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Belém, Portugal

GRANDE REPORTAGEM: Esta é uma análise profunda sobre a odisseia portuguesa no Atlântico Norte, a espionagem renascentist...
09/01/2026

GRANDE REPORTAGEM: Esta é uma análise profunda sobre a odisseia portuguesa no Atlântico Norte, a espionagem renascentista e o tabuleiro geopolítico que hoje coloca a Gronelândia no centro de uma nova "Guerra Fria" climática.

O Império Português de D. Manuel I e a Conquista do Horizonte Gelado chamado Gronelândia

Enquanto o mundo moderno se surpreendeu com as propostas de Donald Trump para comprar a Gronelândia, a História revela que Portugal, sob o reinado de D. Manuel I, já tinha "fincado a bandeira" naquele território muito antes de qualquer potência americana sonhar com a sua existência. No início do século XVI, Portugal não era apenas uma nação costeira; era a vanguarda tecnológica e científica da Europa, operando a partir da Casa da Índia em Lisboa, o verdadeiro centro de inteligência do mundo de então.

A presença portuguesa na Gronelândia não foi uma colonização de povoamento, mas sim uma afirmação de soberania cartográfica e uma busca incessante por rotas. No Planisfério de Cantino (1502), um dos tesouros mais importantes da cartografia mundial, a Gronelândia aparece adornada com o pavilhão das quinas e a legenda "Terra del Rey de Portugall". Para os historiadores, como João Paulo Oliveira e Costa, esta era a "diplomacia do pergaminho": se a terra estava do lado português da linha definida pelo Tratado de Tordesilhas, ela pertencia, por direito divino e jurídico, à Coroa Portuguesa.

Os Irmãos Corte Real: Os Pioneiros do Nevoeiro
A exploração do Atlântico Norte foi liderada pela família Corte Real, oriunda dos Açores. Gaspar e Miguel Corte Real lançaram-se às águas gélidas em busca da "Passagem do Noroeste" que ligaria o Atlântico à Ásia. Em 1500 e 1501, estas expedições tocaram o que hoje chamamos de Terra Nova (Canadá) e avistaram a massa terrestre da Gronelândia.

O texto do Planisfério de Cantino é revelador da confusão geográfica da época: os navegadores acreditavam que aquelas serras espessas e geladas eram, na verdade, a "ponta da Ásia". O desconhecimento de que os Vikings já haviam estado lá séculos antes mostra como o conhecimento medieval se tinha perdido ou fragmentado. Os portugueses viam ali um território virgem, uma oportunidade de negócio e, acima de tudo, uma reserva estratégica para a pesca do bacalhau, que rapidamente se tornaria o "fiel amigo" da dieta nacional portuguesa.

O Caso Cantino: Espionagem e o "Roubo" do Mapa
A história do mapa em si parece saída de um romance de espionagem. Alberto Cantino não era um geógrafo, mas sim um agente ao serviço de Ercole d'Este, Duque de Ferrara. A sua missão em Lisboa era clara: descobrir o que os portugueses sabiam sobre o "Novo Mundo".

Nesta época, os mapas eram considerados segredos de Estado. Revelar as rotas marítimas ou a localização de novas terras era punível com a morte. Contudo, Cantino conseguiu subornar um cartógrafo da Casa da Índia para obter uma cópia clandestina do mapa padrão do reino. Este documento foi contrabandeado para Itália, permitindo que o resto da Europa visse, pela primeira vez, a dimensão real (embora ainda imprecisa) das Américas e a audácia das reivindicações portuguesas no Ártico.

O Contexto Histórico: De Vikings a Dinamarqueses
Para entender por que Portugal "abandonou" estas pretensões, é preciso olhar para a demografia. A Gronelândia tinha sido ocupada por Vikings vindos da Noruega a partir do século XI. Contudo, no século XV, devido à Pequena Idade do Gelo e à falta de recursos, as colónias europeias colapsaram, deixando o território entregue aos Inuítes.

Quando os portugueses lá chegaram, encontraram um vazio de poder europeu. A Dinamarca, que herdou as reivindicações norueguesas através da União de Kalmar, só voltaria a estabelecer uma presença sólida no século XVIII. Portugal, com um império espalhado pelo Brasil, África e Índia, tinha recursos humanos limitados. Manter uma colónia num deserto de gelo não era economicamente viável face às especiarias do Oriente e ao ouro que começava a surgir noutras paragens. A bandeira no mapa permaneceu como uma "declaração de intenções" que nunca se materializou em cidades, mas sim em direitos de pesca que duraram séculos.

