06/01/2026
Acreditava que o seu filho nunca conseguiria andar — até chegar a casa mais cedo e ver o que o filho estava a fazer na água...
Jason Blake chegou a casa e a propriedade dos Blake estava envolta num silêncio invulgar e opressivo. Pela primeira vez, dispensou o seu motorista e assistente, ansioso por entrar em casa como um homem comum que regressa do trabalho. No entanto, no momento em que entrou, tudo mudou.
De um canto mais profundo da mansão, um som para o qual não estava preparado chegou aos seus ouvidos — um ruído suave e rítmico que fez o seu coração acelerar.
Era a voz de uma criança. A voz do seu filho.
Todos os especialistas que Jason consultou o alertaram que a condição de Ethan resultaria numa "mobilidade limitada". Sugeriram, com cautela, que talvez o seu filho conseguisse f**ar de pé um dia, mas nada mais.
Jason aceitou este prognóstico com a mesma resignação silenciosa e entorpecida que reservava para as perdas na bolsa de valores, enterrando a dor profundamente no seu interior através de intermináveis horas de trabalho.
Mas agora, uma pequena e ofegante gargalhada ecoou pela sua casa. Ouviu-se o som de água a salpicar e, de seguida, a voz suave e reconfortante da ama que contratara há meses.
"Calma, querido. Um passo de cada vez. Tu consegues."
O pulso de Jason acelerou enquanto seguia os sons pela sala de estar até ao quintal. O que viu deixou-o sem palavras.
Lá estava Ethan — o seu frágil e sofredor filhinho — de pé, junto ao espelho de água. De pé, apoiado por pequenas canadianas azuis. A água rodopiava em torno das suas pernas finas, e a determinação estava claramente estampada na sua testa jovem. E ria alegremente.
Maria, a ama, ajoelhou-se junto ao espelho de água com os braços estendidos, o sorriso radiante como se estivesse a testemunhar um milagre. Jason cambaleou para a frente, tomado pela emoção.
"O que... o que está a acontecer?", gaguejou, com a voz embargada pela incredulidade.
Maria soltou um suspiro baixo ao reparar nele, mas Ethan permaneceu alheio. O menino manteve os olhos fixos em frente, o rosto radiante de orgulho.
“Papá! Olha! Estou a andar!”
Jason sentiu os joelhos fraquejarem. A descoberta que todos os especialistas diziam que demoraria anos — ou que talvez nunca acontecesse — estava a desenrolar-se mesmo diante dos seus olhos, numa piscina rasa banhada pelo brilho suave das luzes do jardim.
Deu alguns passos hesitantes para mais perto, com a voz embargada. “Ethan… como? Quando? Quem—”