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he Opinion Makers explora áreas como atualidade, cultura, sociedade, política, economia, ciência, tecnologia e entretenimento, oferecendo aos leitores e ouvintes não apenas notícias, mas interpretações profundas que ajudam a compreender a complexidade do mundo contemporâneo. A plataforma reúne vozes credíveis e diversif**adas — colunistas, jornalistas, académicos, especialistas de mercado e criadores de conteúdo —, todos com um objetivo comum: construir narrativas críticas, rigorosas e acessíveis, capazes de inspirar reflexão e fomentar diálogo. Além de artigos e editoriais, The Opinion Makers aposta em formatos dinâmicos, como podcasts, programas de debate, entrevistas e vídeos interativos, aproximando o público das ideias e dos protagonistas que fazem a diferença. Trata-se de um espaço pensado para quem não se contenta com a superfície da informação e procura análises consistentes, argumentação clara e liberdade de pensamento. Mais do que uma plataforma, The Opinion Makers é um movimento: um convite para pensar, questionar e formar opinião com base em conhecimento, diversidade e ética. AVISO LEGAL

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Belém, Portugal

GRANDE REPORTAGEM: A COP30 que muitos ignoraram — e o futuro que exige presençaNo coração da Amazônia, sob o calor úmido...
23/11/2025

GRANDE REPORTAGEM: A COP30 que muitos ignoraram — e o futuro que exige presença

No coração da Amazônia, sob o calor úmido e as árvores milenares, desenrolou-se a COP30 — uma conferência que prometia mostrar ao mundo que, sim, é possível fazer diferente. Mas, para além da selva e da retórica verde, há vozes caladas, ausências gritantes e um apelo urgente: quem não esteve presente agora vai pagar caro pelo futuro.

André Corrêa do Lago, presidente da COP30, pediu soluções concretas aos países. Não é uma frase de efeito; é um grito de alerta. Ele sabe que é fácil discursar em plenárias climatizadas, mas difícil mesmo é apresentar metas claras, financiamento real e meios de implementação. A exigência dele não é poesia diplomática, mas uma convocação para ação — para sair da retórica e ir para o terreno.

Quem não veio — e o quanto isso arrisca o nosso futuro
A árvore que mais pesa nessa conferência não está na floresta, mas na ausência de muitos que deveriam estar no centro da mesa. Países estratégicos, fabricantes e exportadores de combustíveis fósseis apareceram — mas não se comprometeram verdadeiramente com sua eliminação. No documento final da COP30, todas as referências a combustíveis fósseis simplesmente evaporaram. O “mapa do caminho” para abandonar petróleo, carvão e gás foi retirado, substituído por promessas vagas e linguagem frouxa.

Há quem diga que foi uma escolha política explícita: os interesses do negócio prevaleceram sobre a urgência climática. Muitos cientistas reagiram com indignação, apontando que a omissão representa um retrocesso — é como se a ciência estivesse sendo traída, deixando de lado o único caminho viável para manter o aquecimento abaixo de limites perigosos.

Os críticos não estão sozinhos. Organizações da sociedade civil, ativistas e países que pressionavam por ambição f**aram frustrados: esta COP podia ter sido uma viragem real, mas ficou aquém do essencial. Para eles, a ausência de urgência no texto final traduz uma COP para as elites — para quem pode negociar sem sacrif**ar lucros, sem reduzir a exploração.

O fogo que não ardeu: os ganhos e seus limites
Sim, há alguns pontos positivos — e é importante reconhecê-los. O documento final prevê triplicar o financiamento para adaptação climática nos países mais vulneráveis. A conferência reconhece a importância dos povos indígenas, seus territórios e seus conhecimentos tradicionais. A ideia de “transição justa” para trabalhadores de setores poluentes aparece no discurso e em estratégias aspiracionais.

Mas tudo isso soa como concessão modesta diante da urgência real. Triplicar os fundos é bom, mas quem paga? Como e quando? Sem mecanismos claros, f**a na promessa. Reconhecer comunidades tradicionais é necessário, mas se não houver respeito real aos seus direitos, é só simbologia. E a “transição justa” pode virar só mais um eufemismo se os combustíveis fósseis continuarem dominando as fontes energéticas principais.