A Situação Política Atual: O Novo El Dorado Ártico
Hoje, a Gronelândia já não é apenas uma curiosidade histórica num mapa de 1502. O território é uma região autónoma do Reino da Dinamarca, mas a sua relevância geopolítica atingiu níveis críticos por três razões fundamentais:
- O Degelo e as Novas Rotas: Com as alterações climáticas, o Ártico está a tornar-se navegável durante mais tempo. A "Passagem do Noroeste", que os Corte Real tanto procuraram, está a tornar-se uma realidade comercial, permitindo ligar a Ásia à Europa muito mais depressa do que pelo Canal de Suez.
- Riqueza Mineral Extrema: O subsolo da Gronelândia contém algumas das maiores reservas mundiais de terras raras, essenciais para a transição energética (baterias de carros elétricos, smartphones e turbinas eólicas). Além disso, há vastas reservas de petróleo e gás natural que se tornam acessíveis à medida que o gelo recua.
- Segurança e Soberania: A ilha é o "porta-aviões natural" do Atlântico Norte. Os Estados Unidos mantêm a Base Aérea de Thule (agora Base Espacial Pituffik) como peça central do seu sistema de defesa antimíssil. A crescente presença da Rússia no Ártico e o interesse da China em investir em infraestruturas gronelandesas (a chamada "Rota da Seda Polar") elevaram a tensão.

A tentativa de compra por parte da administração Trump em 2019, embora ridicularizada por muitos, foi um sinal claro de que Washington considera a ilha vital para a segurança nacional dos EUA. Atualmente, o governo local da Gronelândia (Naalakkersuisut) procura um equilíbrio delicado: aproveitar o interesse internacional para alcançar a independência total da Dinamarca, garantindo ao mesmo tempo que a exploração de recursos não destrua o modo de vida tradicional inuíte ou o ecossistema frágil.

Portugal, embora já não reivindique o território, mantém um interesse diplomático ativo. Recentemente, o país subscreveu declarações que defendem a autonomia da Gronelândia e a cooperação científica no Ártico, provando que, 500 anos depois de D. Manuel I, o interesse lusitano por aquela massa de gelo continua vivo, agora sob a forma de ciência e diplomacia multilateral no âmbito do Conselho do Ártico.

Carlos Alves de Sousa

GRANDE REPORTAGEM: Chefs em crise. Henrique Sá Pessoa fecha premiado Alma e Rui Paula e Ljubomir Stanisic dão grito de r...
08/01/2026

GRANDE REPORTAGEM: Chefs em crise. Henrique Sá Pessoa fecha premiado Alma e Rui Paula e Ljubomir Stanisic dão grito de revolta

Com a subida do preço das matérias-primas, chefs premiados lutam, a custo, para manter as portas dos seus restaurantes abertas e alertam para o ano negro que se avizinha. Já há espaços a fechar e, num grito de revolta, Rui Paula admite que muitos outros se seguirão, enquanto as grandes superfícies apresentam "lucros astronómicos".

Dificuldades partilhadas por Ljubomir Stanisic que, neste momento, admite que trabalha para pagar contas, não atingindo o lucro ao final de cada mês.

O ano começa com notícias duras para a restauração. O aumento generalizado dos preços dos alimentos – o peixe, por exemplo, revela uma subida de 7% – tem impacto direto nos negócios do setor, que se ressentem e cedem aos tempos de crise.

Do coração de Lisboa, chegou um anúncio que não deixou de gerar tristeza àqueles que seguem o trabalho do chef Henrique Sá Pessoa, que tornava público o encerramento do seu restaurante no Chiado, o Alma, vencedor de duas Estrelas Michelin. "Há lugares que marcam uma vida. O Alma foi um deles.

Para mim, fecha-se um ciclo. Começa uma nova fase. Um novo projeto. Uma nova identidade", disse, anunciando quase em simultâneo a abertura de um novo espaço no Páteo Bagatela, em Lisboa. Apesar da mudança, a sensação não deixa de ser agridoce com o adeus de um espaço de autor, a representar Portugal numa das zonas mais icónicas e turísticas de Lisboa.

E se a notícia já gerava alguma apreensão, um dos chefs portugueses mais conhecidos, Rui Paula, colocava o dedo na ferida com uma publicação em que alertava para aquilo que está realmente a acontecer em Portugal e que, se não se olhar com atenção, vai ditar o encerramento de mais restaurantes, colocando em causa todo um setor. "Todos os dias saem notícias do encerramento de restaurantes conhecidos.

