Itiman Criamos, editamos e publicamos conteúdos sobre desenvolvimento humano baseados na filosofia budista. Fundada em fevereiro de 2019 por Mauro M.

Nakamura, a ITIMAN – Associação Editorial Luso-Japonesa de Desenvolvimento Humano acredita na construção de um mundo mais humano e feliz. Por isso, temos como missão criar e publicar conteúdos sobre formação e desenvolvimento humano baseados na filosofia budista, a partir de artigos, livros, filmes, vídeos, cursos online e presenciais, workshops e projetos sociais, contribuindo para comunidades e,

principalmente, pessoas mais saudáveis, positivas e felizes. Na língua japonesa, ITIMAN signif**a «dez mil», nome inspirado no forte desejo e sério compromisso de produzir e partilhar conteúdos com ensinamentos que «durem dez mil anos», ou seja, que serão lidos por várias gerações. A ITIMAN é representante internacional da Ichimannendo Publishing, editora japonesa com sede em Tóquio. Em Portugal, a ITIMAN é filiada à APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros e associada efetiva da CCILJ - Câmara de Comércio e Indústria Luso-Japonesa.

CAFÉ COM LETRAS JAPONESASAula Criativa de Cultura e Língua JaponesaO Grupo de Colaboradores da ITIMAN - Associação Edito...
29/04/2026

CAFÉ COM LETRAS JAPONESAS
Aula Criativa de Cultura e Língua Japonesa

O Grupo de Colaboradores da ITIMAN - Associação Editorial Luso-Japonesa de Desenvolvimento Humano, no âmbito do seu Projeto SocioCultural O JAPÃO DENTRO DE PORTUGAL, tem o prazer de convidar as pessoas que se interessam pelo Japão para participar deste evento original e ímpar.

Nesta aula criativa de cultura e língua japonesa, você poderá conhecer o Japão de forma divertida e intuitiva, por meio da sua cultura, arte e da sua língua, e dar o primeiro passo para ler, escrever, compreender e falar em japonês.
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Local
Forum Aveiro | AVEIRO

2 de maio (sábado)
1ª opção: 10h30 às 12h00
2ª opção: 15h00 às 16h30

Todas as aulas têm o mesmo conteúdo.

O valor desta aula experimental única é de 20€ por pessoa.
As inscrições e pagamento serão aceitos até o dia 1de maio (sexta-feira) às 23h.

Cada um receberá um material de iniciação ao estudo de língua japonesa.

Inscrições e informações:
[email protected]

Realização:
Grupo de Colaboradores da ITIMAN
https://www.itiman.eu/colaboradores/
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Após esta primeira aula criativa, o interessado poderá continuar o estudo no Curso Regular de Língua Japonesa (com conteúdos e valor a serem apresentados), com aulas direcionadas para as necessidades, objetivos e nível de cada aluno, com ênfase na escrita, leitura, compreensão e conversação.

As aulas podem ser marcadas nos dias e horários mais adequados ao ritmo e à conveniência de cada pessoa.
Dentre essas quatro habilidades linguísticas, pretende-se, sobretudo, enfatizar a prática na comunicação oral.

Ainda, para uma melhor convivência com os japoneses e a compreensão dos aspectos culturais, durante o curso regular também serão estudados os hábitos e os costumes do povo japonês.

REFLETIR SOBRE AS NOSSAS AÇÕES DO DIA A DIA PARA CRESCER COMO SER HUMANOQuem apenas culpa os outros por tudo de ruim que...
20/04/2026

REFLETIR SOBRE AS NOSSAS AÇÕES DO DIA A DIA PARA CRESCER COMO SER HUMANO
Quem apenas culpa os outros por tudo de ruim que acontece em sua vida nunca encontrará a verdadeira felicidade. O essencial é olhar honestamente para si mesmo e corrigir as próprias atitudes. Fazendo isso, as pessoas também mudarão. E a vida quotidiana, com certeza, será mais feliz. (Kentestu Takamori, autor do livro “Porque vivemos”)

Todo o ser humano erra, afinal, errar é humano. No entanto, ninguém gosta de errar. Quando erramos, não queremos admitir que a responsabilidade é nossa e sofremos por isso. Tentamos encontrar a causa noutras pessoas ou na situação do momento.