Quem se fez de invisível — e por que isso enfraquece toda a causa
Quando os grandes poluidores e os players fósseis recusam-se a desenhar um futuro sem si mesmos, eles estão dizendo: “vocês correm risco, nós não.” Essa omissão estratégica não é neutra — é profundamente irresponsável. É recusar pagar a sua parte da fatura.

E mais: a falta de ambição alimenta um ciclo perigoso. Se não houver compromisso explícito, como garantir que os fundos para adaptação vão realmente chegar onde são mais necessários? Como exigir medidas rigorosas de responsabilidade? Quem garante que os países continuarão pressionando depois que as luzes da COP se apagarem e as câmeras forem embora?

Desafios urgentes para o que vem a seguir
Pressão contínua da sociedade civil: ONGs, movimentos indígenas e ambientalistas devem manter a chama da mobilização acesa — pressionar por compromissos vinculantes, denunciar vazios, exigir responsabilidade real.

Transparência no financiamento: É imprescindível que o triplo dos fundos para adaptação não seja apenas retórica. Precisa haver clareza sobre quem contribui, como o dinheiro será aplicado, e mecanismos para medir os impactos de fato.

Transição energética real: Não basta falar em “baixo carbono” ou “futuro verde”: é urgente estabelecer metas concretas para reduzir o uso de fósseis, definir prazos, cronogramas, estratégias específ**as.

Combate à desinformação: As negociações climáticas são frágeis e complexas. A desinformação pode minar o consenso, legitimar retrocessos. É necessário um esforço coletivo para divulgar dados científicos, denunciar falsos acordos e garantir que o debate público seja sério e informado.

Responsabilidade dos ausentes: Países e empresas que se esquivaram da parte difícil da transição precisam ser cobrado — agora e nas próximas COPs. Ausência não pode equivaler a impunidade.

Inclusão equitativa: A conferência em Belém destacou os povos indígenas, mas a participação física e simbólica não basta. É essencial garantir que sejam protagonistas nas decisões, com voz real e poder decisório nas políticas climáticas.

Um apelo — e uma advertência
A COP30, aceita ou não, f**ará na história — mas não apenas pela sua realização na Amazônia. Ficará marcada pela tensão entre o que poderia ter sido e o que acabou sendo, entre promessas e omissões, entre discurso verde e realpolitik do petróleo.

André Corrêa do Lago pode exigir soluções concretas, pode convocar os países a agir de verdade. Mas ele não pode forçar compromissos onde não há vontade política real. Se os que mais têm a perder preferem a omissão, então cabe a nós — sociedade civil, ativistas, povos vulneráveis — manter a pressão, fazer valer a urgência.

Se a Amazônia é o pulmão do mundo, não podemos permitir que ela assista de fora enquanto os combustíveis fósseis continuam consumindo nosso futuro. Ou respiramos juntos, com justiça e ambição, ou a inércia de hoje será a tragédia de amanhã.

Sylvie Thorn
COP30 -Belém / Brasil

CNN Portugal: Entre o Brilho dos Estúdios e as Sombras da Redação — Uma Crise de Liderança em Câmara LentaNos bastidores...
22/11/2025

CNN Portugal: Entre o Brilho dos Estúdios e as Sombras da Redação — Uma Crise de Liderança em Câmara Lenta

Nos bastidores da CNN Portugal, onde a máquina informativa deveria funcionar com precisão quase cirúrgica, algo range, falha e faz barulho suficiente para sair da caixa negra da televisão. O alvo da turbulência é o diretor executivo, Frederico Roque de Pinho, agora envolvido numa investigação interna após várias queixas apresentadas por funcionários. A acusação central: critérios discriminatórios na escolha de quem aparece, quem sobe e quem simplesmente desaparece dos alinhamentos.

Segundo queixas descritas ao Observador, vários jornalistas apontam que o diretor teria a tendência de privilegiar homens homossexuais para posições de maior visibilidade — uma prática que, se confirmada, não é um detalhe decorativo de redação; é uma violação frontal dos princípios que uma estação de notícias global gosta de repetir entre blocos publicitários.