Como empresário do ramo, não me surpreende. Pode não parecer, mas o negócio da restauração atravessa momentos muito difíceis; e, se nada for feito, muitos mais restaurantes irão fechar nos próximos tempos, porque é impossível suportar os constantes aumentos em toda a cadeia de negócio", começa por escrever o conhecido chef, lembrando os constantes aumentos nos preços da "matéria-prima" com que trabalham e que não refletem no menu, sob o risco de ficarem sem clientes. "Como é óbvio, não temos refletido os aumentos nos preços dos menus. Seria um suicídio.

O que significa que o agravamento dos custos tem sido suportado pela constante diminuição das margens de lucro. Chegamos, por isso, a uma perigosa encruzilhada: não podemos aumentar nem sequer em mais um euro o custo da refeição, porque já é caro ir comer fora; mas, por outro lado, também não podemos seguir com esta perda contínua de rendimento, porque ela ameaça a viabilidade do negócio."

O profissional lembra ainda que, enquanto os setores da restauração, têxtil ou do vinho definham, as grandes superfícies continuam à pinha, apresentando "lucros astronómicos", com as discrepâncias a serem ignoradas por quem pode tomar medidas efetivas para combater a situação. "É preciso fazer alguma coisa. Ninguém quer produtores mal pagos, pelo contrário. São os bons produtos que fazem a boa comida. Só queremos poder ser viáveis e continuar a servir o melhor possível os nossos clientes, sejam nacionais ou estrangeiros. Não, a restauração não é um luxo. É um dos pilares da nossa economia e uma montra do País. Não podemos arruinar este grande ativo."

Numa entrevista recente ao 'Observador', Ljubomir Stanisic não deixou margem para dúvidas: a queda da Estrela, em conjunto com a grave crise, levou-o a perder 40% de faturação por mês, o que se traduz numa situação cada vez mais insustentável. “Eu próprio estou a passar por essa crise porque pago contas e não chego ao break even (ponto em que as receitas totais de uma empresa se igualam aos seus custos totais) no final de mês. Por isso tenho que me reinventar. Tenho que fazer conceitos que tragam mais pessoas. O que estamos a fazer é tentar sobreviver no meio de um lago de m**** onde estamos todos", disse, justificando que, no meio deste momento difícil, teve ainda de lidar com algumas traições, por parte do próprio staff. "Continuei a cozinhar igualmente e a fazer o mesmo trabalho. Perdi alguns empregados que fogem quando se perde uma estrela, que não são leais. O resto continua tudo igual, sem medo nenhum."

Sobre a queda da Estrela, o chef não tem dúvidas de que não perdeu a distinção devido a uma quebra de qualidade, mas sim ao facto de falar demais, principalmente depois da entrevista ao 'Alta Definição' em que afirmou que "a estrela Michelin é como Dodot, serve para limpar o cu. Dá estatuto, é útil, mas agora só serve para pagar contas”.

"Fui avisado por 20 chefs que ia perder estrela a seguir à entrevista ter ido para o ar”, afirmou, acrescentando que quer recuperar a distinção, mas por mérito e que não vai correr atrás do prejuízo. “Também não vou ch**ar p*** a ninguém. Hoje em dia, para teres uma, duas ou três estrelas, acho que é mais importante tu conheceres pessoas certas, estares no momento certo e com gente certa. Eu não sou esse tipo de pessoa", disse ao 'Observador' com a frontalidade habitual.

Só que o rombo é real e Ljubomir sente-o nos mais pequenos detalhes. Até porque no verão do ano passado sofreu ainda uma outra grande quebra nos seus rendimentos pessoais, com o fim do contrato com a SIC, que lhe valia um ordenado de 15 mil euros por mês, que podem nem chegar para pagar o litígio com a sua antiga a estação, que lhe exige 1 216 785,94 euros por, alegadamente, o chef ter quebrado o seu vínculo com o canal para assinar pela concorrência.

Tudo isto se reflete numa cada vez maior dificuldade em pagar contas, o que não é exclusivo de Henrique Sá Pessoa, Rui Paula ou Ljubomir Stanisic, com este a ser apenas o início de um grito de revolta que pretende chamar a atenção para aquele que poderá ser o fim de muitos dos restaurantes de autor, uma montra portuguesa para o mundo.

Lusa

07/01/2026

Polémica em Albufeira: Rui Cristina denuncia ex-vice-presidente ao MP por levar material informático da autarquia

O atual presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, apresentou uma denúncia formal ao Ministério Público (MP) contra o antigo vice-presidente, Cristiano Cabrita. Em causa está a alegada retirada indevida de material informático pertencente ao município antes de Cabrita abandonar o cargo, em novembro passado, conforme avançou o Correio da Manhã.