Embora a nossa razão tente convencer-nos de que boas ações geram boas consequências, más ações provocam más consequências e que tudo é resultante das nossas próprias ações, no íntimo, temos dificuldades para aceitar totalmente o Princípio Universal da Causalidade (Causa e Consequência).

Não é fraqueza reconhecer o erro, pedir desculpas pelo equívoco e esforçar-se para imediatamente corrigí-los. Vergonha é não admitir, insistir e tentar justif**ar o erro e, ainda, culpar os outros pela má consequência sofrida.

😉 Quem consegue encarar um erro como uma oportunidade de aperfeiçoamento e desenvolvimento humano é feliz.

Segundo a filosofia budista, a diferença entre a pessoa que é capaz de aprender com os próprios erros e aquela que apenas culpa e reclama dos outros é o autoconhecimento, por outras palavras, saber de forma correta e realista como é e ter a certeza sobre a natureza do ser humano.

Esta natureza humana (ou essência do ser humano) é igual e única para todas as pessoas, independentemente de género, raça, idioma, cultura, pensamento, ideologia, crença, religião, país e época.

🌸 De forma muito didática, Buda Shakyamuni discorre sobre a essência do ser humano, quem e como somos, na parábola «A verdadeira natureza do ser humano», registada no Sutra das Parábolas. O vídeo da parábola está disponível no canal YouTube da Itiman, em: https://www.youtube.com/watch?v=W0BwmckS3HA

🌼 A explicação introdutória desta parábola pode ser lida no livro “CAUSA E CONSEQUÊNCIA – Filosofia budista para o dia a dia”. Leia as páginas iniciais em: https://www.itiman.eu/causa-e-consequencia-mauro-m.../

Aos que desejam saber o signif**ado desta parábola de forma mais completa e profunda, podem se inscrever nas aulas online do Curso Introdutório de Budismo. Para maiores informações sobre o curso, basta me enviar uma mensagem pelo WhatsApp ou Messenger.

(Por Mauro M. Nakamura, professor de filosofia budista, autor do livro “Causa e Consequência”, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN - Associação Editorial Luso-Japonesa de Desenvolvimento Humano)

COMO CRIAMOS O NOSSO DESTINO?Quando estamos felizes e a situação nos é favorável, é muito fácil concordar e aceitar o Pr...
17/04/2026

COMO CRIAMOS O NOSSO DESTINO?
Quando estamos felizes e a situação nos é favorável, é muito fácil concordar e aceitar o Princípio da Causalidade, ou seja, que todas as nossas ações geram as consequências na vida e, com isso, constroem o nosso destino.

No entanto, quando as consequências geradas são negativas e causam sofrimento ou tristeza, nem sempre é simples e imediata a nossa concordância de que estamos a colher os frutos provenientes das sementes que nós mesmos plantamos.

Por que é que isto me aconteceu? Por que é que sou assim?
Quantas vezes colocámos estas questões a nós mesmos e ficámos sem resposta?

As pessoas são constantemente surpreendidas pelos acontecimentos da vida e, no entanto, permanecem absolutamente alheias às sementes que plantaram no passado.
Ao ouvir a palavra «passado», algumas pessoas podem pensar que isso signif**a vidas passadas. Este pensamento não é incorreto, mas está incompleto.

Quando falamos em ações praticadas no passado, também estamos a falar nas ações que fizemos no ano passado, no mês passado, na semana passada, ontem ou, até mesmo, no minuto anterior que acabamos de viver.

Quando as coisas não acontecem como esperamos, há pessoas que pensam logo que isso já estava definido desde o meu nascimento, ou que é obra do destino.

Ao responsabilizar o destino, buscamos uma via de alívio ao nosso sofrimento e deixamos de pensar e investigar as causas desse acontecimento.

Mas será que realmente esses infortúnios já estavam definidos desde antes do nosso nascimento, sendo resultado do destino?

Se realmente o nosso destino estiver definido desde o nascimento, jamais seremos capazes de sair de uma situação desfavorável.

A filosofia budista ensina que as ações que praticamos causam felicidade ou sofrimento, e que somos nós que criamos o nosso destino.

Se deseja saber mais sobre este assunto, inscreva-se nas aulas online do Curso Introdutório de Budismo: https://www.itiman.eu/curso-introdutorio-de-filosofia.../
Ou entre em contacto diretamente comigo pelo WhatsApp: 912 191 900 (Mauro M. Nakamura).