E aqui começa o paradoxo: a CNN, que diariamente educa o país sobre igualdade, diversidade e transparência, vê-se agora obrigada a explicar a sua própria aritmética interna, onde a conta aparentemente não fecha.

Direto ao ponto: a redação está rachada

O ambiente interno, segundo várias fontes, está longe da serenidade institucional que o canal tenta projetar em antena.
Há quem descreva a casa como:
“fragmentada”
“pouco transparente”
“cada vez mais imprevisível”

Por outras palavras: a CNN Portugal vive um daqueles momentos em que todos juram estar “focados no trabalho”, enquanto ao mesmo tempo ninguém tira os olhos da porta do gabinete da direção.

Ironia involuntária: comentadores ‘fora da caixa’… e da lógica

A escolha de comentadores tornou-se outro ponto de discórdia. Há muito que se nota um desfile de vozes que parecem ter sido selecionadas não pelo que acrescentam, mas pelo que interrompem.

Chamam-lhes “fora da caixa”.
Na redação, dizem que alguns são apenas “fora de contexto”.
Outros descrevem-nos como “performativos”.
Outros ainda como “barulho com gravata”.

Se a televisão procura diversidade, ninguém discorda. Mas quando a diversidade se transforma em espetáculo involuntário, o que se discute já não é pluralidade — é critério.

Institucionalmente embaraçoso
A CNN Portugal, que opera sob o guarda-chuva de uma marca global reconhecida por rigor e exigência, vê a sua reputação agora exposta não por um escândalo externo, mas pela própria anatomia interna.

Numa organização onde deveria imperar: meritocracia, igualdade, profissionalismo, previsibilidade editorial, vários trabalhadores afirmam estar a enfrentar favoritismos laterais, decisões arbitrárias e uma cadeia de comando “cada vez mais personalista”.

Em vez de uma redação orientada por padrões, tem-se, alegadamente, uma redação orientada por preferências.
Institucionalmente, isto não é apenas um problema; é um curto-circuito.
Investigativo: o que as queixas realmente revelam

A investigação interna não surge por acaso. Surge porque o padrão descrito nas queixas é consistente e, segundo os denunciantes, prolongado no tempo.

Os funcionários não apontam apenas para a orientação sexual dos favorecidos — porque isso, sublinhe-se, não é relevante por si só — mas para a alegada utilização desse fator como critério funcional e editorial.

Ou seja:
Quem entra nos blocos principais?
Quem ganha protagonismo nos noticiários?
Quem recebe tarefas de alto perfil?

E, sobretudo, porquê?
São perguntas que qualquer redação saudável responde com base no talento, experiência e desempenho.
Se os denunciantes estiverem certos, a CNN Portugal tem respondido a essas perguntas com base noutro algoritmo — um algoritmo que ninguém votou, ninguém conhecia e que agora, finalmente, está debaixo de escrutínio.

Quando a realidade ultrapassa a ficção
A CNN sempre se posicionou como a casa da análise séria, dos factos sólidos e da responsabilidade editorial. Mas agora encontra-se numa posição desconfortável: transformar-se, involuntariamente, na protagonista do tipo de história que normalmente investiga nos outros.

Ironia das ironias:
O canal que tantas vezes critica favoritismos políticos tem sido acusado internamente de favoritismos profissionais.
A estação que exige transparência às instituições enfrenta agora perguntas sobre a sua própria opacidade.

A percepção de quem lá trabalha
Vários jornalistas descrevem um ambiente onde: a confiança na direção diminuiu, a meritocracia parece diluída, e a equipa se sente dividida entre “os escolhidos” e os restantes.

Uma redação vive ou morre com base em dois pilares: confiança e previsibilidade. Quando estes falham, falha tudo: motivação, rigor, coesão, criatividade, sentido de missão.

O que está realmente em causa
Este caso não é sobre orientação sexual.
Este caso não é sobre gosto pessoal.
Este caso não é sequer sobre comentadores excêntricos.
É sobre liderança.
É sobre critérios.
É sobre ética de gestão.
É sobre a fronteira — sempre frágil — entre diversidade genuína e favoritismo camuflado.