Imagens de videovigilância na base da queixa
De acordo com declarações de Rui Cristina ao CM, a ausência de um computador fixo e de um monitor no gabinete do antigo vice-presidente terá dado o alerta. "Fomos ver as imagens de videovigilância e percebemos que nesse dia o senhor Cristiano Cabrita entrou nas instalações da Câmara com uma grande mala de viagem", explicou o autarca, eleito pelo Chega.

Rui Cristina justificou a participação ao MP — da qual deu conhecimento oficial ao Executivo na última reunião de Câmara — pela gravidade da situação, sublinhando que os equipamentos poderiam conter "dados sensíveis dos munícipes".

Defesa fala em "mal-entendido" e devolve equipamentos
Confrontado com as acusações, Cristiano Cabrita negou qualquer intenção de furto, classificando o episódio como um "mal-entendido". Segundo o antigo vice-presidente, os serviços da autarquia teriam dado uma indicação verbal de que o computador "iria transitar para si" e que poderia levá-lo para casa temporariamente até à sua reafetação na sala dos vereadores.
O Correio da Manhã apurou que o atual vereador já procedeu à devolução de todo o material que tinha na sua posse, nomeadamente:
Um computador fixo;
Um monitor;
Um computador portátil;
Um telemóvel.

Contra-ataque judicial por difamação
Cristiano Cabrita refuta categoricamente a acusação de "subtração", qualificando a denúncia de Rui Cristina como uma "imputação falsa, infundada e juridicamente inaceitável". Sentindo o seu bom nome lesado, o ex-vice-presidente anunciou que irá avançar com uma queixa-crime contra o atual presidente por difamação e denúncia caluniosa. Até ao momento, Cabrita afirma não ter sido contactado por qualquer autoridade judicial.

O Despedimento Milionário: Quanto Vai Custar a Saída de Rúben Amorim e o Que Revela Sobre o Futebol ModernoO despediment...
06/01/2026

O Despedimento Milionário: Quanto Vai Custar a Saída de Rúben Amorim e o Que Revela Sobre o Futebol Moderno

O despedimento de Rúben Amorim, consumado ontem, segunda-feira, marca mais um capítulo dispendioso na história recente do futebol europeu — e levanta questões profundas sobre gestão desportiva, pressão imediatista e o custo real das decisões nos grandes clubes.

Contratado com grande expectativa, Amorim chegou como símbolo de um projeto ambicioso, sustentado por resultados, ideias modernas e uma reputação construída a partir de sucessos internos. Menos de três anos depois, sai pela porta do despedimento, deixando para trás não apenas um legado técnico discutível, mas sobretudo uma fatura pesada que ilustra o risco financeiro do futebol de elite.

Segundo os termos contratuais conhecidos, a indemnização a que o treinador português tem direito ronda os 12 milhões de libras, o equivalente a cerca de 14 milhões de euros, valor que resulta da rescisão antecipada de um contrato válido até 2027. Esta compensação corresponde, essencialmente, aos salários que Amorim deixaria de auferir até ao fim do vínculo, protegidos por cláusulas cada vez mais comuns no futebol moderno.

A este montante junta-se um dado muitas vezes esquecido no debate público: o custo total da aposta. Para assegurar a contratação do treinador, o clube já tinha desembolsado cerca de 11 milhões de euros para libertá-lo do contrato anterior. Somando salários pagos, bónus, equipa técnica e agora a indemnização, o investimento global poderá ultrapassar facilmente os 30 milhões de euros — um valor comparável à contratação de um jogador de topo internacional.

O despedimento de Amorim expõe, assim, uma contradição central do futebol contemporâneo: clubes que exigem projetos sustentáveis, identidade e tempo, mas que raramente concedem esse tempo quando os resultados imediatos não acompanham a narrativa inicial. A lógica financeira entra em choque com a lógica desportiva, e quase sempre vence a primeira.

Do ponto de vista contratual, Amorim sai protegido. As cláusulas refletem o estatuto que conquistou no mercado e a valorização crescente dos treinadores como ativos estratégicos. Hoje, um treinador de elite é tratado, do ponto de vista jurídico, de forma semelhante a um jogador: com cláusulas de rescisão, bónus de desempenho e compensações milionárias.

Mas o impacto do despedimento vai além das contas. A decisão lança dúvidas sobre a coerência da gestão, a clareza do projeto e a capacidade de resistir à pressão externa — adeptos, resultados semanais, redes sociais e ciclos mediáticos cada vez mais curtos. Um treinador que ontem era apresentado como pilar do futuro transforma-se, da noite para o dia, num custo a abater.

Há ainda um elemento simbólico relevante: Amorim torna-se mais um exemplo de como o sucesso passado oferece poucas garantias no presente. O futebol moderno vive num paradoxo permanente — pede visão estratégica, mas recompensa apenas o curto prazo. E quando o curto prazo falha, a fatura chega rapidamente.

