e coloca à frente do projeto uma das vozes mais influentes do continente africano em políticas de crescimento inclusivo.

Adesina, de 65 anos, foi presidente do Banco Africano de Desenvolvimento entre 2015 e 2025. Durante os seus dois mandatos, liderou a maior expansão de capital da instituição: o capital base passou de 93 mil milhões para 318 mil milhões de dólares. Sob a sua gestão, o BAD reforçou o financiamento a projetos de energia, infraestruturas, agricultura e desenvolvimento humano em todo o continente.

Antes do BAD, Adesina foi ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Nigéria, entre 2010 e 2015. No cargo, implementou um sistema digital para distribuição de fertilizantes e sementes que eliminou intermediários e corrupção. O programa alcançou mais de 15 milhões de agricultores e tornou-se referência internacional em reforma do setor agrícola.

Doutorado em Economia Agrícola pela Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, o economista construiu a carreira entre investigação, setor público e desenvolvimento internacional. Liderou programas agrícolas no Instituto Internacional de Agricultura Tropical e na Fundação Rockefeller, antes de chegar ao governo nigeriano.

Adesina é também o arquiteto do Africa Investment Forum, lançado em 2018. A plataforma transformou-se no maior mercado de investimento de África e já mobilizou mais de 225 mil milhões de dólares em intenções de investimento desde a primeira edição.

No Botswana, o desafio será diferente mas com o mesmo objetivo: provar que recursos naturais podem gerar desenvolvimento sustentável. À frente do Diamonds for Development Fund, Adesina terá a missão de criar um modelo global de gestão das receitas dos diamantes. A meta é garantir que os lucros beneficiem diretamente a educação, saúde, emprego jovem e infraestruturas para as próximas gerações de botswanos.

O Botswana é o segundo maior produtor mundial de diamantes em valor e depende fortemente desta riqueza mineral. O novo fundo surge num momento em que vários países africanos debatem como evitar a “maldição dos recursos” e transformar matérias-primas em capital humano e industrial.

A nomeação de Adesina reforça a estratégia do governo de Gaborone de atrair lideranças africanas com experiência comprovada em transformar políticas económicas em resultados concretos.

Analistas veem a escolha como um sinal de que o Botswana quer posicionar-se como referência internacional na gestão transparente de recursos naturais, num continente onde o debate sobre soberania e benefício local continua em aberto.

Portugal disputa com Alemanha e Áustria duas vagas no Conselho de Segurança da ONU para 2027-2028  País integra o grupo ...
04/06/2026

Portugal disputa com Alemanha e Áustria duas vagas no Conselho de Segurança da ONU para 2027-2028

País integra o grupo “Europa Ocidental e Outros Estados” e procura regressar ao órgão máximo de paz e segurança das Nações Unidas

Lisboa – Portugal está a concorrer com a Alemanha e a Áustria pelas duas vagas disponíveis para o grupo “Europa Ocidental e Outros Estados” no Conselho de Segurança das Nações Unidas para o biénio 2027-2028. As eleições para os membros não permanentes do órgão realizam-se na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança é composto por 15 membros: 5 permanentes com direito de veto e 10 não permanentes eleitos por períodos de dois anos. Cada ano, metade dos não permanentes é renovada. Para o biénio 2027-2028, o grupo WEOG tem duas vagas em disputa.

A candidatura portuguesa sublinha a experiência diplomática do país em missões de paz, direitos humanos e multilateralismo. Lisboa defende que a sua presença no órgão reforçaria a voz dos países de média dimensão e lusófonos nas decisões sobre conflitos internacionais, segurança marítima e alterações climáticas.

A Alemanha, membro fundador da União Europeia, apresenta-se como potência económica e militar com capacidade de influência global. A Áustria, por sua vez, destaca a sua tradição de neutralidade e mediação diplomática.

A decisão final cabe aos 193 Estados-membros da ONU, que votam por escrutínio secreto. Para ser eleito, cada país precisa de dois terços dos votos válidos. A campanha diplomática de Portugal tem incluído contactos bilaterais com países de África, Ásia e América Latina.

Se eleito, será a sexta vez que Portugal integra o Conselho de Segurança. A última presença do país no órgão foi no biénio 2011-2012, quando presidiu ao Conselho em três ocasiões.

Analistas consideram que a disputa entre os três países europeus reflete o peso estratégico do grupo WEOG nas decisões de paz e segurança, num contexto de guerras em curso na Europa e no Médio Oriente e de crescente tensão geopolítica.

O resultado da votação deverá ser conhecido em junho de 2026, durante a sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

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