Se as queixas forem confirmadas, a CNN Portugal terá de responder não apenas ao país, mas à sua própria equipa, que é quem sustenta o que aparece no ecrã.

E agora?
O canal enfrenta uma encruzilhada: ou esclarece, ou implode lentamente.
As televisões não morrem por escândalos — morrem por erosão interna.

Para sobreviver com dignidade institucional, a CNN Portugal terá de: restaurar a meritocracia, redefinir critérios editoriais, repensar a seleção de comentadores, reconstruir confiança com a equipa, e garantir que alinhamentos e carreiras não dependem de simpatias pessoais — de nenhum tipo.

No fim de contas, uma estação de notícias só é tão forte quanto a forma como se governa a si própria.
E neste momento, a CNN / TVI está a ser obrigada a olhar para o espelho — um daqueles espelhos HD que não perdoam falhas.

Alcino Dias Valente
Analista Militar e Político

O Crepúsculo da República: Quando a Corrupção Desmonta o Estado SocialA recente detenção de funcionárias administrativas...
19/11/2025

O Crepúsculo da República: Quando a Corrupção Desmonta o Estado Social

A recente detenção de funcionárias administrativas do Ministério da Saúde, acusadas de corrupção por inscreverem fraudulentamente milhares de imigrantes no Serviço Nacional de Saúde (SNS), não é um incidente isolado; é o sintoma mais recente e gritante de uma metástase que corrói as fundações do Estado Social português.

Este escândalo, que envolve a atribuição indevida de números de utente a troco de contrapartidas financeiras, expõe uma vulnerabilidade sistémica que transcende a esfera individual e se enraíza na negligência política e na impunidade institucional. O que está em causa não é apenas a fraude, mas a forma como a corrupção, de baixo para cima, se torna o modus operandi num sistema já fragilizado por anos de má gestão.

O caso em apreço, que se desenrola numa Unidade de Saúde Familiar (USF) e que já levou à detenção de outras pessoas ligadas a redes de imigração ilegal, revela a porosidade da administração pública e a facilidade com que os serviços essenciais se transformam em balcões de negócios ilícitos. A atribuição de um número de utente, que confere o direito fundamental à saúde, torna-se uma mercadoria transacionável, um privilégio vendido por funcionárias que deveriam ser guardiãs do sistema.

A dimensão do esquema – a inscrição de milhares de estrangeiros não legalizados – sugere uma operação de larga escala, organizada e com profundas ramif**ações, que só pode prosperar num ambiente de descontrolo e ausência de fiscalização efetiva. O custo desta fraude, que se soma aos 5% do orçamento anual do SNS que o Governo estima serem perdidos em fraude, ascendendo a mais de 770 milhões de euros, é pago por todos os contribuintes e, mais dolorosamente, pelos utentes que veem os recursos do sistema desviados e esgotados.

O SNS e a Segurança Social, pilares da coesão social, transformaram-se em palcos de escândalos sucessivos, onde a ineficiência se conjuga com a desonestidade. A notícia das funcionárias detidas ecoa o recente ataque informático à Segurança Social, que resultou no desvio de centenas de reformas de pensionistas.

A metástase da corrupção no Serviço Nacional de Saúde (SNS) não se limita aos balcões administrativos, como demonstra a recente Operação Obélix, que culminou na detenção de uma médica endocrinologista no norte do país. Este novo escândalo expõe uma dimensão mais sofisticada da fraude, onde o conhecimento técnico é pe******do para fins ilícitos. A médica é suspeita de ter lesado o SNS em cerca de três milhões de euros ao prescrever medicamentos antidiabéticos de alto custo, como o Ozempic, a "falsos diabéticos".

O esquema permitia que milhares de utentes obtivessem os fármacos para emagrecimento com comparticipação do Estado, contornando o seu preço elevado no mercado. Com um volume de prescrições que ultrapassou os 9,7 milhões de euros, a médica tornou-se a maior prescritora nacional destes medicamentos, com 57% dos 1.914 utentes sem diagnóstico da doença.