Para o treinador, a saída representa um revés, mas não um fim. O mercado continua atento a técnicos jovens, com ideias claras e currículo comprovado. A indemnização assegura estabilidade financeira e tempo para refletir sobre o próximo passo. Para o clube, no entanto, o despedimento é um aviso caro: mudar de treinador raramente é uma solução barata e quase nunca é isenta de consequências.

No final, o despedimento de Rúben Amorim não é apenas a história de um treinador que sai. É o retrato de um futebol onde decisões estratégicas custam milhões, onde o erro é pago a peso de ouro e onde o tempo — esse bem cada vez mais raro — continua a ser o maior luxo que ninguém parece disposto a conceder.

Carlos Sousa

GRANDE REPORTAGEM: O supermercado é um mar desconcertante de alimentos excessivamente processados. E isso não é bomA Ilu...
06/01/2026

GRANDE REPORTAGEM: O supermercado é um mar desconcertante de alimentos excessivamente processados. E isso não é bom

A Ilusão da Comida: Como os Alimentos Ultraprocessados Conquistaram o Prato, o Corpo e o Futuro

Ao percorrer os corredores de um supermercado moderno, o cenário parece familiar e inofensivo. Prateleiras coloridas, embalagens apelativas, promessas de conveniência, sabor e nutrição. No entanto, por trás dessa abundância organizada esconde-se uma transformação profunda daquilo que a sociedade entende por alimento. Hoje, cerca de 70% dos produtos disponíveis para consumo doméstico pertencem a uma mesma categoria: os alimentos ultraprocessados.

Estes produtos não são apenas alimentos “transformados”. São formulações industriais criadas a partir de fragmentos de matérias-primas — amidos, óleos refinados, isolados de proteína e açúcares — combinados com uma extensa lista de aditivos químicos. Conservantes para travar bolores e bactérias, emulsionantes para impedir separações, corantes artificiais, intensificadores de sabor, agentes de volume, branqueadores, gelificantes e substâncias de brilho fazem parte da sua composição habitual.

O resultado é um produto barato, durável, hiperpalatável e altamente lucrativo. Mas também profundamente distante daquilo que, durante milhares de anos, foi considerado comida.

Da “comida lixo” à engenharia alimentar

Durante décadas, estes produtos foram simplesmente apelidados de “comida lixo”: ricos em calorias, pobres em nutrientes e irresistíveis ao paladar. O que mudou não foi o apelo, mas o método. A indústria alimentar aperfeiçoou combinações de açúcar, sal e gordura capazes de atingir o chamado “ponto de felicidade” — o limiar exato em que o cérebro pede mais, mesmo quando o corpo já não precisa.

Com o avanço tecnológico, esses alimentos deixaram de ser apenas indulgências ocasionais. Tornaram-se refeições completas, snacks infantis, pequenos-almoços, substitutos de carne e soluções rápidas para uma sociedade com pouco tempo e muitos compromissos. A conveniência passou a justificar quase tudo.

O que define um alimento ultraprocessado?

Uma das classificações mais utilizadas para compreender este fenómeno divide os alimentos em quatro grupos, indo dos minimamente processados aos ultraprocessados. Estes últimos distinguem-se por conterem pouco ou nenhum alimento integral reconhecível. Em vez disso, são produzidos a partir de ingredientes baratos, quimicamente manipulados, aos quais se adicionam substâncias sintéticas para garantir sabor, textura, aparência e durabilidade.

A promessa implícita é simples: praticidade sem sacrifício. Mas essa promessa tem custos invisíveis.

Estudos científicos associam o consumo regular de alimentos ultraprocessados a um aumento significativo do risco de doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes tipo 2, acidentes vasculares cerebrais, declínio cognitivo e vários tipos de cancro, sobretudo do trato digestivo. Um aumento relativamente pequeno na percentagem diária de calorias provenientes destes produtos já está ligado a impactos mensuráveis na saúde.

A desmontagem do alimento

Para compreender porquê, é preciso olhar para a forma como estes produtos são feitos. Culturas como milho, trigo, soja ou batata são “desconstruídas” ao nível molecular. As paredes celulares são destruídas, a fibra insolúvel é frequentemente perdida e os micronutrientes — que na natureza atuam em conjunto — são dispersos.

O que resta é uma substância descrita por alguns cientistas como “pré-digerida”: uma base neutra, sem cor nem sabor, que depois é reconstruída artificialmente. Vitaminas, fibras e proteínas são reintroduzidas, mas fora da matriz natural que regulava a sua absorção no organismo.