(Por Mauro M. Nakamura, professor de filosofia budista, autor dos livros “Causa e consequência” e “A História de Buda”, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN - Associação Editorial Luso-Japonesa de Desenvolvimento Humano)

MUITAS PESSOAS CONSIDERAM QUE A VERDADEIRA FELICIDADE É AQUELA SEM APEGO OU DESEJO.Em outras palavras, acreditam que par...
15/04/2026

MUITAS PESSOAS CONSIDERAM QUE A VERDADEIRA FELICIDADE É AQUELA SEM APEGO OU DESEJO.
Em outras palavras, acreditam que para ser verdadeiramente feliz, é necessário reprimir o desejo, desapegar ou “praticar o desapego”; alguns chegaram até o ponto de pensar que a raiz do sofrimento é o apego, e que a menos que o desejo seja eliminado, nunca se pode obter a felicidade.

Por outro lado, se passarmos a vida toda tentando satisfazer nossos desejos ilimitados e com apego, viveremos descontentes, insatisfeitos e condenados a sofrer até o fim. Nenhuma filosofia de vida, prática, terapia, pensamento ou estilo de vida pode nos mostrar uma saída para esse dilema, que parece insolúvel.

No entanto, há 2600 anos, Buda Shakyamuni indicou e explicou sobre a existência de uma felicidade que pode ser vivenciada nesta vida, sem reduzir ou eliminar nossas insistentes paixões mundanas, como desejo, apego, ira, raiva, inveja, ciúme e ódio.

No budismo, apego, desejo, raiva, ciúme, inveja e sentimentos semelhantes são conhecidos como “paixões mundanas”. O ser humano é um aglomerado de 108 paixões mundanas; nós, humanos, somos feitos dessas paixões.

Por sermos formados de desejo e apego, até a morte esta nossa condição não mudará, isto é, até o último instante desta vida teremos apego e desejo. Então, se a verdadeira felicidade for aquela que é sem apego e desejo, quando poderemos ser verdadeiramente felizes? Para bom entendedor, meia palavra basta. A resposta é clara e não deixa dúvidas.

A filosofia budista indica um caminho em que, mesmo que todos os nossos desejos não sejam satisfeitos, mesmo que tenhamos apego, mesmo que a ira persista, mesmo que sentimentos detestáveis como a inveja e o ciúme venham à tona, é possível obter e sentir uma felicidade verdadeira e inabalável, que não depende de nenhuma prática ou terapia, fé ou crença religiosa para existir e perdurar.

Muitas vezes, a verdadeira felicidade é entendida de forma equivocada como um estado de ausência total de sofrimentos, mas segundo o Budismo, o mais adequado, preciso e realista é dizer que a verdadeira felicidade é viver num mundo em que "as ondas de todo o sofrimento transformam-se em alegria", sendo como somos, com todos os nossos apegos e desejos humanos. Obviamente, isso refere-se ao nosso "mundo interior", ao nosso "eu interior".

🌸 A explicação mais profunda e completa sobre este assunto poderá ser ouvida e estudada nas aulas online (ao vivo) do Curso de Filosofia Budista - A natureza do ser humano e o propósito da vida: https://www.itiman.eu/curso-introdutorio-de-filosofia.../

(Por Mauro M. Nakamura, professor de filosofia budista, autor do livro CAUSA E CONSEQUÊNCIA - Filosofia budista para o dia a dia, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN - Associação Editorial Luso-Japonesa de Desenvolvimento Humano)

VIVER COM UM PROPÓSITO CLAROMuitas vezes, f**amos em dúvida sobre qual caminho seguir na vida. O importante é a própria ...
11/04/2026

VIVER COM UM PROPÓSITO CLARO
Muitas vezes, f**amos em dúvida sobre qual caminho seguir na vida. O importante é a própria pessoa tomar essa decisão. Senão, quando enfrentar problemas, não vai conseguir superá-los. Se nós mesmos escolhemos o caminho, poderemos nos reerguer e redirecionar os esforços. (Kentetsu Takamori, autor do livro “Porque vivemos”)

Mas como podemos pensar e nos orientar na hora de tomar essa importantíssima decisão?

Buda Shakyamuni (Siddharta Gautama), precursor da filosofia budista, ensinou que “viver 1 dia consciente do propósito da vida é infinitamente mais feliz do que viver 100 anos, sem saber da razão de ter nascido como ser humano e apenas viver”.