Estes eventos não são meras coincidências; são manifestações de um desgoverno crónico que permite que o interesse privado e criminoso se sobreponha ao interesse público. A crise no SNS não se limita à corrupção; é um colapso multifacetado. O Bastonário dos Médicos já o classificou como "uma das maiores crises da sua história".

As urgências encerram, as listas de espera para cirurgias e consultas disparam, e os hospitais transformam-se, progressivamente, em lares de idosos, com os "internamentos sociais" a dispararem 83% em dois anos, custando 95 milhões de euros ao sistema. A oposição acusa o Governo de estar a piorar deliberadamente a situação, e a opinião pública sente que o sistema balança "na beira do precipício".

A Ministra da saúde, cuja inação se tornou a sua marca política, parece assistir ao desmoronamento do seu setor com uma passividade que beira a cumplicidade. A cada nova crise – listas de espera intermináveis, falta de profissionais, urgências encerradas, e agora, a corrupção a minar a porta de entrada do sistema – a resposta é a mesma: silêncio ensurdecedor ou promessas vazias. A criação de uma "Unidade de Combate à Fraude no SNS", anunciada em reação a escândalos, soa mais a um fait divers de comunicação política do que a uma estratégia robusta e proativa.

É a prova de que o Governo só atua "em reação" a "escândalos concretos", e não por iniciativa própria. A Ministra, mais do que uma gestora, parece ser uma espectadora privilegiada da tragédia, incapaz de impor a ordem, a transparência e a responsabilidade num ministério que se desagrega sob o seu olhar. A sua permanência no cargo, perante a sucessão de falhas e a degradação dos serviços, é um atestado de tolerância política à incompetência.

O Primeiro-Ministro, por sua vez, adota a postura do laissez-faire, deixando que a crise se arraste, como se a erosão da confiança nas instituições fosse um mero custo político a gerir. A sua liderança, marcada pela tolerância implícita à inação ministerial e à repetição de erros, sugere uma prioridade: a sobrevivência política do executivo acima da saúde e bem-estar dos cidadãos.

O país tem vivido um ciclo de instabilidade e corrupção que levou a sucessivas eleições, e o Primeiro-Ministro, ao não demitir ou reformar os setores em crise, assume a responsabilidade política pela estagnação calculada. A sua inação é uma forma de ação, um aval tácito à mediocridade e à falta de escrutínio. A crise no SNS é um reflexo da crise de liderança no centro do poder, onde a prioridade é a gestão da imagem e não a resolução dos problemas estruturais que afetam a vida dos portugueses.

E o Presidente da República, figura de garante da estabilidade e da moralidade pública, encontra-se num "triste final de mandato". A sua voz, antes um farol de intervenção, tornou-se um murmúrio distante, um comentário melancólico sobre a degradação nacional. Perante a corrupção que se alastra e a crise social que se aprofunda, a sua intervenção é pontual e desprovida da força moral necessária para sacudir o sistema. O Presidente, que deveria ser o último bastião contra a deriva, parece resignado a ser o cronista da decadência, observando de longe o crepúsculo da República. A sua habitual "magia" comunicacional perdeu o brilho perante a crueza dos factos. A nação esperava um gesto de autoridade e um apelo à responsabilidade, mas recebeu apenas a constatação de um estado de coisas que se agrava a cada dia. A sua apatia final é o selo de aprovação, ainda que involuntário, para a continuidade do desgoverno, mesmo ele sendo "conotado com o processo das gêmeas" ainda hoje não totalmente esclarecido.

A corrupção em Portugal não é um fenómeno novo, mas a sua banalização e a sua descida ao nível dos serviços essenciais representam um novo patamar de gravidade. Quando a porta de entrada para o direito fundamental à saúde se torna um balcão de negócios ilícitos, o contrato social está irremediavelmente quebrado. A inação dos líderes políticos, a começar pela Ministra, passando pelo Primeiro-Ministro e culminando na apatia presidencial, não é apenas uma falha de governação; é uma traição à promessa de um Estado de Direito que serve os seus cidadãos. A crise é ética, antes de ser financeira ou estrutural. É a crise da falta de vergonha e da ausência de consequências.

