Alentejo e seu Povo

Alentejo e seu Povo Esta pagina pretende divulgar e mostrar o nosso Alentejo a nossa Cultura a Música Tradicional Alentejana ao Mundo!

Através de fotos e criação de vídeos Recriando o Alentejo atual e passado...

Há imagens que contam histórias sem precisarem de palavras.No Alentejo de antigamente, os domingos eram dias especiais. ...
05/06/2026

Há imagens que contam histórias sem precisarem de palavras.

No Alentejo de antigamente, os domingos eram dias especiais. Vestia-se a melhor roupa, pegava-se na bicicleta e encontrava-se a malta na rua da aldeia.

Entre conversas, sorrisos e brincadeiras, os rapazes aguardavam, quase sempre com um olhar atento a quem passava.

As raparigas seguiam o seu caminho, elegantes na sua simplicidade, enquanto os corações mais jovens aproveitavam aqueles breves momentos para trocar olhares que valiam mais do que mil palavras.

Era um tempo sem pressas, sem telemóveis e sem distrações. Um tempo em que a felicidade morava nas coisas simples, na amizade, no respeito e no orgulho de pertencer à nossa terra.

Quem viveu estes momentos sabe que o Alentejo não era apenas um lugar. Era uma forma de viver, de sentir e de guardar memórias que o tempo nunca consegue apagar. ❤️

Quantos de vocês ainda se lembram destes domingos de aldeia?

No Alentejo de outros tempos, a mercearia da aldeia era muito mais do que um simples local para fazer compras. Era um po...
05/06/2026

No Alentejo de outros tempos, a mercearia da aldeia era muito mais do que um simples local para fazer compras. Era um ponto de encontro, onde todos se conheciam pelo nome, se trocavam novidades e se fortaleciam os laços da comunidade.

Atrás do balcão, o merceeiro conhecia a realidade de cada família. Quando o dinheiro não chegava para pagar os bens essenciais, havia sempre o livro de contas onde se apontava o que ficava por liquidar. Esse gesto de confiança permitia que muitas famílias continuassem a pôr comida na mesa até chegarem dias melhores.

Durante o Estado Novo, sob o regime de Salazar, a vida era marcada por dificuldades económicas, especialmente nas zonas rurais. O trabalho era duro, os salários baixos e os recursos escassos. Para muitas pessoas, a mercearia da aldeia representava não apenas um comércio, mas também uma rede de apoio informal que ajudava a enfrentar as dificuldades do quotidiano.

Esta imagem retrata uma realidade que faz parte da memória coletiva de muitas gerações alentejanas: um tempo de sacrifício, de entreajuda e de uma forte ligação entre as pessoas da comunidade.

No coração do Alentejo antigo, homens de mãos calejadas enfrentavam dias longos e exigentes para tirar da terra o seu su...
05/06/2026

No coração do Alentejo antigo, homens de mãos calejadas enfrentavam dias longos e exigentes para tirar da terra o seu sustento.
A tiragem da cortiça, feita com saber passado de geração em geração, era um trabalho duro que exigia força, precisão e respeito pela árvore.

Sob o calor do verão e o silêncio dos montados, cada golpe era fruto da experiência e do esforço de quem vivia ligado à natureza. Esta imagem é uma homenagem à resistência, à dignidade e ao espírito trabalhador das gentes alentejanas, que construíram a sua história com sacrifício, união e orgulho nas suas raízes.

Memórias de um Alentejo autêntico, onde o trabalho era árduo, mas a honra de o cumprir era ainda maior.

Há imagens que nos levam de volta à infância...No Alentejo antigo, os parques das aldeias e vilas enchiam-se de vida. O ...
05/06/2026

Há imagens que nos levam de volta à infância...

No Alentejo antigo, os parques das aldeias e vilas enchiam-se de vida. O baloiço era o ponto de encontro da criançada, onde se partilhavam risos, sonhos e brincadeiras que pareciam durar para sempre.

Tempos simples, mas tão felizes.

Quem se lembra?