Viver pode ser comparado a um avião que está a voar.
Num trajeto aéreo, as decisões sobre velocidade e altitude, as alterações de rota devidas ao vento ou à pressão do ar, a atenção aos problemas mecânicos, tudo isto signif**a escolhas que afetam o “modo de voar”.

Antes de tomar qualquer decisão, o importante é saber precisamente a direção, ou seja, “para onde se vai voar”.
Nenhum piloto descolaria sem antes determinar o seu destino (objetivo), pois sabe que voar por voar acarretaria uma grande tragédia — a queda e a morte. Da mesma forma, sem um propósito que forneça satisfação e alegria duradouras, a vida não se reduziria apenas a sofrimento?

Esta é a reflexão extremamente positiva da vida que Shakyamuni fez e encoraja-nos a fazer com as suas sábias palavras. É uma orientação essencial antes de fazermos a escolha do caminho a seguir na vida.

O Budismo, ensinamento transmitido há mais de 2600 anos por Shakyamuni, explica o propósito da vida humana de maneira didática, clara, precisa e sem dogmas, totalmente baseada na Verdade Universal do Princípio da Causalidade (Causa e Consequência) e indica o caminho para a felicidade suprema e plena, possível nesta vida para todas as pessoas.

Leia mais sobre a filosofia budista no livro "Causa e Consequência - Filosofia budista para o dia a dia" (https://www.itiman.eu/causa-e-consequencia-mauro-m.../).
Participe também das aulas online do Curso de Filosofia Budista - A natureza do ser humano e o propósito da vida (https://www.itiman.eu/curso-introdutorio-de-filosofia.../).

(Por Mauro M. Nakamura, professor de filosofia budista, autor do livro “Causa e Consequência” e "A História de Buda", editor de conteúdo e presidente da ITIMAN - Associação Editorial Luso-Japonesa de Desenvolvimento Humano)

VIVER E APRENDERTodos nós cometemos muitos erros. Aprender ou não com eles depende da profundidade com que refletimos so...
03/04/2026

VIVER E APRENDER
Todos nós cometemos muitos erros. Aprender ou não com eles depende da profundidade com que refletimos sobre os nossos atos.

O Budismo analisa e explica o ser humano a partir das ações praticadas pelo corpo, pela boca e pela mente. Destas, a ação mental é a mais importante.

Esta ênfase na ação da mente pode ser verif**ada também nos tribunais, que distinguem um assassinato premeditado de um homicídio involuntário.

Por que é que aquilo que pensamos tem maior peso do que as ações físicas e verbais? A resposta é simples: os atos da fala e do corpo são controlados pelos pensamentos da mente.

A filosofia budista privilegia sempre as ações praticadas pela mente ou pelo coração, assim como os bombeiros se focam na origem do fogo num incêndio.

Por isso, para se viver e aprender, é necessário olhar e refletir com sinceridade sobre as nossas ações, principalmente, os pensamentos que temos dentro da nossa mente e do nosso coração.

Refletir e agir pela nossa própria felicidade e pelo bem-estar das pessoas. Este é o caminho do altruísmo, da relação vantajosa para todas as partes, que nos conduzirá ao mundo em que existe a autêntica igualdade, que não signif**a apenas ausência de diferenças, mas que está ligada a uma felicidade única e igual para todos, possível de ser alcançada e vivenciada por qualquer pessoa deste mundo, sem discriminações de qualquer natureza.

Saiba mais sobre este assunto no Curso Online de Filosofia Budista - A natureza do ser humano e o propósito da vida (https://www.itiman.eu/curso-introdutorio-de-filosofia.../) e no livro "Causa e Consequência" (https://www.itiman.eu/causa-e-consequencia-mauro-m.../).

(Por Mauro M. Nakamura, professor de filosofia budista, autor do livro “Causa e Consequência” e "A História de Buda", editor de conteúdo e presidente da ITIMAN - Associação Editorial Luso-Japonesa de Desenvolvimento Humano)

O QUE É COMPAIXÃO?A “compaixão” é um dos temas centrais da filosofia budista, que representa um sentimento muito importa...
31/03/2026

O QUE É COMPAIXÃO?
A “compaixão” é um dos temas centrais da filosofia budista, que representa um sentimento muito importante para o bem-estar e felicidade de qualquer pessoa e de toda a sociedade.