O caminho para a recuperação exige mais do que comissões de combate à fraude; exige uma revolução ética e estrutural. É imperativo que a Justiça atue com celeridade e que a classe política assuma a sua responsabilidade, não apenas demitindo os envolvidos, mas reformando profundamente os mecanismos que permitem que a corrupção floresça. A transparência deve ser a regra, e não a exceção. O futuro do Estado Social português depende da capacidade de Portugal de romper com o ciclo vicioso da corrupção e da inação, antes que o crepúsculo se torne noite cerrada.

O país precisa de líderes que não apenas falem de combate à corrupção, mas que a combatam ativamente, com tolerância zero e responsabilidade inabalável.

Carlos Sousa

A Inquisição do Século XXI: Quando o Poder Tenta Silenciar a VerdadeA história repete-se, mas os métodos evoluem. O que ...
19/11/2025

A Inquisição do Século XXI: Quando o Poder Tenta Silenciar a Verdade

A história repete-se, mas os métodos evoluem. O que outrora foi a fogueira da Inquisição, hoje é o banco dos réus. O que mudou? Apenas a roupagem. A essência da tirania — o medo do escrutínio e a sanha em silenciar a voz crítica — permanece intacta.

O caso que hoje trago à colação, o julgamento de um jornalista, Pedro Almeida Vieira do jornal online Página Um, por difamação e calúnia, movido por figuras de proa do nosso establishment — um almirante que por acaso é candidato á Presidência da Republica, uma Ordem profissional e os seus dignitários — não é um mero litígio judicial. É um sintoma. É a prova cabal de que os poderes instalados no nosso país, aqueles que se julgam acima da lei e da crítica, estão a usar o sistema judicial como um instrumento de retaliação e intimidação.

Não nos iludamos. Quando um jornalista, cuja única "arma" é a caneta e o único "crime" é a busca incessante pela verdade, se vê confrontado com a máquina pesada do Estado e das corporações, não estamos perante um duelo de iguais. Estamos perante uma caça ao mensageiro. O objetivo não é a reparação da "honra" ferida, mas sim a destruição do caráter, da idoneidade e do profissionalismo de quem ousa levantar o véu sobre as suas manobras.

O que está em causa neste processo é muito mais do que a reputação de um indivíduo. É a saúde da nossa democracia. É o direito constitucional de acesso à informação pública, a transparência e a fiscalização do poder. É a liberdade de imprensa, que não pode ser um mero adorno retórico, mas sim o pilar robusto que sustenta a República.

A Tática do Cansaço e a Blindagem Corporativa
O texto que me inspirou revela uma luta hercúlea e solitária. Um cidadão que teve de batalhar durante anos para obrigar a Administração Central do Sistema de Saúde a libertar registos hospitalares essenciais. Um jornalista que recorreu à Justiça mais de vinte vezes para defender o direito à informação, vendo até o Conselho Superior da Magistratura resistir ilegalmente à entrega de documentos. Isto não é o retrato de um país que preza a transparência; é a imagem de um Estado que a vê como uma afronta.

E quando o poder é confrontado com factos irrefutáveis, qual é a sua resposta? O ataque pessoal. A tentativa de transformar três décadas de jornalismo rigoroso, com formação académica sólida e um historial profissional imaculado, numa caricatura de "delinquente digital". É a tática do cansaço: arrastar o crítico para um labirinto de processos contínuos, na esperança de que o custo emocional e financeiro o convença de que "não vale a pena denunciar".

A ironia é gritante. A queixa da Ordem dos Médicos, por exemplo, nasce diretamente de uma intimação para aceder a documentos sobre uma campanha de mérito duvidoso, envolvida em indícios sérios de contabilidade paralela e fuga ao fisco. A primeira reação dos "ofendidos" não foi prestar contas, mas sim tentar impedir o acesso aos documentos, alegando que o jornalista os estava a "perseguir". O Tribunal Administrativo, felizmente, não se deixou levar pela conversa. Mas a mensagem é clara: a melhor defesa é o ataque.

E o que dizer da queixa do almirante? Resulta da revelação de negociações para vacinar médicos não prioritários, ao arrepio das normas da Direção-Geral da Saúde, envolvendo compensação monetária a uma instituição militar. Factos. Documentos. Registos de e-mails. E, por relatar factos e apresentar provas, o jornalista é hoje arguido.

