25/05/2026
Feliz Dia de África!
Por: Páscoa Themba Buque, _ETICAndo_
Nesta celebração ocorre-me que devo celebrar a Mãe África, consciente da necessidade de se assumir, com honestidade e coragem, a responsabilidade de reflectir sobre o Continente que somos e, sobretudo, sobre o Continente que ouvimos ser o que se desejava construir.
Falo, por exemplo, de ouvir e ler sobre alguns precursores de África como Kwame Nkrumah, Léopold Sédar Senghor, Haile Selassie, Julius Nyerere, Agostinho Neto, Eduardo Mondlane, entre outras figuras históricas e intelectuais do Continente, cuja direcção das suas lutas visava revalorizar a cultura, promover a integração económica e política, a história e, principalmente, reconhecer e valorizar a dignidade do Povo de cada um dos países do Continente africano. E não se separa dignidade de um Povo da sua integridade, porque ambas são a base moral de uma sociedade.
A nossa África é frequentemente descrita pelas suas vastas riquezas minerais, pela juventude vibrante da sua população, pelo seu potencial agrícola, energético e económico. Porém, o verdadeiro destino do Continente não deve ser determinado apenas pelos recursos que possui, nem exclusivamente pelas promessas do crescimento económico, ou ainda pelas guerras e desastres que ocorrem. Muitos, como eu, almejam uma África definida, acima de tudo, pela integridade e qualidade ética das suas escolhas colectivas. Porque é possível, e vemos outros quadrantes do Mundo a demonstrarem que nenhuma sociedade alcança desenvolvimento verdadeiramente justo e sustentável, quando a integridade e a ética são negligenciados, quando o poder se distancia da responsabilidade moral e quando as instituições deixam de servir o interesse público.
A integridade e a ética não são nenhum luxo intelectual; são a fundação sobre a qual se ergue a confiança entre cidadãos e instituições. São os princípios que orientam o exercício responsável do poder e o compromisso com o bem comum. E também vamos aprendendo com o tempo e práticas existentes que: sem integridade, o poder transforma-se em privilégio; sem responsabilidade, a liderança perde o seu propósito; e sem justiça, o desenvolvimento deixa de servir o Povo.
Pelo que me parece, o futuro africano não pode ser construído apenas com infraestruturas, investimentos ou programas económicos. É crucial que seja construído, principalmente, pela força moral das decisões que são tomadas, pela credibilidade das instituições e pela integridade das nossas acções.
Enfim… comemoremos o Dia da Mãe África! Celebremos a sua rica história, a sua resistência, a sua diversidade e a extraordinária riqueza humana, cultural e natural que a define.
Celebremos uma África robusta e digna, de justiça e integridade.
_ETICando Sempre ✊🌍_
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