Shinran (1173-1263), um grande mestre budista do Japão, explicou que o Budismo é o “navio da grande compaixão” que nos faz navegar pelo oceano de sofrimentos da vida, com mente e coração radiantes, repletos de felicidade.

A compaixão é explicada pelo conceito budista BAKKU YORAKU (抜苦与楽), que signif**a “eliminar o sofrimento e proporcionar a felicidade”.

Ao longo da vida, todos nós temos vários tipos de sofrimentos, assim como numa árvore, surgem continuamente incontáveis folhas e ramos. Ao vermos essas “folhas e ramos de sofrimento”, natural- mente surgirá o sentimento de querer “eliminar o sofrimento e pro- porcionar a felicidade”, ou seja, a compaixão.

Diante desta realidade, a filosofia budista explica que há dois tipos de compaixão: a “pequena compaixão” e a “grande compaixão”. A “pequena compaixão” é própria do ser humano e está presente em todas as relações interpessoais, familiares e sociais.

Um bom exemplo é a compaixão dos pais para com os filhos. Quando o filho f**a com dor de barriga a meio da noite, mesmo que estejam cansados e com muito sono, os pais levam o filho imediatamente ao hospital. Esta atitude é resultado do sentimento de querer “eliminar o sofrimento” do filho.

Mas a compaixão dos pais não se limita a isso. Depois de a dor ser curada e eliminada, os pais preocupam-se em confortar o filho para que ele possa dormir com tranquilidade e segurança. Ou seja, querem “proporcionar a felicidade (bem-estar)” ao filho.

Da mesma forma, quando vemos uma pessoa carente, em sofrimento, que passa por dificuldades financeiras e tem fome, imediatamente sentimos compaixão e queremos ajudar com a doação de alimentos, bens materiais e dinheiro.

Tudo isso é compaixão. No entanto, por mais que os pais solucionem a dor de barriga do filho, que ajudemos os mais necessitados com alimentos e bens materiais, a solução do sofrimento será sempre momentânea e temporária. É como podar as folhas e ramos que florescem na “árvore do sofrimento”. Certamente, surgirão novas folhas e ramos.

Obviamente, este facto não tira o mérito e a legitimidade da compaixão das pessoas, que efetivamente alivia o sofrimento daqueles que mais sofrem, no presente momento. Por outras palavras, isso signif**a que a felicidade proporcionada pela compaixão humana é, e sempre será, temporária.

Para cada tipo de sofrimento necessitamos de um caminho adequado para a solução. Da mesma forma que, para cada doença, é necessário adotar um remédio e um tratamento específico para chegarmos à cura. Por esta razão, são vários os caminhos e soluções apresentados pelo Buda Shakyamuni, como as mais conhecidas práticas e meditações, entre outras. Mas não são as únicas, e nem representam a essência do Budismo.

No processo de busca pela felicidade que iniciamos desde o momento em que tomamos consciência da vida, a coisa mais importante é saber corretamente a causa básica ou a fonte do sofrimento humano (doença) e qual o caminho a trilhar (remédio) para a eliminar e solucionar definitivamente, e não apenas temporariamente.

Embora seja necessário e relevante, não basta apenas podar as folhas e ramos da árvore. Além disso, é essencial, arrancar a raiz da árvore do sofrimento humano. Isso signif**a que, ao mesmo tempo que precisamos de viver com todas as forças o nosso dia a dia e gerir os vários sofrimentos quotidianos (folhas e ramos da árvore) — como as questões relacio- nadas à saúde física, mental e emocional, meios de subsistência, família, trabalho e relacionamentos pessoais — precisamos de saber claramente a raiz (causa básica) do sofrimento humano.

Avançar pelo caminho que nos levará até a solução definitiva do sofrimento nesta vida (arrancar e eliminar a raiz da árvore), e não apenas obter alívios temporários do sofrimento (podar as folhas da árvore), é o propósito e a verdadeira felicidade propiciada pela “grande compaixão”, explicada de forma profunda pelo Buda Shakyamuni há mais de 2600 anos.

Saiba mais nas aulas online / ao vivo do Curso Introdutório de Filosofia Budista - A natureza do ser humano e o propósito da vida: https://www.itiman.eu/curso-introdutorio-de-filosofia.../

(Por Mauro M. Nakamura, professor de filosofia budista, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN - Associação Editorial Luso-Japonesa de Desenvolvimento Humano)

COMPREENDER AS DIFERENÇAS PARA CHEGAR À IGUALDADEHá muito tempo, um homem que vivia numa aldeia na montanha e, outro, qu...
27/03/2026

COMPREENDER AS DIFERENÇAS PARA CHEGAR À IGUALDADE
Há muito tempo, um homem que vivia numa aldeia na montanha e, outro, que morava numa aldeia de pescadores, passaram uma noite na mesma hospedaria da capital. Em determinado momento, começaram a discutir.