O Privilégio de Ser Vítima
É particularmente revoltante a forma como estas figuras, que se assumem como funcionários públicos para não pagarem custas de justiça nem honorários de advogados, se exibem como vítimas da "maldade" de quem os investiga. Têm os bolsos fundos, financiados pelas quotas de todos os profissionais, para financiar estas "aventuras" judiciais. Têm o privilégio de usar a máquina do Estado para se protegerem, enquanto o cidadão comum tem de lutar sozinho.

Isto é o corporativismo político no seu estado mais puro: um caldo onde a defesa da "honra" é apenas um biombo para esconder a má gestão, a opacidade e, em alguns casos, a ilegalidade. É a união de interesses entre a política, as corporações e as figuras de topo que se sentem intocáveis.

Mas a fé na Justiça, apesar de tudo, persiste. Não numa Justiça cega a conveniências, mas numa Justiça que, por vezes, é forçada a cumprir o seu papel. O jornalista em questão ganhou grande parte dos casos em que recorreu para defender direitos fundamentais. Ganhou repetidamente, quando a derrota seria o mais natural, por cansaço. E é essa persistência que nos deve inspirar.

A Sentença que Não Podem Mudar
Tal como a Terra não deixou de girar só porque a autoridade no século XVII assim o exigia, também os factos não deixam de existir porque incomodam ordens, almirantes ou corporações no século XXI.

O dever de quem escreve, de quem pensa e de quem se preocupa com o futuro da sua nação é denunciar. É incomodar. É ser a pedra no sapato dos poderes instalados. E enquanto houver quem o faça, mesmo no banco dos réus, a esperança de uma sociedade mais justa e transparente não se extinguirá.

O julgamento de um jornalista é, na verdade, o julgamento de todos nós. É o momento em que a sociedade tem de decidir se a verdade é um valor a proteger ou um perigo a silenciar. A minha posição é clara: a verdade, por mais incómoda que seja, será sempre o nosso dever. E continuarei a denunciar. Porque esse é — e será sempre — o nosso dever cívico.

Carlos Alves de Sousa

Se for beber ao Bairro Alto em Lisboa a partir desta quinta-feira, há uma mudança de sistemaVários bares do Bairro Alto,...
19/11/2025

Se for beber ao Bairro Alto em Lisboa a partir desta quinta-feira, há uma mudança de sistema

Vários bares do Bairro Alto, em Lisboa, acolhem a partir desta quinta-feira a primeira rede de cinco máquinas de devolução de copos reutilizáveis para combater o desperdício, anunciou esta terça-feira a empresa TOMRA.

Em comunicado, a AHRESP - Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal e a TOMRA, empresa de soluções para a economia circular, indicam que após os bons resultados do teste realizado no verão junto dos quiosques do Príncipe Real e da Praça de São Paulo, chegou a vez de vários bares do Bairro Alto acolherem o modelo de depósito e devolução de copos reutilizáveis.

Segundo a TOMRA, os consumidores recebem as suas bebidas em copos reutilizáveis, mediante o pagamento de um depósito (0,50 euros) que é totalmente reembolsado no momento da devolução, bastando encostar o cartão ou telemóvel no ponto de recolha.

A iniciativa, que resulta de uma colaboração entre a Câmara de Lisboa, a TOMRA Reúse e a AHRESP - Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, visa combater o desperdício de plástico.

Pretende, também, reduzir as emissões e introduzir um modelo de reutilização inteligente no setor da restauração e vida noturna da cidade.

O “sistema é alimentado pela tecnologia 'Rotake' da TOMRA, um modelo completo de reutilização que inclui rastreamento digital, recolha de copos, higienização e redistribuição”.

A empresa gere todo o ciclo de vida dos copos para garantir eficiência, higiene e desempenho ambiental e adianta que todas as noites são utilizados cerca de 25.000 copos nas zonas de diversão de Lisboa.

“Apesar de muitos copos serem vendidos como ‘reutilizáveis’, até agora não existia um sistema que assegurasse a recolha, limpeza e recirculação ef**az desses recipientes”, acrescenta.

