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28/01/2019
SinopseDe poucas páginas, o livro nos traz,  à principio, assuntos díspares e de pouca m***a! Porém, ao relermos com mui...
13/05/2016

Sinopse

De poucas páginas, o livro nos traz, à principio, assuntos díspares e de pouca m***a! Porém, ao relermos com muita atenção e com um olhar mais crítico, percebemos que, tal disparidade é uma aparente disparidade e que, afinal, o livro debruça assuntos relevantes e que nos podem dizer respeito: o livro é digno de interesse não só para a população do seu bairro como a de todo o mundo! (por Manusse J. Manuela)

Um livro único. Um livro diferente. Um livro produto de posts na rede social. Como o titulo sugere, Miller procura neste...
12/05/2016

Um livro único. Um livro diferente. Um livro produto de posts na rede social. Como o titulo sugere, Miller procura neste livro ultrapassar os limites traçados no mundo da poesia. Assim, ao invés de se apegar a mitos, a metafísica ou magia fazendo poesias no nada, o autor faz uma interação com as suas interlocutoras.

25/02/2016
08/10/2015
24/09/2015

OS ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DA COMUNICAÇÃO

A comunicação tem uma função meramente social
A comunicação manifesta-se de inúmeras formas, como por exemplo, um gesto, um olhar, palavras, símbolos, pelas artes de uma forma geral, sinais sonoros, pela escrita, por contactos físicos, como um aperto de mão ou um abraço, entre outros.

Ela condiciona-nos a desempenharmos determinadas funções enquanto seres sociais, seja expressando desejos e opiniões, trocando informações, aprimorando nossos conhecimentos, retratando sentimentos, enfim, participando efectivamente de uma colectividade.

Seja qual for o tipo de comunicação utilizada, sempre há uma mensagem a ser transmitida e, sobretudo, uma finalidade específica que se deseja obter diante do ato comunicativo. Tendo em vista que, como dito anteriormente, a linguagem é estritamente social, ou seja, a não ser que se trata de um diário pessoal, sempre estamos dialogando com o “outro”.

Para que esse diálogo se efective de maneira plausível, alguns elementos são preponderantes diante deste propósito. Assim sendo, é importante familiarizarmo-nos com os mesmos, conhecendo sobre cada uma de suas funções:

O emissor (ou locutor) - é a pessoa que emite a mensagem.

Receptor (ou interlocutor) - é a pessoa a quem a mensagem é remetida.

A mensagem - constitui a essência do que se propõe a dizer, ou seja, o conteúdo contido na informação.

O código - representa o conjunto de signos linguísticos combinados entre si, de acordo com o conhecimento do falante em relação à língua materna.

O canal - trata-se do meio pelo qual a mensagem é transmitida, seja por livros, meios de comunicação de massa, entre outros.

O contexto ou referente – É o objeto, assunto ou lugar a que a mensagem faz referência.

24/09/2015

Figuras de Estilo ou Linguagem

Formas de utilizar as palavras no sentido conotativo, figurado, com o objetivo de ser mais expressivo.

A seguir, as principais figuras de estilo em ordem alfabética:

1 - Anacoluto- interrupção na sequência lógica da oração deixando um termo solto, sem função sintática.

Ex.: Mulheres, como viver sem elas?

2 - Anáfora- repetição de palavras.

Ex.: Ela trabalha, ela estuda, ela é mãe, ela é pai, ela é tudo!

3 - Antonomásia - substituição do nome próprio por qualidade, ou característica que o distinga. É o mesmo que apelidado, alcunha ou cognome.
Exemplos:

Xuxa (Maria das Graças)
O Gordo (Jô Soares)

4 - Antítese - aproximação de ideias, palavras ou expressões de sentidos opostos.

Ex.: Os bobos e os espertos convivem no mesmo espaço.

5 - Apóstrofo ou invocação - invocação ou interpelação de ouvinte ou leitor, seres reais ou imaginários, presentes ou ausentes.
Exemplos:

Mulher, venha aqui!