“Agora, ouça o que eu digo”, falou o primeiro. “Estou dizendo que o sol nasce e se põe nas montanhas”. “Não seja parvo”, replicou o segundo, sem ceder em nada. “O sol nasce e se põe no mar. Eu tenho a plena certeza. Vejo isso acontecer todos os dias”.

O proprietário da hospedaria aproximou-se e riu dos dois: “Vocês estão errados. O sol nasce e se põe entre os telhados!”.

Cada um de nós percebe as coisas de maneira diferente, de acordo com a nossa situação, com o mundo no qual vivemos. Para um indivíduo rico, o tiquetaque do relógio pode parecer um lembrete para investir seu dinheiro e lucrar, enquanto para alguém que está com uma dívida, pode servir como alerta de que o prazo para quitar o saldo devedor está se esgotando.

Sem dúvida, o mundo é desigual. Existem pessoas inteligentes e tolas, boas e más, altas e baixas, não há seres humanos iguais. Somos infinitamente variados também com relação à educação, conhecimentos, talentos, habilidades, escolhas e pensamento.
Mesmo num mundo de diferenças, o desejo comum em qualquer pessoa é a felicidade duradoura e plena, nesta vida.

A filosofia budista explica que a igualdade tão almejada por todos está justamente na conquista dessa felicidade ímpar e igual para toda a humanidade, da mesma forma que as diversas águas dos inúmeros rios do planeta, ao desaguarem no oceano, terão o mesmo sabor.

Podem ser talentosos ou não, saudáveis ou não, ricos ou pobres, de qualquer etnia ou classe social – isso não faz diferença. Todos, sem exceção, podem partilhar igualmente o mesmo mundo de alegria e felicidade nesta vida.

É o que a filosofia budista indica com clareza e explica de maneira didática, de modo que qualquer pessoa possa compreender e efetivamente alcançar este mundo pleno de igualdade.

Aprenda e saiba mais sobre este tema nas aulas online (ao vivo) do Curso Introdutório de Filosofia Budista - A natureza do ser humano e o propósito da vida: https://www.itiman.eu/curso-introdutorio-de-filosofia.../

(Por Mauro M. Nakamura, professor de filosofia budista, autor do livro “Causa e Consequência”, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN - Associação Editorial Luso-Japonesa de Desenvolvimento Humano)

A VIDA COMO UM OCEANO: EM QUE DIREÇÃO NADAR?A vida é tal e qual um mar onde as ondas de sofrimento não cessam, assim com...
23/03/2026

A VIDA COMO UM OCEANO: EM QUE DIREÇÃO NADAR?
A vida é tal e qual um mar onde as ondas de sofrimento não cessam, assim como acontece no oceano real que conhecemos.

Ao nascer, todos os seres humanos são lançados na imensidão do oceano da vida. Uma vez atirados ao mar, temos de nadar com toda a energia. «Nadar com toda a energia» signif**a esforçar-se ao máximo para sobreviver.

Mas nadar em que direção?
No vasto mar, tudo o que a vista alcança é apenas céu e água, não temos qualquer senso de direção. Por outro lado, afundaremos se não nadarmos. Por isso, temos de nadar com força total.

Segundo a filosofia budista, esta é a imagem da humanidade, que não consegue responder à questão fulcral da vida: POR QUE NASCEMOS E ESTAMOS A VIVER?

O filme de animação japonesa NAZE IKIRU (Porque Vivemos), produção inspirada no livro Porque Vivemos, de Kentetsu Takamori, discute esta questão essencial do ser humano a partir da analogia entre a vida e o oceano, em que existe um grande navio no qual podemos embarcar.

Mas o que acontecerá se continuarmos a nadar sem saber para onde?
Logo, corpo, mente e espírito estarão exaustos. Por fim, virá a morte por afogamento. Não há dúvida. Mesmo sabendo-o, não temos outra escolha a não ser nadar.