A implementação do sistema segue-se à regulamentação de 2024 da Câmara de Lisboa que proíbe o uso de copos de plástico descartáveis.

O sistema foi apresentado durante a cimeira “Lisboa a Reutilizar”, no Museu do Design e da Moda (MUDE).

Lusa

Fraude no SNS: Operação Obélix, Médica Detida por Prescrição Indevida de Ozempic para Falsos DiabéticosA Polícia Judiciá...
19/11/2025

Fraude no SNS: Operação Obélix, Médica Detida por Prescrição Indevida de Ozempic para Falsos Diabéticos

A Polícia Judiciária (PJ), em coordenação com a Autoridade Tributária (AT), realizou uma operação que levou à detenção de Graça Vargas, uma médica endocrinologista no norte do país. A profissional é suspeita de envolvimento num esquema de fraude que terá lesado o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em cerca de três milhões de euros.

A investigação, liderada pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional do Porto, aponta que a médica Graça Vargas emitia receitas de medicamentos antidiabéticos, como Ozempic, Victoza e Trulicity, para utentes que não eram diabéticos. O objetivo seria permitir que essas pessoas obtivessem os fármacos para fins de emagrecimento com comparticipação do Estado, contornando o custo elevado no mercado.

Os dados recolhidos indicam que a médica em causa é a maior prescritora a nível nacional destes medicamentos, com um valor total de prescrições que ultrapassa os 9,7 milhões de euros. Terá prescrito mais de 65 mil embalagens a cerca de 1.914 utentes, dos quais 57% seriam "falsos diabéticos", ou seja, sem diagnóstico da doença. A comparticipação do SNS nestas prescrições ascende a mais de 5 milhões de euros, sendo que a fraude estimada para o erário público se situa nos três milhões de euros.

A operação incluiu buscas à residência da médica detida, bem como a um estabelecimento de saúde, um escritório de advogados e sedes de duas empresas em Albufeira e no Funchal, consideradas "de fachada". Foram também alvo de busca gabinetes de contabilidade em Santa Maria da Feira e Lousada. Os suspeitos são investigados por crimes de burla qualif**ada e falsidade informática.

A investigação revelou ainda que a farmácia que mais dispensou receitas a "falsos diabéticos", ligadas a esta médica, está localizada no Porto. O valor de dispensação ascende a 881 mil euros, representando 9,4% do total de receitas do SNS nesta farmácia.
O volume de prescrições da médica detida contrasta com o dos outros profissionais. Uma análise do centro de controlo e monitorização do SNS, referente ao período entre 2012 e 2023, mostrou que os valores de comparticipação associados às suas receitas eram signif**ativamente superiores aos dos 10 maiores prescritores do país deste tipo de medicamento. O segundo maior prescritor, por exemplo, registou cerca de três milhões de euros em comparticipações, menos dois milhões que a endocrinologista em causa.

A investigação decorria desde 2020 e a detenção ocorreu num momento em que as autoridades reuniram fortes indícios. Foi identif**ado um utente a quem a médica prescreveu um total de 1.653 embalagens destes medicamentos entre 2012 e 2023, o que equivale a cerca de 23 embalagens por mês. Este volume elevado pode indiciar a revenda dos fármacos.

Os indícios recolhidos sugerem o envolvimento de uma outra médica, um advogado e uma clínica médica no esquema. A PJ confirmou que os suspeitos causaram um prejuízo ao Estado Português que poderá ascender a cerca de três milhões de euros, através do pagamento fraudulento de taxas de comparticipação.
Este inquérito, a cargo da Diretoria do Norte da PJ, tem ligação com outra investigação sobre crimes de fraude fiscal que envolve os mesmos suspeitos. Esta última investigação é tutelada pela Autoridade Tributária e decorre no DIAP de Santa Maria da Feira, o que justificou a coordenação das diligências realizadas.

O caso levanta questões sobre os mecanismos de controlo e fiscalização no SNS, bem como a necessidade de reforçar a transparência para prevenir e detetar situações de fraude que prejudicam o sistema de saúde público e a confiança dos cidadãos.

Carlos Sousa

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Belém

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