Ó meu Deus! Mereço tanto sofrimento?

6 - Assíndeto - ausência da conjunção aditiva entre palavras da frase ou orações de um período. Essas aparecem justapostas ou separadas por vírgulas.

Ex.: Nasci, cresci, morri.
(ao invés de: Nasci, cresci e morri.)

7 - Catacrese - metáfora tão usada que perdeu seu valor de figura e se tornou quotidiana, não representando mais um desvio. Isso ocorre pela inexistência das palavras mais apropriadas. Surge da semelhança da forma ou da função de seres, fatos ou coisas.

Exemplos.: céu da boca; cabeça de prego; asa da xícara; dente de alho.

8 – Comparação - aproximação de dois elementos realçando pela sua semelhança. Conectivos comparativos são usados: como, feito, tal qual, que nem...

Ex.: Aquela criança era delicada como uma flor.

9 - Elipse - omissão de palavras ou orações que ficam subentendidas.

Ex.: Marta trabalhou durante vários dias e ele, (trabalhou) durante horas.

10 - Eufemismo - atenuação de algum facto ou expressão com objectivo de amenizar alguma verdade triste, chocante ou desagradável.

Ex.: Ele foi desta para melhor.
(evitando dizer: Ele morreu.)

11 - Hipérbole - exagero proposital com objectivo expressivo.

Ex.: Estou morrendo de cansada.

12 - Ironia - forma intencional de dizer o contrário da ideia que se pretendia exprimir. O irônico é sarcástico ou depreciativo.

Ex.: Que belo presente de aniversário! Minha casa foi assaltada.

13 - Metáfora - é um tipo de comparação em que o conectivo está subentendido. O segundo termo é usado com o valor do primeiro.

Ex.: Aquela criança é (como) uma flor.

14 - Metonímia - uso de uma palavra no lugar de outra que tem com ela alguma proximidade de sentido.

A metonímia pode ocorrer quando usamos:

a - o autor pela obra
Ex.: Nas horas vagas, lê Machado.
(a obra de Machado)

b - o continente pelo conteúdo
Ex.: Conseguiria comer toda a marmita.
Comeria a comida (conteúdo) e não a marmita (continente)

c - a causa pelo efeito e vice-versa
Ex.: A falta de trabalho é a causa da desnutrição naquela comunidade.
A fome gerada pela falta de trabalho que causa a desnutrição.

d - o lugar pelo produto feito no lugar
Ex.: O Porto é o mais vendido naquela loja.
O nome da região onde o vinho é fabricado.

e - a parte pelo todo
Ex.: Deparei-me com dois lindos pezinhos chegando.
Não eram apenas os pés, mas a pessoa como um todo.

f - a matéria pelo objecto
Ex.: A porcelana chinesa é belíssima.
Porcelana é a matéria dos objectos.

g - a marca pelo produto
Ex.: - Gostaria de um pacote de Bom Bril, por favor.
Bom Bril é a marca, o produto é esponja de lã de aço.

h - concreto pelo abstrato e vice-versa
Ex.: Carlos é uma pessoa de bom coração
Coração (concreto) está no lugar de sentimentos (abstrato)

15 - Onomatopeia - uso de palavras que imitam sons ou ruídos.

Ex.: Psiu! Venha aqui!

16 - Paradoxo ou oxímoro - Aproximação de palavras ou ideias de sentido oposto em apenas uma figura.

Ex.: "Estou cego e vejo. Arranco os olhos e vejo." (Carlos Drummond de Andrade)

17 - Personificação, prosopopeia ou animismo – atribuição de características humanas a seres inanimados, imaginários ou irracionais.

Ex.: A vida ensinou-me a ser humilde.

18 - Pleonasmo ou redundância - repetição da mesma ideia com objetivo de realce. A redundância pode ser positiva ou negativa. Quando é proposital, usada como recurso expressivo, enriquecerá o texto:

Ex.: Posso afirmar que escutei com meus próprios ouvidos aquela declaração fatal.

