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https://dunapress.org/artigo.html?file=/artigos/philosophy/2026-05-15-o-colapso-da-certeza-como-a-filosofia-contemporane...
15/05/2026

https://dunapress.org/artigo.html?file=/artigos/philosophy/2026-05-15-o-colapso-da-certeza-como-a-filosofia-contemporanea-enfrenta.md

Há uma ironia perturbadora no centro da vida intelectual contemporânea: nunca tivemos acesso a tanta informação e, simultaneamente, nunca estivemos tão desorientados sobre o que é verdadeiro. A abundância, ao contrário do que prometia o projeto iluminista, não nos libertou — ela nos enterrou..

A filosofia contemporânea enfrenta seu momento mais relevante em décadas ao confrontar diretamente a crise epistêmica global. Da epistemologia clássica ao pragmatismo digital, este artigo analisa como os grandes marcos do pensamento filosófico oferecem instrumentos concretos para navegar um mun...

Há algo sintomático acontecendo nas lojas de discos de São Paulo, Buenos Aires e Lisboa. As filas voltaram. Não as filas...
15/05/2026

Há algo sintomático acontecendo nas lojas de discos de São Paulo, Buenos Aires e Lisboa. As filas voltaram. Não as filas digitais de pré-save no Spotify ou de notificações de lançamento no Apple Music — filas físicas, de pessoas segurando dinheiro em papel ou cartão, esperando para comprar um disco de vinil, uma fita cassete ou uma edição limitada em CD de um artista que, muitas vezes, elas já ouviram exaustivamente em plataformas de streaming. Esse fenômeno, que poderia ser lido como nostalgia superficial ou capricho estético, é na verdade o sintoma de uma crise muito mais profunda que atravessa a indústria musical global em 2026..

A indústria da música atravessa uma inflexão histórica em 2026: o modelo de streaming, dominante por mais de uma década, começa a mostrar rachaduras estruturais enquanto o consumo físico e a cultura do objeto musical reemergem com força surpreendente. Uma análise sobre o que essa virada diz...

Há algo perturbador acontecendo na prateleira de ficção das livrarias que ainda resistem. Os romances mais discutidos do...
15/05/2026

Há algo perturbador acontecendo na prateleira de ficção das livrarias que ainda resistem. Os romances mais discutidos dos últimos anos — aqueles que provocam debates, que circulam em grupos de leitura e dominam listas de prêmios internacionais — compartilham uma característica que seria considerada defeito técnico em outra época: eles recusam, de forma deliberada e muitas vezes ostensiva, a contar uma história do começo ao fim..

A literatura contemporânea atravessa uma transformação estrutural profunda: o romance linear, herdeiro direto do século XIX, cede espaço a formas fragmentadas, polifônicas e deliberadamente incompletas. Este artigo analisa as forças culturais, tecnológicas e filosóficas que impulsionam essa...

Há uma ironia cruel no coração da historiografia: os impérios que mais investiram em registrar o passado foram, invariav...
15/05/2026

Há uma ironia cruel no coração da historiografia: os impérios que mais investiram em registrar o passado foram, invariavelmente, os que menos aprenderam com ele. Roma catalogou meticulosamente o colapso das repúblicas gregas. O Império Britânico estudou a decadência romana com devoção quase acadêmica. E ainda assim, ambos percorreram trajetórias notavelmente semelhantes — expansão vertiginosa, hiperextensão militar, erosão institucional, fragmentação periférica e, por fim, o silêncio do centro..

Uma análise aprofundada sobre os ciclos de colapso imperial ao longo da história, identificando os vetores estruturais — econômicos, militares, culturais e institucionais — que determinam a longevidade ou a ruína das grandes potências, e como esses padrões se manifestam no cenário global ...

Há uma tendência persistente, quase confortável, de narrar a história ocidental como uma linha reta: Grécia, Roma, Renas...
15/05/2026

Há uma tendência persistente, quase confortável, de narrar a história ocidental como uma linha reta: Grécia, Roma, Renascimento, Iluminismo, Modernidade. Essa linearidade, porém, é uma ficção conveniente. O que de fato ocorreu nas margens do Mediterrâneo entre 3000 a.C. e 500 d.C. foi algo muito mais turbulento, poroso e fascinante — um experimento de contato contínuo entre povos radicalmente distintos que, ao se chocarem, geraram sínteses inesperadas e duradouras..