A questão central permanece sem resposta definitiva: será que um nutriente reconstituído funciona da mesma forma que um nutriente intacto? A ciência ainda não consegue afirmar que sim.

A ilusão perfeita

Com o auxílio de aromatizantes, texturizantes e emulsificantes, estas pastas industriais são moldadas em formas familiares: cereais, bolachas, refeições prontas, nuggets, barras, snacks “vegetais”. O aspeto final imita comida real, mas o processo que lhe deu origem está mais próximo de um laboratório do que de uma cozinha.

É por isso que alguns especialistas descrevem estes produtos como uma “ilusão de alimento”. Não porque sejam imediatamente tóxicos, mas porque simulam algo que o corpo reconhece, sem oferecer a complexidade nutricional que esse reconhecimento pressupõe.

Ler rótulos não chega

Durante anos, o conselho foi simples: ler os rótulos. Evitar ingredientes impronunciáveis. Escolher produtos com poucos componentes. Mas essa estratégia revelou-se insuficiente. Há alimentos ultraprocessados com listas curtas de ingredientes e alimentos minimamente processados com listas longas.

Além disso, muitos aditivos são considerados seguros individualmente. O problema não é apenas a presença isolada dessas substâncias, mas o seu consumo contínuo, combinado e cumulativo, desde a infância.

Produtos destinados a crianças — como snacks “vegetais” ou refeições moldadas — são frequentemente apresentados como opções equilibradas, quando na realidade resultam de processos industriais complexos que pouco têm a ver com legumes ou refeições caseiras.

A confusão moderna

O dilema torna-se ainda mais complexo com produtos como pães industriais, alternativas vegetais à carne ou refeições prontas enriquecidas. Alguns oferecem melhorias claras em relação a versões tradicionais ricas em gordura saturada; outros perpetuam os mesmos problemas sob uma imagem mais saudável.

A ausência de uma definição universalmente aceite de “ultraprocessado” tem sido usada como argumento para adiar regulamentações mais firmes. Entretanto, a oferta continua a crescer, impulsionada por interesses económicos poderosos e por um modelo alimentar que privilegia volume, rapidez e lucro.

Um mundo a reagir — lentamente

Organizações internacionais, governos e entidades de saúde começaram a reconhecer a dimensão do problema. Alguns países avançaram com restrições a certos aditivos, corantes e conservantes. Outros iniciaram processos para retirar produtos considerados mais nocivos das escolas.

No entanto, a maioria das medidas é lenta, gradual e frequentemente diluída por pressões industriais. Em muitos casos, as decisões finais ficam adiadas por anos, enquanto gerações inteiras continuam a crescer com dietas dominadas por produtos ultraprocessados.

E enquanto isso?

Enquanto o sistema não muda, o consumidor é empurrado para o papel de detetive alimentar. Escolher legumes congelados simples, leguminosas com baixo teor de sal, carnes inteiras em vez de moldadas. Desconfiar de produtos “demasiado perfeitos”. Olhar não só para os ingredientes, mas para os valores nutricionais e tamanhos de porção.

Mesmo assim, ninguém deveria precisar de formação científica para fazer compras básicas.

O que está realmente em jogo

A expansão dos alimentos ultraprocessados não é apenas uma questão de escolhas individuais. É o reflexo de um sistema alimentar que favorece produtos duráveis, altamente palatáveis e fáceis de vender — mesmo quando os custos recaem sobre a saúde pública.

Se esta tendência continuar sem regulação eficaz, o risco não é apenas o aumento de doenças crónicas, mas a substituição progressiva de todos os outros grupos alimentares por versões industriais reconstituídas.

Haverá sempre espaço para indulgências. O problema surge quando a exceção se torna regra.

Um futuro alimentar mais saudável não exige perfeição, mas exige limites claros: menos açúcar, menos sal, menos gordura saturada, menos aditivos desnecessários — e mais alimentos reconhecíveis, inteiros e reais.

A ilusão da comida pode ser confortável. Mas a longo prazo, é um preço que o corpo — e a sociedade — acabam sempre por pagar.

Natália Loret
Nutricionista

Ruben Amorim deixa o Manchester United: 14 meses, 24 vitórias e mais de 280 milhões de euros em jogadoresO treinador por...
05/01/2026

Ruben Amorim deixa o Manchester United: 14 meses, 24 vitórias e mais de 280 milhões de euros em jogadores

O treinador português deixa o clube inglês após uma reunião na manhã desta segunda-feira. Em comunicado, clube diz que tomou a decisão "a contragosto", mas que este "é o momento certo".

Ruben Amorim foi esta segunda-feira, 5 de janeiro, demitido do cargo de treinador do Manchester United, depois de uma reunião com Jason Wilcox e Omar Berrada, respetivamente o diretor de futebol e CEO do clube inglês.