Quando é inconsciente, chamada de “pleonasmo vicioso”, empobrece o texto, sendo considerado um vício de linguagem: Irá reler a prova de novo.

Outros: subir para cima; entrar para dentro; monocultura exclusiva; hemorragia de sangue.

19 - Polissíndeto - repetição de conjunções (síndetos).

Ex.: Estudou e casou e trabalhou e trabalhou...

20 - Silepse - concordância com a ideia, não com a forma.

Ex.: Os brasileiros (3ª pessoa) somos (1ª pessoa) massacrados – Pessoa.

Vossa Santidade (fem.) será homenageado (masc.) – Gênero.

Havia muita gente (sing.) na rua, corriam (plur.) desesperadamente – Número.

21 - Sinestesia - mistura das sensações em uma única expressão.

Ex.: Aquele choro amargo e frio me espetava.
Mistura de paladar (amargo) e tato (frio, espetava)

24/09/2015

ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO
Funções da linguagem

Estamos imersos em meio a um quotidiano estritamente social, no qual nos interagimos com nossos semelhantes por meio da linguagem. A mesma permite-nos revelar nossos sentimentos, expressarmos nossas opiniões, trocarmos informações no intuito de ampliarmos nossa visão de mundo, dentre outros benefícios.

A cada mensagem que enviamos ou recebemos, seja esta de natureza verbal ou não verbal, estamos compartilhando com um discurso que se pauta por finalidades distintas, ou seja, entreter, informar, persuadir, emocionar, instruir, aconselhar, entre outros propósitos.

O objectivo de qualquer acto comunicativo está vinculado à intenção de quem o envia, no caso, o emissor. Dessa forma, de acordo com a natureza do discurso presente na relação emissor X interlocutor, a linguagem assume diferentes funções, todas elas portando-se de características específicas, conforme analisaremos adiante:

Função emotiva ou expressiva

Nesta, há um envolvimento pessoal do emissor, que comunica seus sentimentos, emoções, inquietações e opiniões centradas na expressão do próprio “eu”, levando em consideração o seu mundo interior. Para tal, são utilizados verbos e pronomes em 1.ª pessoa, muitas vezes acompanhados de sinais de pontuação, como reticências, pontos de exclamação, bem como o uso de onomatopeias e interjeições.

Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Moraes

Função apelativa

A ênfase está directamente vinculada ao receptor, na qual o discurso visa persuadi-lo, conduzindo-o a assumir um determinado comportamento. A presente modalidade encontra-se presente na linguagem publicitária de uma forma geral e traz como característica principal, o emprego dos verbos no modo imperativo.

Função referencial ou denotativa

Ocorre quando o objectivo do emissor é traduzir a realidade visando à informação. Sua predominância atém-se a textos científicos, técnicos ou didáticos, alguns géneros do quotidiano jornalístico, documentos oficiais e correspondências comerciais. A linguagem neste caso é essencialmente objectiva, razão pela qual os verbos são retratados na 3.ª pessoa do singular, conferindo-lhe total impessoalidade por parte do emissor.

Cultura na tela

O portal domínio público, biblioteca digital do Ministério da Educação, recebeu 6,2 milhões de acessos em pouco mais de um mês de funcionamento. Nela, o internauta pode ler gratuitamente 699 obras literárias com mais de 70 anos de existência, ou seja, já de domínio público; 166 publicações de ciências sociais e uma de exatas. Há também partituras de Beethoven, pinturas de Van Gogh e de Leonardo da Vinci, como a Monalisa, hinos e músicas clássicas contemporâneas.
Isto É, São Paulo, 29 de dez. de 2005.

Função fática

O objectivo do emissor é estabelecer o contacto, verificar se o receptor está recebendo a mensagem de forma autêntica, ou ainda visando prolongar o contacto. Há o predomínio de expressões usadas nos cumprimentos como: bom dia, oi!. Ao telefone (pronto! alô!) e em outras situações em que se testa o canal de comunicação (Está me ouvindo?).