Uma análise aprofundada sobre o papel do Mediterrâneo como nexo civilizacional, explorando como as culturas que floresceram em suas margens criaram os fundamentos filosóficos, jurídicos, artísticos e comerciais que ainda sustentam o mundo contemporâneo — e por que revisitar esse legado impor...

Há uma crença confortável, quase religiosa, de que as instituições republicanas são estruturas sólidas — construções rac...
15/05/2026

Há uma crença confortável, quase religiosa, de que as instituições republicanas são estruturas sólidas — construções racionais erguidas para durar. A história, porém, é impiedosa com essa convicção. Repúblicas não morrem apenas por golpes militares ou invasões estrangeiras. Elas morrem, com mais frequência do que gostaríamos de admitir, por dentro. Morrem pela acumulação silenciosa de pequenas concessões, pelo enfraquecimento gradual de normas não escritas, pela erosão da confiança entre cidadãos e suas instituições..

Uma análise histórica dos padrões estruturais que levaram ao colapso de grandes repúblicas ao longo dos séculos, desde Roma até os regimes democráticos do século XX, identificando as variáveis comuns que tornam sistemas políticos vulneráveis à erosão interna.

Há um momento em que a história muda de velocidade. Não com um único evento catalisador, mas com o acúmulo silencioso de...
15/05/2026

Há um momento em que a história muda de velocidade. Não com um único evento catalisador, mas com o acúmulo silencioso de fraturas que, de repente, tornam-se impossíveis de ignorar. O mundo de 2026 vive precisamente esse instante..

O sistema internacional atravessa uma transição estrutural profunda. Em 2026, a hegemonia americana — já fragilizada desde a crise financeira de 2008 e os desdobramentos das guerras do Oriente Médio — encontra-se diante do seu teste mais severo. Este artigo analisa os vetores de força que e...

Se há uma característica que define o cenário internacional de meados de 2026, é a velocidade com que antigas certezas g...
15/05/2026

Se há uma característica que define o cenário internacional de meados de 2026, é a velocidade com que antigas certezas geopolíticas se dissolvem. Alianças que pareciam sólidas vacilam. Rivais históricos negociam silenciosamente. E potências médias, antes relegadas à periferia das decisões globais, emergem como árbitros indispensáveis em conflitos que nenhuma grande potência consegue resolver sozinha..

A ordem internacional de 2026 é marcada por uma fragmentação sem precedentes nas alianças tradicionais e pelo surgimento de eixos de cooperação pragmática que transcendem ideologias. Este artigo analisa as principais forças em jogo, os atores emergentes e o que esse realinhamento significa p...

Há uma década, analistas políticos debatiam se o Brasil havia finalmente consolidado uma democracia madura, com alternân...
15/05/2026

Há uma década, analistas políticos debatiam se o Brasil havia finalmente consolidado uma democracia madura, com alternância de poder previsível e eleitorado relativamente moderado. Hoje, esse debate parece distante. O que se observa — nos dados, nas ruas, nas redes sociais e nos bastidores do Congresso — é um processo acelerado de erosão do centro político, com consequências que vão muito além de uma eleição.

A fragmentação do centro político brasileiro não é um fenômeno conjuntural. É estrutural. Alimentada por desconfiança institucional, redes sociais e uma economia que ainda não entregou mobilidade social real, a polarização avança e redesenha as regras do jogo democrático. A Duna Press a...

Há uma tentação analítica de descrever o mundo atual como simplesmente caótico. Guerras em curso, instituições multilate...
15/05/2026

Há uma tentação analítica de descrever o mundo atual como simplesmente caótico. Guerras em curso, instituições multilaterais paralisadas, líderes eleitos com retóricas de ruptura, mercados globais sob pressão constante. O caos, no entanto, é raramente aleatório. O que se observa em maio de 2026 é menos desordem do que uma reordenação — dolorosa, contestada e ainda incompleta — das estruturas que governaram o sistema internacional desde o fim da Guerra Fria..

A ordem internacional de 2026 não é bipolar nem unipolar — é um sistema de multipolaridade fragmentada, no qual potências médias ganham protagonismo, instituições multilaterais perdem legitimidade e a competição entre blocos redefine desde cadeias produtivas até doutrinas militares. Este...

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