Avistando apenas o céu, a água e a linha do horizonte, nadamos no oceano da vida à procura de um tronco flutuante que nos sustente, de algo que nos sirva de apoio.

Quando nos cansamos, temos de nos apoiar nos objetos que encontramos a flutuar à nossa volta. Sentimos alívio quando, a muito custo, conseguimos agarrar-nos a uma pequena tábua, mas logo somos engolidos por ondas inesperadas, perdemos a tábua e sofremos, engasgados com a água salgada.

«A tábua era muito pequena», refletimos e nadamos em busca de um tronco maior. Depois de muito sacrifício, conseguimos apoiar-nos num toro enorme. Ficamos animados, mas, em seguida, somos vítimas de uma onda ainda maior.

Novamente engasgados com a água salgada, debatemo-nos e pensamos: Se me tivesse apoiado num tronco maior, isto não aconteceria... E, assim, vivemos obcecados até ao último instante por coisas efémeras como sonhos, e o mar de sofrimento não tem fim.

Esta visão de vida pode até ser considerada pessimista, mas ao refletirmos com mais serenidade e sinceridade, chegaremos à conclusão de que é a mais pura realidade.

À nossa volta muitas pessoas são atormentadas pelas ondas de sofrimento, outras são traídas pelos troncos a que se agarraram e há também aquelas que se angustiam com a água salgada do mar e com os vários contratempos da vida.

Todo o ser humano se esforça dia e noite para alcançar a plena segurança e satisfação, isto é, a legítima felicidade.
Será que viver da forma como vivo realmente é o caminho para se ser plenamente feliz? Qualquer pessoa que pensa seriamente na vida já deve ter-se sentido e questionado desta maneira.

Afinal, para onde devemos nadar?
Por que devemos viver, mesmo enfrentando as ondas de dificuldades e sofrimentos da vida?

Salvar vidas neste vasto oceano da vida, oferecendo apoios às pessoas que se afogam e sofrem, é indiscutivelmente nobre, legítimo e importantíssimo.

Mas enquanto não soubermos claramente em que direção devemos nadar, para embarcar num "navio" e chegar à terra firme, esta felicidade será sempre momentânea e efémera.
A filosofia budista explica como podemos embarcar neste "navio" e vivenciar a felicidade plena, nesta vida.

Assista ao trailer e saiba mais na página do filme: https://www.itiman.eu/porque-vivemos_filme/

(Por Mauro M. Nakamura, professor de filosofia budista, autor do livro “Causa e Consequência”, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN - Associação Editorial Luso-Japonesa de Desenvolvimento Humano)

EXISTE ALGO QUE ACONTECE POR ACASO?Algo ocorrer por acaso signif**a que aconteceu casualmente, ou seja, sem nenhuma caus...
21/03/2026

EXISTE ALGO QUE ACONTECE POR ACASO?
Algo ocorrer por acaso signif**a que aconteceu casualmente, ou seja, sem nenhuma causa. Mas será que nesta vida realmente existe algo que aconteça sem nenhuma causa?

Quando não conseguimos compreender porque é que algo acontece, achamos logo que é «coisa do destino» ou que aconteceu por acaso.

Para toda e qualquer consequência que temos na vida, com certeza existe uma causa. Não há nada neste mundo que aconteça por acaso, isto é, sem uma causa.

Obviamente, existem situações em que a causa pode ser desconhecida, como no caso da queda de um avião no meio do oceano. No entanto, «a causa ser desconhecida» e «a causa ser inexistente», são situações completamente diferentes.

Há mais de 2600 anos, Buda Shakyamuni (Siddhartha Gautama) já ensinava que para toda e qualquer consequência, com certeza existiu uma causa, que não há nada que aconteça sem causa, por acaso. Isto é explicado em profundidade pelo Princípio da Causalidade (causa e consequência), base de toda a filosofia budista e, também, de uma vida feliz.

Leia e saiba mais sobre o Princípio da Causalidade no livro CAUSA E CONSEQUÊNCIA - Filosofia Budista para o dia a dia (publicado em Portugal pela Penguin Random House) e nas aulas online do Curso Introdutório de Filosofia Budista - A natureza do ser humano e o propósito da vida: https://www.itiman.eu/curso-introdutorio-de-filosofia.../

(Por Mauro M. Nakamura, professor de filosofia budista, autor do livro “Causa e Consequência”, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN - Associação Editorial Luso-Japonesa de Desenvolvimento Humano)

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