O clube inglês já comunicou oficialmente o divórcio com o treinador português, depois de ter chegado ao cube em novembro de 2024 e depois de ter orientado 63 jogos, com 24 vitórias, 18 empates e 21 derrotas.

Na hora do adeus, o Manchester United destaca a presença na final da Liga Europa, em Bilbau, perdida (0-1) para o Tottenham.

"Com a equipa na sexta posição da Premier League, a direção do clube, a contragosto, tomou a decisão de que este é o momento certo para fazer uma mudança", referem os red devils em comunicado, argumentando que esta solução dará "a melhor oportunidade de alcançar a melhor colocação possível na Premier League".

Darren Fletcher, antigo futebolista e atual treinador dos sub-18, vai orientar a equipa na partida com o Burnley, marcado para quarta-feira.

Este desfecho acontece depois dos empates 1-1 com o Wolverhampton e, no último sábado, com o Leeds United, bem como na sequência de uma polémica conferência de imprensa, na qual o treinador português disse que foi contratado "para ser manager" e não para ser apenas treinador principal, tendo ainda garantido que não se iria demitir.

Ruben Amorim, de 40 anos, deixa os red devils em sexto lugar da Premier League, com oito vitórias, sete empates e cinco derrotas, tendo já sido eliminado da Taça da Liga, logo na segunda eliminatória, frente ao modesto Grimbsy Town, do quarto escalão. Na Taça de Inglaterra, o United vai medir forças com o Brighton no dia 11 de janeiro, a contar para a 3.ª eliminatória.

Na época passada, além da final da Liga Europa, o United falhou o apuramento para as competições da UEFA ao ficar em 15.º lugar na Premier League. Foi ainda eliminado da Taça de Inglaterra pelo Fulham, no desempate por penáltis, nos oitavos de final; tendo tido o mesmo desfecho na Taça da Liga, mas diante do Tottenham (3-4) nos quartos de final.

Durante os 14 meses que esteve à frente do Manchester United, Ruben Amorim investiu 282,5 milhões de euros em reforços, com destaque para os três avançados contratados no último verão Benjamin Sesko (76,5 milhões de euros), Bryan Mbuemo (75) e Matheus Cunha (74,2). O treinador português contratou ainda o defesa esquerdo Patrick Dorgu (30), o guarda-redes Senne Lammens (21) e os defesas centrais Diego León (4) e Ayden Heaven (1,8).

Lusa

Esta é a extraordinária história de Brendon Grimshaw e da Ilha Moyenne. Olhamos para trás e vemos como o seu legado perm...
05/01/2026

Esta é a extraordinária história de Brendon Grimshaw e da Ilha Moyenne.

Olhamos para trás e vemos como o seu legado permanece como um farol de esperança para a conservação global.

Resultado do trabalho de preservação realizado pelo jornalista inglês Brendon Grimshaw, o Parque Nacional da Ilha de Moyenne tem apenas 400 metros de comprimento por 300 metros de largura.

O Despertar de um Sonho: A Compra da Ilha
Em 1962, o mundo vivia em plena mutação, mas Brendon Grimshaw, um editor de jornais inglês a trabalhar em África, procurava algo mais profundo do que as manchetes do dia. Numa breve viagem de férias às Seychelles, Brendon sentiu o apelo de um arquipélago que ainda não era o destino de luxo que conhecemos hoje. Foi então que encontrou Moyenne, uma pequena ilha de apenas 9 hectares, abandonada há décadas e completamente coberta por uma vegetação densa e impenetrável.

Por cerca de 8.000 libras esterlinas (uma pequena fortuna na época, mas um valor irrisório para um paraíso), Brendon comprou a ilha. O que para muitos parecia um capricho de um homem excêntrico, para ele era o início de uma missão de vida que duraria cinco décadas.

O Suor da Transformação: Das Ervas Daninhas ao Éden
Quando Brendon desembarcou definitivamente em Moyenne, a ilha era um deserto verde de arbustos invasores. Não havia água potável, eletricidade ou caminhos. Com a ajuda de um habitante local chamado René Antoine Lafortune, Brendon começou o trabalho hercúleo de reabilitar o ecossistema.
Ao longo de quarenta anos, Brendon e René plantaram, com as próprias mãos, mais de 16.000 árvores, incluindo mogno, palmeiras endémicas e árvores de fruto. O objetivo não era apenas criar um jardim, mas restaurar a biodiversidade original das Seychelles. Brendon não se limitou à flora; ele introduziu e cuidou de mais de 120 tartarugas gigantes de Aldabra, uma espécie que estava sob ameaça. Ele conhecia cada tartaruga pelo nome e transformou Moyenne num santuário onde estes animais podiam prosperar em liberdade.