- Alô! Como vai?
- Tudo bem, e você?
- Vamos ao cinema hoje?
- Prometo pensar no assunto. Retorno mais tarde para decidirmos o horário.

Função metalinguística

A linguagem tem função metalinguística quando o uso do código tem por finalidade explicar o próprio código.

Catar Feijão

Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.

2.

Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a como o risco.
João Cabral de Melo Neto

Função poética

Nesta modalidade, a ênfase encontra-se centrada na elaboração da mensagem. Há um certo cuidado por parte do emissor ao elaborar a mensagem, no intuito de seleccionar as palavras e recombiná-las de acordo com seu propósito. Encontra-se permeada nos poemas e, em alguns casos, na prosa e em anúncios publicitários.

Canção

Ouvi cantar de tristeza,
porém não me comoveu.
Para o que todos deploram.
que coragem Deus me deu!

Ouvi cantar de alegria.
No meu caminho parei.
Meu coração fez-se noite.
Fechei os olhos. Chorei.

[...]
Cecília Meireles

24/09/2015

LINGUAGEM E PERSUASÃO

Linguagem e persuasão são elementos da comunicação presentes em vários tipos de discurso, sobretudo na política e na publicidade.

Você pode até não perceber, mas quando nos comunicamos, seja oralmente, seja na modalidade escrita, nosso discurso está permeado por uma função da linguagem específica, responsável por denotar nossas verdadeiras intenções. Quem sabe exactamente aonde quer chegar com um determinado tipo de discurso também conhece o funcionamento adequado dos elementos da comunicação.

São vários os discursos aos quais somos expostos diariamente, entre eles, o eficiente discurso empregado pela publicidade. Quando sentamos em frente à televisão, já estamos, mesmo que inconscientemente, expostos aos diversos anúncios e suas sofisticadas técnicas de persuasão. Disso vive a publicidade, e esta é sua principal função: convencer o consumidor de que determinado produto é indispensável, ainda que sem ele possamos viver muito bem. Somos, o tempo todo, convencidos e persuadidos não só pela publicidade, mas também pelos discursos políticos, religiosos e outros tipos de textos que interferem directamente em nossas vontades. Nem sempre tomamos decisões sozinhos, muitas vezes fatores externos são importantes para uma palavra final sobre algum assunto.

É importante observar que a linguagem e a persuasão são elementos que podem estabelecer uma conexão indissociável. Quando somos persuadidos por um tipo de discurso, não estamos sendo apenas convencidos sobre alguma coisa, estamos transformando e substituindo valores extremamente subjectivos. A persuasão extrapola a ideia de convencimento, pois é um acto associado a um discurso ideológico, subjectivo e temporal. São argumentos capazes de modificar nossos pensamentos e acções, e não apenas um artifício criado para nos fazer comprar algo ou alguma ideia.

Não pense que a construção da linguagem persuasiva ocorre ao acaso. Existem alguns recursos que contribuem para a eficácia na emissão da mensagem, tais como:
• Emprego de figuras de linguagem como comparações, analogias, hipérboles e eufemismos;
• Uso do modo imperativo nos verbos;
• Alusão ao mundo conhecido do público-alvo numa tentativa de aproximar a linguagem ao destinatário da mensagem;
• Emprego de trocadilhos e jogos de palavras.
• A persuasão está comumente associada aos chamados “argumentos de força” (tipo de argumento que não permite o diálogo com o interlocutor), mas em algumas situações, usar as técnicas de persuasão pode ter uma finalidade nobre: é o que acontece com a publicidade institucional, aquela que não tem por objectivo aumentar os lucros de uma empresa, mas sim divulgar uma mensagem de cunho social, cultural ou cívico que estimule uma atitude mais reflexiva e responsável na população.
• Fique atento: linguagem e persuasão podem ser uma dupla dinâmica, interferindo directamente em suas escolhas. Por isso, é fundamental que saibamos o poder das palavras e dos diversos discursos que acedemos e ouvimos em nosso quotidiano.

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