No Alentejo antigo.Os namorados não precisavam das modernices de hoje nem de ecrãs para estarem juntos. Bastava um domin...
04/06/2026

No Alentejo antigo.
Os namorados não precisavam das modernices de hoje nem de ecrãs para estarem juntos.

Bastava um domingo de sol, um passeio pelos campos dourados, a sombra de uma azinheira e uma conversa serena.
Os sentimentos cresciam ao ritmo das estações, com respeito, paciência e verdade.

Eram tempos em que a felicidade se encontrava nas pequenas coisas e o amor florescia entre caminhos de terra, searas e horizontes sem fim.

A despedida que ficou no coraçãoNesta fotografia, o tempo parece suspenso. Uma mãe despede-se do filho, chamado para a G...
04/06/2026

A despedida que ficou no coração
Nesta fotografia, o tempo parece suspenso. Uma mãe despede-se do filho, chamado para a Guerra do Ultramar, sem saber se aquele beijo seria o último.
Entre 1961 e 1974, Portugal viveu treze anos de guerra nas então colónias africanas. A Guerra do Ultramar mobilizou cerca de 90% da juventude masculina do país. Partiram rapazes ainda com sonhos por cumprir. Muitos não regressaram. Cerca de 10 mil morreram, 20 mil ficaram inválidos e mais de 100 mil civis perderam a vida nas terras onde o conflito se travou.
Mas aqui não vemos números. Vemos um abraço apertado.
Vemos uma mãe que tenta ser forte.
Vemos um filho que tenta sorrir para não a fazer sofrer.
No Alentejo, como em tantas aldeias de Portugal, ficaram portas entreabertas, cartas esperadas e silêncios pesados. Ficaram mães a olhar a estrada, à espera de um regresso que nem sempre chegou.

Esta imagem é mais do que memória histórica — é dor contida, é amor incondicional, é a coragem silenciosa de quem ficou.
Porque, por trás de cada farda, havia um filho.
E por trás de cada partida, ficou sempre uma mãe.

No Alentejo antigo, os tempos eram duros, mas os corações eram generosos.Partilhava-se o pão, o tempo e o cuidado.As viz...
04/06/2026

No Alentejo antigo, os tempos eram duros, mas os corações eram generosos.
Partilhava-se o pão, o tempo e o cuidado.
As vizinhas eram família e a entreajuda fazia parte da vida.
Não era preciso esperar pelo Natal: a solidariedade vivia-se todos os dias. ❤️🍞🤝

No Alentejo de antigamente, as notícias passavam de boca em boca e os dias corriam devagar. À soleira da porta, entre vi...
04/06/2026

No Alentejo de antigamente, as notícias passavam de boca em boca e os dias corriam devagar. À soleira da porta, entre vizinhos e amigos, partilhavam-se histórias, preocupações e alegrias.

Pouco havia em bens materiais, mas sobrava aquilo que hoje faz tanta falta: tempo para conversar, escutar e estar presente na vida uns dos outros. 🌾🤍

Era o tempo da minissaia, da liberdade simples e da elegância sem esforço.Dizia-se que as raparigas portuguesas eram das...
03/06/2026

Era o tempo da minissaia, da liberdade simples e da elegância sem esforço.
Dizia-se que as raparigas portuguesas eram das mais bonitas da Europa — e talvez houvesse alguma verdade nisso. Não apenas pela moda da época, mas pela naturalidade, pelo sorriso fácil, pelo brilho no olhar e pela forma descontraída de viver cada dia.

Um retrato de um Portugal de outros tempos, onde o sol dourava as fachadas caiadas do Alentejo, as ruas enchiam-se de conversa e a juventude caminhava sem pressas, criando memórias que ainda hoje parecem vivas.

👉 Em Portugal, o auge da minissaia ocorreu entre o final da década de 1960 e meados da década de 1970. Nos anos 80, os modelos curtos continuaram a marcar presença, mantendo vivo um estilo que se tornou símbolo de modernidade, juventude e liberdade.

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