O Homem que Disse "Não" aos Milhões
À medida que as Seychelles se tornavam um dos destinos turísticos mais cobiçados do planeta, a pequena Ilha Moyenne tornou-se um alvo imobiliário valioso. Na década de 1990 e início de 2000, Brendon recebeu ofertas astronómicas. Magnatas e cadeias de hotéis ofereceram-lhe dezenas de milhões de dólares para transformar a ilha num resort de ultra-luxo.
Grimshaw recusou todas as ofertas. Para ele, Moyenne não tinha preço. A sua visão era clara: a ilha pertencia à natureza e às futuras gerações, não a investidores privados. Ele queria garantir que, após a sua morte, o seu trabalho não fosse destruído por tratores e betão.

O Reconhecimento: O Menor Parque Nacional do Mundo
A persistência de Brendon deu frutos em 2008. Após anos de negociações com o governo das Seychelles, Moyenne foi oficialmente declarada como um Parque Nacional. Este título conferiu-lhe a distinção de ser o menor parque nacional do mundo.
Brendon Grimshaw faleceu em 2012, aos 87 anos, deixando para trás um ecossistema vibrante que atrai hoje milhares de aves marinhas e abriga uma biodiversidade única. Ele foi enterrado na sua amada ilha, ao lado do seu pai (que se juntou a ele nos últimos anos de vida) e de um túmulo simbólico para René, o seu fiel companheiro de jornada.

Legado em 2026: Um Exemplo para a Humanidade
Hoje, em janeiro de 2026, a Ilha Moyenne permanece como Brendon a deixou: um paraíso próspero e intocado. A fundação que ele criou assegura que a ilha se mantenha acessível ao público, mas protegida da exploração comercial desenfreada.

A história de Brendon Grimshaw prova que a determinação de um único indivíduo pode reverter a destruição ambiental. Num mundo que enfrenta crises climáticas constantes, Moyenne é a prova viva de que a natureza tem uma capacidade incrível de regeneração, desde que lhe seja dado tempo e o cuidado humano correto.
Se desejar visitar este paraíso ou saber mais sobre o turismo sustentável na região, pode consultar o portal oficial do Turismo das Seychelles, onde a Ilha Moyenne é celebrada como um dos maiores tesouros da nação.

A lição de Brendon é eterna: a verdadeira riqueza não está no que acumulamos, mas no que preservamos para quem vem depois de nós.

Carlos Sousa

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Belém

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UNITED PHOTO PRESS MAGAZINE 30 ANOS DE INFORMAÇÃO, ARTE E CULTURA 1990 . 2020

Hoje em dia toda a gente dá a sua opinião acerca de tudo e mais alguma coisa: criminalidade, economia, política, desporto, saúde, educação, etc... É importante que assim seja, vivemos aparentemente num mundo globalizado, livre e democrático e faz bem expressarmos-nos, desde que não passemos dos limites e ,de alguma maneira, invadir o espaço e a privacidade dos outros. Mas se a categoria desporto é muito abrangente e aceitável a discussão dos jogos, das performances dos atletas, dos árbitros, o mesmo já não se pode dizer de economia pura e de regras do mercado liberal. No entanto, com esta crise económica era interessante ver e ouvir a pessoas nas ruas, nos cafés, no metro, no trabalho, a opinar sobre a alavacagem do bancos, o crédito mal parado, as taxas que deviam descer, as empresas que iam fechar, desemprego e todas as consequências que advinham desta catástrofe financeira. Pessoas das mais variadas classes sociais, idades e profissões acabam por "discutir" temas que, se não fosse a comunicação social, os comentadores nas televisões, jornais e rádios, passariam completamente ao lado. Daí a importância da comunicação social, da mensagem que é transmitida ao público e que pode provocar comportamentos não desejáveis em tempos de crise. Por exemplo: se houvesse um alarmismo excessivo, poderia provocar uma corrida aos bancos por parte das pessoas para "levantar" o seu dinheiro com "pânico" de o perder para sempre. Por outro lado, se a notícia for transmitida de forma optimista demais, pode provocar displicência no público, não tomando medidas necessárias para precaver o seu endividamento excessivo ou investimentos de risco. Por isto tudo, exige-se bons comentadores, especialistas nas áreas que são abordadas. No mais recente caso foi a economia, mas também noutras que sejam relevantes para o momento informativo, psicologia, criminalidade, sociologia, etc.., e ,sempre que possível, dos diferentes quadrantes partidários, de modo a garantir um pluralismo informativo com diferentes perspectivas.

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